Miguel Braga - Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Taça da Liga?

Ainda foi em 2020? :neutral_face:

Foi suspenso? Então? Bloquearam-lhe o Twitter? Ou colocaram fitas no lugar de estacionamento junto aos estúdios da Sporting TV?

Estava a pensar nisso. Como é que se suspende um director de comunicação que não vai para o banco, não está nas CIs e apenas aparece com escritos no Jornal ou intervenções na Sporting TV? A Dona Cláudia perdeu completamente o juízo, porque vergonha já não tinha nenhuma.

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SOMOS CAMPEÕES!

Por Miguel Braga*
14 maio, 2021

OPINIÃO

Obrigado a todos os que contribuíram de qualquer forma para este passo de gigante. E todos temos também de saber que o caminho continua e que são precisos mais passos. Um e depois outro. Obrigado e parabéns, Sporting Clube de Portugal!

32 jogos completos, nenhuma derrota e o título de Campeão Nacional. 18 épocas depois, o Sporting Clube de Portugal voltou ao lugar que merece no futebol português. Parabéns a todos os Sportinguistas, parabéns a toda a equipa no sentido maior da palavra, parabéns a todos os que contribuíram para a construção deste caminho e para a execução de uma estratégia escolhida e parabéns também para quem teve esta visão e projectou este presente, desejado por todos aqueles que se orgulham de ser e pertencer à família do Sporting Clube de Portugal.

Os heróis desta saga começaram dentro de campo. Foram eles os obreiros da conquista do Leão. Semana após semana, em Alcochete, Alvalade ou fora de portas, provaram ser a defesa mais sólida, a melhor equipa, os mais solidários, os mais decisivos, os mais trabalhadores. Da juventude de uns, à experiência de outros. Da técnica à raça, da entrega e da dedicação, atingiram este patamar na carreira que deve orgulhar cada um de nós. Os heróis de campo foram sempre acompanhados pelos heróis do banco, de quando em vez remetidos para a bancada, mas que provaram ter espírito Leonino para lutar, treinar, acompanhar, cuidar, aperfeiçoar, trabalhar mais e fazer acreditar não só os heróis no campo, mas toda a nação Leonina.

Nesta história existiram tantos heróis. A começar por cada Sportinguista que acreditou nos heróis e exultou a sua façanha, que se sentiu orgulhoso por vencer a Liga NOS. A começar também em cada Sportinguista que viu o seu Clube ser campeão de futebol pela primeira vez na vida. Toda uma geração que merecida sentir esta sensação. E todos os outros, todos os Leões do Sporting Clube de Portugal.

Os mass media – todos incluídos – foram veículos de histórias únicas, vividas por cada um de nós que teve o privilégio de acompanhar o renascer de um Clube que teve um passado. A social media permitiu que o conteúdo produzido seja de uma extensão ainda difícil de medir. Seria um estudo interessante, perceber quantas fotografias, quantos vídeos, quantas stories , quantos lives , quantas transmissões de rádio, de televisão, directos ou comentários, se produziram com esta conquista.

Obrigado a todos os que contribuíram de qualquer forma para este passo de gigante. E todos temos também de saber que o caminho continua e que são precisos mais passos. Um e depois outro. Obrigado e parabéns, Sporting Clube de Portugal!

** Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal*

Miguel Braga: «Dimensão do Sporting fazia antever um festejo destes e não uma coisa regional»

Responsável pela comunicação deixou ‘bicada’ depois das comparações com a celebração do FC Porto em 2019/20

O diretor de comunicação do Sporting, Miguel Braga, comentou os incidentes na festa do título e reagiu às comparações feitas com as celebrações da conquista do FC Porto, relativa à temporada passada.

“Por muito que não quiséssemos dar azar, contactámos as diferentes entidades, alertando para uma possivel comemoração. Não podemos fazer comparações incomparáveis. A dimensão nacional do Sporting fazia antever um tipo de festejo destes e não uma coisa mais ou menos regional”, começou por dizer, na Sporting TV.

