O FIM DA "ALIANÇA"!

É inegavel que com um Estadio Municipal a saude financeira do Sporting seria muito melhor.

Não fosse isso e o Roquette não se teria batido tanto por essa ideia.

A questão é saber se numa AG os sócios aprovariam essa alternativa.

Se para mudar o nome já é o que é, convencer a malta das vantagens de partilhar o estádio com os lamps devia ser bonito…

A questão é saber se numa AG os sócios aprovariam essa alternativa.

Se para mudar o nome já é o que é, convencer a malta das vantagens de partilhar o estádio com os lamps devia ser bonito…

Estou convencido que os sócios diriam sim ao estádio municipal assim como dirão sim aos “namings” diversos.

Mtas vezes defendo a paixão sobre a razão nestas coisas do Sporting mas há que ver as coisas com maior distância: que me interessa defender a paixão agora se isso implicar a morte da paixão suprema que é o Sporting? Se o Sporting precisa de vender naming ou precisava de aderir ao estádio municipal para sobreviver paciência, prefiro isso a um clube na segunda divisão, um equipamento pejado de patrocinios à rally ou coisas semelhantes.

Claro que Roquette viu isso e aidna há uns meses alguém no Sporting o lembrou. O que me fez MUITA impressão e ainda hoje faz foi o Sporting não ter batido o pé e ter permitido que pelo capricho chupista de um gangster entretanto condenado não se tenha avançado para uma solução mil vezes mais vantajosa. Se o estádio municipal tem avançado e o Sporting tivesse hoje:

a) uma situação financeira estável
b) capacidade para pequenos e médios investimentos no mercado desportivo
c) uma SAD mais completa, com mais funcionários especializados na observação de jogadores e mercados
d) polos de formação nos PALOPS, aproveitando um potencial rentabilizado no passado pelas equipas portuguesas mas que hoje está afastado sobretudo devido às limitações e atraso da formação futebolística desses países
e) uma academia com menos limitações de capacidade
d) um projecto de rentabilização de toda a zona actual do estádio (valiosíssima em termos de construcção) ou simplesmente um negócio brutal com a mesma área que permitisse verbas para outros investimentos de sustentação.
f) uma participação regular na CL em virtude da apresentação de uma equipa um pouco mais rica

…queriam lá os adeptos saber se o estádio era nosso, do papa ou da samsung. Eu vejo os adeptos do Milan chateadíssimos com isso de facto.

É o velho complexo do fidalgo português… pode estar completamente falido mas lá anda ele com o lencinho de tuberculina ao pescoço, de seda. Temos um estádio de reis mas sem poder de lá meter dentro qualidade como deve ser. Poderiamos ter um estádio de reis à mesma e uma equipa de verdadeiros leões ano após ano, bem sustentada na nossa formação e nas escolhas de uma rede de especialistas de maior dimensão.

Sonhos.

Não tenho essa ideia de que um estádio municipal fosse facilmente aceite pelos sócios. A ideia de partilharmos um estádio com os lampiões ainda causa - felizmente - alguma repulsa a muita gente, lembrando-me inclusivamente de algumas manifestações audíveis em alguns jogos quando essa hipótese foi avançada.

Seria mais uma daquelas ideias bastante viáveis financeiramente, mas que contribuiria de forma clara para uma perda de identidade. Partilhar o estádio com os nossos principais rivais seria para mim contra-natura.

A partir de certa altura todos os grandes clubes portugueses praticaram a fuga para a frente. Uma avaliação rigorosa da gestão do futebol do Sporting terá necessariamente de ser comparativa e servir-se dos "benckhmarks" óbvios, Benfica e Porto, e tanto quanto possível avaliar o efeito da construção de infra-estruturas e da conquista de títulos na valorização real dos activos do clube.

Portanto como os outros praticaram a fuga para a frente… a nossa passa a ser normal :).

Estás a fingir que não percebeste o que eu escrevi ou não percebeste mesmo?

Aquilo que tu dizes que deveria ter sido feito, como se de uma birra de um puto contrariado se tratasse

Acho que até ao momento estava e estou a discutir o assunto com a seriedade que é natural, não percebo este comentário ridículo e ofensivo quando, até ver, eu nada disse para o motivar que não fosse uma opinião sobre a opção de futuro do Sporting assente até em opiniões apresentadas por dirigentes do Sporting. Podes não ir à bola comigo mas podias controlar um pouco os acessos que até tens idade para ter mais juizo que eu.

