Oh lá… “sigam o dinheiro?”

ARGUIDOS ARREPENDIDOS EM ALCOCHETE: «EM PÂNICO», «SEM PERCEBER O QUE ESTAVA A ACONTECER»
SPORTING 17:11
Por
Redação
Os quatro arguidos ouvidos esta sexta-feira na 33.ª sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, disseram que estão arrependidos dos acontecimentos naquele 15 de maio de 2018.
Afonso Ferreira, um dos escutados, disse que não tinha intenções de magoar ninguém e que até entrou «em pânico» quando viu o holandês Bas Dost magoado. «Antes de entrar para o balneário vi o Bas Dost aos ombros de duas pessoas. Entrei em pânico e fugi, só queria sair dali, não foi para aquilo que eu fui lá», disse o arguido na sessão, admitindo ter entrado em passo de corrida e com a cara tapada, mas apenas para fazer «pressão verbal». «Ia pedir justificações aos jogadores, porque na Madeira [derrota por 1-2 frente ao Marítimo] houve falta de compromisso da parte de alguns jogadores», justificou.
Outro arguido, Miguel Ferrão, recordou o que disse a William Carvalho e Coates: «Estavam alguns jogadores, mas o primeiro que vi foi William Carvalho, disse-lhe que não era digno de vestir a camisola do Sporting; Depois o Coates falou comigo, estava assustado e perguntou-me o que se estava a passar. Eu disse-lhe que também não percebia.» Miguel Ferrão justificou ainda o uso da balaclava para tapar a cara como um recurso para «criar um impacto maior nos jogadores», tendo saído do balneário ao ouvir dizer « Isto correu mal, vamos embora ».
Foram também ouvidos os arguido Paulo Patarra e Jorge Almeida, tendo este dito que foi a Alcochete para «dar uma força aos jogadores antes da final da Taça [que seria domingo com o Aves.
Na próxima semana serão ouvidos Mustafá, líder da Juventude Leonina, e o então presidente Bruno de Carvalho.
A Bola
Ataque à Academia: Arguido diz ter “fugido em pânico” quando viu Bas Dost em ombros
«Não foi para aquilo que eu fui lá», afirmou Afonso Ferreira no tribunal de Monsanto

O arguido Afonso Ferreira admitiu esta sexta-feira em tribunal ter fugido “em pânico” da academia do Sporting em 15 de maio de 2018, quando viu o futebolista “Bas Dost apoiado nos ombros de duas pessoas”.
“No corredor, antes de entrar para o balneário, vejo o Bas Dost aos ombros de duas pessoas, entrei em pânico e fugi dali. Só queria era sair dali, não foi para aquilo que eu fui lá”, disse o arguido na 33.ª sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete.
Afonso Ferreira, que à data dos factos tinha 19 anos, disse não se lembrar de “ter visto sangue” no corpo do futebolista holandês, atingido na cabeça com um cinto durante a invasão.
O arguido, que entrou na academia com a cabeça “coberta com uma balaclava [gorro justo que oculta a cara] e em passo de corrida”, disse ter ido a Alcochete para “fazer pressão verbal para ver se os jogadores reagiam”.
“Ia pedir justificações aos jogadores, na Madeira [derrota por 2-1 do Sporting frente ao Marítimo] houve falta de compromisso da parte de alguns jogadores”, disse.
O arguido Miguel Ferrão, também ouvido hoje, admitiu ter chegado ao balneário “depois de passar pelo Bas Dost, que não estava magoado, no corredor”, e ter-se dirigido ao jogador William Carvalho, o primeiro que viu.
“Estavam alguns jogadores, mas o primeiro que vi foi William Carvalho e disse-lhe que não era digno de vestir a camisola do Sporting”, disse, acrescentando: “Depois o Coates falou comigo, estava assustado e perguntou-me o que se estava a passar. Eu disse-lhe que também não percebia o que se estava a passar”.
Admitindo que o uso da balaclava “se calhar, era para criar um impacto maior nos jogadores”, disse ter saído do balneário quando ouviu alguém dizer: “Isto correu mal, vamos embora”.
Durante a manhã, foram também ouvidos os arguidos Paulo Patarra e Jorge Almeida que disse ter ido a Alcochete para "dar uma força aos jogadores para o jogo de domingo [final da Taça de Portugal, com o Desportivo das Aves].