“Estávamos à espera desta manifestação de pessoas espontânea, é dificil prever os sítios em que as pessoas pudessem estar concentradas. Para as autoridades, é diferente conseguir mandar alguém para casa em estado de emergência ou calamidade. A festa teve momentos bonitos. Sobre o lado menos positivo, o Sporting lamenta o excesso de força desnecessária venha de onde vier”, frisou.

O responsável pela comunicação dos leões enalteceu o percurso até à conquista e lembrou o passado para projetar o futuro. Miguel Braga também lembrou que a “verdade desportiva” saiu a ganhar. “Foi o projeto que fez a aposta no treinador, para controlar a despesa e que permitiu sonharmos com o futuro sustentável. Foi uma vitória da verdade desportiva. Foi necessário lutar contra tudo e contra tudos, contra forças que não queriam ver o Sporting campeão e que tudo tentaram para que o Sporting não conseguisse chegar a esse objetivo. Se nos lembrarmos de onde viemos há três anos e de como as coisas estavam, esta foi a vitória do futuro do clube”, apontou.

Miguel Braga também reforçou a ‘batalha’ de que este foi o 23º campeonato vencido pelo Sporting e falou do estado desse processo. “Pedimos um parecer histórico assinado por dois historiadores portugueses, onde dão conta do que se passa na Europa e do que se passa em Portugal, na tentativa que se mantém desde o Estado Novo de reescrever a história do nosso futebol. E nós a compactuarmos com isso mais de 40 anos desde o 25 de abril, o que faz confusão. O Sporting continua à espera da resposta da comissão da FPF. Nos corredores já anda a correr a versão de que a comissão está a ponderar dar equivalência a campeão nacional a quem venceu a liga experimental. Algo que é experimental nunca devia ser considerado como o campeonato. Se fizermos o que se faz na maior parte dos países europeus, o Sporting ganhou 23”, sublinhou.

Onde andavam os Braga da vida quando o maluco desenterrou este assunto?
Onde estava o apoio ao Sporting nessa altura? Ou nessa época, não era o scp o beneficiado?
União? Hehehehe

UMA ÉPOCA HISTÓRICA

Por Miguel Braga*
21 maio, 2021

OPINIÃO

Como frisou o presidente Frederico Varandas na recepção que se realizou nos Paços do Concelho, em Lisboa “é possível vencer com honra e decência”

Chegou ao fim a edição 2020/2021 da Liga NOS e o Sporting Clube de Portugal é o justo vencedor. Como frisou o presidente Frederico Varandas na recepção que se realizou nos Paços do Concelho, em Lisboa “é possível vencer com honra e decência” . É possível vencer os poderes e os interesses instalados, é necessário continuar esta luta em prol do desporto e do futebol em Portugal.

São feitos que irão perdurar na história e que não se resumem ao primeiro lugar na Liga NOS e à conquista da Taça da Liga. Esta foi uma época onde o Sporting CP, para além destas vitórias, conseguiu outras conquistas que devem ser recordadas:

  • A começar pela recuperação da nossa formação. Com um total de 11 jogadores formados de Leão ao peito campeões nacionais em 2020/2021 (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, Tomás Silva, Daniel Bragança, João Mário, Dário Essugo, Jovane Cabral e Tiago Tomás). Foi superado o máximo anterior de dez jogadores formados em Alvalade campeões nacionais em 1981/1982 (Carlos Xavier, Virgílio Lopes, Vitorino Bastos, Zezinho, Augusto Inácio, Francisco Barão, Ademar, Freire, Alberto e Mário Jorge);

  • Percorremos um longo caminho de 32 jornadas sem conhecer a derrota , um registo inédito na história dos Campeonatos Nacionais com 34 jornadas;

  • Somos a equipa com menos golos sofridos nos dez principais campeonatos europeus. Só viajando até ao 11.º país do ranking UEFA (Escócia) podemos encontrar o campeão Rangers FC com apenas 13 golos sofridos;

