Caro Mpcco,
Também não vejo por que razao o Alvalaxia teria menos sucesso (se neste momento isso so pode dizer, tendo em atencao a situaçao que já foi noticiada e aceite pela Direcção) se não tivesse o Estadio como ancora.
Acho que uma coisa nao tem nada com a outra.
Creio tb que o Sporting, se em AG os sócios aceitassem um estadio municipal, deveria ter feito pressao para que, mesmo sem os galinhas, a Camara avancasse para um estadio municipal a dividir entre o Sporting e o Belem e onde jogasse tb a Selecçao Nacional. Acho que bem trabalhado o assunto teria certamente pernas para andar e se calhar ficaria afastado um cenario que mete realmente nojo a todos nos… a partilha de lugares com os tipos que nao tomam banho.
Eu defendi essa opçao qdo se colocou e continuo a achar a melhor, até pq nunca o pagamento da utilizaçao seria uma enormidade (se calhar ate seriam menos que os 5 milhoes que a SAD paga neste momento á NEJA, embora fique tudo em familia… mas lá está, sao recursos desviados ao futebol) e alem disso as receitas seriam exactamente as mesmas, sem os encargos financeiros do projecto nem os custos de manutençao.
Já agora, deixa-me volta um pouco atrás pq creio que foste tu que mencionaste a eterna discussao á volta de passivo Vs activo.
Eu nao percebo mto de economia, mas com as minhas limitaçoes nao entendo como podem fazer passar a peregrina ideia (pq é mesmo) que é verdade que temos passivo, mas que mto desse passivo é transformado em activo… :shock:
Sejamos sinceros… quem nos vai comprar um estadio de futebol se chegarmos ao ponto de necessitar ir buscar dinheiro?
O Estadio seria (ou será) um investimento e neste caso fará sentido falar-se em activo e passivo, se for rentabilizado de forma a pagar-se e ainda libertar receitas. Eu até diria que ficaria satisfeito se se pagar apenas.
O problema é que aparentemente o Projecto falhou, foi demasiado optimista e o Estádio, juntamente com o Alvaláxia, só dificilmente se pagam num prazo temporal aceitavel para uma “empresa” (como odeio esta palavra para me referir ao nosso Sporting) que tem na pratica desportiva e no futebol em particular a sua mola real e aquilo que proporciona o desenvolvimento do Clube.
Podem dizer que todas estas estruturas se pagam em 15 anos… mas meus caros, 15 anos é muito tempo para um Clube de futebol, que necessita investimentos anuais importantes.
A “estoria” que nos contaram era em 2005 estarmos já sem ter de desinvestir no futebol, nem a contar os trocados… mas já sabemos que nao é isso que se passa. Esta época foi um bom exemplo e de acordo com o novo Project Finance o assunto ainda vai durar mais umas épocas, se entretanto tudo correr bem.
Finalmente e só para voltar ao principio, a minha revolta nesta questão do naming right para o Estadio José Alvalade tem que ver com a hipocrisia de quem há 5 anos dizia que nao podiamos partilhar um estadio e perderiamos identidade com essa opçao (algo que nao chegou a ser discutido em profundidade, como alias nada o parece ser ultimamente no Sporting) mas agora que temos o nosso Estádio José Alvalade está disposto a “largar” ou “emporcalhar” o nome que presta uma homenagem ao nosso fundador.
É que uma coisa é nao ter estadio. Outra é ter um estadio e “tirar-lhe” o nome que lhe foi dado e mto bem… pelos mesmos que ao inicio diziam que tinhamos de ter estadio. É incompreensivel… ou melhor, é a prova de que algo correu muito mal!!!