Que pouca vergonha vem a ser esta? Vende-se passes desvalorizados? ???
Inocentes não foram… lançar estes valores após uma vitória da equipa de futebol, é uma jogada típica de uma direcção afinada, que só lá está, fruto de um roubo escandaloso!
Eu concordo com a visão do Lion73. A colaboração entre o Sporting e possíveis fundos de jogadores só faz sentido quando os passes dos atletas são elevados. No caso do Wolf e do Elias, por exemplo, não me choca minimamente que se faça este tipo de negócio. São jogadores de qualidade, com um preço elevado, que de outra forma não poderiam figurar no relvado de Alvalade.
Contudo, para casos como Rinaudo e Rubio, não compreendo a parceria feita (se de facto há). O preço dos jogadores foi absurdamente baixo e não acredito que não haja uns míseros 800 mil euros para pagar por um jogador. No passado, contratámos Pongolle (excelente negócio, em prestações segundo JEB) e Matias Fernandez, sem que fosse necessário recorrer a fundos. Este negócio aplicado a este jogadores deixa-me desconfiado sobre as reais razões por detrás disto. E, se for mesmo necessário por razões de saúde financeira, então espero que a percentagem do passe vendida seja bastante reduzida - no máximo 20%.
Espero também que tenham salvaguardado uma opção de recompra da percentagem do passe. O Porto faz sempre isto e é essencial. Obviamente que o preço a pagar por essa percentagem é superior ao preço na altura da compra, mas isto garante que, em caso de boas prestações desportivas, tanto o Sporting como o fundo possam lucrar com o negócio.
Para finalizar, uma palavra sobre a forma como isto foi feito. Não se admite que uma direcção prometa 40 milhões para contratações e depois entre nestes esquemas, que não foram referidos durante a campanha eleitoral. Se querem entrar por esta via, os sócios têm o direito de ser devidamente informados.
Vamos ver quanto tempo demoram a vender estes jogadores. O Postiga também só tínhamos 50% do passe, e andou a arrastar-se por cá cerca de 3 épocas… e saiu desvalorizado como saiu. Estes aposto que se começarem a brilhar e a resolver, são despachados à 1.ª oferta, a preço de saldo, para o Sporting não incomodar muito…
Se ainda aceitaria a repartição das despesas dos passes do holandês e do brasileiro, e mesmo assim, depois do que foi dito que havia dezenas ou centena de milhões de euros para investir na equipa de futebol, com muitíssima dificuldade, saber que metade do passe dos 2 jogadores sul-americanos foram alienados, é de quem não sabe o que faz, ou se sabe, pior ainda… :naughty: >:(
pois… e cheira-me que a conclusão é a parte do: “pior ainda”
Já agora, Hulk Verde, foram brilhantes os conselhos dados por ti, noutro tópico, para melhor funcionamento do nosso clube!.. E FAZEM CADA VEZ MAIS SENTIDO, ESSES CONSELHOS!!!..infelizmente!
A desvalorização do passe do Elias em 15 dias é uma boa questão para uma próxima sessão de “esclarecimento” (LOL) até porque a maioria dos Sportinguistas opta por ignorar estas questões e dá apenas atenção aos resultados do futebol
Resta-me acrescentar, depois da minha contribuição anterior neste tópico, que fiquei com alguma curiosidade em saber se as aquisições de Capel e Jeffrén (e acrescente-se Bozhinov), os jogadores mais caros a seguir a Elias e Wolfswinkel, também envolvem alienar percentagens de passes a fundos. É que se o fizeram com Rinaudo e Rubio, com um custo muito inferior dos respectivos passes (mais de 1/3 ou perto disso), não me parece muito estapafúrdio ponderar isso.
Mais grave ainda se torna por causa das comissões e afins.
Imagina que pagas 5% de comissões pela compra do jogador por 8.85 milhões, o que corresponde a 440 mil euros.
Exactamente 15 dias depois vendes 50% do jogador por menos 575 mil euros a fundo “ligado a” Jorge Mendes. Que terá provavelmente encaixado na nossa compra a tal comissão de intermediação.
O grave aqui é que pagas hipoteticamente 5% de 8.85 e a seguir ninguem te paga metade desse valor pela metade que vendemos…
Contas redondas, sim, alguém ficou com um milhãozito…
Concordo com quem acha que este tipo de negócios devem ser minuciosamente explicados aos sócios, uma Direcção competente e insuspeita não pode deixar este tipo de dúvidas no ar sem dar uma explicação, comprar 100% por 8,8 e vender 50% por 3,85 não faz sentido nenhum e dá azo a todo o tipo de especulações, legítimas diga-se, algo aqui não está certo e tem que ser muito bem explicado! :arrow:
No caso do Ricky e tomando como verdadeira a informação que é prestada à CMVM, ao dizerem que o preço do jogador foi renegociado para os 5075 e depois venderem 50% por 2537 bate certo, nada a criticar quando há uma divisão clara e correcta dos custos da aquisição.
Em 3/6/2011 foi o comunicado da aquisição do Wolfswinkel por 5,4 Milhões pelo passe dele.
Agora renegociámos o valor do passe dele para 5,075 Milhões, mas mantendo-se os demais termos e condições do comunicado de 3/6. Referem-se ao tempo de contrato e clausula de rescisão provavelmente…
Estou confuso… como é que depois de se contratar um jogador se renegoceia o valor da compra… ?
O Jornal oficial da campanha, “Record”, consegue ir mais longe e omitir tal facto da desvalorização do Elias:
"A SAD do Sporting comunicou esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter alienado 50 por cento dos direitos económicos dos jogadores Elias [foto] e Rick van Wolfswinkel à empresa Quality Football Ireland Limited.
As duas operações financeiras foram concretizadas pelos montantes de 3.850.000 e 2.537.500 de euros, justamente metade do valor que o Sporting pagou pela aquisição dos passes do brasileiro ao Atlético Madrid e do holandês ao FC Utrecht, respetivamente."
É especulação, mas uma das hipóteses é o fundo ter achado o preço do Elias excessivo e só ter concordado fazer negócio por aquele valor e por aquela percentagem. Se for isto que ocorreu, ninguém meteu dinheiro ao bolso.
Claro que depois existe a hipótese de alguém (Carlos Freitas e Duque?) ter arrecadado um milhão com este negócio.
Não sei qual das hipóteses será verdade e acho que qualquer conclusão sobre isto carece de validade porque não há informação suficiente. Aqui o problema principal é mesmo esse: não haver comunicação sobre isto com os associados.