O Carlos Júnior é um Gajo que caía neste modelo que nem ginjas porque é aquele jogador que joga descaído numa faixa mas visando sempre movimentos inferiores, sobretudo a atacar à área. Não surpreende, porque ele é ponta-de-lança de raiz, quando apareceu era muito bem cotado. Lembro-me perfeitamente de no FM ir sempre para tubarões europeus.
O Lincoln a mesma coisa, mas esse até aqui era falado quando aparece com 17 anos no Grémio e a ser conotado como o novo Ronaldinho. Esse já sofria do mesmo problema do Bragança ou até do Pote, que é o nosso modelo não jogar com um nº10 declarado. Já no Gauld vejo capacidade para jogar a 8 ou na posição do Pote. A principal questão prende-se é com o facto de já termos um Bragança que pisa terrenos semelhantes, apesar de poder jogar mais recuado.
A nível de laterais gosto do Hamache e do Mangas, mas também são jogadores que não acho que caibam no perfil para jogar numa defesa a 5, onde os alas tem de esticar muito o jogo e estar em constante vaivém. Gajos que eu conseguiria ver a fazer esse papel seria algo tipo o Helder Ferreira ou o Fali Candé, para opção de rotação às 2 bombas que temos como titulares. A questão é se não será preferível apostar no Nazinho ou no Loide Augusto para esse papel. Saindo o Nuno Mendes espero bem que não equacionem ir buscar alguém ao mercado nacional, nem andar à boleia de hype trains como gajos com nome de peça de galheteiro que abandonaram o clube na formação. Terá de vir algo dentro das características do que a posição pede, minimamente credenciado e com margem de evolução, como o Malacia ou o Tsimikas.
Acho que o único ala extra-grandes que via com qualidade e características para entrar no que o Amorim pede seria o Cannon. Mas o Cannon traz-nos a mesma questão que traz o Ellis ou o Hamache. Eles são do Boavista ou estão apenas em transição para o Lille ? O Cannon ainda por cima é mais declarado, já que eles tem uma evidente lacuna na lateral direita quando o Celik não tá bem.
Para centrais não sei qual será a opção tomada pela equipa no mercado. Vemos a carência de contratar um central credenciado para jogar sob a direita, passando o Neto para o meio. Por outro lado, temos um Gonçalo Inácio em modo monstro, mas será suficiente para uma época que se prevê com necessidade de rotação, jogando à semana também ? Vejo centrais como o Patrick William, o Tomás Ribeiro e o Abdu Conté capazes de ser opção de banco nas posições do Feddal e Inácio, assim como o Fábio Cardoso e o Borevkovic a comer banco do Coates. Tudo dependerá do planeamento que fizerem. Eu, sinceramente, só tentava comprar cá o Bruno Rodrigues para futuro substituto do Coates e ia buscar um central do lado direito lá fora, tipo o Rúben Vezo.
Também retia o Afonso Sousa como potencial substituto do Pote a longo prazo, apesar de ter de ganhar agressividade sem bola. O já falado Gauld já é totalmente jogador de “equipa grande”, nesse aspecto.
Outro jogador que eu acho que cá seria um jogador completamente distinto do que tem mostrado na sua equipa, sendo uma verdadeira pechincha, seria o Cassierra. Muito bom no envolvimento e com capacidade para explorar a profundidade, para além de ser bom finalizador. Está claramente prejudicado por estar numa equipa que não joga uma pevide e cheira a Amorim por todos os olados.
Sinceramente, acho que não vejo um jogador do mercado interno (mesmo a contar com o Braga) que conseguisse ser cá titular. A generalidade passa sempre por jogadores que podem adicionar qualidade global ao plantel, mais do que ao 11. Acho que o “sumo” está em 2 jogadores, que avançaria para contratação imediata: Filipe Soares e Anderson Oliveira.
O Filipe, para mim, é o jogador mais talentoso extra-grandes e que tem todas as aptidões para cá ser um 8 de elite. O Matheus Nunes teria de passar para 6, muito provavelmente, apesar de gostar cada vez mais da capacidade de chegada à area e de condução dele. Acho que seria algo muito mais inteligente do que “torrar” dinheiro num Musrati.
O Anderson seria o 3º avançado da hierarquia, apesar de ter qualidade para ser o primeiro, e ofereceria um ataque à profundidade substancialmente melhor do que o do puto Tomás, sendo uma espécie de conjugação das características do TT e do Paulo Pequeno.