A questão que se põe pelos vistos é se o feto com um determinado tempo de vida é considerado um ser humano, para mim desde a concepção ... é um ser humano, por isso voto não (não é só essa razão, mas é a principal) à liberalização "total" antes das 10 semanas.
Deixei uma pergunta lá em cima sobre a pílula do dia seguinte…
Confesso que desconheço os efeitos da pilula seguinte na saúde da mulher, nem sei se é um medicamento comparticipado. Tendo em conta o meu principio, só devia ser permitido nos casos excepcionais (violações por exemplo) e como é óbvio não devia ser de “venda livre” nas farmácias. Há métodos para precaver gravidez antes do acto sexual.
Eu acho que um dos problemas dos portugueses é a falta de auto-responsabilizarem pelos seus actos. A culpa é sempre do governo, dos patrões, dos trabalhadores, das leis, do colega, do outro, etc. é raro o que se responsabiliza pelos seus actos. Neste caso, posso até estar a dizer uma “barbaridade”, mas acredito que a esmagadora maioria das pessoas adultas, sabem como uma consequência possivel dum acto sexual (estou a falar do coito entre homem e mulher) é a gravidez. A lei já contempla violações, menores, adultos com deficiência mental, risco de saude da mulher e do feto … honestamente o que resta, são situações que podem ser ultrapassadas sem ser pelo aborto (adopções, ajudas de instituições publicas, ajudas familiares por exemplo).
Não tenho elementos (a amostra não é significativa) para tirar uma conclusão, mas do que pouco que vi, li e ouvi, muitas das mulheres que abortam (sem ter uma das razões acima referenciadas), ficam com “um trauma” para toda a vida. O aborto é uma solução imediata para um eventual problema no futuro, nem todas soluções imediatas são as melhores.
Confesso que desconheço os efeitos da pilula seguinte na saúde da mulher, nem sei se é um medicamento comparticipado. Tendo em conta o meu principio, só devia ser permitido nos casos excepcionais (violações por exemplo) e como é óbvio não devia ser de "venda livre" nas farmácias. Há métodos para precaver gravidez antes do acto sexual.
Para além desses métodos serem falíveis (e se eles falharam já não funcionava a resposabilização das pessoas - então o preservativo rompeu-se e agora - tenho de ter este filho? Não faz sentido nenhum), imagina que um rapaz e uma rapariga encontram-se uma noite numa discoteca, tomam umas coisas e têm uma relação sexual desprotegida, da qual resulta um embrião. Em vez de a mulher tomar a pílula do dia seguinte deveria ser a mulher obrigada a dar à luz um filho que resultou de um acidente / descuido?
É óbvio que se foram beber a responsabilidade é deles por depois não estarem em condições de pensarem em se proteger, de gravidezes ou doenças. Mas uma vez acontecendo, vale a pena dizer “Olha, tivessem pensado antes”? Pondo nos dois pratos da balança: o dano feito pela pílula do dia seguinte a um embrião; o que espera esse embrião se se desenvolver e se tornar num bébé. Vale a pena proibir a pílula do dia seguinte (esqueçamos a desejabilidade ou não da sua comparticipação)?
Sim, o feto está dependente da mãe, mas também não o deixam de estar as crianças até aos "12 anos" como alguém dizia noutro post. Era esse um pouco o sentido da caricatura que coloquei e que me parece ter sido um pouco mal interpretada. Se não toleramos uma mãe que abandone o seu filho por razões de mera conveniência, como poderemos concordar com a morte de um feto?
Lamento mas não é comparável. Há muitos casos de crianças que não têm mãe desde que nascem seja porque motivo for, logo o tipo de dependência que falas é totalmente diferente.
Conheces algum feto com 10 semanas que não seja 100% dependente da mãe para viver?
não mas tb n conheço nenhum feto com 8meses q n esteja dependente da mãe e no entanto n dá o direito a mulher de abortar pq quer…
Estás enganado. Podes não conhecer mas há imensos casos de nascimentos com 8 meses. Eu conheço um caso de uma senhora que, estando sozinha em casa grávida de 6 meses, viu-se com a criança nas mãos. Isto já tem muitos anos e neste momento é um rapaz saudável.
A questão que se põe pelos vistos é se o feto com um determinado tempo de vida é considerado um ser humano, para mim desde a concepção ... é um ser humano, por isso voto não (não é só essa razão, mas é a principal) à liberalização "total" antes das 10 semanas.
Para além da resposta à questão do Angel Lion, satisfaz também a minha curiosidade em relação ao seguinte: pela justificação de ser um ser humano desde a concepção, deverás também ser conta a interrupção voluntária da gravidez nos casos de violação, correcto?
