Ataque à Academia: recorde tudo o que disse Bruno de Carvalho em tribunal
Está em apreciação a libertação imediata de Mustafá.
28 fev18:34 há 12 minutos
Terminam as audições. As alegações finais começam no dia 11 de março.
28 fev18:33 há 13 minutos
“Você ouviu os queixumes dos jogadores todos e estive na cadeia sem me dar banho de propósito quatro noites. Cândida Vilar foi lá pedir para me darem comprimidos. A minha filha viu-me a ser detido em casa! Eu nunca vou perdoar quem me fez isto! As pessoas falam em suores frios mas eu tive uma mulher que me fugiu com uma bebé durante oito meses. Ia com a polícia para vê-la. Venham-me dizer dos suores. Eu durmo à porta de casa para ter a certeza que ela abre porque tenho claustrofobia. Eu tive uma filha a morrer! Miserável acusação que fizeram e miserável comunicado social. Mil vezes ter tido a possibilidade de dizer tudo ao MP! Deixaram Varandas sair da Academia as 15h00 e eu estive lá até à meia noite”, completou Bruno de Carvalho, em tom emocionado e exaltado.
28 fev18:31 há 16 minutos
“Com a alteração da hora do treino não alteraria o lugar onde estariam as pessoas que estiveram na Academia. Podiam bater a qualquer hora porque eles trabalhavam lá. Por isso eu disse: vemo-nos lá amanha. Queria ter lá estado e que Jesus não desse mais treino. Perguntaram sobre os casuals aqui… Claramente a procuradora Cândida Vilar disse na instrução que foi um ataque claro dos casuals. So lhe queria dizer que tiveram aqui dois casuals sentados. Pedro Silveira Barbini e Diogo Amaral. Que tiveram mensagens a dizer: saiam, saiam. Eles aqui e eu em casa. Deviam ter sido constituídos arguidos. Quando muita gente veio aqui pedir desculpa, se isso é válido, não aceito como é que uma pessoa sobre a qual não havia um indício, uma prova… como é que eu sou arguido”, começa por referir Bruno de Carvalho na intervenção final.
28 fev18:26 há 20 minutos
Bruno de Carvalho sai sob aplausos e juíza manda evacuar a sala.
28 fev18:19 há 27 minutos
Bruno de Carvalho confirma que ia despedir Frederico Varandas: “As duas pessoas que iam ser despedidas foi Jesus, que acabou condecorado, e Varandas, que acabou presidente. E despedido fui eu”, diz Bruno.
28 fev18:07 há 39 minutos
Alguma vez temeu guerras internas na Juve Leo? “Não. Só não me apetecia armas e tiros dentro das instalações do Sporting”, responde Bruno de Carvalho.
28 fev18:04 há 42 minutos
Bruno de Carvalho confirma que era Aleluia (Elton Camará) quem cumprimentava William com dois beijinhos.
28 fev17:58 há 48 minutos
“Foi oferecida segurança aos jogadores depois do ataque. Eles recusaram”, conta Bruno.
28 fev17:58 há 48 minutos
Sobre a alteração da hora do treinou para a tarde: “Não sugeri nem sequer tinha de o fazer. Jesus disse que não queria ser humilhado em Alcochete e só estava preocupado se estava despedido. Eu disse que não. Teve de ser convencido pelo Raul José e Mário Monteiro porque ele já não me ouvia. Se fosse embora logo ia receber uma nota de culpa com suspensão imediata. Não foi fácil explicar-lhe isto e ele não percebia nada. Foi ele que, falando com Raul José, que lhe falava em amadorês, o que estava a acontecer. Ele pergunta quando é que eu ia fazer o papelinho, eu disse que ia reunir com a equipa jurídica de manhã e ele entendeu que, se de manhã se fazia o papel, combinou com o Raul José passar o treino para a tarde. Foi das coisas mais acertadas que fez”.
28 fev17:53 há 54 minutos
Sobre a frase em que pediu apoio “aconteça o que acontecer”: “Queria dizer que Jesus não era mais o treinador, que todos iam estar comigo, contentes e quase que iam fazer um jantar a festejar. Jesus valia nove milhões mais a equipa técnica. Eu queria pagar-lhe zero”.
28 fev17:52 há 55 minutos
Visita da Juve Leo em dezembro de 2017: “Geraldes era o OLA. Levou um não e o Jesus justificou se com um ‘estava a passar de carro e…’. Eu no meu gabinete a vê-los entrar. Disse a Jesus que na próxima vez que me desautorizasse ia para a rua. O Jesus disse-me que estava a entrar de carro e que ao vê-lo deixou-os entrar. Soube da invasão à garagem pela carta de rescisão de Rui Patrício”.
