O Futuro do Sporting - Ideias, Propostas e AG

Lapa se vamos dançar o malhão dialéctico mais vale ficar por aqui :).

Essa leitura desresponsabilizadora de gente com formação e sobretudo peneira suficiente para gerir o clube com competência deixa-me de cabelos em pé, portanto prefiro não ler mais teorias que transformam os arrogantes tecnocratas oligárquicos em vítimas da “imprevisível” e “súbita” cojuntura mundial.

Eu respondo-te dizendo: pela tua ordem de ideias TODAS as empresas estavam falidas e não existiam hoje os milhentos casos de quem sabe obter sucesso entre as dificuldades exactamente pq tem qualidade no trabalho que faz.

Mauras como deves ter lido no meu post inicial, eu tal como tu, considero que o a parte imobiliária do projecto foi um fracasso.

O que penso é o espço temporal entre avançar com a construção destes espaços e os dias de hoje é longo e as realidades são diferentes. E como não acredito que o Roquete tenha decido avançar com estas iniciativas para lixar o Sporting de forma propositada, só posso concluir que errou.

Relativamente ao imobiliário:

  • Alvaláxia. Não há volta a dar-lhe. Não é um “conteúdo multimedia”, não sofre nenhum ataque nem nada que se pareça.

É claramente um atestado de incompetência. Apesar de não ser nenhum especialista, sei que os CCs vivem de lojas âncora: Super/Hiper-mercados, FNACs, Wortens, ZARAs, etc. A âncora do Alvaláxia eram os cinemas.

Até podiam continuar com as exposições da Abraço a ocupar meio centro comercial, e com as feiras de artesanato, mas se lá existisse um Pingo Doce, um Pão de Açucar ou coisa do género, de certeza que o resultado seria diferente.

O Alvaláxia não tem uma - uma - loja que chame lá gente fora dos dias de jogo.

É possível dar a volta? Não sei. Não sei dizer se é melhor o SCP encontrar parceiros de jeito e dar a volta àquilo se o melhor é vender de uma vez.

  • Edifício Sede: Será com certeza mais fácil de ver qual a melhor solução. Não me agrada não ter sede própria, mas aqui é mais inadmissível não ter pessoas/ parceiros capazes de pôr aquilo a render.

  • Naming da Academia / estádio: peanuts relativamente ao contexto global. Venda-se ao melhor.

A.A.

Em 1995 vivias o tempo das vacas gordas, o consumo era elevado, o petroleo vendido a 20 dolares o barril. 10 anos depois passas por uma crise à escala mundial que seria impossivel de prever nesse tempo. Alguem diria à 10 anos atrás que a Europa e a sua principal economia, a alemã, iria atravessar a crise que atravessa hoje ?

Alguem imaginaria que estaria o preço do petroleo nos niveis actuais ?

Acho que não.

Por isso hoje muitas coisas no mundo empresarial que há 10 anos fariam sentido, hoje estão errados e a ser re-adaptados aos novos tempos.

O Mauras já se referiu a este ponto, mas não posso deixar de tb o comentar.

Oh Lapa, os homens há menos de 1 ano, na ultima AG disseram taxativamente que a situação estava controlada e tudo corria de acordo com o plano.

DdC qdo saíu disse que estava tudo bem e que estava a ser violentado, pq o trabalho estava a ser bem feito e o “obrigavam” a sair, sem razão, apenas fruto de “movimentações” dos energumenos.

Como consegues tu vir dar razões de há 10 anos, qdo a qq momento uma estratégia pode adequar-se á realidade?

Aliás um facto revelador da total incompetencia e pouca certeza que tinham em relação ao Projecto, foi a força que fizeram (sobretudo DdC) para que partilhassemos um Estádio Municipal… isto qdo as obras já haviam começado.

Queres melhor exemplo de como eles sabiam bem que não conseguiriam alcançar os objectivos a que se haviam proposto mto antes dos problemas começarem?

E volto a perguntar… pq razão NUNCA foram claros com os Sportinguistas?

