Em Moçambique, acontece, com basta frequência, pagar-se mais pelo vinho do que pelo resto da refeição. Mas entende-se porque na importação o vinho paga 100%. Um Papa Figos, lá, tem um preço de prateleira para cima de 20€. No restaurante, é de 40 para cima.
Se se subir o patamar, está bom de ver. Com facilidade se paga, num restaurante, 100€ por uma garrafa de vinho.
Mas, como referi, o peso da taxação alfandegária é muito elevado, a que se associa a tal especulação de margem sobre o produto.
Mas, cá, está a ficar parecido, é verdade.
Muitas vezes, paga-se 20€ por um branco que é uma mera aguadilha. Do que tenho memória, creio que o branco mais barato que vi numa carta de vinhos, nos tempos mais recentes, custava 18€.
Se um gajo quiser beber um bocadinho melhor, um Cartuxa tinto, por exemplo, eu acho que anda já na casa dos 40€. Portanto, uma garrafa para 2, uma dose para cada um (15/20€), uma entradita modesta (e vão mais 10€), a sobremesa (3/4€ cada) e os cafés (2 euritos), temos o vinho a custar perto de 40% da refeição.
Para um país socialista, onde se vilipendia o capitalismo selvagem…não está nada mal.
