O que acho (e creio que sou só eu neste ponto), é que anda tudo a fugir á discussão central, tudo bem que é a vida do bébé e etc, mas e a vida da mulher? Este referendo pode ser o prenuncio da emancipação total do sexo feminino, que se virmos bem é o unico ser vivo neste planeta que ainda nao tem liberdade total para fazer o que quiser com o seu instrumento mais intimo: o próprio corpo.
Eu sou a favor do SIM porque creio que cada mulher tem o DIREITO de poder ESCOLHER o que QUER fazer COM O SEU CORPO.
O resto do “só engravida quem quer” e do “olha tivesses mais cuidado, agora cria-o” são questões evidentemente laterais mas tambem discutíveis.
Eu sou claramente a favor da despenalização. Acho que o aborto devia ser livre até aos...12 anos. Isso. Até aos 12 anos do "feto" a mulher poderia decidir se quer ser mãe ou não.
Mais a sério: Não vou votar. Porque acho que os grilos falantes que abundam no “sim” e no “não” tornam o debate uma conversa de tasca da pior, e não me apetece incluir-me nesta questão.
À primeira tentiva que se faz de se discutir a questão de forma mais séria, aparece sempre alguém a começar o comício. Assim sendo, não contem comigo. Da outra vez não votei em consciência, porque não sabia o que havia de votar. Desta vez não voto porque quem tem obrigação de esclarecer os eleitores não o faz. E se há questão em que, para mim, todos os esclarecimentos são bem-vindos, é esta.
Tendencialmente votaria Não. POderia inverter a tendencia e votar Sim se me propusessem uma articulação entre educação sexual, planeamento familiar, e a IVG itself. Despenzalizar porque a mulher manda na sua vida, lá está, só se for até aos 12 anos.
A.A.
Vou continuar a ler, até porque este assunto me merece hoje a atenção que por descuido não lhe prestei da ultima vez, mas é precisamente assim que me sinto.
No entanto eu gostava de “arrumar” com a questão, de forma mais definitiva, desde que realmente desse para discutir o assunto sem a peixeirada e aquela mentalidade tão humana do achar que se tem sempre a razão.
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
2 - A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
3 - O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.
4 - Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.
Em Espanha
Artículo 417 bis
No será punible el aborto practicado por un médico o médica bajo su dirección, en centros o establecimientos sanitarios público o privado, acreditado y con consentimiento expreso de la mujer embarazada, cuando concurran alguna de las circunstancias siguientes:
1.1. Que sea necesario para evitar un grave peligro para la vida o la salud o física o psíquica de la embarazada y así conste en un un dictamen emitido con anterioridad a la intervención por un médico o médica de la especialidad correspondiente, distinto de aquel por quien o bajo cuya dirección se practique el aborto. En caso de urgencia por riesgo vital para la gestante, podrá prescindirse del dictamen y del consentimiento expreso.
1.2. Que el embarazo sea consecuencia de un hecho constitutivo de delito de violación del artículo 429, siempre que el aborto se practique dentro de las 12 primeras semanas de gestación y que el mencionado hecho hubiese sido denunciado.
1.3. Que se presuma que el feto habrá de nacer con graves taras físicas o psíquicas, siempre que el aborto se practique dentro de las 22 semanas de gestación y que el dictamen, expresado con anterioridad a la práctica del aborto, sea emitido por dos especialistas de centro o establecimientos sanlitarios, públicos o privados, acreditados al efecto, y distintos de aquel por quien o bajo cuya dirección se practique el aborto.
En los casos previstos en el número anterior, no será punible la conducta de la embarazada aún cuando la práctica del aborto no se realice en un centro o establecimiento público o privado acreditado o no se hayan emitidos los dictámenes médicos exigidos.
Depois de ler isto, que desconhecia, isso faz-me mudar de opinião. Falta menos de 1 mês e ainda não vi informação nenhuma sobre o referendo a não ser cartazes com frases de muito mau gosto.
Se já é permitido abortar em casos em que a saúde do feto ou da mulher estão em perigo, e em casos de violação, este referendo vem permitir o aborto a qualquer mulher até às 10 semanas, e aí discordo, porque com a quantidade de contraceptivos que existem hoje em dia, e gratuitos, não digo que só engravida quem quer, mas é preciso estar muito mal informado, e por aí passa uma alternativa, a maior divulgação dos contraceptivos.
