Grupo de Vândalos invade Academia e agride Jogadores

Mustafá e a reunião com Bruno de Carvalho que “descambou”: «Não sei como é que não levou umas ‘pingas’ ali»

Líder da Juventude Leonina prestou depoimento esta quarta-feira no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting

17h46 - Sexta-feira de manhã falam Eduardo Nicódemes e Ricardo Neves. À tarde testemunha Bruno de Carvalho.

17h46 - Termina a sessão.

17h45 - Rocha Quintal, advogado de Mustafá, voltou a pedir a redução da medida de coação, para uma medida não preventiva de liberdade. O tribunal pediu ao Ministério Público para se pronunciar após a prova ser finalizada, na próxima sexta-feira.

17h40 - E continua: “Traído, desiludido. Um dia, se Deus, quiser irei saber o que se passou. Isto foi um trabalho de 10 anos. Agora veja-se a situação. Cai um presidente, metem lá outro. A minha maneira de rever isto aqui, estes meses todos a pensar, refletir, há aqui uma coisa que… a única forma de tirar Bruno de Carvalho do Sporting era associá-lo a Alcochete. Tinha de dizer isto.”

17h34 - “A minha filha também esteve 15 dias sem ir à escola, diziam que o pai é um traficante. Os miúdos não têm culpa. Quem tem culpa são os pais. Isto não é justiça”, clama.

17h33 - Mustafá chora ao falar sobre a “injustiça da prisão preventiva” que lhe foi aplicada, depois de 7 meses em apresentações periódicas.

17h22 - Diz Miguel Fonseca que, durante o debate instrutório, foi prometida liberdade a 3 arguidos, se o entregassem a ele [Mustafá] e ao presidente. “E agora enquanto está em prisão preventiva, alguém lhe ofereceu liberdade se entregasse o presidente?”, questionda o advogado. A juíza dá como encerrada intervenção de Miguel Fonseca.

17h21 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, faz agora perguntas.

17h15 - A Juve Leo era o braço armado de Bruno de Carvalho? “Não, não. Somos o braço armado do Sporting. Não somos o braço armado de nenhum presidente. Respeito todos os presidentes”, responde.

17h14 - Mustafá responde agora às perguntas de Miguel Coutinho, advogado do Sporting.

16h57 - Sobre a invasão à Academia do Sporting, diz Mustafá: “Tirando o que se passou com os jogadores, aquela barbaridade que foi feita, eu sou a pessoa mais prejudicada. E a Juventuve Leonina. Isto acabou com o meu trabalho. Se tinham 3 mil elementos, agora tenho uns 700, 800. Destruiu o meu trabalho. Isto é tudo muito estranho, a maneira como isto aconteceu.”

16h52 - “São nove meses em que isto é demais. Uma pessoa quando faz, faz. Eu não sou santo nenhum”, acrescenta.

16h50 - Mustafá reclama sobre a medida de coação que lhe foi aplicada. “Sou a única pessoa em Portugal presa por 14 gramas (de cocaína) sem investigação O julgamento está quase a acabar? Acaba sexta-feira?
Vou-me embora sexta feira?” “Não”, responde a juíza. Os advogados riem. A juíza pergunta se tem piada. “Não vejo piada”, diz ela. “Eu também não”, diz Mustafá.

16h27 - Valter é amigos dos casuais? “Por isso é que se calhar o Valter está aqui. Ele era uma aposta minha para o futuro da Juventude Leonina, deu um passo maior do que a perna, quis pensar pela cabeça dele. Chegou a um ponto em que havia um clima em que ele quis seguir o seu caminho. Era mal empregado. O staff tinha uma aposta naquela equipa e depois cada um escolhe o seu caminho. E depois deu nisto e estou eu aqui há 9 meses.”

16h25 - O que é isto dos Casuals, pergunta juíza Sílvia Pires. “Já tive vários problemas com casuais. A Juventude Leonina não se identifica com essa ideologia. Os casuais compram gamebox e vão para ali. Casuais têm uma maneira de pensar em que resolvem as coisas com confrontos. Têm uma mentalidade de hooliganismo. Vivem no mundo deles. Eu e a minha direção somos contra isso. É um problema que tive, desde expulsão da bancada, com violência. Foi uma coisa que tive de varrer da bancada. Tinham uma música racista”, conta Mustafá.