28 fev17:49 há 57 minutos
Deu ordem para as tochas? “A única ordem que dei foi cobrar os 16 mil euros à Juve Leo”.
28 fev17:48 há 57 minutos
Sobre o jogo das tochas com o Benfica: “Tinha morrido mais um adepto do Sporting [Marco Ficini, um ano antes] e aquilo era um jogo difícil, supostamente, por adeptos do Benfica. O que queria na reunião foi chamar os responsáveis das quatro claques mais o Vasco Santos, chefe de segurança do estádio. Pedi, em caso de vitória, uma homenagem ao Marco Ficini. Era para se fazer: a Torcida ia para a passagem [para o relvado[ o Directivo, a Juve e a Torcida. No meio colocaram bandeira dos quatros e outra com a cara dele. Ponto. Foi o que ficou combinado com o responsável de segurança. Esta reunião foi no relvado por trás da baliza. O Vasco Santos deve ter transmitido claramente isso porque em caso de vitória eles não poderiam ir para a passagem [entre bancada e relvado porque há fosso]”.
28 fev17:44 há 1 hora
Acabaram as perguntas das juízas, agora questiona Miguel Coutinho, o advogado do Sporting.
28 fev17:43 há 1 hora
Não devia ter aumentado segurança se via a contestação a aumentar? “Não havia aumento de conflitualidade nenhum! O Sporting ganhou 6, 7 jogos seguidos e eu fui o único assobiado. Eu é que podia aumentar os níveis se segurança. Ricardo Gonçalves disse que Jesus mandou retirar o acesso com cartões. Eu perguntei se ele era o presidente ou se teve ordens da administração”.
28 fev17:42 há 1 hora
Bruno de Carvalho acusa Ricardo Gonçalves e Jorge Jesus de terem, por aparecerem juntos nas imagens, permitido que adeptos passassem o cordão de segurança na Madeira. “Jesus era pessoa para, sem autorização, ter dito sim ao Fernando Mendes. Após o ataque eu instaurei um processo disciplinar ao Ricardo Gonçalves, que foi colocado na gaveta e ele acabou promovido”, assinala o ex-presidente do Sporting.
28 fev17:24 há 1 hora
Publicação de 5 de abril: “Jogadores pedem reunião no dia 6, mas eu tinha duas, uma no TAD e outra na PGR”.
28 fev17:24 há 1 hora
Se viu algo de anormal no final de época, com reclamações: “Estamos a falar de um periodo anormalíssimo no Sporting. Talvez porque as pessoas estivessem à espera de um super-homem, sempre disponivel 24 sobre 24 horas. Teve tudo de anormal, mas de anormal grave”.
28 fev17:22 há 1 hora
Agora entra em cena a juíza Fátima Almeida, para questionar Bruno de Carvalho.
28 fev17:20 há 1 hora
Sobre a relação com Mustafá: “Conseguimos ganhar uma relação de respeito, mas gostei tanto dele porque é tão genuínio que nos faz rir. (…) A minha perceção dele foi a mesma que me transmitiram pelos spotters. Que ele era uma solução. Nunca senti desrespeito. Tinha as suas maluqueiras, ia testando os limites, é um facto, mas se em termos de familia Sporting era mais uma solução que problema, sim”.
28 fev17:18 há 1 hora
“Se em algum momento ouvi ou subentendi bater em jogadores? Não. Eu ouvi tudo. Talvez falassem de fusão nuclear. Foi surreal. A única coisa objetiva e clara ali foi que me queriam bater. Sou o mandante terrorista mais ignorante do mundo…”, atira Bruno.
28 fev17:17 há 1 hora
Foi à reuniao de dia 7 de abril? “O Geraldes insistiu para ir lá, disse várias vezes que não, porque naquele dia 7 tinha o problema da minha filha a morrer… O que é que aconteceu: foi um pesadelo autêntico porque as únicas duas pessoas que descreveram bem aquilo foi o responsavel de segurança Vasco Santos e o Nuno Mendes [Mustafá]. Dezenas de pessoas todas aos gritos. Só não fui chamado de santo. É verdade que me quiseram agredir. Era gritos, umas pessoas a fumar charros, outras… bem… e depois e os posts e os posts. Nao ouvi ninguém falar em ir à Academia. Toda a gente sabia que eu era absolutamente contra ir às Academias. Disseram-me na cara: tarjas contra si! A certa altura, das duas uma: ou aquilo descambava mais e eu dizia o que me apetecia - vão…, algo orgânico - ou eu tinha de sair dali e digo: façam o que quiserem. Se eu digo a frase certa nem o presidente da Juve conseguia parar aquilo. A primeira pessoa que me quis bater foi so o mais pequenino do grupo, o Elton Camara [Aleluia]”, conta Bruno de Carvalho.
