Notícias Variadas sobre Temas em Geral

Isto.

Isto e tirar-lhe os computadores da frente, os tablets e os smartphones antes de precisarem deles…

Dou sempre este exemplo. Quando trabalhava para a Meo, a nossa reclamação típica, principalmente aos fins-de-semana ou na altura das férias escolares, se a TV estivesse sem sinal 5 minutos, lá estava o pai/mãe desesperado a ligar a dizer que precisa muito do serviço de TV para os filhos se entreterem.

A maior parte de nós ainda foi criada num tempo em que tínhamos 4 canais (alguns ainda antes disso) que eram mais que suficientes porque, ao fim-de-semana, os pais pegavam em nós e íamos ver o mar, fazer um piquenique, visitar amigos, uma festa popular qualquer…

Durante a semana, chegávamos a casa já com a tarde bem entrada, fazíamos os trabalhos e íamos para a rua brincar com os primos/amigos. Jantávamos e íamos para a cama.

Nas férias íamos para casa uns dos outros fazer disparates. E era com eles que aprendíamos o que eram disparates.

Sofríamos de brincadeiras, às vezes mais a sério, mas sempre brincadeiras (porque mesmo os putos mais velhos não passam de putos), em que éramos insultados, roubados, às vezes uns olhos negros… E depois? Fazia parte do crescimento!

Agora os pais têm medo da própria sombra. Os filhos dão um espirro, levam-no ao médico. Os miúdos chegam a casa a chorar, levam-no ao psicólogo. E, na maior parte das vezes, levam os meninos ao portão do Colégio (quem pode nem na escola pública já mete os filhos), vai lá buscá-los, e nos entretantos tranca-os em casa ou entrega-os aos avós. Ficam numa redoma até chegarem à idade de ir para a Faculdade. E os que estudam na cidade em que vivem, só de lá saem aos 25 anos.

O medo dos pais acaba por passar para os filhos, mas multiplicado por mil.

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Podes não sair de lá mais homenzinho mas sais com uma bagagem muito maior.

Falaram aqui em jovens eu não estou a falar deste caso em particular.

Porque nem sabemos a história psicológica deste jovem.

Mas que a muitos jovens fazia lhes bem a recruta e o tempo obrigatório. Podia não ser os 6 meses como eu tive mas uns 3 a 4 meses e a ganhar bem mais do que os 30 euros que eu ganhava por semana.

Acho que iria ser um bom caso de estudo mas tbm não deveria ajudar muito visto que os jovens são indotrinados cada vez mais cedo na idealogia aceitável para os poderes maiores e cada vez mais intolerantes para a diferença de pensamento, o que empurra miúdos que antes tinham amigos diferentes na mentalidade e acabavam por ser aceites por alguém a irem para a NET procurar amigos nos extremos que procuram pessoas vulneráveis para vitimizarem

É uma piada porque ele não chegou à Faculdade e não cravou 4 ou 5 facadas em quem lhe aparecia à frente.

Quando a falha está lá, não é o aspeto dele que dita se faz ou não faz. Aliás, é precisamente por os “descredibilizarem” que mais motivação têm para fazer as merdas.

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Isto sim é preocupante.:roll_eyes:

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Crimes contra a humanidade neste tópico não sff :rofl:

Em qualquer recruta havia sempre um Maria Amélia as vezes até mais que um no pelotão.

O que me ensinaram foi não deixar ninguém para trás espírito de camaradagem um dia podia ser eu a Maria Amélia.

Nunca mais me esqueço no meu primeiro dia da recruta em que me deram a roupa da tropa e um colega atrás de mim deixou cair a roupa no chão. Quem levou a bronca fui eu por ter estado a olhar em vez de ajudar.

Agora o espírito de camaradagem e de ajuda e de socialização está no jogo que vão jogar online.

Esta conversa do “no meu tempo é que era bom”, “os jovens de hoje…” ou “o que lhes fazia falta era…”, faz-me uma confusão do caraças. Porque no tempo em que havia 4 canais a crítica era que “no meu tempo só havia 2 e era muito melhor”, e quando havia 2 canais as gerações mais velhas diziam “a televisão está a estragar a juventude”… e quando o serviço obrigatório era de 6 meses dizia-se “eles agora só lá vão passar umas férias… devia era ser 2 anos como no meu tempo para se fazerem uns homens”… e isto é assim com tudo. O “antigamente é que era bom”.

Este caso é uma situação isolada de alguém que, felizmente, foge à normalidade. E malucos sempre houve… provavelmente, com o cada vez maior isolamento social e crescente acesso a informação/conteúdos que fogem ao “normal” (ou seja, casos isolados tomam proporções gigantescas) podemos estar a potenciar casos extremos como este.

