Liga de novo com 18?

Olha a contradiçâo…admites que seria melhor mas votarias contra na mesma :smiley:
Ta-se bem :arrow:

Sim, não é contradição a meu ver.

Admito que seria melhor, mas se eu não tiver lugar nesse campeonato de que me adiantaria que fosse melhor? Melhor para os outros? Penso que é assim que os clubes de pequena dimensão pensam, ou não será?

Eu acompanho com regularidade jogos da Liga de Honra nesta zona centro e digo: é um campeonato bem mais competitivo do que o primeiro escalão. Tem jogos maus, mas tem também jogos bem interessantes. Está longe de ser uma “liga fantasma” a meu ver.

Outro dos entraves ao 12+12 do segundo escalão é a localização geográfica das equipas. Este ano era Centro-Norte + Olhanense e Portimonense + Santa Clara + Estoril + Olivais e Moscavide + Chaves. Caíram duas equipas que não fazem parte do eixo Centro-Norte e veio o Fátima. Não sei como seria feita essa divisão 12+12.

Já que a discussão se está a alargar à 2ª liga, eu defendo que esta devia ter duas zonas a disputar também no mesmo modelo.

Daí para baixo campeonatos distritais organizados pelas Associações sem profissinalismos de faz de contas

Nâo foi a pensar assim que os clubes em Inglaterra se organizaram pra defender os seus interesses comuns e, como recompensa, têm um campeonato altamente competitivo e apetecivel que atrai os melhores jogadores, investidores, sponsors etc enfim, dinheiro a potes.
Nâo se trata “do que é bom pros outros”, é mais “o que é bom pra todos”.
Tu, como dirigente virtual do Beira-Mar, devias estar mais ocupado com como usar essas vantagens pra manteres o teu clube entre os melhores, nâo tanto em como boicotar boas ideias.

Explica isso ao dirigente português comum. Não ligam a mínima. Posso parecer polémico, mas reitero que se fosse um desses dirigentes de um clube pequeno talvez pensasse da mesma forma. Em teoria sou um “dirigente português comum”, o que querem? ;D

Estou de acordo com todas as ideias expostas por aqueles que defendem a redução do número de clubes.
E por mim a redução iria até aos 12 clubes e não 14. Isto para não exagerar e dizer que preferiria 10 clubes.

Se forem 12 clubes o modelo de campeonato poderá ser aquele defendido pelo to-mane, com 2 voltas e no final dessas 2 voltas apuram-se os 6 clubes do topo para um playoff tb a 2 mãos onde quem concluísse com mais pontos seria o campeão (logo se veria se se contabilizava os pontos da 1ª fase ou não). Haveria outro playoff para os últimos 6 para decidir quem desceria (julgo que com 12 clubes deveriam descer 2 equipas) à Liga de Honra.

Eu prefiro 10 clubes a 4 voltas sem playoffs, já que o modelo anterior tem a meu ver uma contrariedade:

[ul][li]A concepção de campeonato implica, na minha opinião, regularidade - o facto de haver um playoff apesar de aumentar a competitividade na parte final do campeonato poderá levar a que o campeão não seja a equipa mais regular. Num caso extremo imaginem um playoff, não com os 6 primeiros, mas com os 2 primeiros. Mesmo que o 1º classificado da primeira fase tivesse acabado essa 1ª fase com muitos pontos de avanço sobre o 2º, poderia acontecer ter um dia mau e perder o campeonato nesse dia mau. Ou seja, o campeonato era decidido numa final. Eu sei que não é este o caso, mas para analisarmos uma situação devemos olhar para os extremos, e por isso acho que evita que o campeão seja decidido pela regularidade.[/li]
[li]
Um campeonato a 4 voltas faz com que o campeão seja a equipa mais regular, o que será mais justo. No entanto, também devo reconhecer que o modelo com playoffs poderá permitir que aconteça com maior facilidade a existência de outros campeões que não os habituais, devido ao facto de ser um modelo que protege menos as equipas mais regulares, sobretudo se se fizer “reset” aos pontos da 1ª fase.
[/li][/ul]

O primeiro modelo contaria com 22 jogos na primeira fase para cada equipa e mais 10 jogos no playoff. Total: 32 jogos (obs: Não é muito “pesado” tendo em conta o aparecimento da Taça da Liga.
O segundo modelo contaria com 36 jogos para cada equipa, o que provavelmente empurraria a Taça da Liga para as 4ªs feiras.

