[b]Alargamento para 18 clubes só será discutido na assembleia geral de sexta-feira[/b]
A proposta do Boavista para um regresso ao modelo de 18 clubes no campeonato deve estar em debate na assembleia geral da Liga, sexta-feira, e só aí Hermínio Loureiro se pronunciará sobre o assunto. O presidente da Liga evitou hoje abordar esta matéria, lembrando que são inúmeras as propostas levadas à reunião magna daquele organismo, não fazendo qualquer sentido estar neste momento a valorizar umas em detrimento de outras.
O Boavista e Beira-Mar divulgaram ontem propostas que pretendem ver aprovadas na assembleia geral, constando em ambas a vontade de um alargamento do principal campeonato a 18 clubes, já a partir da época 2008/2009. Os axadrezados sugerem uma competição para 18, com a descida já na próxima época de um clube e subida de três. Os aveirenses, este ano despromovidos à Liga de Honra, propõe um alargamento já para esta temporada.
Outra hipótese equacionada pelo Beira-Mar é o alargamento figurar igualmente em 2008/2009, face à descida de dois clubes nesta próxima época e à subida de quatro. Todos estes cenários já foram, entretanto, comentados pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madail, o qual considerou não ser uma proposta apropriada, não se mostrando, por isso, concordante.
Estas propostas surgem apenas um ano depois das ligas profissionais terem sido reduzidas a 16 clubes. Um eventual alargamento não dependeria, no entanto, em exclusivo da Liga ou da Federação, sendo sempre necessário um entendimento entre os dois organismos para que o alargamento fosse aprovado.
Eu concordo, acho que há espaço e que os nossos jogadores precisam de se profissionalizar, e só com mais jogos se aumentam as receitas.
O Sporting mantendo o preço da Gamebox no ano passado, deu esta notícia como uma mais valia, esquecendo-se que nós, os pagantes veríamos menos dois jogos em Alvalade, logo os custos associados a esses jogos não aconteceram, temo um aumento gritante caso se aumente o nº de jogos, mas depois reclamaremos em sede própria.
a ideia subjacente à diminuição de clubes na Primeira Liga era aumentar a competitividade, já que, ao haver menos clubes, as posições passariam a ser definidas mais tarde, pelo que o campeonato teria interesse até mais tarde. Isto é, por exemplo, a poucas jornadas do fim um clube que estava a meio da tabela ainda tinha hipótese de descer ou de ter acesso à UEFA, o que aumentaria o interesse e a competitividade da prova, ao passo que numa prova com muitas equipas, as que ocupam posições médias na tabela, já sem perspectiva de ir às competições, mas também com a manutenção assegurada acomodam-se e grande parte dos jogos passam a ser apenas para cumprir calendário. Correcto?
Então porque é que, ao diminuir o número de equipas da Liga, também se diminuiu o número de equipas que descem??? De que adianta haver menos equipas se passou a haver apenas 2 posições a evitar, mantendo-se o nº de posições “seguras” idêntico?
Concordo que 30 jogos são de menos, discordo que a solução seja o regresso aos 18. O caminho é reduzir ainda mais, reformular o modelo da competição e complementá-la com a Taça da Liga. Assim ficaremos com um calendário nacional com cerca de 45 datas, o que me parece mais do que aceitável do ponto de vista desportivo e económico.
Via-se a léguas que a redução para 16 não ia resolver coisa nenhuma, mas esperar que a resolução do problema económico e competitivo do futebol português parta dos clubes e dos caciques que os governam é obviamente ingenuidade.
Pode-se esperar que os clubes pequenos votem em assembleia geral uma medida que significará para boa parte deles a descida de divisão ou mesmo a saída dos escalões profissionais (mesmo que isso seja mais do que adequado à sua realidade)? Claro que não.
O governo que deite mãos a isto, nos intervalos dos encerramentos de urgências, espectáculos de variedades sobre o aeroporto, telefonemas para as redacções de jornais e queixas-crime contra bloggers… :arrow:
Mas a verdade é que este foi o campeonato um dos campeonatos mais emocionantes, em que título, europa e despromoção só se decidiram na última jornada. Por esse lado, a redução para 16 clubes foi um sucesso. Mas é claro que o número de equipas que descem devia ser 3 e não apenas 2.
Quanto à Taça da Liga, não sou assim tão pessimista. Aliás, não percebo a resistência à nova prova para depois se pedir mais jogos do campeonato - até parece que os jogos do campeonato (fora aqueles em participam Sporting, Porto e Benfica ) têm brutas assistências… Espero para ver.
O Dr Dias Ferreira disse que não tinha dúvidas de que a proposta ía passar, visto que maioria dos clubes da 2ª liga e alguns da 1ª liga íam votar a favor do aumento para 18 clubes.
Eu disse quatro voltas com duas fases. Na primeira dava 22 jogos, na segunda dividiam-se as equipas em grupos de 6 dava mais 10 jogos com a vantagem destas últimas 10 jornadas serem extremamente complicadas e competitivas para todos.
Na Escócia são 10 equipas a quatro voltas dá 36 jogos, parece-me de mais