Com a boa exibição do Liedson no Estoril e com a boa forma recente do Postiga temo que, neste jogo, voltemos a jogar no 4-4-2 clássico com que iniciámos o campeonato, em detrimento do 4-3-3 que tinha vindo a revelar melhor qualidade de jogo, com um melhor aproveitamento do Vuk e Salmoão.
Mais do que modelos de jogo posicionais, é importante perceber que o SCP tem de ter alternativas na finalização, uma das grandes pechas da época até agora. Para tal, é preciso colocar mais homens em posições favoráveis de finalização, com arte e engenho para o fazer e converter em golo a finalização das jogadas.
Dado que os nossos avançados têm falhado muitos golos, e estão com baixa média de golos por jogo (poucos golos marcados), é conveniente ter mais do que um jogador na frente de ataque, o que logo aí retrai mais os adversários no centro da sua defesa, abrindo espaço noutras zonas (alas, entrada do meio-campo e da grande-área, nos cantos da grande-área).
Por jogarem dois avançados, não tem que necessariamente existir problemas “existenciais” quanto a modelo de jogo A (4-4-2) ou B (4-3-3), ou C (4-5-1), ou mesmo outras (incluindo as variantes). Penso que Vukcevic e Salomão podem perfeitamente continuar a ser utilizados como desequilibradores nas alas, a pender para a grande área, assistindo e fazendo jogar, e ainda como avançados finalizadores, que aparecem e marcam. Não vejo qual é o impedimento.
O que é necessário é não fazer depender demasiado do meio-campo toda a iniciativa ofensiva da equipa, que muitas vezes, por falta de alternativas na frente de ataque, esbarra nas defesas ou na incapacidade e inoperância, tornando-se o primeiro factor de desequilíbrio defensivo da equipa, sobrecarregando o meio-campo, que para além de ter de fazer um grande esforço para criar lances de perigo no ataque, criando jogo e municiando os avançados, e de preferência com velocidade, ainda tem de fazer recuperações defensivas bruscas, cobertura defensiva desgastante (porque sem bola, sujeita à posse do esférico, circulação e movimentação dos adversários, o que se complica em situações de contra-ataque rápido).
Ter jogadores na frente de ataque, nesta equipa do SCP, é na minha opinião, essencial para o equilíbrio da equipa. Ainda para mais quando, na senda do “dogma 4-3-3”, se prendem os alas/extremos demasiado junto às linhas, separados do único avançado centro por vários jogadores adversários, e ainda com um papel defensivo a cumprir, são forçados a um jogo mais desgastante e mais preso, mais fixo, mais exigente. Pelo contrário, no “dogma 4-4-2”, rapidamente se equilibram as operações no ataque, relativamente às defesas contrárias, porque a colocação de 2 homens no centro do ataque, mais 2 que podem subir nas linhas laterais e ainda flectir para a grande-área complicam muito mais a marcação e o entendimento da defesa adversária, e são propícios a jogadas de envolvimento e desequilíbrio do nosso ataque. Para além de em vez de 3 jogadores na frente, abertos, colocamos 4, com igual ou maior amplitude de jogo e ainda 2 soluções de finalização (em princípio, ou até mais) na grande-área.
Com os jogadores que temos, e resultados que temos apresentado, e dada a importância relativa do jogo (é para ganhar, como todos, mas não é vital nas aspirações do SCP esta época), que no entanto pode ser utilizado quer para desenvolver os processos colectivos da equipa com os seus principais jogadores, quer para fazer jogar aqueles que têm menos minutos e fazer descansar os mais utilizados, poupando-os fisicamente, este jogo pode ser encarado como um campo de experiência, uma das quais será o anunciado Timo como titular, estreando-se na Liga Europa pelo SCP, mas essencialmente deveria ser para desenvolver a equpa, e quanto a mim, o SCP deve jogar claramente com 2 homens na frente de ataque. Não só porque no último jogo, no Estoril, a equipa deu boas indicações quando jogou assim, como também porque quer Postiga quer Liedson neste momento merecem jogar e ser titulares, pelo que mostraram na partida anterior.
Eu jogaria ainda com Salomão, que entrou bem e assistiu Liedson com um grande cruzamento no jogo da Taça de Portugal, e Valdés, fazendo descansar Vukcevic, mais desgastado com os jogos da selecção do Montenegro.
No centro do campo, André Santos (ou Maniche) e Matías Fernandéz (continuo a pensar que jogar com 2 médios defensivos, ainda por cima nestes jogos teoricamente mais fáceis em Alvalade, é inadequado e até contraproducente). A defesa será a mesma que jogou no Estoril. Polga merece continuar a jogar ao lado de Carriço, aumentando o seu entrosamento (neste momento, com a venda de Tonel, a adaptação progressiva de Torsiglieri, que tem andado ausente dos 11 de campo, e as fracas exibições de Nuno André Coelho - que entretanto se lesionou - são a melhor dupla de centrais do SCP). Mas também veria com bons olhos mais minutos para Torsiglieri, visto o risco baixo do jogo e também porque em França, frente ao Lille, também para a Liga Europa, fez um bom jogo, esteve na origem do 2.º golo, numa saída para o ataque com bola, mas tendo jogado como defesa lateral-esquerdo.
Os laterais têm estado bem. Timo será, muito apropriadamente, o titular. Temos mais do que equipa e obrigação de ganhar. Neste jogo, e em qualquer outro, principalmente do Campeonato.
alas, não. Médios interiores… com efeito de que o Maniche ficaria em jogo mais defensivo, mais do que apoiar pela direita, dando abertura ao João Pereira para fazer o corredor todo. O Matias joga algumas vezes na selecção a médio interior Esquerdo e fá-lo bem. A questão do Vukcevic está explicada.
[size=12pt][b]Convocados para o Sporting-Gent[/b][/size]
Paulo Sérgio divulgou no final do treino vespertino de quarta-feira, a lista de convocados para o encontro com o Gent. O treinador «leonino» chamou 19 jogadores para o encontro da terceira jornada da Liga Europa, a realizar quinta-feira, 21 de Outubro, às 20h05, no Estádio José Alvalade.
Lista de convacados:
Guarda-redes: Tiago e Timo Hildebrand;
Defesas: Abel, João Pereira, Carriço, Polga, Torsiglieri, Nuno André Coelho, Evaldo e Cédric Soares;
Médios: Zapater, André Santos, Maniche, Vukcevic, Valdés, Matías e Diogo Salomão;
Avançados: Liedson e Postiga.