Numa das épocas foram retirados 6 pontos ao porto ( penso que em 2007/2008 ).
A qualidade média da liga portuguesa alterou muito, em pouco tempo. Quando há uma década só os melhores ou os jogadores de qualidade média alta saíam para o estrangeiro, agora cada jogador que se destaque minimamente numa equipa medíocre, tem um contrato “milionário” à espera numa qualquer Roménia, num Chipre, numa Hungria e por aí fora. Foi e é um autêntico êxodo. As equipas do meio da tabela perderam qualidade e criam agora bem menos dificuldades às mais fortes ( onde não incluo este Sporting ). Acresce a isto, apesar da subida do braga, um Sporting incapaz de ganhar aos rivais. Se houve um período que no mínimo, ganhava tantos pontos quantos os que perdia em confronto directo, agora raramente ganha qualquer ponto. Por último, nos últimos anos houve um esforço, através de financiamento alternativo ( leia-se fundos ) e de uma boa aposta na valorização de alguns activos, nunca visto em termos de investimento dos plantéis, nas equipa mais fortes em Portugal.
É natural que quer benfica, quer porto, façam mais pontos agora do que o faziam há meia dúzia de anos atrás ( apesar de que a pontuação feita pelo benfica no ano passado, não daria nem para o segundo lugar em 2008/2009 ou 2006/2007 ).
Sou de opinião que Jesualdo tinha a papinha toda feita no porto. Como quase todos os antecessores e sucessores tiveram. Teve sempre melhor plantel que os rivais. Mas conseguiu ter um grupo de jogadores que funcionasse em conjunto e que em alguns momentos cruciais, teve solidez suficiente para ter sucesso. A segunda volta de 2008/009 foi quase flawless. E só assim conseguiram o título.
Mudando a agulha… há umas semanas falava-se do futuro de Jesualdo no Sporting e a sua contratação levou a uma discussão de cariz programática e quase ideológica. E com laivos estratégicos. Como era evidente e agora se confirma, nada disso esteve em questão para GL. Balão de oxigénio, puro e simples, para um “líder” que assentou o seu “programa” em “especialistas” de futebol, contrata um plantel novo de estrangeiros, vê a sua lista implodir e as traves mestras a ruírem, descobre de repente o ADN do clube, opta por um regime presidencialista e logo a seguir dá plenos poderes a outrem, que assumiria um cargo que ninguém ( a não ser por wishful thinking ) conseguiu perceber. Nada funciona, com este tipo de postura e carácter.
Por último, Jesualdo foi longe de mais ao meter a colher em considerações que não lhe dizem respeito e numa colagem desnecessária, por excesso, a um incompetente e medíocre. Começou a fazer a sua cama.