Começando pelo fim. Para variar misturas as coisas, a imagem que eu quis transmitir com a birra, tem haver com o cenário que colocaste, e nada tem a ver com a tua pessoa. Mas não deixo de registar a tua sensibilidade em relação ao assunto, ao ponto de afirmares que o meu comentário é ridiculo e ainda por cima ofensivo. :shock: Para finalizar consegues ainda baralhar mais as coisas. Com certeza que discordo de ti em muitas coisas, mas daí colocar a questão como uma aversão pessoal, vai uma grande distância. Se calhar só quando atingires uma certa idade irás perceber isso. :wink:

Quanto ao assunto que interessa.
Ponho a questão de outra forma, não havendo acordo para o estádio municipal, quais as opções do SCP? Não construir estádio? Perder a oportunidade de seguir com o seu projecto inicial, comparticipado neste caso com 25%? Ou achas esta verba desprezível?

Talvez um dos erros nesta situação tenha sido a alteração do projecto inicial, acabando por construir um estádio com mais capacidade e prejudicando outras áreas do SCP.

Mas ainda volto à questão do estádio municipal e apenas para referir algumas coisas.

1º) As receitas da Alvaláxia neste momento podem não ser aceitáveis, mas acredito que essa situação se resolva. O que eu sei é que com um estádio municipal essas receitas seriam impossíveis.

2º) Não conheço todas as situações dos estádio municipais, mas sei que por exemplo em Itália, já que referiste o Milão, a Juventus ponderava, não sei se ainda pondera, a construção de um estádio próprio devidos aos altos custos impostos pela camara para jogar no Del Alpi. Conheço outras situações como em Belo Horizonte onde o Cruzeiro pensa fazer o mesmo.

Isto tudo para dizer e repetir que quanto a mim não se pode olhar para esta questão apenas do ponto de vista da redução dos custos na construção de um estádio. Há outros gfactores que devem ser analisados, principalmente no longo prazo, de forma a poder tomar a decisão mais acertada.

É natural que os actuais dirigentes do SCP defendessem a opção do estádio municipal, porque na verdade as condições para o desenvolvimento do projecto tal como ele foi delineado eram dificeis, mas infelizmente isso não foi possível.

Mas isso não os desabona em nada, continuam quanto a mim, a fazer uma grande diferença em relação às outras direcções anteriores, que era o que estava a ser discutido.

1º) As receitas da Alvaláxia neste momento podem não ser aceitáveis, mas acredito que essa situação se resolva. O que eu sei é que com um estádio municipal essas receitas seriam impossíveis..

Não compreendo como as consideras impossíveis se um estádio municipal te permitiria aproveitar de outras formas, talvez bastante mais rentáveis os terrenos actuais. Não seriam é possivelmente as mesmas, seriam outras.

2º) Não conheço todas as situações dos estádio municipais, mas sei que por exemplo em Itália, já que referiste o Milão, a Juventus ponderava, não sei se ainda pondera, a construção de um estádio próprio devidos aos altos custos impostos pela camara para jogar no Del Alpi. Conheço outras situações como em Belo Horizonte onde o Cruzeiro pensa fazer o mesmo.

O caso da Juve é particular pq é um estádio para um clube. Em lisboa, e tendo até sido a solução sugerida pela câmara obviamente os custos seriam diferentes, recordo o caso do estádio do belém, que foi da camara durante mto tempo com uma renda simbólica e foi vendido ao belém também por um preco simbólico. A camara municipal nunca teria a coragem de exigir uma verba incomportável por um estádio que serviria desde logo os dois maiores clubes do país que entre si devem dividir cerca de 80% dos adeptos de futebol nacional.

Isto tudo para dizer e repetir que quanto a mim não se pode olhar para esta questão apenas do ponto de vista da redução dos custos na construção de um estádio. Há outros gfactores que devem ser analisados, principalmente no longo prazo, de forma a poder tomar a decisão mais acertada.

Vê as ideias que deixo sobre de que forma a libertação de novas verbas permitiria ao Sporting fazer os investimentos que realmente se esperam de um clube de futebol.

É natural que os actuais dirigentes do SCP defendessem a opção do estádio municipal, porque na verdade as condições para o desenvolvimento do projecto tal como ele foi delineado eram dificeis, mas infelizmente isso não foi possível.