Os quatro arguidos, tal como a maioria dos que já foram ouvidos em sessões anteriores, mostraram-se arrependidos dos seus comportamentos.
O julgamento, que prossegue à tarde com a audição de um arguido e uma testemunha, tem duas sessões agendadas para a próxima semana, nas quais serão ouvidos os arguidos Nuno Mendes ‘Mustafá’, líder da Juventude Leonina, e Bruno de Carvalho, presidente do clube à data dos factos.
O processo da invasão à Academia tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.
Bruno de Carvalho, ‘Mustafá’ e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes.
Record
«Só me apercebi que o Mustafá não ia já na Academia»: arguido descreve ataque a Alcochete
Está a decorrer em Monsanto mais uma sessão do julgamento

17h28 - Termina a sessão. A próxima, na próxima quarta-feira (dia 26), contará com quatro arguidos: Pedro Lara e Valter Semedo serão ouvidos da parte da manhã. A audição de António Catarino e Mustafá está agendada para essa tarde.
17h20 - “Quero demonstrar o meu arrependimento e pedir desculpas ao Sporting, aos jogadores e staff”, conclui.
16h49 - O arguido também esteve presente numa ida da Juve Leo à Academia, no Natal de 2016. “Bruno de Carvalho era contra as nossas idas à Academia. Foi o que ele demonstrou sempre”, sublinha.
16h31 - Emanuel Calças diz ter estado presente na reunião entre Bruno de Carvalho e a Juve Leo, a 7 de abril de 2018. “O presidente disse que ia ter mais cuidado na parte da comunicação. A reunião acabou com o presidente a cumprimentar-nos a todos.”
16h25 - O arguido confirma ser sócio do Sporting “há 10 anos” e sócio da Juventude Leonina.
16h23 - O arguido revela que, antes da invasão, planeava ir à casinha da Juve Leo “buscar tochas”, mas acabou por não ir “porque não estava lá a pessoa que tinha a chave”. “Quem era? Prefiro não revelar, mas não é nenhum dos arguidos”, diz.
16h19 - Emanuel Calças confirma ter trabalhado como estagiário no gabinete de comunicação do Sporting e que, antes da invasão, havia a possibilidade de regressar ao cargo.
16h09 - Na conversa de Whatsapp, Emanuel Calças é um dos arguidos que ameaçou agredir os jogadores, mas garante que nunca teve realmente esse intuito: “No futebol há sempre o diz que faz, mas nunca acontece nada. É normal.”
16h06 - “No balneário vi o William, Patrício, Podence, Rafael Leão, Bruno Fernandes… Estava fumo”, refere, frisando não ter visto agressões ou ter agredido alguém. “No corredor estava o Jorge Jesus, a dizer que alguém o tinha agredido. Ia no encalço de alguém.”
15h57 - “Só me apercebi que o Nuno Mendes (Mustafá) não ia já na Academia. Tinham-me dito que ele ia. Se falei com ele? Não, depois dos jogos que correm mal é normal ele desligar o telemóvel. Se ele tivesse ido de certeza que não havia aquele descontrolo”, reforça.
15h54 - Emanuel Calças refere que soube da hora do treino através de um “funcionário do Sporting” e que confirmou essa informação pela comunicação social. “Eram uns 6/7 carros. Estacionámos numa zona de terra batida e quando saímos as coisas já estavam descontroladas, uns correram, outros ficaram… Eu ia de cara tapada”, conta.
15h48 - O arguido Emanuel Calças refere que o intuito da visita a Alcochete era “pressionar os jogadores” e que se organizaram num grupo de Whatsapp, ‘Academia Amanhã’. “O nosso intuito era chegar a meio ou no final do treino e pedir justificações aos jogadores”, acrescenta.
15h44 - “Foi uma honra falar consigo, um capitão do Sporting e campeão nacional”, conclui Miguel Fonseca. Termina assim o testemunho de Miguel Maia. Segue-se o arguido Emanuel Calças.
15h41 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta qual a relação do ex-presidente com o plantel de voleibol. “Era um presidente fora do normal. Estava presente e apoiava, era muito participativo. Tínhamos uma boa relação. Era uma pessoa que queria ajudar”, vinca o capitão do voleibol leonino. “Sentiam-se pressionados para ganhar?”, questiona o advogado. “Não, felizmente ganhávamos quase sempre”, refere Miguel Maia.