Para mim uma falha de quem faz a campanha é que nao têm sabido distinguir entre o que se vai votar (se deve ou nao ser considerado crime o aborto) e o facto de se ser contra ou a favor do aborto.
Se já é permitido abortar em casos em que a saúde do feto ou da mulher estão em perigo, e em casos de violação, este referendo vem permitir o aborto a qualquer mulher até às 10 semanas, e aí discordo, [b]porque com a quantidade de contraceptivos que existem hoje em dia, e gratuitos, não digo que só engravida quem quer, mas é preciso estar muito mal informado, e por aí passa uma alternativa, a maior divulgação dos contraceptivos[/b].
Tu, eu, e todos o que aqui estamos temos alguma bagagem que nos permite isso…eu conheço pessoas que não sabiam ler, e que pediram ajuda a pessoas que me são próximas.
Tudo bem existem métodos…e então? Não vão deixar de ser utilizados, nenhuma mulher vai desatar a fazer abortos aos pontapés. Essas decisões nunca são tomadas de animo leve,e como mostram alguns estudos, a maior parte dos casos é por insistência do pai da criança…outros até se estão a marimbar, e comos os filhos aparentemente só se fazem com um dos sexos, piram-se, porque não é nada com eles. Não há nada pior que uma pessoa nasça, cresça e se desenvolva sabendo que não foi desejada para habitar este mundo, que ainda por cima tem muitos defeitos. Mais, os filhos são para a vida, mesmo os que depois nascem e são bem recebidos, a vida da mulher na sua totalidade muda, sem poder voltar ao que era: fisiologicamente, psicologicamente, economicamente e SOCIALMENTE!!!
Houve tempos em que as mulheres era considerada um “ser inferior” e que estas tinham uma “fraqueza natural”, aos pouquinhos lá foram ganhando um estatuto de igualdade e QUALIDADE DE VIDA, no sentido de felicidade também! Esta é só mais uma etapa que a mulher (portuguesa neste caso) tem para conquistar…
Este referendo pode ser o prenuncio da emancipação total do sexo feminino, que se virmos bem é o unico ser vivo neste planeta que ainda nao tem liberdade total para fazer o que quiser com o seu instrumento mais intimo: o próprio corpo.
Quando dizes seres vivos dizes o quê? Generalização perigosa. Mesmo que te refiras apenas ao ser humano.
A questão é que a partir do momento em que a mulher opta por ter sexo, e, por uma série de factores que tornam tão especial o dom que é a vida, engravida, o corpo deixa de ser apenas dela.
Sim, o feto está dependente da mãe, mas também não o deixam de estar as crianças até aos “12 anos” como alguém dizia noutro post. Era esse um pouco o sentido da caricatura que coloquei e que me parece ter sido um pouco mal interpretada. Se não toleramos uma mãe que abandone o seu filho por razões de mera conveniência, como poderemos concordar com a morte de um feto?
O Papa ou, como já li aqui, a besta do Papa, pode comparar o que quiser e ter direito à sua opinião, como todos temos direito à nossa. Agora, saberão as pessoas em que sentido e como é que foi feita essa comparação? Alguém ouviu ou leu as suas declarações?
Tal como o Bispo que, alegadamente, numa entrevista comparou o aborto à morte de Saddam. O homem disse que a vida é um direito per si e que valia tanto a pena discutir a legalização do aborto como a pena de morte (ou seja nada, porque a vida é um direito inalienável), e mais à frente referiu que muita gente ficou chocada com a morte de Saddam. Claro que a imprensa distorceu as coisas e os “não ignorantes” aproveitaram-se da situação para criticar as opiniões do não…
Vale a pena referir que o partido humanista só considera a existência de vida humana a partir do nascimento. Será este um argumento esclarecido?
E quanto a campanhas, ninguém viu o cartaz do BE com a imagem de uma mulher a ser levada pela polícia e a tapar a cara a dizer qualquer coisa como “pelo fim da vergonha”? Como é que isso poderá ser feito se o ministro da saúde já disse que mulheres que abortarem em hospitais públicos não têm direito a anonimato? Isso irá obrigar as mais “envergonhadas” a recorrer a clínicas que não estão ao alcance de todos os bolsos. Logo, o argumento de “temos de legalizar porque quem tem dinheiro faz abortos em clínicas e quem não tem corre riscos de saúde” fica um pouco fragilizado…
Sim, o feto está dependente da mãe, mas também não o deixam de estar as crianças até aos "12 anos" como alguém dizia noutro post. Era esse um pouco o sentido da caricatura que coloquei e que me parece ter sido um pouco mal interpretada. Se não toleramos uma mãe que abandone o seu filho por razões de mera conveniência, como poderemos concordar com a morte de um feto?