Já aqui foi referido… pela ■■■■ da mania, para não lhes cairem os parentes na lama. Afinal não podiam defraudar os que diziam que eles eram a nata da gestão em Portugal.

Rui apontas e bem mais uma razão: esconderam a verdade pois a arrogância de quem prometeu fazer melhor não se compadece com a humildade necessária para reconhecer as falhas. Mesmo neste momento de completa derrocada, em que nos pedem que votemos saídas previsíveis mas em NADA compatíveis com o projecto prometido ninguém tem a coragem de assumir com clareza o falhanço, e é com o mesmo ar altivo e sorriso arrogante que Soares Franco aponta um caminho como se fosse óbvio, como se fosse plenamente enquadrado em tudo o que o projecto apontou.

Esta gente mete-me nojo, e digo-vos que de facto, se continuarem em Alvalade desisto. De vez.

Esta gente mete-me nojo, e digo-vos que de facto, se continuarem em Alvalade desisto. De vez.

Aqui está outro!

Esta gente mete-me nojo, e digo-vos que de facto, se continuarem em Alvalade desisto. De vez.

Aqui está outro!

E é com muita mágoa que o digo, pois fiquei a saber há poucos dias que fiz 25 anos de sócio o ano passado e que já tinha direito a receber o meu emblema mas de facto basta… se for para continuar a assistir á presença desta gente que só me mete nojo pela sua arrogância e falta de humildade em toda a sua incompetência entrego os pontos, desisto, ganharam, e envio uma cartinha de parabéns aos referidos e a pessoas como Dias Ferreira e outros que o permitiram pela sua inacção.

...e a pessoas como Dias Ferreira e outros que o permitiram pela sua inacção.

Va la, estava a ver que era impressao minha… Claro que nao é motivo de rogozijo nenhum bem pelo contrario…

No post que abre este tópico o Mauras foca diversos aspectos. Falarei apenas dos que têm actualidade e premência imediata, deixando de lado os sócios e a vertente desportiva, que sendo os mais importantes não estão presentemente na ordem do dia.

(A quem ler tudo até ao fim, desde já agradeço a paciência).

Sobre o património:

Dizer que devemos livrar-nos de todo o património não afecto às finalidades do Sporting é redutor. As finalidades são meramente desportivas, mas em torno delas existem áreas de negócio específicas do Clube e que não devem ser alienadas.

A FanLab, por exemplo, não é um equipamento desportivo, e todavia serão poucos ou nenhuns os que defendem que seja vendida. E porquê? Justamente porque opera numa área de negócio- a exploração da marca Sporting- que é própria do Clube e tem um lugar na sua esfera de actividades.

A minha posição sobre isto é pois muito simples: devemos livrar-nos do património afecto a áreas de negócio totalmente estranhas a um Clube desportivo. E isto implica distinções:

  • O edifício do Visconde é o exemplo prototípico de uma área de negócio estranha ao Clube. É um edifício de serviços, não serve nenhuma finalidade específica do Sporting nem explora a sua marca. Admito que seja vendido, com uma ressalva: faria sentido que o piso ocupado pelos serviços do Sporting permanecesse nosso. Por uma questão de princípio (para não sermos inquilinos em nossa própria casa) e também porque a venda de tudo nos obrigaria a pagar uma renda certamente elevada.

  • A Alvaláxia é um caso diferente. Parece evidente que não tem qualquer viabilidade enquanto espaço comercial apenas vocacionado para os dias de jogo (aliás, parecia evidente desde a primeira hora, e o estranho é que alguém tenha pensado o contrário). Nesse sentido, a solução da Alvaláxia será transformar-se num centro comercial como os outros, livrando-se da sua conotação clubística. No entanto, e sem conhecer os números, parece-me má ideia vender à pressa e em baixa. O desenvolvimento na área do antigo estádio (qualquer que ele seja; um dia se descobrirá) será certamente um boost à potencialidade do centro comercial, e permitiria uma negociação em condições mais favoráveis.