15h32 - A sessão recomeça com o testemunho de Miguel Maia, jogador de voleibol do Sporting e testemunha arrolada pela defesa de Bruno de Carvalho.
12h16 - Termina a sessão da manhã. Retoma às 14 horas, segundo a juíza com “um arguido e uma testemunha”.
12h15 - Queria pedir desculpas aos jogadores, eles são as verdadeiras vítimas", conclui.
12h10 - O arguido é questionado se conhece William fora do âmbito do Sporting. “Sim, morava ao pé do meu tio. Nunca falei com ele, mas via-o muitas vezes”, sublinha.
11h50 - “Vi o Bas Dost. Se estava magoado? Não. No balneário, do lado direito, o primeiro que vi foi o William. Agarrei-lhe no braço, disse-lhe que ele não era digno de vestir a camisola do Sporting e pedi para ele a tirar. Estavam mais jogadores… O Coates veio ter comigo e perguntou-me o que é que estávamos ali a fazer”, continua.
11h38 - Miguel Ferrão continua . “Alguém disse ‘Vamos embora’ e saí do balneário. Ainda estivemos a falar com o Manuel Fernandes, acho que junto à porta de vidro”.
11h36 - “Vi o Bas Dost. Se estava magoado? Não. No balneário, do lado direito, o primeiro que vi foi o William. Agarrei-lhe no braço e disse-lhe que ele não era digno de vestir a camisola do Sporting. Estavam mais jogadores… O Coates veio ter comigo e perguntou-me o que é que estávamos ali a fazer.” E prossegue: “Depois do Coates, o William disse-me: 'Vou tirar a camisola, vou só falar com o Valter. Ele aí saiu e não o vi mais”.
11h26 - “Fui até ao campo de treinos, estava lá o Jorge Jesus. Não vi os jogadores. Fui até à ala profissional porque a intenção era falar com os jogadores”, continua Miguel Ferrão.
11h25 - “Fui de boleia. Estacionámos no parque de estacionamento junto à Academia, saí e fui em passo acelerado. Tinha a cara tapada com uma balaclava, já a tinha há alguns anos. Nunca tinha estado na Academia, não conhecia o espaço”, refere Miguel Ferrão.
11h19 - Começa o depoimento de Miguel Ferrão. “O meu objetivo era falar com os jogadores, dar um aperto”, sublinha.
11h16 - “Serei do Sporting até morrer, mas o meu foco atualmente já não está no Sporting. Está nos meus estudos e na minha vida profissional”, termina Afonso Ferreira, que diz não ter mais nada a declarar.
11h08 - “Na Madeira, no jogo com o Marítimo, senti-me ofendido pelo Acuna quando ele nos chamou filhos da ■■■■”, refere.
10h59 - “Não acreditei que aquilo fosse levado à letra. Agredir os atletas do Sporting nunca me passou pela cabeça”, acrescenta Afonso Ferreira.
10h57 - “Sou sócio do Sporting há 21 anos, desde que nasci. Não tenho ligação a nenhuma claque. Casuals? Tenho amigos em comum, mas não pertenço. Fui inserido num dos grupos de Whatsapp. Eram 300 ou 400 mensagens, não as li na íntegra”, adianta.
10h52 - “Foi o maior erro da minha vida ter estado naquele dia, àquela hora e naquele local. Estive na cadeia, noites sem dormir e fraturei um dedo lá. Todas as visitas onde vi os meus pais a chorar… Foi difícil. Estou arrependido”, refere, sublinhando: “Peço as minhas mais sinceras desculpas aos adeptos e sócios do Sporting. O que aconteceu naquele dia foi hediondo. Nada daquilo era minha intenção”.
10h50 - “Íamos pressionar os jogadores. Fui atrás dos outros. Vi Jorge Jesus e ele ignorei-o. Vi O Bas Dost ferido, entrei em pânico e fugi”, continua Afonso Ferreira.
10h48 - “Levei uma balaclava e fui com o grupo, tentei acompanhá-los. Sou asmático, nunca tinha usado uma balaclava na vida. Porque é que a tinha? De uma passagem de ano ou de um Carnaval”, diz Afonso Ferreira.
10h47 - “Íamos lá dar uma força aos jogadores e mostrar o descontentamento com os resultados negativos. Na minha opinião alguns jogadores não estavam comprometidos com o Sporting. Era uma pressão verbal”
10h46 - Paulo Patarra opta por não responder a questões e termina o seu depoimento. É a vez de Afonso Ferreira.
