Desculpem, mas tenho de partilhar esta notícia do Rascord:
[i]Um onze que começa a ganhar forma
Na sessão de treino de ontem, JJ realizou um exercício onde foi possível observar um onze que começa a ganhar alguns contornos daquilo que poderá ser o Sporting 2015/16. Neste caso, o técnico colocou Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, Tobias, Jefferson, Adrien, João Mário, Gelson, Carrillo e André Martins no apoio a Slimani.
Um esboço que até pode ser o onze que vai defrontar o Ajax de Cape Town, mas onde ainda há lugares em aberto, sobretudo no eixo da defesa e no ataque, tanto nas alas (Capel, Mané e Iuri à espreita) como no centro, onde a concorrência é bastante feroz (Montero, Teo Guitérrez e Tanaka).[/i]
[u][b]Jesus: «Não ponhas os olhos no chão»
TREINADOR VOLTA A SER PROTAGONISTA EM ALTA-VOZ[/b][/u]
“Não ponhas os olhos no chão”, gritou Jorge Jesus a Ruben Semedo num dos exercícios em que os jogadores leoninos tinham de sprintar até próximo do treinador.
O técnico não descura qualquer pormenor e ontem, numa sessão de trabalho onde a bola já circulou quase desde o início, foi possível assistir à interação com os seus jogadores. No espaço de cinco minutos, não se cansou de dar indicações, corrigir posicionamentos, alertar, incentivar ou apenas explicar.
Ninguém escapa às intervenções de Jesus
Num estádio sem ninguém nas bancadas, a voz de Jorge Jesus fazia-se ouvir bem, num espetáculo à parte, no qual o treinador procurava que os protagonistas fossem apenas e só os jogadores.
Pressão
“Pressiona aqui, da direita para a esquerda”, pedia Jorge Jesus, num exercício onde Montero e Teo funcionavam como centrais e onde o treinador não se cansou de explicar a dinâmica das movimentações que desejava ver… bem executadas. Aliás, o técnico dos leões não se cansa de explicar, de forma bem detalhada, cada exercício e o objetivo que pretende com cada uma das movimentações que pede.
Nesse contexto, acaba por ser muito interventivo, falando durante grande parte do tempo e, quando não se pronunciava, era sinal que estava a observar alguma situação para elogiar ou corrigir.
Ontem, essa realidade ficou bem evidente, sendo também notório que alguma parte da estrutura do futebol leonino, sobretudo aquela que já estava em Alvalade, não deixa de ficar surpreendida com a intensidade que o treinador faz questão de colocar em cada momento do treino. Jorge Jesus não está em silêncio durante muito tempo, e quando começa a falar… a palavra é só dele.
Técnico sempre em alerta
“Olha em frente! Não ponhas os olhos no chão”
“Pressiona aqui, da direita para a esquerda, vamos, vamos”
“Atenção, aqui a referência é o Mané, ouviram bem? O Mané”
“Ali ficam o Jonathan Silva, o Rosell, o Capel, o Wallyson e o Esgaio!”
De um ponto vista exclusivamente ofensivo não tinha porque não resultar. O João Mário nos juniores era o elemento mais recuado do meio campo, como um regista italiano.
Enquanto equipa com posse de bola esmagadora e claro controlo do jogo, João Mário cai nesse posto que nem ginjas. Cabeça levantada, calmo, qualidade de passe curto e longo, inteligente, mas com atitude e estofo suficientes para o trabalho de recuperação de bola.
Também chegou a jogar nessa posição nas selecções de camadas jovens.
Tenho poucas dúvidas que face á ausência de William o treinador vai jogar pelo seguro(não fosse Jesus dos técnicos mais calculistas que por ai anda) e o Adrien e o João Mário vai ser a dupla titular no meio campo.