Lamento mas não é comparável. Há muitos casos de crianças que não têm mãe desde que nascem seja porque motivo for, logo o tipo de dependência que falas é totalmente diferente.
Conheces algum feto com 10 semanas que não seja 100% dependente da mãe para viver?
E quantas milhões de pessoas não levam o Papa a sério? Quantas pessoas não seguem religiosamente aquilo que a Igreja diz?
Eu não levo, porque só acredito em Deus quando O vir…e mesmo assim tenho-Lhe respeito.
Por ser feto é que eu posso considerar “matar” usando a tua expressão. Tendo bem a noção da coisa…10 semanas são 2 meses e duas semanas…só entrando pelo meio científico é que se pode justificar o facto de ser uma “pessoa” ( e neste dominío eu não tneho quaisquer conhecimentos)…E aqui já entramos no campo das terminologias usadas…eu já ouvi jornalistas a favor do NÃO a dizer “bebé”!
Sim, o feto está dependente da mãe, mas também não o deixam de estar as crianças até aos "12 anos" como alguém dizia noutro post. Era esse um pouco o sentido da caricatura que coloquei e que me parece ter sido um pouco mal interpretada. Se não toleramos uma mãe que abandone o seu filho por razões de mera conveniência, como poderemos concordar com a morte de um feto?
Lamento mas não é comparável. Há muitos casos de crianças que não têm mãe desde que nascem seja porque motivo for, logo o tipo de dependência que falas é totalmente diferente.
Conheces algum feto com 10 semanas que não seja 100% dependente da mãe para viver?
não mas tb n conheço nenhum feto com 8meses q n esteja dependente da mãe e no entanto n dá o direito a mulher de abortar pq quer…
A questão do aborto é bem +complexa do q mtos querem fazer querer, esta longe de ser apenas uma questão de direito da mulher escolher (até pq esse direito existe antes de ela engravidar), existem varios pontos q deviam ser esclarecidos antes de se fazer o referendo, sendo q a questão dos medicos é para mim das + importantes.
Se o SIM for aprovado alguem tem o direito de exigir a 1 medico a practica do aborto?!
Acho piada qd os defensores do Sim alegam q com a nova lei o aborto clandestino vai deixar de existir… o q eles não dizem é que a maioria dos abortos ilegais são feito depois das 10semanas :roll:
Admito q exista uma percentagem minima de mulheres q engravidam por desconhecimento e ainda + reduzida q engravidam a usarem contraceptivos e sei q a minha posição é extremamente injusta para essas mulheres mas n me pareçe justo q a maioria das mulheres q abortam (estas engravidaram por descuido, irresponsabilidade ou estupidez) tenham direito a acabar com uma vida apenas pq deve ter a opção de escolha.
a desviar 1 pco do topico é curioso ver certas pessoas dizer q a mulher deve ter a opção de escolha pq o corpo é dela etc… mas e o contrário?! imaginem q uma mulher engravida mas o pai n quer que a criança nasça mas mesmo assim a mulher decide levar a gravidez para a frente, qual é a opção de escolha q o homem tem dps de a crinça nascer?! por lei é obrigado a assumir a paternidade :!:
desculpem o testamento mas considero este topico bem + importante q a cor dos coletes de treino :lol: abraços
Sim, o feto está dependente da mãe, mas também não o deixam de estar as crianças até aos "12 anos" como alguém dizia noutro post. Era esse um pouco o sentido da caricatura que coloquei e que me parece ter sido um pouco mal interpretada. Se não toleramos uma mãe que abandone o seu filho por razões de mera conveniência, como poderemos concordar com a morte de um feto?
Lamento mas não é comparável. Há muitos casos de crianças que não têm mãe desde que nascem seja porque motivo for, logo o tipo de dependência que falas é totalmente diferente.