  • E também somos a defesa menos batida com o melhor marcador da competição. Acontece na história do Sporting CP pela quinta vez, mas em 2020/2021 com a particularidade de Pedro Gonçalves não ser avançado como eram Manuel Vasques (1950/1951), João Martins (1953/1954), Hector Yazalde (1973/1974) e Liedson (2006/2007);

  • É Leão o mais jovem campeão na história dos Campeonatos Nacionais – Dário Essugo . Realizou a sua estreia com apenas 16 anos e seis dias frente ao Vitória SC a contar para a 24.ª jornada;

  • Outro Leão a destacar é João Pereira , o mais velho campeão nacional da história do Sporting CP com 37 anos, dois meses e 23 dias, bateu o anterior máximo de João Azevedo (mítico guarda-redes dos “Cinco Violinos”) de 36 anos de idade, oito meses e 24 dias;

  • Luís Maximiano é o primeiro jogador da história do Sporting CP a ser campeão nacional nos iniciados (2013), juvenis (2016), juniores (2017) e equipa principal (2021);

  • Tiago Tomás tornou-se, aos 18 anos, no mais jovem jogador nos 114 anos de história verde e branca, a somar o maior número de jogos numa época, com um total de 37 partidas, superando os 36 desafios acumulados por Litos em 1984/1985, jogador que detinha um recorde batido ao fim de 36 anos.

De salientar que o hóquei em patins voltou a vencer a Liga Europeia e o Sporting CP alcançou os 39 títulos continentais!

Para todos os Sportinguistas esta será uma época histórica.

A história vive-se hoje, amanhã e sempre!

Editorial da edição n.º 3820 do Jornal Sporting

  • Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

«NÃO PODE VALER TUDO PARA GANHAR»

SPORTING 10:45

Miguel Braga, diretor de comunicação do Sporting, falou na estação de televisão do clube sobre o discurso de Frederico Varandas na Câmara Municipal de Lisboa (CML).

«Deixou várias mensagens. A primeira que não vamos dormir na sombra do nosso sucesso, mas principalmente que a luta pelos valores, pela verdade desportiva, por uma forma diferente de estar no desporto, a luta contra os poderes instalados, está bem viva e quem estiver ao nosso lado será nosso aliado. E ele vincou muito bem de que lado o Sporting está […] Não pode valer tudo para ganhar.»

Miguel Braga elegeu o embate em Famalicão como o jogo da época, pela resposta que a equipa deu à adversidade, com decisões de arbitragem polémicas, mas também por ter nascido o lema «onde vai um vão todos», e enalteceu a aposta na formação, com reflexo nas seleções nacionais, lamentando, porém, a ausência de Gonçalo Inácio nos sub-21, João Mário e Paulinho na principal.

O responsável confirmou a realização dos trabalhos de pré-época em Portugal e garantiu o empenho de sempre de todos na busca de mais conquistas.

UMA EDIÇÃO PARA MAIS TARDE RECORDAR

Por Miguel Braga*
27 maio, 2021

OPINIÃO

(…) em toda a Liga NOS, o Sporting CP conseguiu a proeza de ter mais 27 cartões amarelos do que o FC Porto, e isto apesar de ter feito menos 14 faltas. É muita cirurgia para um só clube

Terminada a Liga NOS, é altura de balanços, de olhar para o que foi conquistado nestes 34 jogos e de fazer um resumo dos números do Campeão. E é isso mesmo que nos propomos fazer nesta edição do Jornal Sporting – páginas 6 a 11 –, recordando dados estatísticos, frases marcantes do treinador ou pormenores que, dentro de campo, acabaram por garantir os 85 pontos do Campeão Nacional de futebol.

Um dia depois de acabar a Liga NOS, o Sporting CP foi recebido por Fernando Medina na Câmara Municipal de Lisboa (CML). Recordemos algumas palavras do presidente Frederico Varandas: “para uns, não venceram porque foram o único clube do Mundo a ter COVID-19, outro porque teve apenas 16 penáltis. Mas eles sabem, todos sabem, que o Sporting CP foi o clube mais competente”. E apesar de toda essa competência – mais pontos, menos golos sofridos, apenas uma derrota e já depois de conquistado o título, melhor diferença de golos ex aequo com FC Porto – há outros números da Liga que devemos ter presentes na memória.

