Ninguem no Estádio ou Lenços Brancos?

E lá insistem vocês em colocar na boca de outros reinvindicações que nunca fizeram! Irra! :arrow:

Ganhámos a Supertaça. Ainda estamos na Uefa e na Taça da Liga. Isto é positivo.
Estamos uma desgraça na Liga. Isto é negativo.
Mas o que está, neste momento, em causa é a realidade do nosso clube, em geral.
É verdade que não temos dinheiro para 5*, bem sei, mas ninguém estava à espera que fossemos ganhar a Champions League. O problema é que:
Temos um presidente que se arma em intelectual mas abre a boca e demonstra a vergonha que é.
Temos um Káká que não nos consegue convencer da sua competência.
Temos um treinador dos juniores como treinador principal.
Temos um Alvaláxia a entrar no anedotário Nacional.
Temos os terrenos do antigo estádio a ganhar erva.
Etc, etc, etc.
Passar a vida a sofrer golos nos últimos dez minutos, NÃO É SÓ AZAR!!!
Está em causa a atitude, a determinação, a vontade, a não-entrega ao fatalismo.

Eu vou levar o meu lencinho branco no bolso!!!

Discordo, na 1ª parte a equipa teve algumas oportunidades para concretizar mas falhou, se a bola vai ao poste ou passa a 10/20/30 cm para mim é indiferente, quem falha o remate é o jogador e essa falha a este nível não pode ser imputada ao treinador, nota que não falei em azar, falo em falhas de 2 jogadores que ditam o resultado do jogo, continuo a dizer que no meu ponto de vista o treinador não pode ser culpado de uma situação que não controla e há 2 erros grandes que ditam o desfecho do jogo! :arrow:

Esta direcção em dois anos reduziu o passivo de 277 M€ para os 150 M€. Isto é ser leviano e inconsistente? Factos são factos!

PS: Tu é que pensas que o que é verde é bom e que isso basta para reevendicar titulos e campanhas brilhantes na CL. Tu é que vives nessa, não sou eu, caso contrário não andarias tão frustrado. A realidade têm destas coisas…

Ser inconsistente é falar de saneamento total da dívida e passivo zero como se fossem sinónimos. Se de facto os consideras assim e é mesmo esse o objectivo que pretendes, és perfeitamente leviano, por não saberes que nenhum dos clubes com os quais o Sporting se poderia equiparar tem Passivo zero nem nunca vai ter, por ser uma medida absolutamente cretina.

És uma vez mais leviano quando dizes que o Passivo já está nos 150 milhões - não leste as repetidas queixas dos dirigentes do Sporting em relação a atrasos por parte da Câmara de Lisboa?

E és leviano também na forma como analisas a forma como a redução do Passivo está a ser alcançada - até agora baseada em venda de património a pataco. E o pior ainda poderá estar para vir. Vai valendo o bom trabalho da Academia para sanear alguns milhões de euros, porque senão o futuro era mesmo negro…

E como conseguiu reduzir o passivo? Venderam o património e o Nani. Realmente, que génios são Soares Franco e companhia, descobriram o tesouro que nos vai levar aos sonhos. Enfim.
Essa tua mentalidade que é o que eles querem, os sócios também contagiados com a falácia do passivo, e pedes “quero é que o nosso clube tenha passivo 0 e depois sim se pense em ganhar.”
Amigo, o Real Madrid o ano passado bateu os recordes de lucros 300 Milhões de euros, e mesmo assim tem um passivo maior que o nosso, o objectivo não é teres o passivo 0, o objectivo é conseguires ter lucros com o passivo que tens e é isso que tu e outros não entendem, e sem aposta desportiva o que vais ter dentro de alguns anos é passivo 0 , Equipa 0 e Patrimonio 0. :wall:

Nem o Real Madrid, nem o Barcelona, nem nenhum. Nem sequer nenhuma empresa moderna tem passivo zero.

A gestão do clube tem que ser capaz de investir ao mesmo tempo que gere o passivo. É que sem investir nenhum clube ou empresa se aguenta.

O objectivo não é ter uma gestão a porto ou fifica em que ninguém sabe a quantas realmente andam. Só falei neles para explicar que enquanto o Sporting tiver orçamentos ridiculos comparados a eles não pode esperar ter um plantel mais forte e ganhar campeonatos. Isto não quer dizer que os admire ou que que a gestão deles seja a certa.

