Paulo Bento não tem esse poder. Assim, eu se fosse treinador pedia este e aquele. Imagino que existem referências [que na verdade nunca o são] e Paulo Bento depois emite o seu parecer, nunca um treinador pode e deve por razões de ética pedir jogador x ou y sobretudo se atendermos à capacidade financeira quase nula do Sporting.Jardax, mas foi precisamente isso que fez o Mourinho nos tripas! Enquanto os Caldeiras queriam era carroças de sul-americanos, o Mouras nem pensar! Sou eu o treinador? Eu é que faço as contratações. Dinheiro? Não há problema que eu escolho dentro do orçamento, mas sou eu que escolho! E o resto é história…
Continuo a dizer, este é(foi) o único erro do Paulo. Mas lá está, os comissionistas nunca permitiriam…
Eu também nunca permitiria. Num clube a sério quem decide essas matérias é a direcção, nunca o treinador, mesmo que se chame Mourinho.
A menos que a chefiar o departamento esteja alguém com conhecimentos e que saiba que, ao contratar 2/3/4 jogadores pedidos por um treinador especifico, os mesmos jogadores venham a servir para o futuro com outro treinador.
O que não pode acontecer é estar em Julho de 2005 a contratar extremos porque são necessários e um ano depois, com outro treinador, as prioridades serem outras e os extremos já não serem necessários.
Pois eu cá discordo totalmente disso que dizes. Primeiro porque de uma maneira geral (e as excepções são tão raras…) um treinador (ainda para mais bom) sabe infinitamente mais de bola e de jogadores que qualquer dirigente comissionista ou não. Tens até no Sporting n exemplos disto que te digo, como Robson, Jozic, Queiroz, Boloni só citando dos últimos.
Segundo porque na minha visão um treinador não é de facto “só” para treinar. Um treinador é um manager, e cada vez mais um gestor de recursos humanos com valências nas mais variadas áreas, o que portanto o capacita para ser ele a escolher os jogadores com quem quer trabalhar dentro do orçamento definido pela administração. Não existe um único treinador de top que deixe as contratações ao critério de outro.
E terceiro porque mesmo que mude o treinador e o sistema táctico e a maior ou menor utilização de alguns jogadores, um bom jogador é sempre um bom jogador, e eu confio 300 mil vezes mais nos jogadores indicados e observados por técnicos do que por qualquer dirigente. A meu ver a maior e mais importante tarefa de um responsável pelo futebol é precisamente escolher uma equipe técnica, não é fazer contratações.