16h11 - A juíza pergunta a Mustafá se se sente injustiçado. “Sou o mais injustiçado de todos. Não pode valer tudo.” Utilizaram o seu nome? “Não tenho dúvidas disso, por amor de Deus. Não sei como é que o Bocas e o Valter entraram naquilo. É o que ainda hoje me fica na cabeça. Como é que permitiram que aquilo acontecesse e foram naquilo.”

16h09 - Sobre o uso abusivo do seu nome nos grupos de WhatsApp. “A explicação que tenho é que por causa dessas mensagens foi o trabalho de 10 anos por água abaixo. Foi um abuso de poder sem o meu consentimento. Nunca esperava isso deles. Não tenho explicação. Soube [do ataque] pela minha mulher, que foi buscar a minha filha e foi-me acordar. A Cristina acordou-me, chamou-me. Vi tudo pela televisão. Um dia vou saber o que se passou mesmo. Ainda não sei. Se alguém está por trás disto, ainda não foi preso. Metade daqueles arguidos não conheço. Ainda hoje estou para saber como é que o Valter e o Bocas (Tiago Silva) entraram naquilo.”

16h05 - Mustafá fala agora sobre o telefonema para William Carvalho a revelar que Bruno de Carvalho lhe teria pedido para partir os carros dos jogadores: “É completamente mentira. Não pode valer tudo”, disse. “Tal como não falou comigo no dia 15. Disse que falou comigo no dia 15, como é que foi possível?”, apontou Mustafá que referiu anteriormente que tinha o telefone desligado.

15h52 - Mustafá fala agora sobre a reunião na casinha, após o jogo em Madrid: “reunião devido a problemas internos da Juventude Leonina. Autocarro partido, carrinhas partidas, dois elementos detidos, um elemento no hospital, foi grave o que se passou em Madrid, de tal forma que só volto na sexta feira, fui um dos últimos a vir de Madrid”, relata.

“Samico tomou conhecimento do que se tinha passado. Eu na minha revolta, marquei a reunião para sábado. E no sábado é que recebo o telefonema do André Geraldes a dizer que o presidente (como é que ele soube que havia reunião, não sei) queria ir à reunião. Ainda hoje não sei qual foi o post do Bruno de Carvalho; o meu foco era a Juventude Leonina, estava-me borrifando para os posts, depois é que me inteirei do que se estava a passar. Uma hora e meia, duas horas antes é que disse que o presidente ia lá. Ele, o André Geraldes, o Vasco Santos e o segurança dele. O Bruno Jacinto chegou cinco minutos depois”.

“Passei a palavra ao presidente, ele começou a justificar-se. Aquilo nem foi uma reunião, aquilo descambou um bocado ali. No entender do presidente, aquele post não era motivo para tanto… até chegarem a essa conclusão, a arrogância, a maneira como fala com as pessoas, como o bar, ele tinha o pé em cima do bar e dizia que tinha as filhas. Até o Elton estava a dizer, tenho 8 filhos, e você tira o pé de cima do bar, que está aqui há 43 anos. Isto aqui não é o Sporting, é a Juventude Leonina. Nesse dia não sei como é que ele não levou ‘umas pingas ali’. Não levou porque eu não permiti”, recorda.

“No meu entender não havia motivo para ir à Academia. Perdemos um jogo com o At. Madrid. Não é uma equipa qualquer. Perder 2-0 não é uma coisa do outro mundo. E eu não tinha noção do que se passava na internet. Na mesma reunião: Houve uma pessoa que perguntou se podíamos ir à Academia. Ficou logo descartado.”

15h42 - Já sobre a invasão à Academia, Mustafá refere. “O líder não dá a ordem, nem tem conhecimento”. “Nada do que se passou é normal. No dia 15 só acordei para comer a canja da Cristina. Voltei para a cama e só acordei com ela a dizer-me para ir ver o que se tinha passado.”