10h45 - “Quero pedir perdão Sporting, jogadores e staff, e à minha família pela mágoa que lhes causei”, vinca Paulo Patarra.
10h44 - Termina o depoimento de Jorge Almeida. É a vez de Paulo Patarra.
10h43 - Jorge Almeida diz ter sido convidado para ir à Academia por Sérgio Costa, outro arguido. “Foi uma lição de vida”, conclui.
10h22 - “Só me apercebi do que tinha acontecido um tempo depois. Foi um erro”, refere.
10h21 - “Vi Jorge Jesus a ir até à porta do balneário e a voltar para trás”, diz Jorge Almeida.
10h19 - Jorge Almeida diz ter sido um dos últimos a entrar na ala profissional e recorda ter visto Bas Dost “com uma gaze na cabeça e uma pessoa a segurá-lo”.
10h18 - O arguido é sócio do Sporting, “desde 2013 ou 2014”, mas garante não ter qualquer ligação à Juventude Leonina.
10h14 - “Se sou viciado no Sporting? Não”, acrescenta, frisando que viu tochas acesas mas não sabe quem as deflagrou.
10h13 - “Houve gritos, dissemos que ‘domingo é para ganhar’ e ‘o Sporting somos nós’. Junto à porta de vidro o Manuel Fernandes estava lá e disse: ‘Isto aqui não é o Sporting’. Respondi ‘Estas palavras não são para si, o senhor já não joga’” . Jorge Almeida garante que não agrediu nem ameaçou qualquer jogador".
10h11 - Jorge Almeida recorda a invasão de 15 de maio de 2018: “Fui ali para ver se via os jogadores no treino. Vi-os a entrar [os restantes arguidos] e também fui. Era um oportunidade para lhes dar [aos jogadores] uma força para a Taça de Portugal, uma palavra de incentivo já que as coisas não estavam a correr bem”.
10h09 - “Porque é que tapou a cara?”, questiona a juíza. “Para não ser fotografado ou filmado”, admite Jorge Almeida, revelando que já tinha ido noutras ocasiões à Academia, nomeadamente num protesto em 2012, onde um dos visados era Adrien Silva. “Foi na época seguinte a perdermos a Taça de Portugal contra a Académica. O treinador era o Sá Pinto. Ele [Adrien] estava a pedir muito dinheiro para renovar. Íamos lá para falar com ele”.
9h59 - “Apesar de não ter batido em ninguém, quero pedir desculpa por ter participado no dia mais negro da história do Sporting”, começa por dizer
9h55 - Já decorre mais uma sessão do ataque à Academia do Sporting. O arguido Jorge Almeida é o primeiro a ser ouvido.
Record
Em menos de 3 minutos Getúlio acusa Ricardo Gonçalves de ter encaminhado os invasores para onde os jogadores estavam.
“Eles estão ali!”
Aparentemente dirigiam-se ao campo de treinos e Ricardo Gonçalves desviou-os para os balneários
Então mas o homem estava com o Bas Dost no ginásio, como levou ele nos cornos? Lol
Este Getúlio não diz nada com nada.
Não se safa.
O senhor Ricardo Gonçalves foi promovido por alguma razão…
Julgamento do ataque à Academia: Arguido iliba Mustafá e recorda conversa com William
Decorre mais uma sessão no Tribunal de Monsanto


Na 34.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, o arguido Valter Semedo sublinhou no seu depoimento que Mustafá de nada saberia, recordando o que disse a William Carvalho naquela tarde de 15 de maio de 2018.
“Ele não aceitava (que fôssemos). Algumas pessoas só vão a alguns eventos se souberem que vai o Mustafá”, afirmou Valter Semedo, alegando que Mustafá nunca iria aceitar o plano da visita a Alcochete.
Já sobre a entrada na ala profissional da Academia, Valter Semedo revelou a conversa com William: 'Valter o que é que é isto?, perguntou ao que respondi: Não sei, vínhamos aqui falar com vocês e mostrar o descontentamento. O William dizia: para quê que é isto? Eu tinha baixado a t-shirt da cara e ele reconheceu-me. Levou-me para as casas de banho e ficámos sozinhos. Disse que tinha sido agredido e que irmos falar era normal, mas que não era preciso bater", recorda.