Seja qual o modelo adoptado, penso que isto traria maior competitividade ao campeonato português, devido a vários factores:

[ul][li]Maior qualidade dos espectáculos devido à maior qualidade dos oponentes[/li]
[li]Quantos menos clubes houver numa liga como a nossa, maior a probabilidade de haver outros campeões que não os habituais[/li]
[li]Mais público, devido ao facto de haver mais competitividade e por a diferença de pontos entre o primeiro e o último provavelmente baixar[/li]
[li]Mais público, porque assim o público (não afecto aos 3 grandes) que gosta de assistir a jogos de futebol de 1ª divisão, não tem de se dividir por 13 ou 14 clubes, mas sim por 8 ou 9. [/li]
[li]Mesmo nos grandes, o número de pessoas a assistir iria aumentar. Basta pensar que em vez de termos um Sporting-Benfica e Sporting-Beira Mar, passaríamos a ter 2 Sporting - Benfica.[/li]
[li]Os clubes mais pequenos também podiam ver da mesma forma: Em vez de existir um Paços-Sporting e um Paços-Aves, teríamos dois Paços-Sporting[/li][/ul]

Todos nos queixamos que em Inglaterra os estádios estão sempre cheios. Eles têm 50 milhões de habitantes para dividir por 20 clubes de Premier = 2,5 milhões por cada clube. Nós temos 10 milhões para dividir por 18??? Pouco mais de 500 mil potenciais clientes??? Quer dizer, eles têm mais dinheiro que nós, têm mais público potencial que nós e ainda queremos aumentar o número de equipas??? Eu acho que muita sorte temos tido com as audiências que temos tido nos estádios. Até penso que o número de espectadores é elevado tendo em conta a realidade do país.

Mais equipas na 1ª liga? Não obrigado. Pelo contrário: quero menos.

Dmalmeida, pelo menos no modelo escocês (e creio que a ideia do to-mane não andará muito longe disso), os pontos da fase “regular” acumulam com os da fase 6+6, exactamente para garantir que o campeão é a equipa mais regular do campeonato (e, de resto, para continuar a ser um campeonato e não uma taça).

Eu defendo, também, uma redução drástica do nº de clubes, 10/12 clubes no máximo. O modelo pode ser o sugerido pelo To-mane ou FLL, mas para mim o objectivo principal a atingir é a criação de uma identidade própria em cada cidad participante no campeonato.

O que é eu quero dizer com isso? Bem, para mim o grande problema do futebol português é que basicamente só existem três clubes, o resto é paisagem (com raras excepções) o que faz com que os jogos onde não participem os grandes percam o interesse.
O que temos que conseguir, e só será alcançado a longo prazo, é criar em cidades que albergam equipas como o Braga, Boavista, Leiria, Beira-Mar, V.Setúbal, Maritimo, Académica, etc. uma massa adepta interessada principalmente no clube da sua região. No fundo conseguir em outras cidades o que acontece com o V.Guimarães.

É claro que para isso precisamos de dirigentes competentes e honestos, envolvimento das autarquias (noutros moldes que não os que existem hoje), criatividade, inteligência e acima de tudo preserverança. Impossível? Não, dificil sem dúvida mas quanto a mim a única forma de elevar o nosso futebol para outro patamar.

Quando isto acontecer o nosso futebol passará a ter força suficiente para o alargamento que os ‘chicos-espertos’ dos dirigentes actuais tanto reclamam quando a sua equipa desce de divisão. Antes disso, teremos sempre apenas 4 no máximo 5 clubes que não lutam contra a despromoção, e isso meus caros, não é futebol, pelo menos aquele que eu gosto.

nao faz sentido o alargamento do campeonato nacional para 18 equipes, principalmente agora que ha’ uma Taça da Liga para se jogar e onde os tempos de descanso serao preciosos para se ter uma epoca regular.

De acordo com as 12 equipas, mas todos contra todos a duas voltas: 22 Jogos.

Dividindo depois em 2 grupos de 6, todos contra todos a duas voltas, mais 10 jogos por equipa, dava à mesma os tais 32 jogos.

No grupo dos 6 primeiros encontrava-se o campeão e o acesso às taças da Uefa, no grupo dos 6 ultimos decidia-se a permanencia, para estimular o interesse neste grupo de 6 e haver algo mais que apenas o interesse de não descer, o vencedor deste grupo poderia disputar uma liguilha para o acesso à UEFA com o ou os ultimos do primeiro grupo com lugar de acesso à UEFA.

Penso que haveria melhores jogos qe actualmente.

Portugal não tem condições para ter um campeonato que gere dinheiro com 16 equipas, quanto mais para 18.
As receitas não aumentam, o que aumenta é o numero de cubes com os quais se tem de dividir as receitas.

Respondi sem ler o tópico todo, mas pronto, fica a minha opinão que é partilhada por muitos.

Não estou a ver de que forma mudar o modelo dos campeonatos “todos contra todos” para modelos “NBA-like”, a x voltas e com meia dúzia de clubes, aumenta a competitividade do futebol!

A admiração que todos têm pelo modelo escocês, então…se temos que melhorar, porquê adoptar algo tão pouco competitivo como o futebol escocês?

Na Escócia parece que a competitivaidade em vez de aumentar, diminuiu e muito! Apesar dos muitos milhões, o Rangers deixou de contar para o totobola europeu! Resta o Celtic, que todos nós pedimos que nos calhe a nós, na Liga dos Campeões, porque está no pote 2 à conta de presenças constantes nessa Liga. E a emoção? Quase nada, o Celtic tem ganho com 20 pontos de distância, as diferenças entre as equipas podem reduzir-se quando se joga apenas 2 vezes, mas quando se joga 4 não há volta a dar, ganha o melhor e “mai nada”!. E se ganhar as 4 vezes, acabou o campeonato!