15h35 - Mustafá explica que não foi ao jogo na Madeira: “Há 10 anos que vou à Madeira e vejo o jogo naquele café. É o café dos sócios do Marítimo. E estava ao contrário, com 100 elementos da Juve Leo. Estava a jogar à moeda. Só vejo o Tiago, o Valter. Fiquei no café porque acabei por dar o meu bilhete”, refere.
“Já não tinha condições, tinha bebido demais. Já vinha da noite anterior. Desloquei-me para o apartamento. Quando chego, o meu telefone ficou sem bateria”.

Mustafá continua: “Aquilo para mim era uma coisa relativa (as imagens da TV). O que me disseram é que foi o Fernando Mendes. Se vai apenas um elemento, não estava uma claque ali. Aquilo passou-se. Só vejo o Fernando. Na segunda-feira, no voo, vi o presidente da mesa da assembleia (Marta Soares).”

“Fernando Mendes disse-se que o Acuña tinha faltado ao respeito e que a mãe dele tinha falecido. O que entendi é que era um problema pessoal dele. Para mim aquele assunto morreu ali, completamente. Não falei com o Samico, não falei com ninguém. Passei ao lado dos incidentes da Madeira”, prosseguiu.

15h27 - Mustafá confirma que não esteve na Academia. “Antes estivesse”, diz, ao que a juíza responde: “Já sei, toda a gente diz que tinha evitado aquilo tudo.”

15h24 - Mustafá assume que “tinha um bom relacionamento com Fernando Mendes”, mas esclarece que este “nada tem a ver com o staff e direção da Juventude Leonina”. “Só com o merchandising da Juventude Leonina”, esclarece.

15h20 - Mustafá começa por reclamar sobre a medida de coação, que considera injusta, no entanto a juíza Sílvia Pires remete-o para os factos da acusação, considerando que as medidas de coação dos arguidos melhores ou piores, estão aprovadas pelo Tribunal da Relação.

15h16 - Antes do depoimento de Mustafá, foi o arguido António Catarino quem prestou declarações:

“Nunca tinha ido à Academia; Nunca pensei que fosse originar o que originou; Queria demonstrar profundo arrependimento pelo que se passou, por ter pensado sequer que tinha direito enquanto cidadão e sócio do Sporting de ir fazer exigências; As maiores vítimas foram os jogadores, foi de lamentar e estou arrependido; aquilo que aconteceu não pode representar o futebol português. Quero pedir desculpas sinceras. Sinto-me profundamente arrependido, estive 14 meses em exclusão. Não desejaria a ninguém. Passei fazes complicadas. O meu avô faleceu e não pude estar presente para ajudar a família. Ele era um ex-jogador do Sporting; A minha família é catolica, a minha mãe passou o dia de natal à porta do estabelecimento prisional”, afirmou durante o seu depoimento.

Nuno Mendes, mais conhecido por Mustafá, presta esta quarta-feira depoimento no julgamento do ataque à Academia de Alcochete, a 15 de maio de 2018. O líder da Juve Leo é ouvido no Tribunal de Monsanto esta tarde.

Da parte da manhã da 34.ª sessão do julgamento foram ouvidos Pedro Lara e Valter Semedo .

Recorde-se, Mustafá, juntamente com Bruno de Cavalho e Bruno Jacinto, está acusado de ser o autor moral dos mais de 97 crimes em causa. Mustafá é o penúltimo arguido a prestar declarações, ficando depois apenas a faltar Bruno de Carvalho.

Record

Advogado reitera inocência: «Se Mustafá soubesse do ataque, aquilo nunca teria acontecido»

Rocha Quintal mostrou-se satisfeito com o depoimento do seu cliente, no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting

Rocha Quintal, advogado de Mustafá, espera ver a medida de coação do seu cliente - que se encontra em prisão preventiva - ser reduzida quando acabar a produção de prova no âmbito do processo do ataque à Academia de Alcochete. Esta quarta-feira o líder da Juventude Leonina prestou depoimento no Tribunal de Monsanto, chorou, clamou inocência e disse que, se soubesse que os adeptos pretendiam ir à Academia a 15 de maio de 2018, o ataque nunca teria acontecido.