Apenas o referi pq apresentaste a coisa como sendo fruto da minha birra e não foi: não só foi defendida na altura por Roquette como foi relembrada à bem pouco tempo pelos dirigentes do Sporting relativamente ao passivo brutal que temos.

Mas isso não os desabona em nada, continuam quanto a mim, a fazer uma grande diferença em relação às outras direcções anteriores, que era o que estava a ser discutido

Que fazem grande diferença não duvido e nem estou a ser irónico. É uma forma de gestão completamente diferente de tudo o que já aconteceu. Se é positiva ou não e se o Sporting beneficiará da mesma só o futuro o dirá mas até agora os objectivos do projecto falharam por completo: o Sporting ainda não é autosuficiente, o Sporting ainda não estabilizou a sua situação financeira de forma definitiva, o Sporting ainda não ganha campeonatos de 3 em 3 épocas, o Sporting ainda não vai à CL com um mínimo de regularidade, o Sporting ainda não tem uma equipa ao nível do clube, o Sporting ainda não lidera o futebol nacional. A única coisa que têm para mostrar é o pseudo-modernismo do clube (que como acontece ano após ano é apenas aparente, veja-se o amadorismo do marketing e vendas aos sócios) e duas infra-estruturas belíssimas mas que estão tudo menos pagas logo efectivamente não são nossas.

Caro Mpcco,

Também não vejo por que razao o Alvalaxia teria menos sucesso (se neste momento isso so pode dizer, tendo em atencao a situaçao que já foi noticiada e aceite pela Direcção) se não tivesse o Estadio como ancora.

Acho que uma coisa nao tem nada com a outra.

Creio tb que o Sporting, se em AG os sócios aceitassem um estadio municipal, deveria ter feito pressao para que, mesmo sem os galinhas, a Camara avancasse para um estadio municipal a dividir entre o Sporting e o Belem e onde jogasse tb a Selecçao Nacional. Acho que bem trabalhado o assunto teria certamente pernas para andar e se calhar ficaria afastado um cenario que mete realmente nojo a todos nos… a partilha de lugares com os tipos que nao tomam banho.

Eu defendi essa opçao qdo se colocou e continuo a achar a melhor, até pq nunca o pagamento da utilizaçao seria uma enormidade (se calhar ate seriam menos que os 5 milhoes que a SAD paga neste momento á NEJA, embora fique tudo em familia… mas lá está, sao recursos desviados ao futebol) e alem disso as receitas seriam exactamente as mesmas, sem os encargos financeiros do projecto nem os custos de manutençao.

Já agora, deixa-me volta um pouco atrás pq creio que foste tu que mencionaste a eterna discussao á volta de passivo Vs activo.

Eu nao percebo mto de economia, mas com as minhas limitaçoes nao entendo como podem fazer passar a peregrina ideia (pq é mesmo) que é verdade que temos passivo, mas que mto desse passivo é transformado em activo… :shock:

Sejamos sinceros… quem nos vai comprar um estadio de futebol se chegarmos ao ponto de necessitar ir buscar dinheiro?

O Estadio seria (ou será) um investimento e neste caso fará sentido falar-se em activo e passivo, se for rentabilizado de forma a pagar-se e ainda libertar receitas. Eu até diria que ficaria satisfeito se se pagar apenas.

O problema é que aparentemente o Projecto falhou, foi demasiado optimista e o Estádio, juntamente com o Alvaláxia, só dificilmente se pagam num prazo temporal aceitavel para uma “empresa” (como odeio esta palavra para me referir ao nosso Sporting) que tem na pratica desportiva e no futebol em particular a sua mola real e aquilo que proporciona o desenvolvimento do Clube.

Podem dizer que todas estas estruturas se pagam em 15 anos… mas meus caros, 15 anos é muito tempo para um Clube de futebol, que necessita investimentos anuais importantes.

A “estoria” que nos contaram era em 2005 estarmos já sem ter de desinvestir no futebol, nem a contar os trocados… mas já sabemos que nao é isso que se passa. Esta época foi um bom exemplo e de acordo com o novo Project Finance o assunto ainda vai durar mais umas épocas, se entretanto tudo correr bem.

Finalmente e só para voltar ao principio, a minha revolta nesta questão do naming right para o Estadio José Alvalade tem que ver com a hipocrisia de quem há 5 anos dizia que nao podiamos partilhar um estadio e perderiamos identidade com essa opçao (algo que nao chegou a ser discutido em profundidade, como alias nada o parece ser ultimamente no Sporting) mas agora que temos o nosso Estádio José Alvalade está disposto a “largar” ou “emporcalhar” o nome que presta uma homenagem ao nosso fundador.