“Entretanto, há um imenso barulho, a única coisa que passo a ouvir é o alarme. Olho e vejo que não está ninguém. Disse-lhe: ‘depois falamos, tenho que me ir embora’. Começo a correr para a saída e ele corre atrás de mim. Disse para esperar, continuamos a falar. O Fábio Coentrão aproximou-se de nós. Disse que depois falávamos sobre isto. Saio pela porta de vidro e vou-me embora”, descreve.
Valter Semedo pede desculpa a “todas as vítimas, a todos os sportinguistas, à família por tudo o que fez passar, ao tribunal e a todos os portugueses”.
Record
Julgamento do ataque à Academia: arguido recorda visita no tempo de Peseiro
Pedro Lara foi o primeiro a ser ouvido esta quarta-feira

Decorre esta quarta-feira mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, com a audição de vários arguidos, entre os quais Mustafá, que será ouvido da parte da tarde. No tribunal de Monsanto, Pedro Lara foi o primeiro arguido a ser ouvido.
“Chamaram-me para ir à academia para irmos criticar os jogadores pelas prestações deles, por não se terem classificado para a Liga dos Campeões, e também para incentivar porque no fim de semana a seguir iam jogar a final da Taça de Portugal”, começa por descrever o arguido que revela que estava a trabalhar, saí do trabalho, passei no estádio, parámos no Lidl", descreve o arguido que confessa saiu do trabalho para ir à Academia.
“Já tinha ido à Academia, além dos jogos a que assisti, fui lá uma vez há uns anos, fomos falar com Peseiro, quando ele era treinador. Fomos na véspera de um jogo contra o Benfica. O Sporting tinha que ganhar esse jogo também. Foi um grupo, quando chegamos lá o portão estava fechado, falaram com algumas pessoas e depois entrámos. Nessa altura foi só uma claque: Juve Leo”, conta o arguido.
Pedro Lara diz que desta vez “o objetivo era que estivesse a decorrer o treino”, que foi “atrás” quando viu todos a correr e que tapou a cara com uma gola que tinha no carro: “Sabia que iam estar jornalistas à porta da Academia e eu não queria aparecer na televisão.”
“Estava tudo aberto, fui atrás das pessoas que iam à frente”, diz, explicando que a determinada altura percebeu que algo corria mal: “gritavam para irmos embora e eu vim-me embora”, afirmou negando ter visto Bas Dost ferido.
“Pensando depois o que se passou e o que aconteceu, ninguém em plena consciência teria ido lá. Independentemente do que fez. Só o facto de lá ter ido”, disse Pedro Lara, assumindo arrependimento.
Record
O Silêncio dos Culpados
Autor: LCustodio
Tendo em conta o processo de Alcochete ainda decorrer, eu como sportinguista mas sobretudo como cidadão atento ao que se tem passado no tribunal de Monsanto, apetece-me perguntar onde estão os chamados “notáveis” deste clube e todos aqueles adeptos que fizeram um assassinato de caracter a Bruno de Carvalho.
Será pertinente perguntar onde andam todos esses “notáveis” do clube que durante horas, meses a fio se predispuseram publicamente nas televisões, nas rádios, nos jornais, alguns de forma vergonhosa e ridícula a acusar Bruno de Carvalho de ser o autor moral do ataque à academia de Alcochete.
Porque razão deixaram de falar nesse assunto e agora só falam de claques?
Será que andam sequer a acompanhar o processo sobre Alcochete? Ouviram por acaso algum dos depoimentos desta semana em que dois dos agressores ilibam totalmente Mustafá e Bruno de Carvalho?
Onde está o autor moral? Poderá estar dentro da estrutura do Sporting?

Depois de já terem passado quase dois anos sobre os acontecimentos e dos 43 arguidos nem um único ter acusado Bruno de Carvalho de ser o autor seja do que for, não se sentem envergonhados? Será que têm família? Será que gostariam de ver um dos seus ser acusado desta forma baseado em suposições, em agendas da comunicação social?
Serão estes os “notáveis” do Sporting a que a comunicação social se refere?
Se Realmente estas pessoas são os “notáveis” deste clube eu quero ser de todos menos deste…
Tendo em conta a narrativa que foi criada em torno deste caso não compreendo porque razão este assunto para eles deixou de ter interesse. Será que se sentem envergonhados porque ao participarem nesta campanha difamatória, chegaram agora à conclusão que prejudicaram a vida de um ser humano e causaram milhões de prejuízo ao Sporting fruto da sua irresponsabilidade? E agora quanto menos falarem sobre este assunto melhor?