No final da sessão, os jornalistas inquiriram Rocha Quintal sobre o facto de o nome de Mustafá ser muitas vezes mencionado nos grupos de WhatsApp da claque, sem haver respostas por parte do líder. “Só quem não o conhece. Se a investigação tivesse visto o seu telefone percebia como eram as comunicações dele, mas não viram. Acho muito estranho não ter havido perícias. Não houve investigação sobre onde estava o Nuno Mendes no dia 15. Não foi ouvido durante o inquérito, foi detido para interrogatório judicial e foi preso. Hoje ele trouxe aqui a verdade que devia ter decorrido em inquérito.”

O advogado reiterou aquilo que Mustafá disse em tribunal. “Ele próprio sente-se - não revoltado - mas triste por estas coisas se terem passado sem o seu conhecimento. Os outros arguidos explicaram como é que isso aconteceu, a produção de prova foi feita ali”, sublinhou Rocha Quintal, adiantando ter pedido a alteração da medida de coação. “Tentei hoje. Eu entendo o tribunal e até prefiro que termine a prova para que não haja dúvidas e o tribunal tenha a segurança de colocar um inocente na rua.”

E prosseguiu: “O julgamento iniciou-se e havia produção de prova para fazer. Não se sabia que tipo de prova poderia ser produzida até porque o processo é longo. Eu percebo e prefiro que haja uma posição sólida, sem dúvidas da inocência do Nuno Mendes. Para mim até poderá haver uma inexistência de pena porque ele não tem qualquer responsabilidade criminal nestes factos. O que poderá haver é uma diminuição da gravidade da medida de coação. Ele estava a cumprir as apresentações periódicas, foi determinada a prisão preventiva por tráfico de droga e, como ele disse, deverá ser o único português preso com 14 gramas sem investigação.”

Mustafá disse que, além de Bas Dost, é o mais prejudicado neste processo. “Ele sente, como todos nós, que foi um episódio negro da vida do Sporting e que se ele tivesse conhecimento não teria acontecido. Perde o Sporting, porque passou por uma fase negra, perde a Juventude Leonina, que é sempre conotada com más práticas no desporto, perde o Nuno Mendes, que tentou ao longo dos anos consolidar a posição da claque para o apoio ao Sporting e porque perdeu 9 meses da sua liberdade. O trabalho que tinha vindo a fazer, de acabar com atitudes nefastas, viu isso tudo ir por água abaixo. Tenho a certeza que se ele lá estivesse isto não tinha acontecido. Porque nem sequer lá iam. Ele explicou que quando queriam ir a Alcochete havia um processo, era preciso comunicar ao Sporting, havia regras. Por isso ele disse que se soubesse e se lá estivesse isto não teria acontecido.”

Record

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«Vi o Acuña, lembrei-me dos episódios da Madeira e dei-lhe uma chapada»: arguido descreve ataque à Academia

Ex-presidente do Sporting será o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, no Tribunal de Monsanto

11h05 - Segue-se a audição do arguido Eduardo Nicodemes. “Fui à Academia para ver o treino e tentar arranjar bilhetes para a final da taça”, diz.

11h03 - “Quero pedir desculpa ao tribunal, espero ter tempo para remediar os meus erros. Estou envergonhado. Já sou melhor pessoa e quero cumprir os meus objetivos”, declara Ricardo Neves a concluir o depoimento.

10h54 - Ricardo Neves refere que “a tocha [que lançou ao carro de Nelson Pereira] era da passagem de ano”. “Tinha sobrado”, refere. “Não gosto de ver o meu clube a perder, mas já não reajo como reagi naquele momento”, diz.

10h49 - Arguido emociona-se e chora em tribunal. “Estive preso, deu para pensar muito e não deve ter sido fácil para as famílias deles terem passado por aqueles momentos de pânico”, refere em lágrimas. “Na minha ilusão, achava que havia ali jogadores que não tinham feito tudo para alcançar aquele objetivo.”