Além dos penáltis referidos pelo presidente – nunca é tarde para recordar que sozinho, FC Porto teve mais pontapés de penálti a favor do que Sporting CP, SL Benfica e SC Braga juntos – há outros dados que apontam para a pressão incessante que a norte se faz aos homens da arbitragem, aos adversários, a tudo o que não vista azul e branco no futebol português.

Assim, e olhando para os três grandes do futebol português, finda a Liga e os seus 34 jogos, o Sporting CP fez 520 faltas, o FC Porto 534 e o SL Benfica 513, deixando assim as equipas com médias muito idênticas de faltas assinaladas por jogo: 15,3, 15,7 e 15,1, respectivamente. Por outro lado, o equilíbrio é desfeito quando contabilizamos os cartões amarelos mostrados às três equipas: o Sporting CP acabou com um total de 89 amarelos, o FC Porto com 62, o SL Benfica com 81. Mais uma vez, e para se perceber as diferenças: a média para o Sporting CP é de 2,6 amarelos/jogo, para o FC Porto apenas de 1,8, para o SL Benfica de 2,4. Ou dito de outra forma, o Sporting CP é brindado com um cartão amarelo ao fazer 5,84 faltas, o FC Porto ao fazer 8,61 e o SL Benfica 6,33.

Ou seja, em toda a Liga NOS, o Sporting CP conseguiu a proeza de ter mais 27 cartões amarelos do que o FC Porto, e isto apesar de ter feito menos 14 faltas. É muita cirurgia para um só clube. Dito de outra forma, o FC Porto precisou de fazer quase 50% de faltas para levar um cartão amarelo, quando comparado com o Sporting CP – 47,5% para ser mais preciso. Se juntarmos a totalidade dos cartões, a conclusão é que o FC Porto foi, ao longo da última época, a equipa mais bem-comportada dentro de campo, vencendo assim o prémio fair play – neste capítulo, o FC Porto foi a equipa com menos cartões e o SL Benfica a única que chegou ao final dos 34 jogos sem qualquer cartão vermelho. Ainda na disciplina, Fábio Pacheco e Otamendi foram os jogadores mais amarelados, com 13 cartões amarelos cada, sendo que nas épocas anteriores em que jogou em Portugal pelo FC Porto, o máximo que o internacional argentino conseguiu foram oito cartões/época.

Também nos treinadores, o destaque vai para a equipa fair play da Liga: Sérgio Conceição foi o mais indisciplinado com seis amarelos, três cartões vermelhos directos e mais um por acumulação. O último vermelho directo, recorde-se, deu direito a uma suspensão de 21 dias, castigo entretanto suspenso por alegadamente ser contrário ao direito de liberdade de expressão. E não, não estamos no capítulo da ficção.

Junte-se a estes episódios as várias declarações dos responsáveis máximos do FC Porto sobre a arbitragem, as cenas da entourage azul e branca em Moreira de Cónegos ou o comportamento no pós-jogo entre FC Porto e Sporting CP que valeu a condenação pública do Sindicato de Jornalista e do CNID (Associação dos Jornalista de Desporto). Recordemos, mais uma vez, o que disseram uns e outros. Segundo o Sindicato, “o jornalista do site zerozero.pt foi tratado com pouca elegância por parte do treinador do FC Porto na conferência de imprensa após o jogo e depois insultado repetidamente pelo assessor de imprensa”; e concluiu o CNID: “a tolerância e o respeito são pilares da sociedade democrática e de um desporto são. No desporto, ser mais forte nunca deve ser sinónimo de ser mais bruto”.

