Ainda se iludem pela cor política e pela mensagem? Lobbys fortíssimos e partidos financiados faz com que qualquer candidato, por mais purista e genuíno que seja um total incompetente.
Só cheguei a casa há pouco tempo e por isso não me foi possível ver o debate em directo, mas fui a correr ao site do New York Times, interessado em saber o que aconteceu, quem “venceu”, etc., e deparo-me, na crónica do New York Times que verifica os factos que os candidatos proferem nos debates, com a habitual táctica do Romney, a profusão descontrolada da mentira:
1 (inequivocamente o maior embuste da campanha Romney-Ryan 2012)
When Mr. Romney was asked how he would find the money to pay for the increased military spending he seeks, he said: “We do it by getting — by reducing spending in a whole series of programs. By the way, number one I get rid of is ‘Obamacare.’ But repealing the health care law would actually increase the federal deficit.
This summer, after Republicans in the House of Representative passed a bill to repeal the law, the Congressional Budget Office estimated that doing so would increase the federal deficit by $109 billion over the next decade.
2
Has Romney changed his view on an Afghan withdrawal and timeline? Yes, about an hour into the debate, Mr. Romney seemed to tweak his long-held position on Afghan troop withdrawals.
3
Mr. Romney did propose education reforms during his term as governor from 2003 to 2007. But by and large, they failed to become law.
4
Mitt Romney stated that President Obama went on a foreign “apology tour.” Is this true? News organizations have repeatedly found the claim that Mr. Obama has apologized for American values and principles to be inaccurate.
While Mr. Obama has admitted American failings at times — and, like President George W. Bush, has apologized for specific acts of American wrongdoing abroad — he has never explicitly apologized for American values or principles.
5
Mr. Obama has a lot of history on his side with his assertion that Iran’s economy is being crippled by sanctions imposed over the past few years and that Iran’s oil sales have plummeted. Mr. Romney called for tightening them more.
“We put in the toughest, most crippling sanctions ever,” Mr. Obama said.
Until Mr. Obama came to office, the United Nations sanctions on Iran were pretty ineffective. The result is that the sanctions in place today are far greater than they were under President George W. Bush. But could they be tighter still, even “crippling,” to use the phrase Mr. Romney likes? (He borrowed it from Secretary of State Hillary Rodham Clinton.)
Certainly they could – but only if other countries agree.
6
On military matters, Mr. Romney repeated a challenge to the Obama administration that he has used with repeated intensity: that the United States Navy is the smallest since 1917. Yes, today’s Navy is much smaller than in past generations. But Navy commanders also point out that each individual warship at sea today is far more capable than any individual predecessor in that class of vessel.
7
Mr. Romney’s remark that he wants to use “peaceful and diplomatic means” to persuade Iran not to pursue its nuclear program was a striking departure from the more hawkish tone he has used throughout the campaign.
Uma investigação do New York Times sobre o primeiro-ministro chinês tropeçou na riqueza bilionária da família dele: mansões, contratos milionários do governo atribuídos a empresas do irmão e várias aquisições hostis de várias empresas.
Aos ladrões não acontece. Quem informa, vai preso.
[b]Prosecutor Issued Arrest Warrant for HOT DOC Journo Publishing Lagarde-List[/b]
Unbelievable and ridiculous! While other countries sought to locate suspected tax dodgers whose names were on so-called “Lagarde-List”, Greece is seeking for the journalist who published the 2,059 names – and thus with an arrest warrant! On Saturday evening and just hour after the print edition of HOT DOC was in the market, the prosecutor issued an arrest warrant against the publisher Kostas Vaxevanis! The warrant by the Athens Prosecutor , has been issue don reasons of misappropriation of a public document and for violating personal date.
Greek police has launched investigation to locate and arrest the HOT DOC publisher.
[img width=250 height=343]http://i.imgur.com/QBJsm.jpg[/img]
Monthly magazine HOT DOC managed the impossible: To get what it seems to be the content of the long-missing and infamous Lagarde-list containing the names of 2,059 Greeks who had an account in the HSBC bank, Geneva, Switzerland. More than 2,000 excel-files expose the names of bank account holders. HOT DOC does not expose the amounts deposited n each account, but just names and professions.
Tivesse Sandy batido às portas uma semana mais tarde e não havia eleições para ninguém. Mas tendo vindo uma semana mais cedo até deu jeito a Obama. Ou a Romney. Ou será tudo um castigo de Deus?
Uma coisa é certa, a tempestade deu trabalho aos dois candidatos e à sua máquina eleitoral. Reescrever discursos, desmarcar atividades, agendar encontros… Mas que efeitos terá nas mentes dos eleitores? A leitura de um estudo de 2011 da Universidade de Boston dá respostas.
Politólogos norte-americanos demonstraram que condições meteorológicas extremas afetam o modo como os eleitores avaliam presidentes e governadores. Andrew Reeves e John Gasper revelaram que os eleitores penalizam os líderes políticos de acordo com o modo como reagem aos desastres naturais. Basta fazer o exercício e recuar ao último mandato de Bush e ao Katrina. O criticismo à volta da sua resposta tardia, imatura e distante no caso do furacão que varreu Nova Orleães fez-lhe a folha.
