Não estou a dar razão nem a tirar. Estou a afirmar que acho que o trabalho dele é suficientemente reconhecido para que não apareça o “não ganhou nada”. O que não quer dizer que ganhe ou deixe de ganhar cá, nunca se sabe bem o que conseguirá o treinador X ou Y, principalmente quando são suficientemente teimosos para continuar a defender as suas ideias, por loucas ou românticas que sejam.
Digo ainda que, a meu ver, o Jesualdo Ferreira tem currículo e anos suficientes de futebol, não necessita que por aqui apareçam a mandar o Bielsa ou a Maria Alice abaixo.
Comparando com os contextos do seu sucesso (e sem avaliar as competências - essas podem ser discutidas noutro momento), Jesualdo Ferreira, mais que a diferença de país, língua ou campeonato, vai enfrentar um diferença de cultura organizacional (e organização em si) tão díspar quanto o será o campeonato argentino ou belga do português. Aqui terá a mesma confusão que no Pana. E não foi por falta de conhecimento do campeonato grego que teve maus resultados e saiu.
Os méritos do Braga, são da responsabilidade da sua estrutura. Do seu presidente. E das suas escolhas, que têm uma fatia de responsabilidade no sucesso do clube, tendo em conta a sua dimensão. Não foi O Jesualdo. Não foi O Cajuda. Não foi O JJ. Não foi O Domingos. Foram todos eles. Ponto em comum: Salvador. Mas à boa maneira situacionista de alguns Sportinguistas… “os presidentes não jogam”…
Mas espera lá, o Salvador começa a fazer alianças mais tarde, obtém melhores relações com empresários (Jorge Mendes) e é ele que faz o Braga dar o salto. mas acho que foi na mão do Jesualdo e pela mão do Jesualdo que o Braga teve o seu primeiro fogacho de legitimidade entre os grandes, ainda com o JoãoTomás, João Alves, Wender…
Se o Salvador “joga” e parece que “joga bem”, nessa altura ainda só estava a aquecer. Parece-me.
Parece-me bem mais seguro olhar para a matriz que se mantém, imutável, desde 2003. E essa matriz tem um nome, Salvador. Menos arriscado que tentar encontrar um “print” de Jesualdo como A causa do sucesso desse clube ou uma das principais causas, tanto treinador por lá passou entretanto e até com mais sucesso. “Print” que não deixou em qualquer outro clube e entendo que no Minho também não. O que não quer dizer que não lhe atribua uma boa parte do mérito, até porque sim, Salvador estava a começar e Jesualdo foi um suporte importante. Embora entenda eu há valências que são intrínsecas em cada um e Salvador tem-nas. Coisa que GL não tem e nunca terá, por muito que “aprenda”…
Curioso é que nem as alianças que o Sporting fez, nem as parcerias com Mendes, deram qualquer tipo de resultado positivo.
Porra, tu aproveitas logo para matar a ideia dum gajo…
O que eu queria dizer é que, a meu ver, o Jesualdo não teve uma conjuntura tão favorável, no Braga, quanto os últimos treinadores. Não havia jogadores de Selecção, Salvador não tinha a máquina bem oleada, enfim, tudo estava por fazer.
Já não percebo quando comparas Godinho Lopes com Salvador. Estávamos a falar de quê, exactamente? São ambos construtores civis? É que não vejo outra relação… :whistle:
Desculpa… quando escrevi, logo pensei que estava a ir longe demais e depois esqueci-me de suavizar a coisa… :mrgreen: :great:
O que eu queria dizer é que, a meu ver, o Jesualdo não teve uma conjuntura tão favorável, no Braga, quanto os últimos treinadores. Não havia jogadores de Selecção, Salvador não tinha a máquina bem oleada, enfim, tudo estava por fazer.
Já não percebo quando comparas Godinho Lopes com Salvador. Estávamos a falar de quê, exactamente? São ambos construtores civis? É que não vejo outra relação... :whistle:
Tinha a ver com estados de aprendizagem… afinal, segundo o patrão da troika Sportinguista, GL ainda está a aprender e em 2003, Salvador também, certo?
Não desmerecendo os méritos do Salvador, eu pergunto-te se é “aquele” tipo de organização que queres ver no nosso clube. E por “aquele tipo de organização”, quero dizer "o tipo de organização que sobrevive das relações privilegiadas com um determinado empresário e com um determinado presidente de certo clube.
Não nos enganemos, o Braga, por muito bem gerido que seja, vive das negociatas do Mendes e do aval do “Papa”.
Obviamente que não. Acho que dá para perceber por várias opiniões que tenho deixado aqui, ao longo dos anos. Mas não me parece sensato atribuir o sucesso a essas parcerias as negociatas ( também não me parece que é isso que estás a fazer ), por si.
Isso era bom, muito bom mesmo na minha opinião. Mas…
Se houver eleicoes, godinho ou alguem da ‘casta’ candidata-se e promete-o como treinador e já está, já ganharam as eleiçoes novamente
isso implicaria a saida de Jesualdo, que me perdoem a maior parte dos foristas, é uma pessoa que eu gosto.Náo os estou a ver a coexistir. Por outro lado Jesualdo já tem data de saída, que é assim que godinho ou alguém da casta não ganhem as eleiçoes…