No desporto e na vida, não pode valer tudo para atingir os nossos objectivos e sobre a temática, o presidente do Sporting CP foi bastante claro no seu discurso na CML: “Quando acordamos e vemos mais notícias de suspeição, de corrupção, esta vitória para nós é uma luz ao fundo do túnel. E é acima de tudo um alento e uma esperança para muita gente. Hoje é um daqueles dias em que os avós podem chegar a casa e dizer aos netos que os do bem também têm força, também têm coragem, também têm resiliência e, sobretudo, também ganham. Hoje é o dia em que netos, filhos e pais podem dizer que se vence e que é possível vencer sem abdicar da honra, da decência, da integridade e da transparência do desportivismo”. Este é o caminho.

Editorial da edição n.º 3821 do Jornal Sporting

  • Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Verborreia frita… Propaganda rançosa.
É isto.

Faz-te útil, ■■■■■■■, e rebenta com as arboitragens do fim de semana no basket, hoquei e futsal. Nestas duas últimas “não foi connosco”, mas mostram bem a tendência do que aí vem.

Se calhar não falas porque não é elegante e parece mal, não é? Depois vens chorar que fomos enrabados pelo apito. Há muitos anos que é assim. Levam no cu, mas só se lamentam por isso, Serem pro-activos para evitar a enrabadela é que não. É mais elegante assim, não é?

Toca a falar alto e bom som, se necessário todos os dias até 4ª feira, dia do jogo decisivo do basket. Ou achas que o porco da bosta e o porcalhão do jota marques não se estão a mexer? Foda-se, nem para nós somos bons.

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Nem mais.

SEGUNDOS QUE DECIDEM UM TÍTULO

Por Miguel Braga*
04 Jun, 2021

OPINIÃO

(…) O norte‑americano fez o derradeiro lançamento, mas há todo um grupo de pessoas que está de parabéns, que sabe, melhor do que ninguém, o caminho percorrido para chegar até aqui

Uma das belezas do Desporto são as vitórias arrancadas a ferros. Aquele último esforço, aqueles últimos segundos de uma competição, que decidem pontos, jogos, vitórias e, por vezes, campeonatos. Como exemplo poderíamos falar do corredor que ultrapassa o adversário nos últimos metros por 0,05 segundos, daquele que salta mais um centímetro do que o outro na derradeira tentativa, do golo de Miguel Garcia contra o Az Alkmaar ou dos cinco segundos finais do último jogo do Campeonato Nacional de basquetebol, também conhecido por Liga Placard, que colocou frente‑a‑frente o Sporting CP e o FC Porto. Uma jogada defensiva para evitar a derrota acabou em falta atacante evidente e inequívoca sobre Micah Downs. O norte‑americano fez o derradeiro lançamento, mas há todo um grupo de pessoas que está de parabéns, que sabe, melhor do que ninguém, o caminho percorrido para chegar até aqui. A entrevista no pós‑jogo a Miguel Afonso é uma belíssima explicação do que é um projecto, uma fé, um amor e dedicação ímpares ao Clube, de um todo, staff oficial e não só, de Luís Magalhães, de José Tavares, de António Paulo e Flávio Nascimento, de Travante a Diogo Ventura, de João Fernandes a James Ellisor, a todos os jogadores, ao Edgar e ao Juvenal, a todos os que acompanham no Pavilhão João Rocha o dia‑a‑dia da equipa, a todos os adeptos que ao longe continuaram a apoiar e aos que festejaram in loco mais uma vitória para a história Leonina.

Mas o Desporto tem sempre os dois lados da medalha, quem ganha e, inevitavelmente, quem perde. Este ano de 2021 revelou um mau perder transversal do FC Porto assente numa narrativa bélica contra as arbitragens, pressionando e condicionando o futuro, seja dentro ou fora de campo, nesta e noutras modalidades. Ao longo do ano futebolístico essa foi uma das formas de agir e os exemplos são conhecidos por todos. Porém, não se limitaram à Liga NOS ou à Taça da Liga.

Veja‑se a equipa B do FC Porto: em Janeiro era “a nossa equipa bem pode queixar‑se, mais uma vez, dos erros alheios que determinaram a perda de pontos. Foi mais do mesmo” ; em Fevereiro: “Estão a brincar com o trabalho dos jogadores, treinadores e staff. Foi um golpe duro, ninguém percebeu a expulsão, só o árbitro percebeu” ; em Março: “Não são os adversários que têm tirado pontos ao FC Porto B, têm sido os árbitros”; em Abril, a culpa recaía numa “decisão muito polémica da equipa de arbitragem” .