28 fev17:06 há 1 hora
Sobre as reuniões na Juve Leo: “Eu fui confrontado várias vezes pelo André Geraldes para passar nas reuniões e dizer olá. Ja me tinha sido pedido para fazer isso nas outras claques, no grupo Stromp… Os GOA estão nos estatutos. Nao mandam em nada, mas não são figuras despecientes. De vez em quando lá ia, tirar uma fotografia… eu fui a 500 núcleos, por exemplo. Aqui no tribunal pareceu que foi uma reunião feita para eu ir prestar contas”.
28 fev17:05 há 1 hora
“Na Academia, no dia 15, saio do carro e acho engraçado como não há imagens, abro a porta e tenho a sorte de a primeira pessoa que passa por mim é o William, que me disse: ‘acha que não se sabe que foi você?’ Não há imagens… É a palavra de um contra o outro. Há uma coisa que nunca fiz que ele fez, dizer perante a justiça que não conhecia arguidos mas depois ligava-lhes”, atira o antigo presidente do Sporting.
28 fev17:04 há 1 hora
“Passamos a uma narrativa de que eu estava perturbado, quando tinha um capitão, Rui Patrício, que não me tratava por presidente, depois vem o Bas Dost com o post e o William a dizer: ‘mas você pensa que eu não sei que mandaram partir os carros e bater?’. Eu via-os como filhos. Ser acusado daquilo foi impensável”, conta Bruno.
28 fev16:59 há 1 hora
“O William é useiro e vezeiro a mentir. Mas aqui disse uma coisa simpática. Que foi que não houve questão nenhuma com o presidente. Esqueceu-se de contar que o pai dele ameaçou de morte um administrador, Guilherme Pinheiro, e a mim também”, atira Bruno de Carvalho.
28 fev16:57 há 1 hora
Em algum momento disse a Nuno Mendes para fazer mal aos jogadores, partir o carro do William? “Nada. Zero”, responde Bruno de Carvalho. “Na reunião em que ele me acusa disso [William] eu disse que caso quisesse fazer alguma coisa faria eu e não pedia nada a ninguém. Va lá, disse a verdade”, acrescenta Bruno.
28 fev16:55 há 1 hora
Bruno de Carvalho: “O que lhes transmiti foi que tinham de ter cuidado. Disse: 'ouve lá… vais meter-te com um líder da claque. E o Acuña: ‘sangue caliente!’ Ainda por cima vem da terra dos barras brava. O Battaglia também disse ‘sangue caliente’. O William tem tudo menos ‘sangue caliente’. Eu disse: nas vossas casas, no Sporting, se se sentirem ameaçados liguem-me ou ao André Geraldes”.
28 fev16:54 há 1 hora
“Avisou os jogadores de quê?”, pergunta a juíza. “O que se passou na Madeira… Não tenhamos dúvida nenhuma e não estou a minimizar nada… A verdade é que não podemos ter um conjunto de atitudes que nos permitisse voltar a tempos antigos. Em 2013 havia visitas a casa, perseguições, idas à Academia… eu sempre deixei muito claro que no Sporting mandava uma pessoa e as outras estavam lá para apoiar. Quando verifico que há jogadores que se põem a gesticular e guerras de ofensas… Eu não queria que ninguém fizesse nada. Não podia haver excessos de lado nenhum. Perguntei ao Acuña o que se tinha passado e percebi nele, no Battaglia e no William que estavam muito despreocupados com a situação. Eu vi-os tão à vontade… Tenho a teoria da panela de pressão. Às vezes é só preciso tirar o pipo para esvaziar”, responde Bruno.
28 fev16:51 há 1 hora
“Falávamos com forças policiais dos problemas na Juventude Leonina. Nuno Mendes disse aqui que não era nenhum santo, mas os spotters disseram-me que para eles era fundamental tê-lo na liderança porque se estaria a preparar uma entrada na Juve de elementos da extrema direita. Uns meses antes, transmitiram-me, houve tiros na Juve Leo e tomaram-na. Pediram me uma reunião e eu neguei. A polícia sabe disto. Na reunião de dia 14 eu aviso os jogadores. Mas do meu coração pensei que ia começar um problema de liderança na Juve Leo”, aprofunda Bruno de Carvalho.