É que uma coisa é nao ter estadio. Outra é ter um estadio e “tirar-lhe” o nome que lhe foi dado e mto bem… pelos mesmos que ao inicio diziam que tinhamos de ter estadio. É incompreensivel… ou melhor, é a prova de que algo correu muito mal!!!

2º) Não conheço todas as situações dos estádio municipais, mas sei que por exemplo em Itália, já que referiste o Milão, a Juventus ponderava, não sei se ainda pondera, a construção de um estádio próprio devidos aos altos custos impostos pela camara para jogar no Del Alpi. Conheço outras situações como em Belo Horizonte onde o Cruzeiro pensa fazer o mesmo.

Munique (o novo estadio), Genova, Roma, Mexico (Azteca / Guadalajara), Bergamo, Moscovo (Dinamo , Luznhiki), Belgica (Brugge)…

2º) Não conheço todas as situações dos estádio municipais, mas sei que por exemplo em Itália, já que referiste o Milão, a Juventus ponderava, não sei se ainda pondera, a construção de um estádio próprio devidos aos altos custos impostos pela camara para jogar no Del Alpi.

Confirmo-te que a Juventus vai avançar para a construção de um novo estádio, deixando o Delle Alpi para o Torino.

Apenas uma adenda importante nesta discussão:

O artigo da Dez adiantava a palavra dos dirigentes do Sporting acerca da necessidade de reduzir AINDA MAIS o orçamento do plantel de futebol e reduzir investimento na academia.

Acho que só isto mostra desde já a diferença entre as opções e como o Sporting está com a corda na garganta ao pronto de ter de começar a desinvestir na academia.

Aliás basta atentar no racional da tua frase e do que o Angel diz para se perceber o problema: desde quando o facto de os outros fazerem asneiras justifica as nossas?

Quando só se lê o que se quer, dá nisto…

Vamos fazer uma analogia a ver se me consigo fazer entender…

Os meus avós e os teus provavelmente viviam o dia a dia, com o dinheiro que tinha. Nem pensar em pedir empréstimos! Casa nova? haha! Carro novo? De 20 em 20 anos! Eram pobres mas honrados, e o seu passivo era zero! Nem na mercearia deviam nada!

Hoje eu e tu provavelmente temos uma casa, 1 ou 2 carros, cartão de crédito, etc. O teu passivo e o meu são de certeza, a preços correntes (desprezando a inflação), 1000 vezes maior que o dos teus pais e dos meus.

Porque é que compraste casa, Mauras? Podias viver na dos teus pais, ou então alugar uma casita de renda económica. O teu passivo seria irrisório e podias ir de férias todos os anos para a Malásia, uma vez que te sobrava dinheiro para isso.

Rui,
eu não disse que a Alvalaxia sem o estádio não tinha futuro. A hipótese de um estádio municipal e a posterior rentabilização dos nossos terrenos é aceitável, mas como nunca existiu nenhum projecto nesse sentido, torna-se dificil discutir. Seria um CC? Um pavilhão multi-usos? Enfim, aceito qualquer ideia, e eventualmente nestes moldes poderiamos estar num maior desafogo financeiro, mas a questão não é essa.

O problema é que o estádio municipal não foi para a frente por culpa dos lamps, e ao contrário do que dizes, eu duvido muito que algum autarca se arriscasse a fazer um obra dessa dimensão sem a orcalhada.
Por outro lado, ponho muitas reservas na aceitação dos sócios a um estádio municipal a dividir com as galinhas.
Eu por mim votava contra. Não só por achar que se existe um simbolo que temos preservar, esse é o estádio, como continuo a acreditar que esta solução é a que traz mais valor, contando todos os aspectos, financeiros e sentimentais, para o SCP.

Quanto à questão do activo x passivo, nã à volta a dar. O estádio, por muito que aches que ninguém o compra, é um activo do SCP e assim é contabilizado. Da mesma forma que academia e os jogadores são.

Temos que ver o estádio como um equipamento desportivo essencial para a pratica da actividade principal da empresa, no caso o SCP. Num cenário de venda do clube, a existência deste estádio, aumentaria em muito o valor de venda a praticar.

