Mas isso sempre tinha de ser.
As pessoas acham que com a saída do Gyokeres, temos de simplesmente voltar a 3-4-3 e arranjar o substituto, como se isso resolvesse qualquer coisa.
Um substituto do Gyokeres teríamos sempre de encontrar, mas não podemos jogar com ele da mesma forma que jogavamos com o Gyokeres, isso nunca seria possível porque no nosso campeonato, o Gyokeres é um jogador quase impossivel.
Se o mais importante fosse manter o 3-4-3, então era manter o João Pereira ou roubar o Anselmi ao Porto.
O Amorim antes de ter o gyokeres, teve 2 épocas sem conquistar o campeonato, sendo que numa delas ficou em 4º, por isso tentar fazer do 3-4-3 como um santo graal que garante a vitória é uma má ideia que corta logo as pernas ao clube e a novos treinadores.
Eu gosto da ideia de ter sistemas alternativos, tornar a equipa mais imprevisível e acho que já ficou visível, que a mais valia das equipas do Borges, são as suas organizações defensivas, algo que pecava um bocado com o Amorim.
Se o Borges melhorar essa organização defensiva e formos ganhando poderio e dinâmicas ofensivas ao longo da época, então acho que estamos bem encaminhados para o TRI.
O nosso campeonato não é a Premier League, por isso, mesmo se não golearmos 5-0 amanhã, acho que se formos farmando vitórias consecutivas (sejam elas de 1-0 ou 2-0), vamos chegar a um ponto, onde as dinâmicas e a confiança nessas dinâmicas vão aparecer.
Eu gostei do potencial que vi na supertaça, simplesmente pecamos pela finalização e pelo Harder estar a sentir o peso da camisola 9 num Sporting pós-Gyokeres.
A titularidade do Suarez vai tirar esse peso do Sporting, porque ele simplesmente não viveu na sombra do Gyokeres, por isso, ao contrário do Harder, nunca teve de lidar e viver com essa lenda viva e as suas expectativas.