28 fev16:42 há 2 horas
Bruno de Carvalho: “Eu não puxei assuntos ao Fernando Mendes. O que percebi e me deixou descansado por um lado e preocupado por outro foi que havia um problema entre ele e o Nuno Mendes (Mustafá). Do pouco que percebi, tirei muito mais a ilação de que era mais sobre problemas dentro da Juventude Leonina do que com o que aconteceu na Madeira”
28 fev16:40 há 2 horas
“Se me cai a oportunidade na mão - porque caiu - de ouvir a pessoa que vi no aeroporto, queria escutar. Não consegui. Não sei se pelo adiantar na hora. ‘Embriagado’ é uma palavra simpática”, diz, sobre Fernando Mendes.
28 fev16:39 há 2 horas
Sobre as chamadas de Fernando Mendes: “Ele disse que tínhamos respeito um pelo outro, mas não gostávamos um do outro. Sempre tivemos uma relação de tolerância. Nunca me tinha telefonado. Quando me liga estava eu a tentar descansar com uma bebé ao lado. Eu não fui à Madeira porque tinha uma filha a morrer”, atira o ex-líder leonino.
28 fev16:38 há 2 horas
“Infelizmente, o que se passou na Madeira não me foi estranho. Ainda que nunca sequer por mim tenha sido permitido algo”, afiança Bruno.
28 fev16:37 há 2 horas
“Em dezembro de 2017, depois de eu dizer a Jesus que a Juve Leo não podia entrar na Academia, foi nas minhas costas e autorizou. Qual é a mensagem que passa? Dou por mim e estão todos lá dentro. O drama é a primeira vez. No meu mandato aconteceu uma vez à minha revelia e depois a 15 de maio de 2018, que destruiu o Sporting, as pessoas e o presidente e sua familia”, afirma.
28 fev16:36 há 2 horas
“Preocupou-me logo na Madeira o cordão policial passado pelas pessoas. Estamos a passar um atestato de minoridade à PSP da Madeira… Aliás, como eu. Se for condenado, sou o criminoso mais imbecil do Mundo. É lógico que alguém deixou passar estas pessoas. Que houve autorização”, acrescenta o ex-presidente do Sporting.
28 fev16:35 há 2 horas
“Por exemplo, o William quando saía à noite. Imagine-se a quem eles ligavam quando arranjavam problemas: às claques. Há pelo menos um arguido ali atrás que cumprimentava o William com dois beijos nos jogos”, refere Bruno de Carvalho.
28 fev16:33 há 2 horas
Bruno de Carvalho diz que soube da troca de palavras mais acesa no aeroporto da Madeira no domingo, através da televisão.
28 fev16:28 há 2 horas
“Se tinha alguma suspeita? Absolutamente nada de nada”, refere.
28 fev16:27 há 2 horas
Bruno de Carvalho revela quando tomou conhecimento da invasão: “Quando estava reunido em Alvalade já tinha acontecido. Foi José Ribeiro a transmitir-me a mensagem. Disse que se tinha apercebido pela televisão”.
28 fev16:25 há 2 horas
Prossegue Bruno: “O que se passou em Alcochete foi um crime hediondo, absolutamente lamentável. Ponto final. É indiscutível o que as pessoas passaram. Lamento ter passado de testemunha para o arguido 44. Que nunca numa resposta minha se veja a minimização do que se passou! Eu incluo também nessa atitude vergonhosa eu e a minha família”.
28 fev16:24 há 2 horas
Bruno de Carvalho começa: “Se me permitir 10 segundos primeiro… Queria só dar conhecimento porque sinto que é a primeira vez que me posso dirigir ao Tribunal. Não compreendo e, passando quase dois anos, como estou aqui na qualidade de arguido”. A juíza interrompe: “Não está cá para comentar a acusação”, riposta.
28 fev16:21 há 2 horas
Começa o testemunho de Bruno de Carvalho. A juíza pede “síntese e objetividade”.
28 fev16:20 há 2 horas
“Está tudo dito”, atira Fernando Mendes, terminando o depoimento. “Até uma próxima, espero que não aqui”, acrescenta, ao que a juíza responde: “Seria muito mau sinal”.