10h43 -O arguido descreve agora a invasão à Academia de Alcochete. “Eu na altura nem me apercebi de quem era o carro”, assegura o arguido que atirou uma tocha contra o carro de Nelson Pereira. Eu entrei, virei à minha esquerda e depois à direita, para o balneário e vi vários jogadores. Estava fora de mim e, naquela onda de estupidez, deixei-me envolver ainda mais. Estava fora de mim", sublinha, acrescentando. “Vejo o Jorge Jesus a passar por mim pelo meu lado esquerdo, mas não me apercebi que palavras estava a dizer. No balneário, passei pelos jogadores, um a um, até dar de caras com o Acuña. Lembrei-me dos episódios da Madeira e agredi-o com uma chapada”, admite.

10h41 - Sobre as ameaças no whatsapp refere: "Foram escritas a quente, pela frustação provocada pelo jogo da Madeira.

10h39 - Ricardo Neves confirma que fazia parte do grupo de whatsapp ‘Alcochete amanhã’: “O objetivo era parar o treino para conversar com os jogadores. Na minha ignorância, deixei-me influenciar. Não tinha a intenção de bater nos jogadores. Tinha abdicado de muita coisa para seguir o clube. Achava que estava no direito de confrontar a equipa”, conta.

10h32 - Ângelo Girão é dispensado. Segue-se a audição do arguido Ricardo Neves.

10h28 - “Ele [Bruno de Carvalho] mandava-nos mensagens de incentivo, porque queria tanto ganhar como nós”, referiu Ângelo Girão, atestando assim que Bruno ed Carvalho era um presidente próximo dos atletas. o guarda-redes de hóquei em patins recorda ainda uma ida ao hospital em que foi acompanhado pelo então presidente dos leões.

10h01 - Começa a 35.ª sessão, com Ângelo Girão, guarda-redes de hóquei em patins do Sporting, a testemunhar. O guardião foi arrolado como testemunha de Bruno de Carvalho.

O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho é esta sexta-feira ouvido na condição de arguido no julgamento da invasão à academia do clube, em Alcochete, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida em 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.

O antigo líder dos leões, que após a primeira sessão do julgamento, em 18 de novembro do ano passado, foi dispensado de marcar presença em tribunal depois de ter alegado não ter carro e ter uma ocupação profissional, vai ser ouvido durante a tarde.

Bruno de Carvalho será o 21.º e último arguido depor, depois de durante a manhã de hoje serem ouvidos Eduardo Nicodemes e Ricardo Neves.

O antigo presidente do Sporting, tal como o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, responde, como autor moral, por 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro (estes 97 crimes classificados como terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a 10 anos ou com as penas correspondentes a cada um dos crimes, agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo, se estas forem iguais ou superiores).

Os restantes 41 arguidos são acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Record

«ESTOU AQUI PARA CONTAR A MINHA VERDADE»

SPORTING 14:52

Por
Marta Fernandes Simões

Fernando Mendes, ex-líder da Juventude Leonina, está a ser ouvido esta tarde no Tribunal de Monsanto - fala antes de Bruno Carvalho -, mas à entrada falou aos jornalistas.

«Estou aqui para contar a verdade, a minha verdade, o que eu fiz. Fui falar com Jesus ao aerporto no Funchal, disse-lhe que ia falar depois com ele à Academia por causa do Acuña. Vocês sabem. Não sabia de nada, não tenho redes sociais, não contactei ninguém. Tenho um telemóvel das cavernas, como diz o meu filho».

Questionado sobre se está arrependido de ter ido à Academia, disse que não: «Não, voltava, o meu intuito foi só o de falar, como em toda a minha vida. Não sei porque descambou. Os de cara tapada não conheço, só os que foram comigo. Não sei como os primeiros que entraram tiveram autorização. Quando entrei já não estava lá ninguém.»

Sobre alegadamente ter pedido ao clube a morada de Acuña e Battaglia: «Não, não sou desses, não preciso da morada deles. Se tiver de falar, falo diretamente. Eu defendo o Sporting, não ataco o Sporting.»

