#17
Tokyo Ghoul: Que bela surpresa!
Apesar de ser uma das séries mais faladas de 2014, pouco conhecia da mesma e, quando o primeiro episódio começa com um quase jump scare, pensei logo para mim que ia estar prestes a ver a típica série de terror. Mas nada disso. Nem a considero terror e só está perto disso por ser tão gore, às vezes. À medida que ia vendo o primeiro episódio e o rumo dos acontecimentos do mesmo, ia também pensando que “isto não vai ser para mim”. Pelo tal aspecto de série de terror, pelo aspecto dos ghouls (não gosto muito de monstros e na altura pensei que era o que mais ia ver), pela maneira como eles se têm de alimentar e pelas cenas de acção/luta (também não sou fã). Mas o resto da série provou-me que não podia estar mais enganado. Tokyo Ghoul é sobretudo um drama psicológico, os ghouls são apenas humanos “diferentes” e as cenas de acção conseguem ser muito boas (gosto dos Kagunes), até para um gajo que não curte anime do género. Ou seja, toda aquela ideia que retirei do primeiro episódio foi rapidamente contrariada. Gosto mesmo muito dos dilemas que esta série revela, o trauma pelo qual o Kaneki passa e toda a vertente psicológica existente na série e que muitas vezes me levou a pensar na brutalidade que foi a primeira metade de Shingeki no Kyojin. As diferenças entre ghouls e humanos, que afinal não são assim tantas, mas que só o Kaneki, por estar simultaneamente nos dois lados da barricada, consegue perceber e que tenta transmitir aos outros (Touka e Amon, principalmente)… É esse dilema que mais me faz gostar da série (um pouco como os humanos vs titãs) e que acaba por ser bem representando nas máscaras do Kaneki: quando se quer passar por um humano, tapa o seu olho que revela que é ghoul; “quando é ghoul”, tapa o resto da cara, exceptuando esse olho (li isto num comentário, sinceramente :lol:). Neste aspecto, vou gostar de ver o desenvolvimento da série para, sobretudo, ver qual vai ser a sua relação com o seu melhor amigo Hide e com o agente Amon também. As personagens principais são todas excelentes. Mesmo. Mas vou destacar uma: o psicopata, o tresloucado, o gajo de cabelo roxo e com a mesma voz do Light de Death Note (só isso torna a personagem 150 vezes melhor. É a voz perfeita para um gajo desses e poder voltar a ouvir aquele risinho de um demente… :venia: :venia: :venia:): Tsukiyama! Que put* de personagem. Mas no geral gosto de todas e é a partir disso que faço a minha maior crítica à série: é estupidamente acelerada. As coisas acontecem muito rápido, umas em cima das outras e preferia mil vezes que perdessem mais tempo a desenvolver cada um dos protagonistas principais do que estar a enfiar três ou quatro arcs em 12 episódios. Nesse aspecto, é uma desilusão e acho que é só por isso que não fiquei a amar esta série. Ganhava TANTO se fosse feita nuns 24 episódios. Eu já tinha esta opinião antes, mas, depois de ver os fanboys da manga a queixarem-se que muita coisa foi cortada, fico com a certeza que tenho razão. Uma pena. Houvesse um character development melhor, uma explicação mais profunda do background das personagens e punha esta série no topo. Esses aspectos existem (gosto muito quando um protagonista não é forte desde o início e se vai desenvolvendo), não me interpretem mal, mas podiam ser ainda melhores. Estou bastante expectante para aquilo que Tokyo Ghoul nos vai apresentar a seguir com este novo Kaneki e mais umas quantas personagens que ainda pouco se sabe delas. Quanto a esta primeira temporada, estou satisfeito. :mais:
Só ainda não percebi como raio é que os ghouls morrem, como funciona o seu corpo: por um lado, o Kaneki parte uma faca contra o seu corpo, mas depois corta-se numa miserável chávena de café; por um lado, os gajos são perfurados umas 30 vezes, mas às vezes basta um golpe para morrerem. Ok. :eh: Para terminar uma última palavra para as cenas de tortura efectuadas ao Kaneki: o meu lado sádico ficou com muita pena de não as ver (tão bonito que seria ver uma centopeia a entrar num ouvido :twisted:).
Momentos marcantes pela positiva: Gostei do final do primeiro episódio. É forte e abre boas perspectivas para o resto da série (é isso que se pede num primeiro episódio). Mas obviamente que o destaque é o último episódio (todo ele): mesmo muito bom, com ritmo perfeito e excelente banda sonora a acompanhar os vários momentos. Um pianinho para aquela parte mais calma e até melancólica, e a música da OP para a excelente cena de acção. Brutal em todos os sentidos. Tivessem todos os episódios este ritmo…
Momentos marcantes pela negativa: Não acho que tenha havido nenhum momento descontextualizado da história ou que tenha absolutamente odiado.
OP & ED: PQP! Entra fácil no meu top 3 de openings. :venia:
O que me falta ver: Já estou a acompanhar a segunda temporada.
Classificação: 8/10, mas bem mais convicto que aquele que dei a No Game No Life.
Next: (continuando na senda das séries de curta duração) Angel Beats! :arrow:
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