28 fev16:18 há 2 horas
“Antes das chamadas na Madeira, só falava com o presidente nos jantares. Tínhamos uma relação normal, de respeito”, sublinha Fernando Mendes.
28 fev16:08 há 2 horas
“Conheço o Bruno Jacinto da Juve Leo e do Diretivo. Sempre porreiro comigo. Idóneo. Nada a dizer dele. Conheço-o há 15 anos”, acrescenta Fernando Mendes.
28 fev16:07 há 2 horas
Paulo Camoesas, advogado de Bruno Jacinto, pergunta sobre contacto de Fernando Mendes com o seu constituinte. “Nada, zero”, responde.
28 fev16:06 há 2 horas
Começam as questões dos advogados de defesa.
28 fev16:06 há 2 horas
“Lá dentro só liguei à minha esposa a dizer que havia confusão e que ia chegar mais tarde”, conta Mendes.
28 fev15:54 há 2 horas
“Fui à Academia sem coação. De livre e espontânea vontade. Não falei com mais ninguém do Sporting sobre ir à Academia”, reitera Fernando Mendes.
28 fev15:49 há 2 horas
Miguel Coutinho, advogado do Sporting, questiona Fernando Mendes. O causídico não esteve presente da parte da manhã.
28 fev15:44 há 3 horas
“Já tinha ido falar com outros treinadores, desde o Sá Pinto a Paulo Bento”, refere o antigo líder da claque Juventude Leonina.
28 fev15:42 há 3 horas
Fernando Mendes regressa e continua a responder a questões de detalhe sobre o seu depoimento.
28 fev15:39 há 3 horas
Fernando Mendes pede para ir à casa de banho.
28 fev15:33 há 3 horas
É perguntado porque não ligou a Bruno de Carvalho: “Só falei com ele para contar a situação do Acuña”.
28 fev15:19 há 3 horas
Fernando Mendes diz que ninguém encomendou a ida à Academia: “Resolvo tudo por mim. Fui lá milhares de vezes com outros presidentes. A primeira vez em caravana? Sim, infelizmente”
28 fev15:17 há 3 horas
“No segundo telefonema já estava no hotel, estava ainda mais bebido e, sem ofensa a ele [Bruno de Carvalho], o segundo telefonema foi conversa de bêbados. Não me lembro de nada. Se o ofendi, peço desculpa”.
28 fev15:16 há 3 horas
Mas era normal ligar-lhe, pergunta a juíza? “Não foi uma situação normal. Estava ligeiramente alcoolizado. Gosto de beber. Estava exaltado. Quis justificar ao presidente do meu clube o porquê”, responde Fernando Mendes.
28 fev15:15 há 3 horas
“A primeira chamada foi para lhe dizer o que tinha ido fazer ao aeroporto da Madeira. Quis que ele ouvisse da minha boca. Ele disse que não podia falar comigo e que me ligava mais tarde”.
28 fev15:14 há 3 horas
A juíza questiona agora Fernando Mendes sobre os telefonemas para Bruno de Carvalho.
28 fev15:13 há 3 horas
O antigo líder da Juve Leo explica que saiu da Academia no BMW azul de Nuno Torres depois de ter estado a conversar com Nélson, William e Tiago Fernandes.
28 fev15:11 há 3 horas
Fernando Mendes revela que de início que não percebeu o que se passou e chegou mesmo a pensar que teria sido os jogadores a agredir Jorge Jesus.
28 fev14:55 há 3 horas
“Depois vejo o Jesus a dizer: ‘Ó Fernando, Ó Fernando, ajuda-me, olha para isto’. Aponta para a cara. Tinha um corte, umas lesões. Perguntou-me o que se passou e disse que não sabia de nada, que vim para falar com ele. E ele: ‘Mas, isto nao é nada!’. Ele posou a cabeça dele no meu ombro esquerdo. Não me vou esquecer disso até morrer”, recorda.
28 fev14:54 há 3 horas
Fernando Mendes diz ainda que não estranhou não estar nenhum segurança à entrada: “Pensei que tinham tido autorização para entrar”.
28 fev14:52 há 3 horas
Prossegue Fernando Mendes: “Fui cumprimentando pessoas que passavam por mim e perdi o paradeiro do Tiago. Fui de cara destapada porque quem não deve não teme”.
28 fev14:50 há 3 horas
“Saímos do carro e comecei a andar até à Academia. Ia com quem estava na carrinha… Apercebo-me de pessoas a correr bem à minha frente. Centenas de metros. Eu não liguei muito e pensei: 'vão a correr para quê? Têm de ser identificados…”
28 fev14:47 há 3 horas
Na chegada à Academia: “Estacionámos antes num parque de terra batida. Estavam lá mais de 10 carros”, diz.