Não, porque a mulher não pode ser responsabilizado por um acto pela qual foi feito contra a sua vontade. Como por exemplo menores de idade, tambem não sou contra o aborto. Outro exemplo será o caso da mulher ser deficiente mental. Ou em situações de risco para a saude da mulher e do feto.
Eu não sou contra o aborto, eutanásia, pena da morte em situações extremas. No caso do aborto, um exemplo será a violação. No caso da eutanásia, será o caso duma pessoa estar naquilo que se chama "estado vegetativo"durante um largo periodo de tempo (1 ano por exemplo) e haver anuência por parte da familia directa (no caso de pessoas isoladas, terá que ser uma decisão judicial). No caso da pena de morte, casos em que uma pessoa mete uma bomba num centro comercial em hora previsivel de grande afluência … acho a pena da morte o castigo justo.
Fazendo analogias, comparo esta “liberalização” do aborto:
No caso da eutanásia, a aplicação se uma pessoa estivesse em coma durante pelo menos 10 semanas.
No caso da pena de morte, a um assassino premeditado por exemplo.
A decisão de “tirar a vida” a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
A decisão de "tirar a vida" a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
Um embrião é alguém, ou uma forma de vida que poderá vir a ser alguém?
Confesso que desconheço os efeitos da pilula seguinte na saúde da mulher, nem sei se é um medicamento comparticipado. Tendo em conta o meu principio, só devia ser permitido nos casos excepcionais (violações por exemplo) e como é óbvio não devia ser de "venda livre" nas farmácias. Há métodos para precaver gravidez antes do acto sexual.
Para além desses métodos serem falíveis (e se eles falharam já não funcionava a resposabilização das pessoas - então o preservativo rompeu-se e agora - tenho de ter este filho? Não faz sentido nenhum), imagina que um rapaz e uma rapariga encontram-se uma noite numa discoteca, tomam umas coisas e têm uma relação sexual desprotegida, da qual resulta um embrião. Em vez de a mulher tomar a pílula do dia seguinte deveria ser a mulher obrigada a dar à luz um filho que resultou de um acidente / descuido?
É óbvio que se foram beber a responsabilidade é deles por depois não estarem em condições de pensarem em se proteger, de gravidezes ou doenças. Mas uma vez acontecendo, vale a pena dizer “Olha, tivessem pensado antes”? Pondo nos dois pratos da balança: o dano feito pela pílula do dia seguinte a um embrião; o que espera esse embrião se se desenvolver e se tornar num bébé. Vale a pena proibir a pílula do dia seguinte (esqueçamos a desejabilidade ou não da sua comparticipação)?
Partindo do principio que não são menores, acho que a melhor solução seria deixar o bébé nascer e caso vissem que não tinham condições para
proporcionar ao bébé “uma vida digna”, darem para adopção.
Sem ter conhecimento de causa, acredito que dar um bébé para adopção, causa menos traumas para a mãe (e até para o pai) que fazer o aborto.
Eu sou pai, ter filhos é uma grande responsabilidade e dá imensas “chatices”, mas é uma das coisas mais maravilhosas da vida.
A decisão de "tirar a vida" a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
Um embrião é alguém, ou uma forma de vida que poderá vir a ser alguém?
Para mim é “alguem”, mas isto é digamos um “axioma”, não o posso provar cientificamente.
Eu sou pai, ter filhos é uma grande responsabilidade e dá imensas "chatices", mas é uma das coisas mais maravilhosas da vida.
Acredito que sim, quando é desejado antes da concepção ou se torna desejado após ela ter acontecido mesmo por acidente. O que quase nunca acontece no exemplo que dei. Pondo os dois pesos que mencionei nos pratos da balança (não entrando sequer em consideração com “inconvenientes” para a mãe ou os pais, que são considerações egoístas), para mim a píula do dia seguinte é seguramente a melhor opção. A mulher que deixe a vida desenvolver-se dentro dela quando de facto o desejar, e não porque “tem de se aguentar”.
A decisão de "tirar a vida" a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
Um embrião é alguém, ou uma forma de vida que poderá vir a ser alguém?
A decisão de "tirar a vida" a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
Um embrião é alguém, ou uma forma de vida que poderá vir a ser alguém?
A decisão de "tirar a vida" a alguem (independentemente do tempo de vida desse alguem) só aceito em situações extremas, seja através do aborto, eutanásia, pena de morte.
Um embrião é alguém, ou uma forma de vida que poderá vir a ser alguém?
Então não é? :shock:
Não queres fundamentar melhor a tua posição?