Conheces algum feto com 10 semanas que não seja 100% dependente da mãe para viver?
não mas tb n conheço nenhum feto com 8meses q n esteja dependente da mãe e no entanto n dá o direito a mulher de abortar pq quer…
A questão do aborto é bem +complexa do q mtos querem fazer querer, esta longe de ser apenas uma questão de direito da mulher escolher (até pq esse direito existe antes de ela engravidar), existem varios pontos q deviam ser esclarecidos antes de se fazer o referendo, sendo q a questão dos medicos é para mim das + importantes.
Se o SIM for aprovado alguem tem o direito de exigir a 1 medico a practica do aborto?!
Acho piada qd os defensores do Sim alegam q com a nova lei o aborto clandestino vai deixar de existir… o q eles não dizem é que a maioria dos abortos ilegais são feito depois das 10semanas :roll:
Admito q exista uma percentagem minima de mulheres q engravidam por desconhecimento e ainda + reduzida q engravidam a usarem contraceptivos e sei q a minha posição é extremamente injusta para essas mulheres mas n me pareçe justo q a maioria das mulheres q abortam (estas engravidaram por descuido, irresponsabilidade ou estupidez) tenham direito a acabar com uma vida apenas pq deve ter a opção de escolha.
a desviar 1 pco do topico é curioso ver certas pessoas dizer q a mulher deve ter a opção de escolha pq o corpo é dela etc… mas e o contrário?! imaginem q uma mulher engravida mas o pai n quer que a criança nasça mas mesmo assim a mulher decide levar a gravidez para a frente, qual é a opção de escolha q o homem tem dps de a crinça nascer?! por lei é obrigado a assumir a paternidade :!:
desculpem o testamento mas considero este topico bem + importante q a cor dos coletes de treino :lol: abraços
É utupia dizer que acabam os abortos ilegais, isso é indiscutível.
E sim o corpo é da mulher, não é da obra e graça do espírito santo, não é do governo, não é do Estado.
Assumir a paternidade e ser pai é uma coisa bem distinta…O meu pai por exemplo apesar de o ser, não ajuda a minha mãe em termos económicos…Quantas se dão ao luxo se quer de ter pai ou mesmo mãe?
Aceito perfeitamente que considerem a gravidez por descuido, irresponsabilidade ou estupidez seja condenável, mas volto a repetir: condiciona-se para SEMPRE a vida de uma pessoa, mude para sempre? Quem é que a sustenta em caso de condições precárias? Ah…todos nós…ou não…
Um tanto maniqueísta, não te parece? Posições bastante “tapadas” vejo-as tanto do lado do “Sim” como do lado do “Não”. Ouve um idiota qualquer (acho que era um político conhecido do PS) que em 1998 para ridicularizar o “Não” disse que se calhar segundo esse movimento a vida começava no espermatozóide. Grunhos destes só à estalada.
Pois é, se calhar os espermatozóides do gajo não tinham grande mobilidade. Presumo ainda que talvez não tivessem nenhuma mobilidade, logo deveria ele pensar que se tratava de uma matéria morta.
Mas eu, com a minha mentalidade fechada, cada vez que penso no assunto aumenta a minha convicção que estamos perante uma intenção de assassinato legalmente institucionalizada.
Quem vai pagar a factura é justamente aquele que nada pediu, nada desejou e nenhuma culpa tem por alí estar.
Acho piada qd os defensores do Sim alegam q com a nova lei o aborto clandestino vai deixar de existir... o q eles não dizem é que a maioria dos abortos ilegais são feito depois das 10semanas :roll:
E porque é que isso acontece? Não é essencialmente por causa da Lei actual ser o que é? Qualquer mulher que não veja surgir “aquela altura do mês” vai examinar o que se passa e facilmente chegará a uma conclusão. E vai arranjar alguém para fazer um aborto no dia seguinte?
Ponto relacionado: quem defende que se pratica um assassinato tirando a vida um embrião / feto com qualquer número de dias / semanas, dá a mesma conotação moral seja ao aborto seja à pílula do dia seguinte, pois os efeitos são nesse caso os mesmos. Devia esta também ser proibida? É esta uma posição razoável?
Relativamente à hipocrisia da Igreja (certos dos seus representantes e porta-vozes), qualquer pessoa que diga que “só engravida quem quer” mas que acha que só os métodos naturais de contracepção (como o altamente falível método das temperaturas) são aceitáveis, se não é hipócrita, ou é cretino ou frustrado (ou ambos).