Mas isto é a sociedade que nós, gerações mais velhas, criámos: uma sociedade cada vez mais competitiva, em que há a tendência para ver o outro como adversário, sem sentido de comunidade, cada vez mais isolados, egoístas e com mais medo… O outro é estranho e a rua é perigosa…
Posso dar um exemplo que me impressionou: há duas semanas estava a falar com uma aluna minha e no meio da conversa fiquei a saber onde ela morava e disse-lhe: “Então moras ao pé da aluna X” (os prédios delas estão afastados para aí uns 30 metros) e responde-me ela: “Não sei… nunca a vi”… Mais tarde estive com a aluna X e digo-lhe: “Olha a aluna Y mora mesmo ao pé de ti…” e responde a aluna X: “Nunca a vi… eu não vou à rua… só para ir e vir da escola”. E basicamente é isto… Eu costumo falar muito com os meus alunos e regra geral sou a única pessoa adulta que não é de família com quem elas conversam (tirando aqueles que andam em psicólogos e coisas do género). Não há qualquer laço com a comunidade: é só família (pais, irmãos alguns avós) e os colegas da escola (e, normalmente, apenas os da própria turma).

Tenho, para mim, que todo este modelo social deveria ser repensado e não é por este caso de alguém que chegou a um nível de alienação tal que atingiu um extremo mas sim por todos aqueles que são “normais”.

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Facas e catanas…pfff

Nos anos 90, na minha Escola Secundária, isso era o material escolar, para poder almoçar na cantina sem problemas.

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Tal e qual.

Acho sempre piada a malta do “no meu tempo levavamos e nao nos queixavamos”, “estes miudos sao super protegidos”, como se soubessem das condicionantes todas do caso e pelo caminho normalizam alguns comportamentos labregos que hoje, felizmente, já não são aceites.

Manos, se vocês levavam na boca e achavam isso normal, não eram assim tão duros comospensam nem isso fez de vocês homens mais a sério ou “melhor preparados” para a vida.

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Não sei se é o que faz falta…mas também sou da opinião que se devia manter, para homens e mulheres.
Bastava 1 mês de recruta.

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Daqui a uns anos vai ser obrigatório para a malta de informática, uns mesitos num gabinete de ciberseguranca, para dps poder defender a pátria.

O que é uma piada é isto ser considerado terrorismo, quando se trata apenas de um maluco sem noção da realidade.

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Isso faz parte da propaganda que temos uma Segurança Nacional brutal e até já impede atentados terroristas que EUA e outros países “maiores” aos anos que tentam controlar.

Chamar isto terrorismo é desvalorizar o terrorismo e dar uma sensação de falsa segurança a todos.

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A minha escola era assim também, só malucos. Uma vez estava a ter aula no segundo andar e passam 2 casal boss no corredor, os gajos estavam a fazer uma corrida. Brigas com facas e tacos de baseball eram o pão nosso de cada dia.

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Cuidado que isso hoje em dia era considerado terrorismo. :joy: :joy:

#pussys

É por isto que os russos não tentam invadir Portugal. Têm receio das Casal Boss kittadas :grin::sunglasses::rofl::rofl:

Na inauguração da nova associação de estudantes da minha escola rebentámos uma bomba de ácido muriático e alumínio, quando chegou o presidente da câmera, e aquilo foi um festival, os gajos que vinham com ele, nem sei se eram seguranças, atiraram-se para cima dele e começaram a gritar que aquilo era um atentado. “Querem matar o Primo Jaleco(nome do gajo)”, que comédia.

Ou uma vez que rebentei com outra bomba dessas no centro comercial, até apareceu no CM, se não me engano. Outra que também foi notícia foi uma briga de gigantes proporções, ainda me lembro do título, “Delinquência Juvenil grassa na nossa cidade”, em que deturparam completamente tudo, porque nós estávamos na boa a brincar com balões de água, até tivemos especial cuidado para não acertar em ninguém externo ao nosso grupo, e do nada aparecem a ameaçar que se levassem com algum balão faziam isto e aquilo, eram pessoas alguns 10 anos mais velhas. Obviamente que a resposta foi bombardear com balões e a partir daí iniciou a maior sessão de pancadaria que alguma vez estive envolvido. A confusão foi tão grande que eu não bati em ninguém e também não apanhei, foi um caos.

E tenho uma engraçada com o Tiago, que foi nosso treinador. Queríamos ir ver o Sporting, acho que era contra o Bolonha, mas tínhamos um teste na mesma hora, então não dava para ir ao estádio, os nossos pais não deixavam. Mas pelo menos na TV podíamos ver, então para não fazer a prova fizemos uma ligação anónima com uma denúncia de bomba. E outra vez também a escola teve de ser evacuada porque enchemos aquilo de bombas de mau cheiro …

Acho que sou terrorista .

Concordo contigo não 2 anos nem 6 meses como foi no meu tempo mas diria que 3 meses era o ideal com um mês de recruta

Três meses onde se tem que aprender a conviver com colegas de quarto ou nas camaratas em situações complicadas onde se tem que ir para sítios e zonas fora da sua zona de conforto entre outras tantas situações.

Claro que está não a receber 30 euros por semana que nem para o comboio dava.

Para mim não se perdia nada voltar a ter o serviço militar obrigatório menos tempo.