28 fev14:47 há 4 horas
Na viagem de Lisboa para Alcochete, recorda Fernando Mendes, falou-se do caso Cashball. “Fomos para o parque de estacionamento do Lidl. Ele estacionou o carro e estavam lá mais dois tres carros, penso eu. Um dos carros era o BMW azul do Nuno Torres e estava uma carrinha monovolume”
28 fev14:44 há 4 horas
Fernando Mendes recorda agora as horas antes do sucedido naquela terça-feira. Conta que se encontrou com Tiago Silva na Praça do Chile, que depois Tiago falou com Bruno Jacinto, em Alvalade, para dar conta que iam a Alcochete. “Fomos pedir autorização, porque tinha combinado com o míster”
28 fev14:32 há 4 horas
Questionado pela juíza, Fernando Mendes explica porque disse terça-feira: “Já ando no futebol há muitos anos. Por uma questao de lógica. Iriam ter folga na segunda. Se não fosse terça, ia quarta, quinta ou sexta”.
28 fev14:31 há 4 horas
Fernando Mendes recorda agora o dia 15 de maio, o dia do ataque à Academia. “Na altura estava com a minha carrinha avariada e com carta apreendida, por isso pedi ao Tiago Silva (Bocas) se me podia levar a Alcochete. Ia para acabar a conversa. Para acabar com o burburinho e acabar com o show off”.
28 fev14:29 há 4 horas
“Apercebendo-se o Acuña que estava a falar com ele, disse -me: ‘hijo de ■■■■!’ E eu disse: hijo de ■■■■ és tu. Eu já estava com um copito, estava bebido - “só bebe quem quer”, diz a juíza - gerou-se um burburinho e o Jesus pegou-me no braço e disse para irmos falar lá para tras. Acompanhei-o para detrás das barraquinhas de ‘souvenirs’. Disse-lhe que nao custava nada que viesse [o Acuña] publicamente pedir desculpa pela atitude no final do jogo. E disse-lhe: terça-feira vou lá a nossa casa falar consigo. E Jesus respondeu ‘OK’”, conta Mendes.
28 fev14:27 há 4 horas
O ex-líder prossegue: “Dirigi.me diretamente a ele [Jorge Jesus], porque é amigo do meu ex-sogro. Disse-lhe: mister, há aqui um jogador que teve uma atitude indigna. Tem oito meses de clube e tem de sentir o peso da camisola. Ele não pode reagir assim”.
28 fev14:23 há 4 horas
Fernando Mendes começa por recordar os acontecimentos do aeroporto do Funchal, aoós o Marítimo-Sporting.
“No final do jogo no Funchal onde estive, e como o resultado foi negativo… Toda a gente estava descontente… houve muitos adeptos que disseram vão se embora e Acuña teve falta de educação no final do jogo. Não esteve mal. Esteve menos bem. Fez o chamado manguito e isso indignou-me. Tirei as faixas, guardei aquilo no hotel e fui ao aeroporto reportar ao Jesus. Disse o que se passou…”
28 fev14:19 há 4 horas
Alteração na ordem das audiências. Afinal, a tarde começa com Fernando Mendes, ex-líder da Juventude Leonina. Só depois falará Bruno de Carvalho.
28 fev14:05 há 4 horas
Recorde-se que Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida em 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.
28 fev14:05 há 4 horas
“Bruno, Bruno”, gritaram os apoiantes no exterior da sala de tribunal.
28 fev14:03 há 4 horas
Alguma confusão na chegada de Bruno de Carvalho ao Tribunal de Monsanto, com os apoiantes a criticarem os jornalistas presentes.
28 fev13:57 há 4 horas
Bruno de Carvalho chega acompanhado do advogado. Pouco antes chegara o pai do ex-presidente leonino.
28 fev13:56 há 4 horas
Cerca de 15 apoiantes de Bruno de Carvalho estão no exterior do Tribunal de Monsanto, exibindo cachecóis “Força Bruno”.
28 fev12:26 há 6 horas
O julgamento é interrompido para almoço, regressando às 14h00 para a audição a Bruno de Carvalho.
28 fev12:25 há 6 horas
“A minha vida foi toda por água abaixo, tive prejuízo no café e a saúde da minha mãe piorou. Ainda não ganho para os gastos. Não tive a perceção da gravidade dos acontecimentos. Para o Sporting e para os jogadores e para o país”, disse ainda Eduardo Nicodemus, arguido dispensado pouco depois.