  • O bingo é um caso especial. Tem profundas tradições no Clube, ao qual sempre esteve associado. O facto de ser “o bingo do Sporting” foi sempre uma marca distintiva, o que me leva a pensar que tem o seu lugar na esfera de actividades do Clube.

O que acontece é que não pode ser tratado de acordo com a “lei do menor esforço”, que é aquilo que faz FSF. O bingo passou de um lucro de 1,5 milhões de € anuais para uma exploração deficitária. A solução do presidente é fechá-lo. A solução do bom senso seria reavaliá-lo, tentar perceber as causas de tão abrupto decréscimo de receitas e corrigi-las. Nem sequer parece muito difícil, dado que o declínio do bingo coincidiu com a sua mudança de instalações.

  • A clínica CUF e o Holmes Place são casos de fronteira. Não tenho conhecimentos que me permitam concluir se a marca Sporting é ou não um elemento determinante na respectiva exploração comercial. Se não for, não me repugna que sejam vendidos.

Sobre a questão do património há que ter presente o seguinte: durante uma década a edificação destas infraestruturas foi o holiest of holies do Projecto. Sempre que se apontava o desinvestimento desportivo, logo aparecia alguém a justificar-se com o esforço empreendido na construção civil, que não só nos daria equipamentos desportivos de primeiro plano como nos proporcionaria rendimentos imobiliários fundamentais para o crescimento e sustentação futuros do Clube.

Já se percebeu- como foi avisado em tempo- que isto era mentira. Os equipamentos desportivos que temos, são os que os nossos rivais têm; e o património imobiliário é uma manada de elefantes brancos deficitários.

Significa isto, em linguagem prosaica, que o Sporting comprou um porco inteiro e vai comer apenas os ossos, deixando para outros o lombo. Ou seja, metemos mãos a edificar património, endividámo-nos para isso, deixámos de fazer outros investimentos, e agora vamos vender com pequena mais-valia (se é que haverá alguma), para que no futuro outros, mais competentes, rentabilizem esses espaços.

Os equipamentos cuja venda FSF propõe custaram 35 milhões de € a construir (números de Rui Meireles em entrevista). Em cima disto terão sido pagos juros que não posso contabilizar. Se o valor da venda for aplicado na redução do passivo correspondente àqueles equipamentos, como é anunciado, que mais-valia será esta, que nos permitirá pensar em pavilhões e pistas de atletismo? Não brinquem (ainda mais) com a inteligência dos sportinguistas, por favor.

Modalidades:

Uma vez mais FSF vai pelo facilitismo. Não se auto-financia, fecha. Assim, sem mais, sem um esforço, sem criatividade, sem a mais leve busca de soluções, parcerias, o que seja, que permita defender um património de um século.

Está mal. Isto decorre tão só de uma cultura de preguiça, derrotista, de nenhum esforço na procura de soluções e de cegueira perante as condicionantes.

Se o andebol tem 70 espectadores, isso não poderá dever-se à falta de um pavilhão em condições próximo da zona histórica do Clube? Pelos vistos, FSF não está interessado em saber. Dá-lhe menos trabalho fechar a porta. Quem sabe um dia não dirá o mesmo do futebol, atingindo assim o almejado equilíbrio económico: zero receita, zero despesa…

Tudo isto se torna ainda mais risível se conjugado com a propalada intenção de construir um novo pavilhão. Então a ideia é ficar apenas com uma modalidade de pavilhão (andebol ou futsal, visto que o atletismo parece intocável), e vai-se construir um novo? Para os jogos de uma única modalidade? Que espécie de rentabilidade terá esta infraestrutura? Uma vez mais, populismo puro. A promessa de um pavilhão nestas condições não é mais que uma cenoura pendurada no nariz do burro, para que ele aprove a venda de património. Mais um insulto à inteligência.

SAD:

Não me repugna a redução da posição do Clube desde que se conserve o controlo. Segundo sei isto está blindado nos estatutos da SAD, e só será modificado com o voto favorável do accionista Sporting. Espero que não haja a ousadia de ser dado um voto destes sem prévia anuência da AG do Clube (um pouco à maneira da rábula das AGs de 2003).

Quanto aos investidores, não tenho ilusões. Também me agradaria a ideia romanceada de um “capitalismo popular sportinguista”, com as acções exclusivamente na mão de sócios. Sei no entanto que isso é irrealizável. Procurem-se pois os melhores parceiros.

O que está em causa:

Como expliquei, discordo de algumas das ideias de FSF e aprovo outras. Mas ainda que concordasse com tudo, ainda que as palavras de FSF fossem a expressão exacta do meu pensamento, estaria contra ele e a sua candidatura, por questões puramente pessoais.

Este FSF que vos fala é dirigente do Sporting desde 96 ou 97. Acompanha o Projecto desde a sua “primeira infância”. É responsável por ele. Tinha poderes decisórios. Votou as deliberações que fizeram com que tudo se concretizasse.

Se não concordava com o que estava a acontecer, e não se demitiu, a sua falta de convicções desaconselha-o para presidente. Se concordava, tem culpas no cartório, e também não serve para um tempo que se espera novo. FSF é uma das primeiras figuras do Projecto que agora quer demolir. É como já foi dito aqui por vários foristas: não tem qualquer moral para continuar.

O que FSF pretende é transformar-se em paladino de ideias contrárias às que têm regido o Clube na última década, fazendo de conta que não é ele próprio um dos principais responsáveis pelo facto de o Sporting ter passado dez anos num caminho que, comprova-se, era errático e inconsequente.

Salvas as devidas proporções, é como se no final da II Grande Guerra o Goering, em vez de ser julgado em Nuremberga, se propusesse para liderar a Alemanha em democracia, defendendo a coexistência pacífica com os estados vizinhos e a integração dos judeus.

Não pode ser. Este transformismo de FSF, Roquette, Ferreira da Silva e outros mais que hão-de seguir-se, é um espectáculo repulsivo. Querem mascarar aquilo que é o colapso de um conjunto de ideias, supostamente concebidas e executadas por entes superiores e iluminados, e fazer de conta que é apenas uma “evolução”. Não é. Isto que FSF quer fazer é exactamente o contrário do que foi o objectivo de dez anos.

A este respeito, a postura de Roquette choca-me particularmente. Vê-lo apoiar FSF, sufragando as suas ideias de liquidação do património imobiliário, é, para voltar à metáfora política, o mesmo que ver o Marx levantado do túmulo a defender com unhas e dentes as virtudes da propriedade privada (e eu até tinha algum respeito por Roquette, e pouco ou nenhum por Marx).

E podia dizer-se que estas pessoas apesar de tudo reconheciam o erro e as suas responsabilidades nele. Mas não. Aparece FSF com tretas sobre nova economia, multimédia, aviões que entram em torres e outras balelas de que nem me quero lembrar para não me irritar ainda mais. Isto é o traço distintivo de dez anos de Projecto: incompetência, fuga às responsabilidades, insulto à inteligência.

Desafio FSF a mostrar um plano, um projecto, uma carta de intenções, um único documento, um só que seja, da época do início do Projecto, em que seja referida a “nova economia” como sustentáculo essencial do projecto empresarial do Sporting.

Tenho aqui à minha frente o jornal do Sporting que relata a AG em que foi aprovada a constituição da SAD e a construção do estádio (4 de Junho de 1997). A palavra a José Roquette:

As acções da SGPS vão estar na Bolsa. Acreditamos nas quatro sociedades que a compõem- a Desportiva, a do Estádio, a de Serviços e a Imobiliária. Acreditamos que isto é possível.

A estrutura do grupo empresarial era esta. Quatro sociedades, nem uma dedicada à multimédia ou aos conteúdos. FSF mente.

E mesmo que a “nova economia” tivesse sido prevista, que relação teria o seu colapso com a ruína dos investimentos imobiliários, que é disso que se trata? Não consigo perceber.

Acresce que FSF em particular já declarou ser contra a existência de sócios com poder de decisão e a favor da extinção de todas as modalidades à excepção do futebol. Isto dá-nos elementos preciosos para interpretar as suas actuais propostas. Quando diz que se deve abdicar de uma das modalidades profissionais, e depois que o Sporting deve centrar-se naquilo que faz bem (futebol e atletismo), está a dizer que a prazo só quer ter futebol. Quando diz que admite a redução da participação do Clube na SAD para níveis minoritários, está a dizer que pretende retirar aos sócios toda e qualquer fiscalização (já nem digo intervenção) sobre os destinos das actividades do Clube.

Concluindo: a postura de quem pretende passar uma esponja no passado é indecorosa. FSF não tem pinga de crédito para protagonizar o futuro do Sporting, precisamente porque tem graves responsabilidades no fracasso que foi o passado recente. Mudar de opinião não basta, muito menos quando não há a humildade de reconhecer os erros e se sacode a água do capote, atribuindo tudo a factores exógenos. E ainda por cima quando, antes de ser candidato, expôs em toda a sua pureza a “democraticidade” do seu pensamento…

A gente do Projecto não serve. É a mesma pandilha de sempre, travestida numa suposta “renovação” ou “evolução”, mas conservando a mesma arrogância intelectual e desprezo pelo que é uma verdadeira cultura de Clube. Reconduzi-los seria bater palmas ao que foi uma gigantesca mistificação, mantida durante anos perante milhões de pessoas; seria aprovar mais um Projecto, ignorando o que foi o primeiro.

O que é urgente:

Tal como as coisas estão, o futuro do Sporting não vai jogar-se nas urnas, mas numa iminente AG em que FSF submeterá as suas ideias ao voto dos sócios.

Pretenderá com isto furtar-se ao debate de ideias próprio das eleições e evitar ser confrontado com as suas responsabilidades no passado. Perante uma AG com meia dúzia de carolas, acomodados e sem energia para grandes intervenções ou indignações, não será difícil obter um voto esmagador, que a acontecer esvaziará de sentido as eleições e constituirá pouco menos que um golpe de estado.

No imediato, há que impedir que isto aconteça. Isto faz-se desde logo comparecendo na AG, evitando que a sua composição votante seja a do costume, e fazendo o tal número de várias inscrições para falar. Mas, arriscando um pouco por não conhecer os estatutos do Clube, poderia fazer-se também submetendo à AG, no período “antes da ordem do dia” (se é que existe), uma proposta para que não fossem votadas as medidas, por comprometerem o Clube para além do horizonte temporal de um mandato que está prestes a terminar. Ou mesmo antecipando as eleições através da convocação imediata de uma AG extraordinária, assim haja assinaturas e votos para isso (repito que não sei se é possível, estou a especular com base noutros casos de que tenho conhecimento).

Depois haverá a batalha das eleições. Afigura-se-me muito difícil. Voltando à política, o Projecto é uma espécie de partido no seio do Sporting. Representa uma determinada corrente “ideológica” e um certo posicionamento social, e tem um grau muito razoável de organização e regeneração.

Tal como os partidos de verdade, estando no poder há tanto tempo, criou uma teia de cumplicidades, hábitos e dependências, que se instalaram nas estruturas anquilosadas do Sporting. Muitas vezes o escrevi aqui: o Projecto “armadilhou” o Sporting. Criou estruturas tão complexas, fomentou relações e dependências tão estreitas com certo tipo de meios e entidades, que agora é muito difícil algum estranho conseguir penetrar no círculo fechado.

Será muito complicado derrotar o statu quo. A massa associativa do Sporting, já de si com perfil conservador, está muito habituada a que sejam estes os dirigentes do Sporting, e, apesar da evidência do descalabro, tenderá a assustar-se com a habitual cantiga de “nós ou o caos”. Acresce que os cinquentenários têm sido apaparicados pelo Projecto, uma atitude que teve pouco de ingénua.

Penso que é um imperativo de sportinguismo que as candidaturas de oposição que se perfilam se unam em torno de uma só. A batalha é desigual à partida, e estará perdida se o Sporting inconformado que ainda subsiste se apresentar dividido.

O desfecho:

Não tomarei parte em nenhuma destas decisões. Bem ou mal, há muito que renunciei a fazer parte deste Sporting como sócio. Mas se o resultado for a derrota e a continuidade do Projecto… Bem, nesse caso o meu afastamento deixará de ser formal e passará a ser de facto.

Vivo demasiado o Sporting. Sofro demais com ele, desgostado porque não vive à altura da sua grandeza. Se agora, quando está provado para lá de qualquer dúvida razoável que o Projecto foi um logro gigantesco, lhe for dada a oportunidade de continuar, não só perderei a esperança como perderei o sentimento de pertença à irmandade sportinguista.

Não se pertence àquilo que não se respeita, e a mim não me sobrará qualquer respeito por uma comunidade que premeia com votos quem a engana e enxovalha durante dez anos.

Com tantos estudiosos do dia a dia do Sporting por aqui, alguém que me esclareça uma dúvida premente: o Sporting (qualquer das suas sociedades) ainda é dono dos terrenos onde estava o Estádio ou dos seus direitos de urbanização? Sendo-o, existe alguma penhora sobre os referidos terrenos? Seria essencial que mencionassem as fontes, sendo estas públicas. Muito obrigado.

Com tantos estudiosos do dia a dia do Sporting por aqui, alguém que me esclareça uma dúvida premente: o Sporting (qualquer das suas sociedades) ainda é dono dos terrenos onde estava o Estádio ou dos seus direitos de urbanização? Sendo-o, existe alguma penhora sobre os referidos terrenos? Seria essencial que mencionassem as fontes, sendo estas públicas. Muito obrigado.

Não te quero enganar, mas é suposto o Sporting já não ser dono dos terrenos, que seriam, quando o projecto do Estádio foi apresentado, a mais importante fonte de rendimento para aplicação nas infraestruturas.

Tinha ideia que teria restado o dto sobre uma pequena parcela daquilo que fosse edificado, num montante que desconheço.

Para a cedencia desses terrenos vem-me á memoria o valor de 12 milhoes de contos, mas não estou nada seguro desse numero!

Com tantos estudiosos do dia a dia do Sporting por aqui, alguém que me esclareça uma dúvida premente: o Sporting (qualquer das suas sociedades) ainda é dono dos terrenos onde estava o Estádio ou dos seus direitos de urbanização? Sendo-o, existe alguma penhora sobre os referidos terrenos? Seria essencial que mencionassem as fontes, sendo estas públicas. Muito obrigado.

Não te quero enganar

Nem eu quero ser enganado! Alguém é capaz de avançar mais alguma coisa?

  1. a propósito do Post do FLL (do qual não fiz Quote, por ser demasiado grande) gostava de dizer o seguinte:

até que ponto estas eleições serão limpas??, será que vamos mesmo ter eleições?? , bem sei que os estatutos assim o obrigam, mas começo a desconfiar que o Projecto está a preparar alguma coisa. Senão vejamos:
datas para as eleições até agora não há, fala-se em Maio mas isso cheira-me a esturro. “Pareçe” que vai haver primeiro uma Assembleia Geral, com que finalidade ?? será que alguém acredita que o BES o BCP e a PT vão deixar as coisas acontecer assim nas calmas sem terem a garantia prévia de que os mesmos Fantoches lá vão continuar ?
A corja dos Projectistas que a esta hora devem estar a comentar entre eles porque raio é que tem que haver umas eleições este ano, tem certamente alguma na manga… isto cheira-me a Portugal antes do 25 de Abril sinceramente, desculpem os que acham que estou a fazer uma caça ás bruxas, mas é que já acredito em tudo… :cry:

FLL:

Pena é que poucos vão ser aqueles com paciência para te ler. É dos melhores textos que já aqui li e já foram muitos e muitos os bons. Um verdadeiro artigo de fundo como não vejo ninguém escrever, dos que são pagos para tal. De tudo destaco e sublinho uma passagem que, não sendo a mais rica, é aquela que resume TUDO e que devia fazer corar de vergonha não só os visados mas também todos quando já se preparam para validar este nojo:

Não pode ser. Este transformismo de FSF, Roquette, Ferreira da Silva e outros mais que hão-de seguir-se, é um espectáculo repulsivo. Querem mascarar aquilo que é o colapso de um conjunto de ideias, supostamente concebidas e executadas por entes superiores e iluminados, e fazer de conta que é apenas uma “evolução”. Não é. Isto que FSF quer fazer é exactamente o contrário do que foi o objectivo de dez anos.

Angel:
Fontes para ti não tenho mas posso assegurar-te que já não és dono dos terrenos do velho estádios, foram negociados no âmbito do projecto do novo estádio, sendo que existe a curiosidade que já aqui referi: o dirigente que os vendeu (não recordo o nome, foi o que sucedeu ao transparente Godinho Lopes, o homem que sacou bons relatórios que davam conta do futuro radioso para o novo complexo) é hoje administrador da empresa que os comprou.

Hugo66:
Deixas uma questão FUNDAMENTAL. Pelo que vou sabendo tudo isto vai ser tudo menos limpo. Pelo que sei e já aqui tinha referido FSF até queria fugir do titanic mas os bancos não o permitiram e já os encostaram à parede: têm de continuar e querem lá eles saber de eleições, eles que façam tudo o que tiverem de fazer para se manter.
Daí todo este movimento repentino de coesão em torno de FSF, mesmo que tal signifique um cuspir desavergonhado em todos os ideais do pseudo-projecto.
Todos sabem que se perderem, os bancos vão expor a desgraça e o nome de todos os envolvidos cairá na lama, a farsa ruirá (e com a farsa possivelmente o que resta do esqueleto do Sporting). Assim como tudo o que tem pautado a vida do Sporting nos últimos anos prepara-te para veres coisas muito estranhas, pois os interesses desta gente não se restringem ao Sporting e tudo vão fazer para não sairem prejudicados mal vistos e metidos em confusões, pois isso teria repercursões noutras facetas das suas vidas às quais dão muito mais importância que ao Sporting.

Cada vez me convenço mais que o futuro demonstrará que ao pé do Projecto, Vale e Azevedo foi uma brincadeira de crianças: esse roubou o Benfica ás claras durante 4 anos, foi topado bem cedo. Estes, uns incompetentes, outros corruptos e outros ainda com outras agendas que não o Sporting trataram de nos levar a um extremo que coloca em causa a existência do próprio Sporting, vão ficar na história do desporto em Portugal pelo mal que fizeram, sobretudo se forem expostos ao ridículo nos próximos tempos e os bancos os incenerarem em toda a sua incompetência.

[b]Fontes para ti não tenho mas posso assegurar-te que já não és dono dos terrenos do velho estádios, foram negociados no âmbito do projecto do novo estádio[/b], sendo que existe a curiosidade que já aqui referi: o dirigente que os vendeu (não recordo o nome, foi o que sucedeu ao transparente Godinho Lopes, o homem que sacou bons relatórios que davam conta do futuro radioso para o novo complexo) é hoje administrador da empresa que os comprou.

Mas isso foi feito quando e em que circunstâncias: claras ou escuras, aberta ou dissimuladamente, com ou sem aprovação dos sócios?

Bom tópico de reflexão.

Ponto 1 - Património.

O FSF tem referido que tendo em conta o mercado actual, estas alienações podem resultar no encaixe de valores nunca abaixo dos 50 Milhões de Euros. Estou em sintonia com ele, quando defende que parte deste dinheiro deve ser utilizado para a construcção de um pavilhão, grande pecha do Sporting actual.

Construção de um pavilhão? Para depois ser vendido? Santa coerência! Afinal, o património não serve para nada! :slight_smile:

É que vender património ao desbarato, não estou a ver bem onde vai poder gastar dinheiro na construção de um pavilhão, mas pronto. Esticamos o guito. :wink:

[b]Fontes para ti não tenho mas posso assegurar-te que já não és dono dos terrenos do velho estádios, foram negociados no âmbito do projecto do novo estádio[/b], sendo que existe a curiosidade que já aqui referi: o dirigente que os vendeu (não recordo o nome, foi o que sucedeu ao transparente Godinho Lopes, o homem que sacou bons relatórios que davam conta do futuro radioso para o novo complexo) é hoje administrador da empresa que os comprou.

Mas isso foi feito quando e em que circunstâncias: claras ou escuras, aberta ou dissimuladamente, com ou sem aprovação dos sócios?

Foi aprovado pelos sócios em AG.

O financiamento assentava em 4 pilares:

  • Permuta dos terrenos do velho Alvalade (1)
  • Venda antecipada de lugares no novo Alvalade (1)
  • Participação de um Grupo de Sportinguistas investidores e do Clube
  • Participação do Estado (2)

(1) O beneficiário seria sempre a Empresa construtora (na altura era a Ballast, depois perdi o rasto e acho que as coisas se modificaram um pouco com a saida dos holandeses, coisa que nunca percebi… :roll: )

(2) Participação fora do âmbito do Euro. O Estado participa sempre (antes era assim) na construção de novos equipamentos desportivos. Creio que já a Bancada Nova no antigo Estádio teve dto a esse tipo de participação.

Grande posta FLL, grande posta mesmo! Curvo-me perante tanto sportinguismo, clarividência e perspicácia! Quando leio coisas como as que escreveste percebo claramente a força do nosso clube: É A FORÇA DOS SPORTINGUISTAS!

A única coisa que te peço, a ti, ao Mauras, ao Rui, ao Juba e a tantos outros é força! É hora de lutar pelo Sporting! Mas se não conseguirmos afastar esta corja do Sporting jamais se poderá desistir no mather what! Apesar da frustação, da estupefacção, da raiva e da tristeza, desistir é… desistir do Sporting e isso não pode acontecer. No dia em que os Sportinguistas que sofrem, vivem e amam o Clube desistirem, estamos condenados à mediocridade, à extinção. E isso não pode acontecer, ponto final.

Um abraço

[b]Fontes para ti não tenho mas posso assegurar-te que já não és dono dos terrenos do velho estádios, foram negociados no âmbito do projecto do novo estádio[/b], sendo que existe a curiosidade que já aqui referi: o dirigente que os vendeu (não recordo o nome, foi o que sucedeu ao transparente Godinho Lopes, o homem que sacou bons relatórios que davam conta do futuro radioso para o novo complexo) é hoje administrador da empresa que os comprou.

Mas isso foi feito quando e em que circunstâncias: claras ou escuras, aberta ou dissimuladamente, com ou sem aprovação dos sócios?

Foi aprovado pelos sócios em AG.

O financiamento assentava em 4 pilares:

  • Permuta dos terrenos do velho Alvalade (1)
  • Venda antecipada de lugares no novo Alvalade (1)
  • Participação de um Grupo de Sportinguistas investidores e do Clube
  • Participação do Estado (2)

(1) O beneficiário seria sempre a Empresa construtora (na altura era a Ballast, depois perdi o rasto e acho que as coisas se modificaram um pouco com a saida dos holandeses, coisa que nunca percebi… :roll: )

(2) Participação fora do âmbito do Euro. O Estado participa sempre (antes era assim) na construção de novos equipamentos desportivos. Creio que já a Bancada Nova no antigo Estádio teve dto a esse tipo de participação.

Isso significa que já deixámos de vender os anéis para passar a vender os brincos. Genial… :roll:

Mas o Sporting, tendo vendido os terrenos, não irá beneficiar de qualquer renda ou mais-valia resultante da edificação desses terrenos?

Epá, andam a esquecer o ponto do TALIBANISMO!!! :lol: :lol:

Há que lembrar que é também importante saber jogar o jogo com as regras dos adversários. Nao podemos ser anjinhos quando os outros nao sao e temos sobretudo de saber defender a instituicao Sporting usando todos os meios ao nosso dispor, desde a guerrilha subterfúgia na Liga passando pelas contratacoes-surpresa de jogadores importantes já dados nos outros grandes até às simples declaracoes incendiárias para os outros (tipo… toma lá a batata quente!) na comunicacao social.