Sporting COM

Os “gestores” do SCP têm uma mentalidade transposta do mundo empresarial privado (incrementada sobretudo desde 1995), em que é vantajosa a criação de empresas participadas pela empresa mãe.

A vantagem que se obtêm naquela filosofia, é, a de ganhar vantagens fiscais e de outra ordem, mais ou menos lícita, fazendo facturações cruzadas por fornecimentos de bens ou serviços.
As questões jurídicas, legais e laborais em que cada uma incorra, não contaminarão as restantes e a empresa mãe, afectadas apenas pelos lucros e perdas.
E pode potenciar uma especialização maior em cada uma, que poderá “vender” a terceiros, fora do grupo.

Mas o que pode ser vantajoso nas entidades puramente empresariais, em que o lucro dos accionistas comanda toda a estratégia, pode ser nocivo noutros contextos.

No caso de uma entidade “social” como é um clube desportivo, em que quem ganha com os resultados da “holding” não é a “carteira” dos seus donos, mas a paixão dos seus sócios, numa perspectiva moral e psicológica (pelos resultados do clube em relação aos seus fins estatutários e aos seus objectivos desportivos), não será a qualidade de serviço ou a rentabilidade das “capelinhas” independentes que responsabilizarão os seus colaboradores e responsáveis, mas apenas a sua fidelidade aos dirigentes que os nomearam e suportam.

O resultado poderá ser os “jobs for the boys”, o “tachismo” e a proliferação excessiva de lugares remunerados.

A fidelidade aos dirigentes é muito mais mandatória na gestão dos meios de informação e comunicação.

Quanto à premência da SportingTV para os actuais dirigentes:

Um bom candidato para a Sporting COM: