Petrovich: Se a PL nâo é competitiva- apesar de tb ter os cronicos candidatos a campeôes, é certo- nenhuma liga/campeonato o é. :whistle:
Mas pra mim, a questâo fulcral nâo é remodelar, aumentar ou diminuir a qt. de clubes etc.
O que faz a PL rica é os dinheiros dos direitos televisivos, que nâo foram vendidos(ao desbarato) entre compadres e amigos(poucos) como em PT.
Os campeonatos espanhol ou alemão - só para dar dois exemplos - são mais competitivos que a PL. A questão não é ter candidatos crónicos ao título - o alemão tem o Bayern e a Espanha o Real Madrid e o Barcelona. A questão está em que um Estugarda ou um Werder Bremen, um Valência, um Sevilha ou um Depor podem, num ano bom, aspirar a um título. Em Inglaterra, só em sonhos um Aston Villa, um Manchester City, um Newcastle um Everton (só para falar em clubes com assistências médias de mais de 40.000 pessoas) podem ver-se a desafiar o Man Utd ou o Chelsea. Não têm a mínima hipótese, como não têm o Braga, o Belenenses ou o Vitória de Guimarães.
É por isso que eu digo que, em termos competitivos, o campeonato inglês hoje em dia muito parecido com o português ou o holandês.
Mesmo em termos de competitividade internacional, o futebol inglês deixa muito a desejar. Não tenho muitas dúvidas que o Sporting, que está longe de ser um modelo de sucesso internacional e que tem uma fracção do orçamento dos clubes ingleses, ganha 9 em cada 10 eliminatórias que jogar contra um Everton, um Blackburn ou um Bolton. Claro que me podes dizer que os ingleses puseram três equipas em quatro nas meias-finais da LC, mas isso é o mesmo que eu dizer que o nível médio do campeonato português é o do Sporting, Benfica e Porto…
Petro, percebo o que dizes sobre a PL, mas acho que o dominio absoluto de MU e Chelsea é algo temporário, e cíclico, o futebol inglês está sempre a mudar, de constante vai-se mantendo o MU e o Liverpool, mas mesmo eles têm fases de décadas sem vencer!
Actualmente está de facto pouco competitivo, só 2 equipas têm chances de o vencer, mas basta o Liverpool e o Arsenal terem uma boa colheita de novos jogadores e o campeonato fica novamente competitivo a 4.
Acho até que é essa competitividade e ciclos negros que permitem que os treinadores ali fiquem 5 ou mais anos no mesmo clube mesmo sem ganhar nada. Porque os adeptos vivem o clube e não as vitórias do clube, e sabem que melhores tempos virão.
Não concordo é com o citar constante do medíocre campeonato escocês como modelo a seguir.
Compreendo o teu raciocinio mas acho que os factos e estatisticas te desmentem. Sem ir controlar, penso que a lista de campeôes em Ingaterra nos ultimos 10 anos- e muito possivelmente de toda a historia dos campeonatos- é mais diversa que a de Espanha ou Alemanha.
A nivel de titulos europeus, só a Espanha consegue acompanhar a Inglaterra. Se a memoria nâo me falha, a ultima vez que li algo sobre o assunto, o nr. de titulos pendia a favor dos ingleses por 1.
Mas pra mim isso sâo detalhes, mesmo que eu esteja errado nos nrs., dizer que a PL nâo é competitiva é negar o que nâo tem negaçâo. É que nâo é só desportivamente que os clubes ingleses sâo competitivos, eles sâo competitivos em tudo neste momento e dominam diversos mercados: o mercado de transferenicia de jogadores, o mercados de direitos televisivos, mercado de contractos de reclame/sponsorship
Para não citar o modelo escocês, bom mesmo bom era um campeonato internacional, com as melhores equipas dos países onde o mercado nunca permitirá que possam competir com a Alemanha, a França, a Espanha, a Itália ou a Inglaterra…
É um modelo contra o qual sempre fui mas que me parece ser a única forma que os grandes clubes das ligas melhores têm para fazer “pasta” ao nível dos italianos, alemães e ingleses. Uma liga com:
Sporting
orcs
porcs
Lyon
PSG?
Marselha
PSV
Ajax
Feynoord
Celtic
Rangers
Anderlecht
Standard Liège
FC Zurich ou Basileia
Olimpiakos
Panatinaikos
AEK
Estrela Vermelha
Partizan
Dinamo Zagreb
20 clubes, 38 jogos.
Os piores 4 “desciam” aos campeonatos nacionais, sendo substituidos pelos melhores classificados pelos respectivos países.
Claro que a UEFA ia-se mandar ao ar…
Era um modelo que não me desagradava, mas não sei até que ponto não seria complicado gerir essas viagens todas. Para além disso, esse modelo iria significar a quase inexistência de público da equipa visitante, pois (esquecendo Portugal e os seus emigrantes) uma coisa é acompanhar ao estrangeiro a nossa equipa entre 3 e 6 vezes anuais (conforme se vá avançando ou não na competição), outra coisa é acompanhar 19 vezes por ano.
Para além disso, se a minha Gamebox custa este ano 340€, nem quero imaginar quanto custaria uma gamebox para um campeonato com esses pesos pesados.
A ideia deste campeonato era aumentar as receitas através das transmissões televisivas. O público visitante, já hoje pouco acorre aos jogos fora de casa, excepto os 3 grandes que conseguem levar sempre entre 5 e 15 mil nos jogos fora, dependendo do local. A gamebox não teria que custar muito mais, deveria aumentar, é claro. A ideia deste campeonato era que os clubes de países de “meio da tabela” passassem a ter mais dinheiro de forma a serem concorrenciais com os clubes ingleses, italianos, alemães e espanhois. Não facturariam tanto como eles, mas conseguiriam muito mais do que conseguem hoje.
A ideia não era deixar de participar na Champions League mas fazer uma Super Liga entre os países que concorrem. O problema é precisamente que a UEFA não ia gostar, mas não sei bem que argumentos iria utilizar para impedir um campeonato deste género.
Uma equipa como o Sporting participaria na Super-Liga Europeia, na Taça de Portugal, na Super-Taça de Portugal, na Taça da Liga de Portugal e na Liga dos Campeões. Igual os lampios. Quando os lampios, na 2ª época, perdessem o direito a participar por terem ficao em últimos, seriam substituidos pelo Braga e passariam a disputar então a Liga Portuguesa.
Apenas os piores clubes da Super-Liga Europeia “descem” aos campeonatos nacionais. Isto permite que um clube de meio da tabela se aguente muitos anos por lá. O acesso às competições europeias seguiria o figurino actual, com a diferença que os que iriam à CL seriam os melhores classificados da Super-Liga Europeia, e se não houvesse participantes suficientes, o(s) melhor(es) da Liga Nacional de cada país.