Soa estranho dizer que o tempo pode influenciar quem vai morar na Casa Branca a partir de janeiro, mas a avaliar pelo estudo saberemos no dia 6 de novembro quem se tem portado melhor nesta corrida presidencial.
Ainda a costa leste norte-americana se recompõe do furacão devastador, já a política salta novamente para primeiro plano. Candidamente – e cuidadosamente - os candidatos voltaram a pedir o voto e a confiança dos norte-americanos.
Mitt Romney prosseguiu com a campanha no Ohio e anunciou ações de recolha de fundos para as vítimas do Sandy. Obama cancelou todos os atos oficiais de segunda e terça-feira para se dedicar à coordenação da resposta nacional ao flagelo. Com isto o presidente dos Estados Unidos não fez campanha no Ohio, um estado que precisa de vencer para conseguir a reeleição.
Mas com o furacão, Obama conseguiu a aprovação de uma das personalidades mais influentes do Partido Republicano, Chris Christie, governador de Nova Jérsia – o estado mais afetado pela catástrofe. “Tenho que dizer que o Governo, o próprio presidente e o administrador da Agência Federal de Emergências, Craig Fugate, têm sido formidáveis connosco até agora. O presidente (…) tem sido um apoio incrível e útil para o nosso estado”, disse. “Estou-me nas tintas para o que isso significa para estas eleições”, acrescentou.
Mas se a personagem principal abdicou da campanha democrata, o resto da equipa reforçou-a. O vice-presidente da corrida democrata, Joe Biden, mantém os atos oficiais e as principais estrelas, Bill Clinton e Michelle Obama, estão em pleno rendimento.
A verdade é que à margem dos interesses políticos, o furacão tornou-se na primeira preocupação nacional. Para uma coisa serviu: não só relegou a campanha eleitoral para segundo plano como a modificou. Numa altura de polarização eleitoral – onde se erigem muros invisíveis entre democratas, indecisos e republicanos - a Mãe Natureza congregou as diferentes alas. Tal como diz Arianna Huffington, o esforço coletivo foi “bonito de se ver”. Pena é ser um desastre natural a mobilizar a essência humanizadora dos norte-americanos.
Aos estrategas da campanha de Obama não escapou certamente os possíveis efeitos da decisão do presidente em centrar-se no auxílio às vítimas e abandonar a campanha. Mas haverá melhor campanha que um presidente em funções?
Se Obama falhou aos olhos do cidadão médio norte-americano – como defendem vários especialistas -, o Sandy é uma oportunidade para a remissão. O colunista Richard Cohen escrevia na terça-feira no Washington Post que ainda que fosse votar em Obama, lamenta que o Presidente não tenha sido um Robert Kennedy. Mas nada como um desastre natural para alguém se exonerar de uma imagem malfadada. Esta é a oportunidade ideal para Obama se identificar com o sofrimentos dos demais.
[b]É aqui que entram as mentes mais rebuscadas. No meio do caos pós tempestade, surgem os críticos conservadores, os fundamentalistas religiosos e os teóricos da conspiração. Castigo de Deus? Manipulação atmosférica de Obama? Ou tempestade engendrada por Romney?
Com oito milhões de norte-americanos sem energia elétrica, um saldo de 48 mortos e um rasto de destruição, aparecem agora vozes dissonantes para colorir a negra reta final da campanha eleitoral.
John McTernan, um conhecido missionário todo-poderoso da direita que faz da pregação vida, já veio dizer que a “super-tempestade” Sandy é um castigo de Deus contra os Estados Unidos, isto porque o país discute questões como o casamento homossexual.
Nas redes sociais vão aparecendo outras conjeturas talvez menos refinadas. “Ninguém acha estranho o Sandy acontecer antes das eleições?”, perguntam-se centenas de internautas no Twitter.
Sites da conspiração com InfoWars.com, IntelHub e Consfearacy Newz alvitram que a administração Obama estaria no controlo de uma ferramenta de manipulação do tempo – o chamado HAARP – que através da emissão de ondas eletromagnéticas gerou a super-tempestade. Obama causaria assim o furacão para depois surgir como um Messias enviado para salvar os norte-americanos. São tantas as teorias da conspiração, que o Buzzfeed deu-se ao trabalho de compilar as melhores.[/b]
Com ou sem magia, com muita ou pouca manipulação, certo é que na arena política a batalha pela poltrona de pele da sala oval continua. Resta saber quem melhor se saiu no plano maquiavélico da tempestade revolucionária. É esperar para ver.
A 3 dias de distância, a minha previsão para as eleições americanas é esta:
Vitória para Obama através do colégio eleitoral com o Ohio a ser o estado que decide o vencedor. Não faço previsões em relação ao voto popular, esse tanto pode dar Obama como Romney. De qualquer das formas, o presidente vai continuar o mesmo.