28 fev12:24 há 6 horas
“Senti-me aterrorizado e com medo do que pudesse acontecer depois. Nunca pensei que se ia passar aquilo. Nunca me apercebi do que se tinha passado. Quando cheguei ao café tinha clientes mais aterrorizados que eu, preocupados comigo. Tentei acalmá-los. Quando fui detido não tinha advogado, deixei o meu negóco, não tratei de stock de material…”
28 fev12:23 há 6 horas
O que pensou quando reabriu o café e viu as imagens, questiona a juíza Fátima Almeida. “Pensei que alguém cometeu um crime, que alguém agrediu os jogadores. Não sei… Eu não vi nada”.
28 fev12:23 há 6 horas
“Não tirei o colete da cabeça, porque os jornalistas podiam entrar. Podia ser treino aberto”, diz.
28 fev11:35 há 7 horas
Arguido garante que falava há um ano e meio com uma pessoa [Bocas] que lhe arranjava bilhetes. “Não pensava em mais nada. Sóo queria bilhetes para tudo. Quando houve contacto no grupo foi um alívio, porque era uma forma de ter bilhetes. Pessoalmente, dos arguidos, so conheço o Tiago Silva. Sou um viciado. Peço fotos, bilhetes… Porque sei que cada jogador tem direito a três”, acrescenta.
28 fev11:31 há 7 horas
“Fui à Academia e até deixei um papelinho a dizer que regressava às 18h. Depois voltei ao café”, afirma.
28 fev11:31 há 7 horas
“No dia 13 vi que havia contestalção e apenas dei uma opinião. Só estava no grupo Chefe de Núcleos. Eu depois do jogo estava no meu café e tinha aquilo cheio”
28 fev11:29 há 7 horas
A juíza questiona sobre as mensagens que trocou nos grupos e o facto do arguido não ter percebido o que se ia passar. “Não li nada”, responde ao ser pressionado por Sílvia Pires.
28 fev11:29 há 7 horas
Prossegue a audiição de Eduardo Nicodemus: “Foi-me dito para ir ver um treino. Semanas antes andava à procura de bilhetes. Eu acompanho tudo. Sou um aficionado. Sou 100% bom apoiante do Sporting”.
28 fev11:19 há 7 horas
“Ouvi gritos, mas não vi fumo. Entrei em pânico e fiquei enervado… o Jesus estava muito exaltado”, acrescenta.
28 fev11:19 há 7 horas
“O meu instinto disse me para ir ver o que se passava. Jesus indicou-me a ala profissional. Quando cheguei, entrei e vi Manuel Fernandes, que me expulsou dali. Exaltado e completamente enervado. Eu disse: ‘Mas, o Jesus pediu-me para ajudar!’”, diz.
28 fev11:17 há 7 horas
"Dirigi-me aos campos de treinos onde jogam as camadas jovens. Vejo um segurançaa de óculos que me disse ‘eles foram por ali!’, conta Eduardo Nicodemus.
28 fev11:08 há 7 horas
“Perguntei a um dos jornalistas a que horas era o treino e disse-me que era às 17h30. Esperei uns minutos e voltei para trás. Deparei-me com uma caravana de carros com piscas ligados. Vi que eram elementos ligados ao Sporting. Fiz marcha atrás e fui atras deles até a um parque de terra batida”, recorda.
28 fev11:07 há 7 horas
Chega a vez de ser ouvido o arguido Eduardo Nicodemus. “Fui à Academia ver o treino e tentar arranjar bilhetes para a final de Portugal”, conta sobre o dia 15 de maio.
28 fev11:06 há 7 horas
“Quero pedir desculpa ao tribunal, às familias e às pessoas que sofreram com os meus atos. Quero pedir uma segunda oportunidade a este tribunal. Acredito que mudei e que não voltarei a cometer os mesmos erros. Já sou melhor pessoa e quero cumprir os meus objetivos”, diz Ricardo Neves ao concluir o depoimento.
28 fev10:37 há 8 horas
“Achava que o que fazia era bem… Não tinha consciência. Hoje percebo que os jogadores têm familia. Não deve ser fácil estar no local de trabalho e ver 30 ou 40 pessoas a entrar sem saberem o que tinham nos bolsos. Estou envergonhado e não quero mais ser aquela pessoa”, diz a chorar.