A construção dos 29mil m2 supplementares já foi aceite pelo presidente da câmara e espera-se pela ractificação na assembleia da CML. Sendo verdade que ainda não está preto no branco creio que esteja bem encaminhado.

Em que é que tu te baseias para falar de venda de património “a pataco”? Leviendade!?

Pois mas o Real e o Barça têm em receitas anuais mais do que o suficiente para cobrir o passivo sem que seja necessário avançar com o valor do património de que dispõem. Comparar o estado do Sporting ao do Real ou do Barça só pode ser brincadeira.

Nos valores obtidos quando comparados com os valores de mercado e nas comissões pagas, muito na linha dos “brilhantes” negócios de alienação dos terrenos do antigo Estádio. Mas como também devem ter permitido reduzir passivo, se calhar até foram bons…

Quanto a Finanças Empresariais, demonstras estar mesmo muito à frente e eu não ter nível para discutir contigo, por isso passo ao largo a partir de agora.

O passivo actual anda na casa dos 215/220 milhões de euros, dependendo de como sejam reconhecidos os proveitos da venda do Nani. Com os 35 milhões que falta receber da MDC (os quais também vão ser pagos faseadamente), o passivo cairá para os 185/190 milhões.

Reduzi-lo para os propalados 150 milhões (que deve ser uma espécie de número mágico a partir do qual entraremos no Jardim das Delícias Financeiras, afinal são só 30 milhões de contos…) exigirá mais vendas de jogadores e a dispersão de capital da SAD (com mais uma venda de património pelo meio, porque colocar o estádio e a academia na SAD não é mais do que vender).

É muito fácil defender esta política utilizando pressupostos de fantasia em vez de factos.

Estás a fazer uma bela pescadinha de rabo na boca, caro Morpheus.

O Real e o Barça têm mais receitas, pois têm. Mas tu sabes o que gera receitas? er… serão… calma… INVESTIMENTOS?!

As pessoas falam do passivo sem fazer a mínima ideia do que significa isso, ou o que gira à volta do processo de gestão de um clube, ou de uma empresa. Se pegares em qualquer coisinha básica de finanças ou economia, vês que abater uma dívida não é sinónimo de inteligencia. É que se fosse assim, as pessoas não pediam empréstimos para começar ou expandir negócios.

Como exemplo: Tens uma dívida de 1000 ao BES, e tens que pagar 50 por mês. Ganhas o totoloto e tens 1000 na mão. O que é mais rentável, pagar os 50 ao mês ou com 1000 comprar/criar um negócio que dá 75 ao mês, e manter a dívida?

Penso - falta-me a fonte - que os 150 milhões tem a ver com a diminuição do juro, e foi um valor firmado com o BES. Vou ver se encontro onde li isto.

Ok, bom exemplo. Pego nele. Qual é esse negócio que te dá 75€ ao mês, de forma garantida?

Os valores ditos de “passivo” correspondem a capital em dívida e não são reduzidos por uma eventual renegociação em baixa da taxa a que vencem juros.

Dito isto, lendo a entrevista de Pipinho ao CM constato que as minhas contas eram mais optimistas que as dele:

- Cerca de 250 milhões de euros da dívida total do Sporting resultam de empréstimos bancários. Vai haver renegociação?
  • A renegociação da dívida é ficar a muito curto prazo no patamar dos 210 milhões de euros, quando se resolver o problema com a Câmara de Lisboa sobre os terrenos. A partir daí há um plano de reestruturação no Sporting que passará por tentar baixar o endividamento até aos 150 milhões. No dia em que o Sporting tiver a dívida nesse patamar terá uma vida completamente estável num plano de 10 anos, se conseguir manter as suas receitas de caixa consolidadas entre 55 e 60 milhões de euros.

  • A Câmara autorizou a construção em 29 mil metros quadrados junto ao Interface do Campo Grande. O que representa isso nas finanças do Sporting?

  • Com essa questão resolvida e a do loteamento, independentemente dos últimos 29 mil metros quadrados, poderemos baixar a dívida para 210 milhões. Mas a decisão tem de ser ratificada em Assembleia Municipal.

