O FIM DA "ALIANÇA"!

Bastava ao Roquette explicar claramente o que representaria financeiramente a opção estádio municipal e o que representaria em termos de desgraça no passivo e para o futuro DESPORTIVO do Sproting a opção estádio próprio. O sócio do Sporting, ao contrário de outros clubes, não é um troglodita ignorante. As coisas têm é de ser bem explicadas, bem demonstradas, com cenários completos.

Estou certo que se assim fosse, os sócios do Sporting aprovariam.

Aliás basta atentar no racional da tua frase e do que o Angel diz para se perceber o problema: desde quando o facto de os outros fazerem asneiras justifica as nossas?

Quando só se lê o que se quer, dá nisto…

O Mauras agora deu em ser o rei das interpretações habilidosas. Assim não há troca de impressões que se revele frutuosa.

Até porque quando essa discussão veio à baila já se tinha iniciado a construção do nosso actual estádio

Pois… :roll: Até por esse exemplo se vê a confiança que os dirigentes depositavam no seu projecto, que já com as obras a andar a todo o vapor, ainda colocaram o cenário do estádio municipal.

Isso “disse” logo mto acerca do que estava para vir e se começa a comprovar agora. Aliás esse assunto foi tema de mta discussao num antigo Forum do Sporting e creio que se eramos 2/3 a defender a hipotese municipal e mais tarde, no seguimento dessa discussao, na manutençao dos 42 mil lugares, já eramos mtos… :lol:

Já que falei no assunto e até pq me lembro disso ter sido discutido na altura por nós, porventura continuam 98% a pensar que a opçao pelos 50 lugares foi a correcta ou já há mais alguns a apoiarem o que defendi, ou seja os 42 mil lugares, com espaço para Pavilhao e menos 15/20 milhoes de gastos?

Porque é que compraste casa, Mauras? Podias viver na dos teus pais, ou então alugar uma casita de renda económica. O teu passivo seria irrisório e podias ir de férias todos os anos para a Malásia, uma vez que te sobrava dinheiro para isso.

Se o Estado me oferecesse casa tão boa como a minha, cuja diferença seria não ficar no meu nome e isso me permitisse liberdade financeira para outras coisas ó meu amigo… é que era já a seguir! :smiley: Só que isso não existe! Sò mesmo neste mundo anedótico do futebol! :slight_smile:

Não desconverses. Estávamos a falar dos motivos pelos quais os passivos cresceram exponencialmente! Estava a explicar-te que cresceram porque os tempos mudaram! Já não estamos em 1960, 70 ou 80, a economia gira a uma velocidade muito maior e ter o dinheiro debaixo do colchão ou no banco já não se usa!

Mas ok, seguindo o teu raciocínio à letra: O Estado realmente dá-te uma casa, só que é uma casa que tens que compartilhar com outra família. Preferias essa casa, ou preferias ter a tua casa, que ainda que formalmente seja do banco, na realidade é tua, porque sabes que a vais pagar, porque sabes que nem que demore 40 anos vai ser tua, que a qualquer momento a podes vender para ir para outra maior e melhor? Casa essa que acarinhas, que cuidas, que beneficias, decoras, que é a tua casa, onde a tua finha nasceu e vai crescer, onde passaste alguns dos melhores momentos da tua vida, e muitos difíceis também? Ok, é lamechas, mas também é disto que vive o futebol.

Neste caso Alemid, levando a comparação ao limite (só rende a favor da minha ideia) não se trata de uma casa partilhada com outra família pois o Sporting e o Benfica não teriam de coexistir no mesmo estádio ao mesmo tempo. Quando muito compara com uma casa em timesharing, ou uma casa de férias em sociedade como tanta gente faz. Oferecida? Tão boa como a minha? Libertadora de investimento noutras coisas da minha vida?

