Premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa propõe novo nome para a língua portuguesa
— Esta língua que todos os dias reinventamos, nós, angolanos, brasileiros, portugueses etc., foi-se construindo e sofisticando, ao longo dos séculos, através do namoro com muitos outros idiomas: o árabe, o kimbundo, o guarani, o kikongo, o umbundo, o macua e tantos outros — destaca ao GLOBO, antes de propor um novo nome para a nossa língua. — Esta é verdadeiramente a nossa “Língua Geral”. Aliás, talvez seja uma boa altura para pensar numa designação que reflita o que a língua é hoje, não mais uma língua portuguesa, não mais um idioma colonial, de opressão, de exploração, de domínio, mas um território de encontros e de afetos, uma “Língua Geral”.
Sou completamente a favor. Aliás, acho que todos os países com ex-colónias deviam fazer o mesmo. Assim, já não vai haver língua inglesa, francesa ou portuguesa. Serão todas designadas como Língua Geral. Como é que será que os americanos, os canadianos e os australianos se sentem pela sua língua ter o nome de um idioma colonial, opressão e exploração?
Que trabalhador? Há trabalhadores a receber mais e menos.
A riqueza do Pingo Doce/SONAE vem da escala e da eficiência, as margens em si são baixas. Digo mais, quem mais sofre com o grande retalho são os fornecedores, que são apertados à grande.
Tanto o consumidor final, como os trabalhadores do Pingo Doce beneficiam dessa estrutura, mas pronto, se querem acreditar que é o gajo da caixa que gera aquela riqueza, estejam à vontade.
Por isso o forista falou em volume. O Grupo Jerónimo Martins tem as receitas que tem pois o volume de negócio é grande. Mesmo com margens baixas, com o volume de vendas, atingem boas receitas.
Quem se lixa é o produtor. O distribuidor é quem mais ganha no sector.
Estes gajos e estas gajas que estão a incendiar contentores, a atirar garrafas e a cuspir à polícia e a tentar lançar o caos devem ser trabalhadores a fazer greve por melhores condições de trabalho e contra as alterações à legislação laboral…
Vocês os dois reclamam de problemas que proveem EXATAMENTE da mesma pessoa (o primeiro do empregado do PINGODOCE mal pago e o segundo dos fornecedores mal pagos), e mesmo assim nenhum o nomeia.
A raiz do problema de ambos, quem escolhe pagar mal a uns e a outros para ter um ordenado de 500 mil por mês é o patrão do PINGODOCE.
E esse corno trabalha 200x mais que o caixa ou o fornecedor? Não.
Mas a malta bate palmihas a um pacote laboral ruinoso que tira direitos ao caixa e o fornecedor para favorecer o patrão.
Daqui a cinco anos, são os mesmos que estarão a bater palminhas a um novo pacote laboral ainda pior que este enquanto ganham o mesmo que ganham hoje e o patrão ganha 300x.
É pior em França.
Uma vez vi um documentário.
Há fornecedores com meses onde perdem dinheiro, mas não podem dizer que não a baixar o preço porque perdem o cliente.
Aquilo é alta chulice.
Malta a boicotar greves a mando de quem é contra essas greves sempre existiram. Depois são todos metidos no mesmo saco.