Ou seja, recebido o dinheiro da MDC a dívida será ainda de 210 milhões… Bem longe portanto da tal “redução para 150 milhões em dois anos”…

Só acho estranhas as contas de Pipinho. Se devíamos 277 milhões antes da venda do património; se por este recebemos cerca de 48 milhões (50 menos os estudos da esposa do Sr. Lima de Carvalho); se vendemos o Nani por 25 e desse dinheiro investimos 9; o passivo estaria agora nos tais 215/220 de que falei. Afinal parece que, mesmo depois de mais 35 que falta receber da MDC, ficará ainda pelos 210. Há para aí uns milhões em falta.

Reduzir o passivo para 150 milh não é só pela “beleza do gesto” mas permite também reduzir drásticamente os juros o que permite portanto maior margem de manobra para investir. Partindo desse principio poderemos esperar entrar num ciclo que nos permita rentabilizar mais os nossos investimentos, principalmente jogadores da academia, guardando-os no plantel com salários competitivos e poder então realizar não só mais valias como aproveitar também esses mesmos talentos para ter uma equipa ganhadora. Prova disto mesmo é o facto de hoje, e ninguém fala disso, termos os principais jogadores do Sporting com clausulas de recisão de 30 milh. o que há uns anos atrás não era possivel. Os jogadores devem ser ser o principal património do Sporting porque sem esses não há simplesmente Sporting.

Fantasia? Fantasia é algo de inexistente que faz apelo a imaginação. A redução do passivo é um exercicio dificil mas necessário e está realmente a acontecer. Agora fantasia seria querer guardar o património do clube sem ter capacidade para issso. O património não é ou não deve ser algo de estático, têm de servir quem o detêm e não tornar-se um peso morto, pode mudar ao longo dos anos e das necessidades, pode aumentar ou diminuir. Que raio de mentalidade conservadora é essa de querer guardar bens a todo o custo e contra todo bom senso.

1º - Fantasia é dizer que o passivo caiu para 150 milhões nestes dois anos. É mentira, não aconteceu nestes dois e se calhar dificilmente acontecerá nos próximos dois. É só fazer contas, e mesmo que não acreditem na matemática, louvem-se no que diz o vosso presidente.

2º - A vida do Sporting pós-150 milhões já o FSF a descreveu na entrevista que citei. “Vida completamente estável num plano de 10 anos, se conseguir manter as suas receitas de caixa consolidadas entre 55 e 60 milhões de euros”. Como é que se atingem fluxos de receitas desta grandeza? Eu respondo-te: vendendo jogadores todos os anos. E lá vai o “Sporting Europeu” pelo cano.

3º - Quando o problema se pôs, eu reservei a minha opinião sobre a venda do património para o momento em que me fossem apresentados dados objectivos sobre a sua rentabilidade. O património já lá vai, para gáudio dos investidores que o compraram em saldo, mas das informações continuo à espera. Não entendo como é possível dizer que a vontade de conservar o património é contrária ao bom senso, quando até o mais elementar dado contabilístico que deveria suportar a decisão de vender - o valor das rendas recebidas pelo património e o da respectiva amortização - foi sonegado aos sócios.

Com efeito, não vejo como seja possível manter esse nível de receitas de outra forma…

Pois as pessoas acho que és tu! Não compares alhos com bogalhos! O passivo do Sporting não serviu para criar mais valias nem a curto nem a médio prazo, serviu para construir um estádio (necessário???) e alguns imóveis (megalomania). O passivo está a asfixiar o Sporting e issso traduz-se em campo com jogadores mediocres e com outros que embora sejam bons olham para os campeonatos vizinhos como fonte de rendimento muito maior o que têm como consequência a desmotivação pura e simples desses mesmos e a fuga a primeira ocasião.

O caso do Sporting é muito mais complexo do que o teu exemplo de sexta classe primária. O facto é que o Sporting não gera receitas suficientes para lhe permitir investir mais e melhor e tirar proveito desse investimento. Criar outra fonte de rendimento? O quê comprar um circo? A fonte de rendimento têm de ser o futebol e mais nada e o Sporting precisa de abater o seu passivo para poder investir e não, como agora, limitar-se a pagar juros com as poucas receitas que gera e ver os seus melhores jogadores a comprometer-lhe épocas, campeonatos nacionais e internacionais.