Onde é que eu assino!?! :smiley:

Nunca partilharia um estádio com os lamps…

Se o problema era esse mantivessem o estadio antigo, votaria sempre contra, e no caso de isso acontecer nao iria mais ver o SCP…

isso seria o final do meu sportinguismo…já agora só faltava mudarem o nome…

Até porque quando essa discussão veio à baila já se tinha iniciado a construção do nosso actual estádio

Já que falei no assunto e até pq me lembro disso ter sido discutido na altura por nós, porventura continuam 98% a pensar que a opçao pelos 50 lugares foi a correcta ou já há mais alguns a apoiarem o que defendi, ou seja os 42 mil lugares, com espaço para Pavilhao e menos 15/20 milhoes de gastos?

Eu sempre achei e continuo a achar que é uma falha muito grande não termos construído um novo pavilhão para as modalidades, pois se a vida das modalidades já é difícil, assim ainda mais difícil se torna. Para bem da sua sobrevivência e para bem da sobrevivência do ecletismo que sempre caracterizou o Sporting, tem que haver um pavilhão. Acho mesmo inconcebível e lamentável não o terem feito. Resumindo, preferia ter um estádio ligeiramente mais pequeno e ter também um pavilhão para as modalidades, pois só assim o Sporting faz sentido.

P.S - Partilhar um estádio com os lamps jamais! :x

partilhar um estádio com aqueles vermes…? nem morto… :lol:

O quadro na revista DEZ era incluido numa análise mais abrangente sobre o panorama leonino. De qq forma o disparo brutal do passivo está associado não à lei bosman (se há grupo de clubes na europa que ainda têm feito algum com a formação nós estamos lá de certezinha) mas sim à construcção do novo estádio, uma opção à qual fomos forçados e à qual não soubemos bater o pé racionalmente exigindo uma solução municipal racional que hoje colocaria o Sporting numa situação financeira completamente diferente, mas isso já foi aqui mto discutido. O engraçado é que o passivo dispara com o novo estádio mas dispara para um nível muito acima do preço comunicado do estádio, algo que ainda ninguém explicou e que já foi aqui comentado.
O passivo pode ter aumentado, e até podem faltar explicações para esse mesmo aumento, mas em contrapartida, o nosso activo também aumentou substancialmente. E é curioso que quando se começa a discutir estes assuntos venha sempre à baila o passivo, mas por razões insondáveis, o activo que lhe está ligado directamente nunca é referido.

A falta de explicações para o passivo a que o Mpcco se refere é para mim um mistério. Não consigo entender como nenhum jornalista questiona os responsáveis sobre isto.

Para quem queira comparar o passivo actual com o que o SC deixou, há um exercício muito simples. Pegue-se no valor actual e subtraia-se o valor correspondente à academia e ao estádio. Teremos um passivo “líquido”, livre dos investimentos em infraestruturas (que SC não construiu), e por isso susceptível de comparação. A este passivo “líquido”, subtraia-se o valor do deixado pelo SC, e encontraremos vários milhões de contos esbanjados com o “rigor” próprio dos primeiros anos do Projecto…:?

Quanto à discussão que se levantou no tópico sobre os presidentes, penso que o JG era um ingénuo irresponsável, SC um sonhador a quem os sportinguistas devem mais do que julgam, e que o DC poderia figurar na história do nosso Clube como o mais marcante de todos os presidentes, não fora a “pedra no sapato” de o Sporting ser um clube desportivo, coisa que ele ainda não percebeu.

Ignorando que se trata de um clube, não se apercebe do substrato humano, emocional e afectivo que o rodeia, e por isso tem da instituição uma visão meramente societária, ou “corporate” como ele preferirá chamar-lhe.

Não fazendo a mais pequena ideia do que é o fenómeno desportivo, e julgando que “produzir” futebol ou embalagens de plástico é a mesma coisa, tem acumulado erros atrás de erros na gestão da SAD, com importantes reflexos económicos, e que desembocaram na actual política de corte a eito nas despesas, própria de quem não tem competência nem imaginação. E como se não bastasse, os anos que leva na presidência ainda não lhe chegaram para tirar a pinta à escumulha futebolística que o rodeia, persistindo em alianças e iniciativas ridículas para moralizar o futebol português.

Não obstante tudo isto, estou certo que as proezas no domínio da construção civil farão com que a história seja generosa com o DC.