Nem a mulher nem o homem podem fazer o que quiserem com o seu corpo. Não podem tomar acções com o seu corpo que vão contra a lei, por exemplo bater noutra pessoa. A questão que se põe pelos vistos é se o feto com um determinado tempo de vida é considerado um ser humano, para mim desde a concepção … é um ser humano, por isso voto não (não é só essa razão, mas é a principal) à liberalização “total” antes das 10 semanas.
Nota: Não é isso que está em agora em discussão, mas em caso do Sim vencer, acho injusto a mulher poder abortar sem o pai ser consultado. O pai tem tanta responsabilidade como a mãe, sobre o feto.
A questão que se põe pelos vistos é se o feto com um determinado tempo de vida é considerado um ser humano, para mim desde a concepção ... é um ser humano, por isso voto não (não é só essa razão, mas é a principal) à liberalização "total" antes das 10 semanas.
Deixei uma pergunta lá em cima sobre a pílula do dia seguinte…
Ponto relacionado: quem defende que se pratica um assassinato tirando a vida um embrião / feto com qualquer número de dias / semanas, dá a mesma conotação moral seja ao aborto seja à pílula do dia seguinte, pois os efeitos são nesse caso os mesmos. Devia esta também ser proibida? É esta uma posição razoável?
(…)
O ganhar do sim, que me parece ser o que lamentavelmente vai acontecer, significa a liberação das pessoas para a prática de actos que requerem uma grande dose de responsabilidade sem qualquer resquício desta. Viva, todos para a “zorra total”. “No problem”, depois se faz um aborto e o assunto fica resolvido.
Puritanismo? Sim, o quanto baste!
E não me envergonho nada de o ser.
Quando se vai praticar o acto temos que estar conscientes de que pode haver consequências e a questão é se seremos Homens ou Mulheres com iniciais maiúsculas para as assumir em pleno.
Um acto que deveria ser sagrado transforma-se logo numa espécie de decisão leviana que aponta no sentido de “E agora? deixo-o viver ou não?”
E sim, acho que a utilização consciente de qualquer “instrumento” que iniba o desenvolvimento de uma vida é assassinato.
E com o agravante de que todos nós é que pagamos, literalmente falando.
Caraças, não seria mais importante o governo comparticipar a vacina contra o cancro do útero?
Isto não é puritanismo, é idealismo elevado ao mais alto grau!
Obviamente respeito, mas julgo que te apercebes que na sociedade em que vivemos (que obviamente não é perfeita) as Leis têm de ser adaptadas para ela e não para uma sociedade ideal. Ou qualquer dia acabava-se com as prisões “porque não há maus rapazes”.
A questão que se põe pelos vistos é se o feto com um determinado tempo de vida é considerado um ser humano, para mim desde a concepção ... é um ser humano, por isso voto não (não é só essa razão, mas é a principal) à liberalização "total" antes das 10 semanas.
Para além da resposta à questão do Angel Lion, satisfaz também a minha curiosidade em relação ao seguinte: pela justificação de ser um ser humano desde a concepção, deverás também ser conta a interrupção voluntária da gravidez nos casos de violação, correcto?
Para além da resposta à questão do Angel Lion, satisfaz também a minha curiosidade em relação ao seguinte: pela justificação de ser um ser humano desde a concepção, deverás também ser conta a interrupção voluntária da gravidez nos casos de violação, correcto?
Isso tem a ver com a questão de uma vida humana ser um direito absoluto sobrepondo-se a todos os outros (tirando outra vida humana - o único caso de aborto tolerado seria então o de perigo - em que grau? - de vida da mãe). Coisa que a Lei em vigor - em minha opinião felizmente - descarta, mas que alguns hipócritas e fanáticos religiosos gostam de pregar aos outros, não a aplicando (por falsidade ou simples falta de oportunidade) a eles próprios.
O ganhar do sim, que me parece ser o que lamentavelmente vai acontecer, significa a liberação das pessoas para a prática de actos que requerem uma grande dose de responsabilidade sem qualquer resquício desta. Viva, todos para a “zorra total”. “No problem”, depois se faz um aborto e o assunto fica resolvido.
Custa-me a crer que acredites que uma mulher vai abortar de forma assim tão leve, como se o aborto fosse ele próprio um método contraceptivo.
É que a lógica da responsabilização do acto deixa de fora, por exemplo, os acidentes que acontecem. Quando isso sucede e se dá o caso de aparecer uma gravidez indesejada deve-se assumir um filho que não é desejado?