Quanto às promessas que referes para 2005, sem querer ser incorrectoi, acho que estás enganado. Com estádio em funcionamento em 2003 e a academia em 2002, se não me engano, não é nesse periodo de tempo que recuperas o investimento, principalmente quando estamaos a falar nos montantes envolvidos.

Talvez existam problemas a corrigir, nomeadamente aumentar o dinamismo da Alvaláxia, mas acredito que com tempo, e acredito que seja menos que os 15 anos que referes, aquilo que foi prometido por J.Roquette será cumprido, pelo que dizer que o Projecto falhou seja um a afirmação um pouco precipitada.

Quanto à questão do nome do estádio vejo a questão de outra forma. Não será por alugarmos o nome por um período de tempo que se vai perder a identidade. A história existe e cabe a nós sportinguista não esquecê-la. Para nós o estádio será sempre José de Alvalade, apesar de já hoje, muitos se esforçarem para lhe mudar o nome.

Porque é que compraste casa, Mauras? Podias viver na dos teus pais, ou então alugar uma casita de renda económica. O teu passivo seria irrisório e podias ir de férias todos os anos para a Malásia, uma vez que te sobrava dinheiro para isso.

Se o Estado me oferecesse casa tão boa como a minha, cuja diferença seria não ficar no meu nome e isso me permitisse liberdade financeira para outras coisas ó meu amigo… é que era já a seguir! :smiley: Só que isso não existe! Sò mesmo neste mundo anedótico do futebol! :slight_smile:

Rui,

O problema é que o estádio municipal não foi para a frente por culpa dos lamps, e ao contrário do que dizes, eu duvido muito que algum autarca se arriscasse a fazer um obra dessa dimensão sem a orcalhada.

Correcto.

Mas todo o contexto indicia que uma pressão do Sporting criaria uma situação muito complicada e em que tinhamos vantagem. Não só o Benfica vivia tempos conturbados nos quais certamente seria possível a um Estado isento e sério pressionar o benfica a aceitar uma solução racional como também estavamos em plena véspera de euro 2004, com a necessidade de cumprir as promessas feitas à UEFA. Perante a racionalidade da solução municipal tudo indiciava que, houvesse punho forte do Sporting e vontade política consequente o benfica seria apertado a ter juizo e aceitar a solução.

O Sporting quis a solução municipal mas a verdade é que se conformou rapidamente com o não. Algo que não aceito nem compreendo.

Tenho muito orgulho no meu estádio mas muito maior orgulho teria eu numa direcção que tivesse combatido pelos melhores interesses do Sporting e estivesse hoje em dia a colher os frutos dessa opção em vez de fazer vida de miséria.

Mas todo o contexto indicia que uma pressão do Sporting criaria uma situação muito complicada e em que tinhamos vantagem. Não só o Benfica vivia tempos conturbados nos quais certamente seria possível a um Estado isento e sério pressionar o benfica a aceitar uma solução racional como também estavamos em plena véspera de euro 2004, com a necessidade de cumprir as promessas feitas à UEFA. Perante a racionalidade da solução municipal tudo indiciava que, houvesse punho forte do Sporting e vontade política consequente o benfica seria apertado a ter juizo e aceitar a solução.

Chama-se a isto “Wishfull thinking”… :wink:

exacto mas os whishes só come true se fizermos uma forcinha.

como na luta contra o sistema, por exemplo… :roll:

Resta saber se foi só conformismo. Acredito que depois de todo o trabalho feito no projecto do nosso estádio, houvesse algumas pessoas contra a solução do estádio municipal.

Isso também acredito e talvez tenha sido por isso que o Sporting foi mais decidido na luta pelo projecto municipal. Pena que essas pessoas não tenham tido mais cabeça. Uma delas, a terem existido, só pode ter sido o Godinho Lopes. Todos sabemos o que lhe aconteceu. Estas obras também mexem com muitos interesses e dois estádios em lisboa dão de comer a muito mais bocas do que apenas um.

Eu continuo a achar que racionalmente o Estadio Municipal era o ideal, mas sou sincero se na altura tivesse sido proposto à consideração dos sócios, não sei como votaria. Até porque quando essa discussão veio à baila já se tinha iniciado a construção do nosso actual estádio e por isso emocionalmente era já dificil desistir da ideia de ter um estadio novo e moderno.

Era uma decisão muito dificil.

De que valia ao Roquette criar uma briga com a CML, para os obrigar a construir o Municipal e depois os sócios chumbarem a ideia?