28 fev10:36 há 8 horas
“Se o Acuña tivesse ficado sentado, talvez nao tivesse reparado nele, não sei…”, acrescenta sobre a chapada.
28 fev10:34 há 8 horas
“Passei por eles um a um e cheguei ao Acuña, que me perguntou o que se estava a passar. Não sei se tivemos uma troca de palavras, mas dei-lhe uma chapada”, conta o arguido. “Ele não teve qualquer reação. Passei por eles e vi o William de relance… Ia falar com ele porque era um dos capitães. Tentei falar com ele e foi quando ele saiu do balneãrio. Fui atrás dele, mas entretanto não consegui. Ele estava a falar com outro arguido”, acrescenta.
28 fev10:33 há 8 horas
“Disse que eram uma vergonha, uns vendidos e que não mereciam a camisola que tinham ao peito. Não nestes termos. Na onda de estupidez, envolvi-me ainda mais”.
28 fev10:33 há 8 horas
“Lembro-me, lá dentro, de ver o Manuel Fernandes, vi o Bas Dost e cumprimentei-o com a cabeça. As portas do balneário estavam semi abertas. Entrei, virei à esquerda e lembro-me dos jogadores sentados… Falei no geral. Passei por eles, um a um, ofendendo. Lembro-me do Leão, Acuña, Montero e Bryan”
28 fev10:32 há 8 horas
Desta vez fui em direção aos campos. Percebi que os jogadores estavam lá dentro e nesse momento já haviam algunas tochas abertas. Eu tinha uma comigo e abri. Atirei-a para o chão, foi para debaixo do carro do Nélson… Só quando fui detido percebi onde tinha ido parar. Jamais tentaria fazer esse tipo de atos."
28 fev10:31 há 8 horas
Ricardo Neves revela que estivera antes na Academia, com amigos, a ver um treino.
28 fev10:30 há 8 horas
“Nao ia lá para bater nos jogadores. Cheguei a referir isso, mas estava frustrado”, acrescenta
28 fev10:30 há 8 horas
“Sai do carro e meti a balaclava que levava comigo. Comecei a correr e na altura havia dúvidas sobre a hora do treino, se às 16h ou 17h. O objetivo era contestar os jogadores. Na minha ignorância, após o jogo da Madeira, queria perguntar o que se passou… Acima de tudo pela tensão que houve entre adeptos e jogadores após o jogo, ainda que não estivesse presente”.
28 fev10:29 há 8 horas
“Estava inserido no grupo Academia Amanhã e j+a estava no Piranhas on Tour. No dia 15 fui à Academia de boleia”, afirma, questionado pela juíza Sílvia Pires.
28 fev10:24 há 8 horas
Agora, fala o arguido Ricardo Neves.
28 fev10:24 há 8 horas
Termina André Girão, testemunha nomeada por Bruno de Carvalho.
28 fev10:23 há 8 horas
Girão nega informação que chegou a correr de queos jogaodores de hóquei em patins chegaram a receberem uma mensagem de Bruno de Carvalho, comunicando que estavam despedidos.
28 fev10:22 há 8 horas
“Se era homem para chorar connosco? Isso não lhe vou dizer, mas estava sempre connosco”, refere o hoquista.
28 fev10:21 há 8 horas
Girão, guarda-redes da equipa do Sporting, é o primeiro a ser ouvido. Interrogado pelo advogado de Bruno de Carvalho, recorda o relacionamento com o ex-presidente. “Nunca tive na minha carreira um presidente tão próximo como ele. Tinha um trato próximo connosco, sempre com a distância para os atletas. Exigia resultados, mas sempre com distância”.
28 fev08:43 há 10 horas
Os restantes 41 arguidos são acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.
28 fev08:43 há 10 horas
O antigo presidente do Sporting, tal como o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, responde, como autor moral, por 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro (estes 97 crimes classificados como terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a 10 anos ou com as penas correspondentes a cada um dos crimes, agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo, se estas forem iguais ou superiores).
28 fev08:43 há 10 horas
Bruno de Carvalho será o 21.º e último arguido depor, depois de durante a manhã de hoje serem ouvidos Eduardo Nicodemes e Ricardo Neves.
28 fev08:43 há 10 horas
O antigo líder dos ‘leões’, que após a primeira sessão do julgamento, em 18 de novembro do ano passado, foi dispensado de marcar presença em tribunal depois de ter alegado não ter carro e ter uma ocupação profissional, vai ser ouvido durante a tarde.
28 fev08:42 há 10 horas
Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida em 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.
O Jogo