É só Europa aqui?
ASSUNÇÃO, 21 Jun (Reuters) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, enfrenta um processo de impeachment por sua responsabilidade nos confrontos entre policiais e camponeses que deixaram 17 mortos na semana passada.Lugo disse que não renunciará e que se submeterá ao processo, aprovado quase por unanimidade nesta quinta-feira no Congresso do país.
A seguir, uma breve cronologia com os acontecimentos mais recentes que desencadearam o processo contra o presidente:
- 15 de junho: pelo menos seis policiais e 11 camponeses morrem em enfrentamento durante uma desapropriação de terra no nordeste do Paraguai, em uma área fronteiriça com o Brasil.
O ministro do Interior, Carlos Filizzola, e o comandante da Polícia Nacional, Paulino Rojas, deixam o cargo após o incidente. O Congresso resolve formar uma comissão para investigar os acontecimentos e fixar responsabilidades concretas.
16 de junho: Lugo empossa o novo ministro do Interior, o ex-procurador-geral Ruben Candia, um homem vinculado ao opositor Partido Colorado, buscando abrandar a crise.
20 de junho: Lugo ordena a criação de uma comissão especial de investigação, na qual participaria a Organização dos Estados Americanos (OEA), para esclarecer o confronto entre policiais e camponeses.
O mandatário confirma o ministro do Interior no cargo, o que desata a ira de seus aliados do Partido Liberal. Os opositores criticam sua reação por considerá-la morna.
- 21 de junho: A Câmara dos Deputados do Paraguai aprova quase por unanimidade um processo de impeachment contra Lugo por sua responsabilidade no enfrentamento entre policiais e camponeses.
O presidente diz que não renunciará e que se submeterá ao processo porque “não existe nenhuma causa razoável, ou jurídica ou política” para a sua saída.
O Senado, encarregado de dar prosseguimento ao processo, recebe a acusação contra o presidente e convoca uma sessão extraordinária.
As Forças Armadas garantem que permanecem dentro de sua função, respeitando a ordem constitucional e democrática do Paraguai.
Enfim, não sei como é que um atentado tão grande à Democracia e ao Direito de Voto pode estar contemplado numa Constituição Nacional em 2012.
Já agora, deixo as reações dos estados ao impeachment de Fernando Lugo:
Reação internacional Alemanha: O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que viu o processo de impeachment de Lugo com preocupação.[34] Argentina: a presidente Cristina Kirchner considerou a derrubada de Lugo um golpe e afirmou que não reconhecerá o novo governo.[35] Bolívia: Evo Morales considerou o processo de juízo político um golpe e disse que não reconhecerá o novo presidente paraguaio.[36] Brasil: O governo brasileiro condenou o "rito sumário de destituição" e convocou o embaixador no Paraguai para consultas. O Itamaraty diz, no entanto, que o governo brasileiro "não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai".[37][38][39][40][41] A presidente Dilma Rousseff chegou a sugerir sanções contra o Paraguai.[42] Chile: O governo chileno chamou de volta seu embaixador para consultas, considerando que "não se respeitou o legitimo direito de defesa expresso na própria constituição paraguaia nem no direito internacional".[43] Colômbia: o governo colombiano chamou para consultas seu embaixador em Assunção, considerando que o processo se deu "sem considerar o tempo suficiente para uma defesa adequada". [44] Costa Rica: condenou o impeachment e ofereceu asilo a Lugo e aos membros de seu gabinete.[45] Cuba: condenou o impeachment alegando ser um golpe de estado.[46] Equador: o presidente Rafael Correa considerou o impeachment um golpe e afirmou que não reconhecerá outro presidente.[47] Espanha: condenou o impeachment, alegando preocupação com a fraqueza das garantias institucionais no Paraguai.[48] Antes, um representante espanhol havia dito que o processo se baseara "na institucionalidade democrática e no Estado de direito".[49] Estados Unidos: o governo Obama reconheceu o impeachment do presidente Lugo.[50] França: o governo de François Hollande apoiou as decisões do Mercosul e da Unasul e pediu que as autoridades paraguaias respeitem "a vontade soberana do povo paraguaio que elegeu Lugo como chefe de Estado em 2008".[51] México: Segundo o governo mexicano, o processo não deixou espaço e tempo necessários para uma defesa adequada.[52][53] Nicarágua: representantes da Nicarágua consideraram que houve um golpe de Estado no Paraguai.[54] Vaticano: Aprovou o processo contra Lugo e reconheceu o novo governo.[55] Venezuela: não reconheceu o novo governo, retirou o embaixador em Assunção e cortou o fornecimento de petróleo ao Paraguai.[33]
E as frases de Lugo (antigo presidente) e Franco (novo presidente): http://noticias.uol.com.br/album/2012/06/26/confira-as-frases-ditas-por-lugo-e-franco-sobre-a-crise-no-paraguai.htm?abrefoto=4