Gostaria de reformular a questão e perguntar onde andam os chamados “notáveis” que sempre gostaram de aparecer através do Sporting em todas as crises e não crises. Não têm nada para dizer sobre Bruno de carvalho ou a Bruno de Carvalho? Afinal o estado actual do clube não é de crise? Ou será antes, somente e apenas crise de valores?

Por onde anda o senhor Dias Ferreira, um ilustre advogado que sempre gostou tanto de falar sobre o clube, sobre justiça, sobre os estatutos, será que não vê nada de anormal na forma como o senhor Rogerio Alves não cumpre com os mesmos? Onde está a sua coerência?
Porque razão os “notáveis” foram todos tao rápidos a apontar o dedo a Bruno de Carvalho por este alegadamente não ter cumprido com os estatutos mas deixaram que Jaime Marta Soares sem NENHUMA assinatura convocasse uma assembleia de destituição para o dia 23 de junho de 2018?
Onde estão os “paineleiros” alegadamente adeptos do Sporting que tudo lhes serviu para instrumentalizar e denegrir o ex presidente Bruno de Carvalho, é que após Alcochete valeu tudo, mas mesmo tudo. Não têm nada para dizer sobre os estatutos e sobre o processo de Alcochete que após os depoimentos em Monsanto ilibaram totalmente, como era esperado, Bruno de Carvalho de qualquer responsabilidade?
Para terminar, o silêncio dos culpados é evidente, visível e preocupante. E vejam as provas contra o ex presidente passados quase dois anos, nenhumas! Zero! Nada!
Será que os notáveis deste clube vêm noticias ou será que eles somente querem é ser noticia?
Rugido Verde
Começou depoimento de Mustafá: “Não estive na Academia, antes estivesse…”
Mustafá começou hoje a ser ouvido no âmbito do julgamento do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete.
O lider da claque Juve Leo começou por explicar que não esteve na Academia quando os incidentes aconteceram e revelou que, em vez de ir ao jogo com o Marítimo, na Madeira, porque ficou num café a jogar à moeda.
“Não estive na Academia, antes estivesse… Não li e não reparei em nada no whatsapp porque não estava nos grupos. Estive na Madeira, tinha bilhete para o jogo com o Marítimo, mas não fui ao estádio porque fiquei a jogar à moeda num café”, disse Mustafá em julgamento.
O líder da claque referiu ainda que tudo o que aconteceu no aeroporto, antes do regresso a Lisboa, envolvendo adeptos e jogadores, lhe passou despercebida.
“A discussão no aeroporto da Madeira passou-me ao lado. Só no dia seguinte ao jogo é que encontro o Fernando Mendes à espera do voo para Lisboa. Ele disse-me que o Acuña o tinha ofendido. Percebi que era um problema pessoal e não da claque”, afirmou ainda.
Mustafá e a reunião na sede da Juve Leo: “Não sei como Bruno de Carvalho não levou umas ‘pingas’”
Mustafá é ouvido esta quarta-feira no âmbito do julgamento do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete.
Mustafá começou esta quarta-feira a ser ouvido no âmbito do julgamento do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete. O lider da claque Juve Leo começou por explicar que não esteve na Academia quando os incidentes aconteceram e revelou que, em vez de ir ao jogo com o Marítimo, na Madeira, porque ficou num café a jogar à moeda
Numa outra fase do depoimento, o líder da claque recordou a famosa reunião na sede da Juve Leo, a casinha, em abril. “Não foi uma reunião para o presidente. Foi por causa de desacatos internos da claque em Madrid: detidos, autocarros partidos. A reunião ficou marcada para sábado e que o presidente queria ir para explicar a questão das publicações no Facebook. Eu nem sabia dos posts e estava-me borrifando para isso porque o meu foco era a Juve Leo”, contou.
“Estava o presidente, o André Geraldes, o Bruno Jacinto e o Vasco Santos. O presidente justificou-se e aquilo descambou. Ele falou de forma arrogante, mandou calar alguns e até tinha o pé em cima do banco. Não sei como é que ele [Bruno de Carvalho] não levou umas ‘pingas’ naquela noite. Não levou, porque eu não permiti”, acrescentou.
