A Bairrada sofre ainda de um problema, que são aqueles Baga mais estruturados, que são imbebiveis em novos. A maioria dos consumidores não tem cultura para comprar uma garrafa e guardar em cave 8 ou 10 anos antes de a abrir. Se calham a comprar um Bageiras garrafeira e o abrem em novo vão gastar uma pipa de massa e achar aquilo um horror.
@sotnas conheço poucos Monivarietais Merlot portugueses. O único que me encheu as medidas até hoje foi o Infinitude (projeto vínico de Colares).
Na minha opinião, os novos estão longe de valer o preço. Se sacares um 2011 ou 2014/15 abaixo de 20€, então está bem. Os vinhos do Abel Codesso na PROVAM para mim têm RQP bem melhor. Soalheiro também tem boa qualidade e encontram-se nos supers, se quiseres qualidade acima, recomendo a Quinta do Regueiro.
Os Palácio da Brejoeira são ótimos Alvarinhos, mas também os acho overpriced.
O Primitivo, da Quinta do Regueiro é provavelmente o meu Alvarinho preferido nessa faixa de preço (custa 15€). O Contacto do Anselmo Mendes também é um ótimo Alvarinho, por menos de 10€, assim como o Muros Antigos também do Anselmo.
Outra casa que está a fazer Alvarinhos espetaculares é a Vale dos Ares, tanto o normal (cerca de 10€) como o sobre borras finas (cerca de 15€) são ótimos.
Todos estes são pelo menos tão bons como o Brejoeira, e são todos mais baratos.
Não invalida que o Brejoeira seja um excelente vinho, que o é, mas tem um preço que resulta de um estatuto que teve durante alguns anos e que já não tem.
Gostei muito do Merlot Bridão, embora seja um registo diferente. Aliás, já o disse aqui, para mim os vinhos da Adega do Cartaxo são de topo em Relação Preço/Qualidade.
Em relação ao Quinta da Lapa, tenho ali na garrafeira, mas ainda não tenho feedback.
Óptimas escolhas. Esqueci-me de falar do Anselmo, mas nunca provei um verde dele mal feito, é um mestre e acho toda a reverência que lhe dão justíssima. Tem um colaborador, o Constantino, que também feito coisas muito interessantes por conta própria.
A Brejoeira tem grandes vinhos e aguardentes, o tema é mesmo estarem a cobrar preços europeus para bolsas portuguesas. Foram dos primeiros a aparecer e o lado aristocrático da coisa dá estatuto, é mesmo assim. Já lá fui fazer visitas e é um local maravilhoso, paga a pena lá passar uma tarde e depois ir ali ao café que eles têm no jardim. E para as aguardentes os preços eram bem mais em conta (pelo menos eram aqui há 2 ou 3 anos).
Um bom Porto para os anos 2010, 2012 e 2017 que possam recomendar?
Estava a pensar naqueles que podem ficar mais uns anos sem serem abertos (é para passar à geração seguinte quando atingirem a maioridade). O preço não importa. Percebo que 2017 ainda não haja muito por onde escolher, mas pelo menos das outras duas datas.
Por falar em aguardentes, algum apreciador por aqui?
Eu adoro aguardente, é das minhas espirituosas preferidas.
Qualidade/preço ainda não encontrei melhor do que Fim de século 25 anos.
Já a melhor que já bebi até hoje definitivamente Conde de Amarante.
O Bridão Alicante Bouschet é um verdadeiro achado. É um vinho extraordinário para o preço e, aqui entre nós que ninguém nos ouve, podia custar o dobro que continuava a não ser caro.
A Adega do Cartaxo está a trabalhar muito bem, têm feito um trabalho de modernização da adega e de seleção de vinhas muito bom.
Até os Bridão Clássico (tanto o branco como o tinto), que custam pouco mais de 3€, são vinhos muito aceitáveis para vinhos de dia-a-dia.
Noval não tem que enganar. Em termos de preços simpáticos (não tenho capacidade de ir mais além e nunca apanhei provas a sério de Porto), os Dalva tenho achado muito interessantes. Gostei imensos do vintage 2011.
Meti o Vesúvio para 2010 porque não há vintage da quinta do noval para esse ano.
Todos com muito bom potencial de envelhecimento. Todos à volta do mesmo preço +/-
Por acaso 2017 desses anos foi o melhor ano para Porto, e por consequência é onde há mais selecção de vintages.
Pois, o preço é de facto muito alto, e assumo que ele queira 3 vinhos dentro da mesma gama de preços, e seria difícil encontrar vinhos dessa gama para 2010 e 2012 (penso eu, não procurei)