A Suiça também tem um campeonato pequenino, em que é que isso melhorou os seus resultados? Penso que nada…

A proposta não passou, felizmente, apenas com 16 clubes é inegável que foi dos campeonatos mais competitivos de sempre e o facto de só descerem 2, levou a que muitas equipas conseguissem salvar-se bem cedo e a partir daí começaram a apresentar-se descomplexadas e a praticar bom futebol, como Estrela e Paços de Ferreira por exemplo, sendo que a Naval na primeira volta tb jogou aceitavel.

Mas para mim o formato é mesmo NBA, não em numero de equipas, mas sim numa liga fechada a quem não cumpra um minimo de orçamento e os outros que não consigam entrar se fiquem por campeonatos menores como nos EUA existem outras ligas menores para todas as modalidades.

Sempre que uma equipa queira entrar, desde que cumpra os requisitos, entra, fique o numero das mesmas pares ou impares.

Terá que haver um tecto salarial igual para todas as equipas e os direitos de TV iguais para todos.

Depois com playoffs, à melhor de 3 jogos, esses mesmos direitos de TV teriam que ser negociados outra vez e o dinheiro distribuido a quem os atingisse, não havia despromoções, mas poderia haver desistencias…

Aliás, uma futura liga europeia há de funcionar assim…

É uma questão de tempo… :stuck_out_tongue:

eu acho bem essa nova proposta, acho que vem dar mais competitividade à liga.

As ideias apresentadas não são NBA-like (ie, com playoffs). Continua a ser uma liga, competição de regularidade e jogos todos-contra-todos.

Quanto à defesa que vários foristas fazem do modelo escocês, prende-se com aquilo que eu acho que é a opinião de todos que defendem um modelo deste tipo: é provavelmente aquele que melhor se adequa a um país de pequenas dimensões. Como dizes, a Suíça também tem um campeonato pequeno (creio que a duas voltas), e ninguém ouve falar neles. Nem na Áustria.

Claro que não se podem fazer extrapolações directas dos resultados do modelo escocês no campeonato português. As diferenças nos clubes são grandes. Enquanto que lá exite o Celtic e o Rangers e “os outros”, cá temos 3 grandes. Depois, o Celtic e o Rangers costumam ter formas antagónicas: quando um está bem o outro está muito mal, dando origem a essa diferença pontual abissal.
Finalmente, creio que as equipas médias em Portugal são mais fortes que as escocesas.

Nao me parece, mas mesmo nada…

Confesso que não tenho dados objectivos em relação a este ponto. Baseio-me apenas em não me lembrar de ver outras equipas escocesas em fases mais avançadas das competições europeias. Mas posso estar enganado.

puf. Fui eu que me enganei, li ao contrario o que escreves-te. estavas coberto de razao, as equipas medias na escocia sao bem mediocres… tava a dormir.

Mas desde quando é que o campeonato inglês é competitivo? Três clubes que estão anos-luz dos outros, um que quer lá chegar, três ou quatro que lutam pela Europa e uma massa cuja única aspiração no início da época é não descer - não vos parece familiar? O campeonato inglês é o exemplo acabado de um campeonato desequilibrado e previsível.

Até há 10-15 anos atrás, apesar de haver um clube dominante (Liverpool nos 70’s e 80’s, Man Utd nos 90’s), era possível a um Aston Villa, um Blackburn Rovers, um West Ham, um Nottingham Forest, um Ipswich ou um Norwich intrometerem-se numa luta pelo título - e ocasionalmente vencê-la. Hoje? Um 5º lugar é o limite a que podem aspirar se fizerem uma época extraordinária. Isto é competitivo?

Não concordo nada com ligas fechadas. O mecanismo promoção-despromoção é central no interesse do futebol para quem não luta por títulos - em Portugal, todos menos os 3 grandes. À parte as visitas dos grandes, são os jogos que decidem quem sobre, quem fica e quem desce que mais gente atraiem aos estádios. Que sentido faria acabar com eles? O grande problema é o número de jogos que não contam para nada - e fechar a liga só ia aumentar o seu número. Além disso, nada impede que um mecanismo de promoção-despromoção funcione com requisitos financeiros.

Atenção também que as 3 ou 4 voltas podem ter efeitos preversos. Não é por se jogar mais vezes entre si que um campeonato se torna miraculosamente mais competitivo. Pelo contrário, vai tornar mais visível o fosso entre as equipas, diminuindo ainda mais as hipóteses de um desfecho inesperado. Só para dar um exemplo: em 2000-1 o Boavista precisou de ganhar apenas uma vez ao Porto, ao Sporting e ao Benfica para se sagrar campeão com 2 voltas. Para o fazer num campeonato a 4 voltas, teria de, pelo menos, repetir a dose - e se já é difícil fazê-lo uma vez, imagine-se duas!

Por isso, concordo com a redução de clubes (para um mínimo de 14), mantendo as duas voltas e com criação de mais competições - e a Taça da Liga é um excelente passo nessa direcção - que atribuam lugares europeus. O que é preciso é ter o máximo de jogos que decidem alguma coisa e que, assim, mobilizem as pessoas - e isto da I Divisão até aos Distritais.