Não posso, não sou médico. Mas sempre me convenci que provinha de um embrião, pelos vistos estava enganado.
Volta-se à questão de quando é que se pode falar de vida humana. Quando é gerado o embrião? Quando no feto estão formados a maior parte dos orgãos vitais? É uma questão que está longe de ser simples, e uma resposta verdadeira nunca será encontrada assumindo posições dogmáticas.
Aliás, quanto a mim, a resposta nunca será encontrada, ponto final por a discussão ser essencialmente filosófica. Cada um terá a sua resposta muito em função das suas convicções.
Quando é gerado o embrião? Quando no feto estão formados a maior parte dos orgãos vitais?
Hein??? :shock:
Repara que eu, ao contrário do que possa parecer, não sou um radical defensor da vida. Lá mais para a frente, se o tópico não acabar, poderei esclarecer este ponto.
Por agora o que me interessa mesmo é ler, entender, perguntar quando quiser esclarecer alguma dúvida e depois tentarei deixar um rascunho de opinião.
No entanto parece-me claro que, num momento próximo ao do acto sexual em si e se for o caso, ficam reunidas todas as condições para que se desenvolva um ser humano.
A partir desse momento e salvo algum tipo de problema, está iniciado o processo que levará ao nascimento de um ser humano. Isto parece-me inatacavel. Ou não?
No entanto parece-me claro que, num momento próximo ao do acto sexual em si e se for o caso, ficam reunidas todas as condições para que se desenvolva um ser humano.
A partir desse momento e salvo algum tipo de problema, está iniciado o processo que levará ao nascimento de um ser humano. Isto parece-me inatacavel. Ou não?
Claro que é, eu próprio disse isso há umas páginas atrás. A questão continua a por-se sobre o momento em que esse futuro ser humano deve ser considerado inviolável e baseado em que critérios (científicos, mas também morais e éticos).
Como alguém já referiu anteriormente, esta questão é muito mais importante para famílias de classe baixa ou média do que alta. Qualquer ricaço pode pegar na sua mulher (ou na sua filha de 13 anos) e levá-la a uma clínica espanhola e caso arumado.
Gostaria que os que vão votar no não me dissessem se caso a vossa filha de 12, 13 ou 14 anos aparecesse em casa grávida, se não pensavam em levá-la também a Espanha? Ou hipotecavam uma vida que mal começou? Qual seria o futuro de uma menina dessa idade com um filho nos braços? O que sabe ela da vida para tomar tal responsabilidade? E não me venham com a teoria que com uma boa educação em casa evita qualquer risco porque está provado que não!
E se acham que são poucos os casos de meninas grávidas com essas idades, então façam uma visita por exemplo ao Hospital Alfredo da Costa, onde há um gabinete próprio para adolescentes grávidas!
Acho engraçado que a maioria dos apoiantes dos não serem homens, como se o corpo das mulheres fosse nosso! Acham que o homem tem uma palavra a dizer no nascimento de uma criança, e aqueles casos em que é a mulher quer ter filhos e os seus maridos simplesmente não querem?
Com tanta criança abandonada em instituições para serem adoptadas para receberem carinho e amor, não, vamos colocar no mundo mais criancinhas indesejadas para terem uma vida miserável!
E já agora uma pergunta inocente.
E os médicos?
Eles fizeram o Juramento de Hipocrates… se “fizerem” o aborto podem ser penalizados? E se se recuzarem podem ser penalizados?
E as prioridades nas operações? (sim não nos esqueçamos que temos listas de espera intermináveis nos hóspitais)
Ter um filho sem mentalidade para sequer se aperceber do que isso pode significar (que regra geral aparece muito depois da idade para o início da vida sexual) pode servir para piorar substancialmente uma vida, e trazer consequências pouco agradáveis para a nova vida. Claro que as coisas até podem correr bem, sobretudo se exisitirem todos os apoios prometidos após o último referendo por várias almas piedosas que defenderam o Não - e que agora voltam a prometê-los.
Ter um filho sem mentalidade para sequer se aperceber do que isso pode significar (que regra geral aparece muito depois da idade para o início da vida sexual) pode servir para piorar substancialmente uma vida, e trazer consequências pouco agradáveis para a nova vida. Claro que as coisas até podem correr bem, sobretudo se exisitirem todos os apoios prometidos após o último referendo por várias almas piedosas que defenderam o Não - e que agora voltam a prometê-los.
Seria interessante, por exemplo, saber quantas dessas almas piedosas adoptaram alguma das diversas crianças que nasceram sem que as famílias tivessem condições para as suportar.