Sobre o ataque à Academia, Mustafá foi claro: “Foi sugerido por alguém que se devia ir à Academia mas essa hipótese foi logo afastada. Para mim não fazia sentido. Perder 2-0 com o Atlético de Madrid não é um escândalo e o que se escrevia na Internet não me interessava”.
O lider da claque Juve Leo começou por explicar que não esteve na Academia quando os incidentes aconteceram e revelou que, em vez de ir ao jogo com o Marítimo, na Madeira, porque ficou num café a jogar à moeda.
“Não estive na Academia, antes estivesse… Não li e não reparei em nada no whatsapp porque não estava nos grupos. Estive na Madeira, tinha bilhete para o jogo com o Marítimo, mas não fui ao estádio porque fiquei a jogar à moeda num café”, disse Mustafá em julgamento.
O líder da claque referiu ainda que tudo o que aconteceu no aeroporto, antes do regresso a Lisboa, envolvendo adeptos e jogadores, lhe passou despercebida.
“A discussão no aeroporto da Madeira passou-me ao lado. Só no dia seguinte ao jogo é que encontro o Fernando Mendes à espera do voo para Lisboa. Ele disse-me que o Acuña o tinha ofendido. Percebi que era um problema pessoal e não da claque”, afirmou ainda.
O Jogo
Mustafá e o dia do ataque à Academia: «Só acordei para comer a canja da Cristina»
Líder da Juventude Leonina conta onde estava e o que fez a 15 de maio de 2018

Mustafá confirmou esta quarta-feira que não participou no ataque à Academia do Sporting. “Antes estivesse”, começou por dizer à juíza ao depor esta quarta-feira em tribunal.
“Nada do que se passou é normal. No dia 15 só acordei para comer a canja da Cristina. Voltei para a cama e só acordei com ela a dizer-me para ir ver o que se tinha passado”, referiu, acrescentando mais tarde ao ser inquirido sobre o uso do seu nome nos grupos de WhatsApp.
“A explicação que tenho é que por causa dessas mensagens foi o trabalho de 10 anos por água abaixo. Foi um abuso de poder sem o meu consentimento. Nunca esperava isso deles. Não tenho explicação. Soube [do ataque] pela minha mulher, que foi buscar a minha filha e foi-me acordar. A Cristina acordou-me, chamou-me. Vi tudo pela televisão. Um dia vou saber o que se passou mesmo. Ainda não sei. Se alguém está por trás disto, ainda não foi preso. Metade daqueles arguidos não conheço. Ainda hoje estou para saber como é que o Valter e o Bocas (Tiago Silva) entraram naquilo.”
Record
Mustafá e a reunião com Bruno de Carvalho na casinha: «Não levou porque eu não permiti»
Líder da Juventude Leonina depõe em tribunal no âmbito do processo do ataque à Academia

Mustafá falou esta quarta-feira sobre a reunião que se realizou na sede da Juventude Leonina, a seguir à derrota com o Sporting frente ao Atlético Madrid na capital espanhola, que originou o célebre post.
“Samico tomou conhecimento do que se tinha passado. Eu na minha revolta, marquei a reunião para sábado. E no sábado é que recebo o telefonema do André Geraldes a dizer que o presidente (como é que ele soube que havia reunião, não sei) queria ir à reunião. Ainda hoje não sei qual foi o post do Bruno de Carvalho; o meu foco era a Juventude Leonina, estava-me borrifando para os posts, depois é que me inteirei do que se estava a passar. Uma hora e meia, duas horas antes é que disse que o presidente ia lá. Ele, o André Geraldes, o Vasco Santos e o segurança dele. O Bruno Jacinto chegou cinco minutos depois”, disse em tribunal ao depor sobre o ataque à Academia.
“Passei a palavra ao presidente, ele começou a justificar-se. Aquilo nem foi uma reunião, aquilo descambou um bocado ali. No entender do presidente, aquele post não era motivo para tanto… até chegarem a essa conclusão, a arrogância, a maneira como fala com as pessoas, como o bar, ele tinha o pé em cima do bar e dizia que tinha as filhas. Até o Elton estava a dizer, tenho 8 filhos, e você tira o pé de cima do bar, que está aqui há 43 anos. Isto aqui não é o Sporting, é a Juventude Leonina. Nesse dia não sei como é que ele não levou umas ‘pingas’ ali. Não levou porque eu não permiti”, recordou.
Record