Também a final da Liga Europeia de hóquei em patins ficou marcada por declarações do mesmo género. “Ainda não foi desta que o FC Porto voltou a conquistar a Liga Europeia de hóquei em patins. Na final disputada no Pavilhão Gimnodesportivo do Luso, os Dragões perderam diante do Sporting por 4‑3, após prolongamento, mas o trabalho da equipa de arbitragem espanhola teve muito que se lhe diga” . Todas estas citações ou são de responsáveis, jogadores, newsletters ou afins das equipas azuis e brancas.

Regressando ao basquetebol, não bastaram as imagens dos pontapés às cadeiras, não bastou danificar o troféu do vencedor ou rodear o árbitro – será que estes actos vão ter consequências à altura? De “foi das maiores roubalheiras a que assisti. Uma roubalheira monumental” , a “foi a maior vergonha que vi em toda a minha vida! Peço desculpa a todos os que gostam de basket e de desporto pelo que acabaram de assistir! Hoje gozaram connosco e com o trabalho de uma época inteira”, ou “foi um título sonegado às claras num resultado fortemente influenciado pelo árbitro Carlos Santos” , de tudo se queixaram os azuis e brancos, ameaçando até, imagine‑se, abandonar a modalidade. A forma e o conteúdo são o mesmo e é transversal. A culpa, se não ganham, é sempre das arbitragens. Mérito dos outros é que não.

** Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portug*

MIGUEL BRAGA: “SE NÃO GANHAM, A CULPA É SEMPRE DAS ARBITRAGENS. MÉRITO DOS OUTROS É QUE NÃO”

Num artigo de opinião no Jornal Sporting, responsável de comunicação dos leões considerou que o comportamento portista tem como objetivo condicionar acontecimentos futuros

Tiago Jesus

Texto

4 de Junho 2021, 10:57

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Miguel Braga não tem dúvidas de que 2021 “revelou um mau perder transversal do Porto”. Num artigo de opinião no Jornal Sporting, o responsável de comunicação dos leões deu os parabéns ao basquetebol verde e branco e não deixou passar em branco o comportamento portista, considerando que o mesmo tem como objetivo condicionar acontecimentos futuros.

“2021 revelou um mau perder transversal do Porto”

  • “Este ano de 2021 revelou um mau perder transversal do Porto assente numa narrativa bélica contra as arbitragens, pressionando e condicionando o futuro, seja dentro ou fora de campo, nesta e noutras modalidades. Ao longo do ano futebolístico, essa foi uma das formas de agir e os exemplos são conhecidos por todos. Porém, não se limitaram à Liga NOS ou à Taça da Liga”.
  • “Veja se a equipa B do Porto: em janeiro era “a nossa equipa bem pode queixar se, mais uma vez, dos erros alheios que determinaram a perda de pontos. Foi mais do mesmo”; em fevereiro: “Estão a brincar com o trabalho dos jogadores, treinadores e staff. Foi um golpe duro, ninguém percebeu a expulsão, só o árbitro percebeu”; em março: “Não são os adversários que têm tirado pontos ao FC Porto B, têm sido os árbitros”; em abril, a culpa recaía numa “decisão muito polémica da equipa de arbitragem””.

“Todas estas citações ou são de responsáveis, jogadores, newsletters ou afins das equipas azuis e brancas”

  • “Também a final da Liga Europeia de hóquei em patins ficou marcada por declarações do mesmo género. “Ainda não foi desta que o Porto voltou a conquistar a Liga Europeia de hóquei em patins. Na final, disputada no Pavilhão Gimnodesportivo do Luso, os dragões perderam diante do Sporting por 4 3, após prolongamento, mas o trabalho da equipa de arbitragem espanhola teve muito que se lhe diga”. Todas estas citações ou são de responsáveis, jogadores, newsletters ou afins das equipas azuis e brancas”.