Deve estar a fazer praticamente 1 ano que escrevi o seguinte, após as declarações de DC em relação ao passivo:

[i]E obvio que as noticias estao desenquadradas. Nao se pode falar em passivo sem ter em conta o activo que ele ajuda a formar.

Da mesma forma nao se pode avaliar o passivo sem saber que volume de riqueza ele ajuda a conseguir e de que forma essa riqueza e utilizada.

Mas de quem e a culpa que o simples adepto de futebol (seja do Sporting ou nao) nao fale de outra coisa na discussao do cafe senao dos “assustadores” 420 milhoes?

Pois… e dos nossos dirigentes.

E dos nossos dirigentes porque deixaram “cair” o tal valor como uma bomba, sem terem a preocupacao de apresentar as devidas explicacoes.

E dos nossos dirigentes porque nao basta escutar o presidente do Clube afirmar que “Esta tudo bem, as contas estao controladas, nao ha razao para nos preocuparmos”.

Com comportamentos e atitudes destas o unico que se consegue e ter a maioria do “pessoal da bola” a mandar bitaites sobre assuntos que nao entende minimamente ou a usar termos que nem sabe o que significam… e eu assumo que estou “mais ou menos” incluido nesse numero.

Mesmo a maioria da pequenissima minoria que ainda consegue entender alguns dos termos, tao pouco pode em consciencia discutir com exactidao o assunto, porque os mecanismos existentes para o controlo e gestao de um processo economico (seja ele qual for, mas sobretudo este do Sporting) e a estrategia propria utilizada faz com que possam incorrer em erro (e o mais certo e isso acontecer).

Esta questao da distribuicao da informacao e relevante e nao cabe apenas aos meios de imprensa a responsabilidade pela ma qualidade geral daquilo que e transmitido ao publico.

Em teoria aceito que os Sportinguistas se querem estar bem informados acerca do que se passa no Clube deveriam participar em massa na AG, onde e suposto o debate acontecer em toda a sua plenitude.

Mas as AG’s so podem assistir os socios do Sporting, pelo que desde logo ficaria a esmagadora maioria de Sportinguistas sem acesso a informacao importante.

E ha os casos dos socios do Sporting que vivem longe de Lisboa (ou mesmo longe de Portugal) e que tambem nao podem aceder as reunioes magnas do Clube.

Alem disso e logisticamente impossivel (nao o sera, mas e como se fosse) organizar uma AG para 50 mil pessoas.

Perante tudo isto nao seria logico que a direccao do Sporting desse a conhecer a TODOS os Sportinguistas aquilo que foi discutido em AG (atraves do Jornal do Clube e do Site oficial por exemplo), sem intermediarios e utilizando um discurso claro e objectivo?

Posto isto gostaria que de uma vez por todas os dirigentes do Sporting, atraves do seu discurso e com auxilio de numeros me elucidassem acerca do seguinte (se no futuro fosse a uma AG e dispusesse de 2 minutinhos seriam as questoes que gostaria ver respondidas):

  • Confirma-se que o passivo do Sporting em Maio de 1995 era de 60M de euros?

  • Confirma-se que o Sporting investiu 170M no Alvalade XXI (Estadio, Sede, Alvalaxia, Pavilhao, Museu e Bingo) e na Academia?

  • Confirma-se que recebemos 30M em ajudas Estatais?

  • Confirma-se que o projecto imobiliario para os terrenos do antigo estadio se traduzira em cerca de 45M de receita para o Sporting?

  • A diferenca de cerca de 240M no passivo do Clube em relacao ao valor agora apresentado, ja tendo em conta os investimentos feitos, deve-se apenas ao deficit da actividade da SAD para o futebol?

Mas se nao quisessem ou nao pudessem responder a estas questoes e me dessem apenas a oportunidade de colocar uma questao, creio que me daria por satisfeito se esclarecessem o seguinte:

  • O investimento feito nos ultimos anos vai possibilitar a obtencao de receitas suficientes para amortizar a divida contraida e ao mesmo tempo anular o deficit cronico (e insoluvel pelos meios ate agora utilizados) da area do futebol, ja em 2005 (como foi tantas vezes apregoado) ou so daqui a 10/20 anos?[/i]