“Se não ganham, a culpa é sempre das arbitragens. Mérito dos outros é que não”

  • “A forma e o conteúdo são o mesmo e é transversal. A culpa, se não ganham, é sempre das arbitragens. Mérito dos outros é que não”.

OS OLÍMPICOS COMO META

Por Miguel Braga*
11 Jun, 2021

OPINIÃO

A primeira medalha de ouro, como se sabe, foi conquistada por uma das maiores lendas do desporto português, atleta do Sporting CP e actual director do atletismo do Clube, Carlos Lopes

Desde o início do século XX que Portugal participa nos Jogos Olímpicos. A primeira vez remonta a 1912, na Escandinávia, fomos o décimo terceiro país a aderir ao Movimento Olímpico – três anos depois de ter sido criado o Comité Olímpico de Portugal e do mesmo ter sido reconhecido pelo COI. Somos, inclusivamente, o 18.º país mais assíduo naquela que é a competição mais emblemática do desporto mundial.

A missão olímpica portuguesa teve início em 1912 e nos 109 anos seguintes, Portugal participou em todas as edições dos Jogos Olímpicos até à data e conquistou um total de 24 medalhas. A primeira medalha de ouro, como se sabe, foi conquistada por uma das maiores lendas do desporto português, atleta do Sporting CP e actual director do atletismo do Clube, Carlos Lopes. Aquela tarde quente em Los Angeles ficará marcada para sempre na memória de mais uma geração. Aliás, Lopes é um dos únicos quatro portugueses que se pode orgulhar de ser duplo medalhado nos Jogos Olímpicos (ouro em Los Angeles, 1984 e prata em Montreal em 1976), juntamente com Rosa Mota (ouro em 1998 e bronze em 1984), Fernanda Ribeiro (ouro em 1996 e bronze em 2000) e Luís Mena e Silva (duas vezes bronze, em 1936 e 1948).

Nas páginas 18 a 23 damos a conhecer os nossos atletas olímpicos e aqueles que estão a trabalhar afincadamente para fazer parte deste grupo de atletas de eleição. Como curiosidade, a estreia nacional nos Jogos Olímpicos de Inverno aconteceu apenas em 1952 e nem sempre somos presença assídua – apenas seis participações desde então, sendo que o melhor lugar de sempre foi conquistado por Mafalda Queiroz Pereira em 1998, no esqui acrobático, na 21.ª posição.

Nesta edição do Jornal Sporting , destaque também para mais uma conquista do nosso ténis de mesa, páginas 14 e 15 e poster na página seguinte. “Os nossos jogadores deram tudo e tiveram atitude!” , disse Chen Shi Chao, um dos grandes responsáveis por mais uma vitória, a sexta vez consecutiva que o Sporting CP ganha o título – este foi também o 38.º Campeonato Nacional na modalidade, reforçando a hegemonia Leonina.

No futebol, o segundo lugar conquistado pela equipa B soube a vitória, já que esta foi a melhor classificação de uma equipa secundária do Sporting CP no terceiro escalão nacional, permitiu o acesso à recém‑criada Liga 3 e provou que a estratégia do Clube foi a correcta – já que o regresso da equipa B foi antecipado um ano e a construção do plantel não implicou qualquer contratação. O balanço nas páginas 6 e 7.

Depois do fecho da edição, Sporting CP e SL Benfica defrontam‑se no jogo 3 do play ‑off que vai consagrar, este ano, o campeão de futsal. Os dois primeiros jogos – uma vitória e uma derrota para os pupilos de Nuno Dias – ficaram marcados por uma permissividade das equipas de arbitragem à agressividade da equipa adversária. Esperemos que o campo não ganhe tendência para se inclinar sempre para o mesmo lado.

Editorial da edição n.º 3823 do Jornal Sporting

  • Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Duas linhas de mijarete sobre a roubalheira que foi a arboitragem do jogo 2, não fosse o Orelhudo chatear-se. Vai-te f0der.