Fernando Mendes foi questionado sobre duas conversas telefónicas com Bruno de Carvalho. «Fizemos dois telefonemas, o primeiro logo depois do que aconteceu no aeroporto, o resto não me lembro, a poncha era boa, era pesada, não me lembro…»

A Bola

ARGUIDO ADMITE «CHAPADA» EM ACUÑA

SPORTING 13:07

Por
Redação

O arguido Ricardo Neves admitiu em tribunal ter agredido Marcos Acuña durante a invasão à academia do Sporting, em Alcochete, a 15 de maio de 2018, como reataliação por um desentendimento entre o jogador argentino e adeptos dois dias antes na Madeira, após derrota com o Marítimo.

O arguido foi um dos que testemunhou esta manhã no tribunal de Monsanto, em Lisboa, num dia em que se aguarda a audição de Bruno de Carvalho à tarde.

«No balneário, passei pelos jogadores um a um. Quando cheguei ao Acuña lembrei-me de toda a situação que tinha visto na Madeira e agredi-o com uma chapada. Ele não teve qualquer tipo de reação, parece que ficou estupefacto, até se sentou», lembrou o arguido de 24 anos, que admitiu ter lançado «para o chão» uma tocha que foi parar debaixo do carro de Nélson Pereira, ex-guarda-redes e membro da equipa técnica.

Ricardo Neves referiu que foi o tal desentendimento no Funchal que motivou a ida à Academia, mas que «não tinha intenção de bater nos jogadores»: «Tinha como objetivo parar o treino para contestar os jogadores, porque depois do jogo da Madeira era preciso questionar os jogadores. Achava que ao fazer aquilo eles percebiam o que o clube significava para a gente e esperava que fosse uma motivação para a final da taça de Portugal.»

Eduardo Nicodemes, de 48 anos, foi outro dos ouvidos esta manhã. Disse que se deslocou à Academia «para ver o treino e tentar arranjar bilhetes», acabando por se juntar ao grupo, referindo ter sido o último a entrar na academia.

O arguido referiu que tapou a cara «por causa dos jornalistas» presentes à porta, e que trocou algumas palavras com Jorge Jesus, que lhe pediu ajuda: «Das primeiras pessoas que vi foi o Jorge Jesus que me disse: ‘Tu és dos mais velhos ajuda-me, passa-se ali qualquer coisa, está a haver problemas’».

O julgamento prossegue à tarde com a audição de Bruno de Carvalho, presidente do clube à data dos factos e acusado da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e 38 crimes de sequestro. O processo tem 44 arguidos,

A Bola

«És dos mais velhos, ajuda-me»: arguido conta o que lhe disse Jorge Jesus durante ataque à Academia

Eduardo Nicodemes ouvido esta sexta-feira em tribunal

O arguido Ricardo Neves admitiu esta sexta-feira em tribunal ter agredido “com uma chapada” em Marcos Acuña, durante a invasão à academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018.

“No balneário, passei por eles [os jogadores] um a um até que chego ao Acuña, lembrei-me de toda a situação que tinha visto na Madeira e agredi-o com uma chapada”, disse o arguido, na 35.ª sessão do julgamento, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Ricardo Neves explicou que o futebolista argentino, que dois dias antes tinha tido uma troca acesa de palavras com os adeptos após a derrota por 2-1 no estádio do Marítimo, “não teve qualquer tipo de reação, parece que ficou estupefacto” e “até se sentou”.

O arguido, de 24 anos, admitiu também ter lançado uma tocha para baixo do carro de Nélson Pereira, antigo guarda-redes ‘leonino’ e membro da equipa técnica, que estava estacionado no interior da academia.

“Lancei uma tocha para o chão e não percebi onde foi parar”, disse, afirmando que só quando viu as imagens teve noção de que esta tinha ido “para baixo do carro do Nélson”.

Ricardo Neves garantiu que a ida à academia “tinha como objetivo parar o treino para contestar os jogadores”, considerando que “depois do jogo da Madeira era preciso questionar os jogadores”.

“Eu achava que ao fazer aquilo eles percebiam o que o clube significava para a gente e esperava que fosse uma motivação para a final da taça [de Portugal]”, disse.

O arguido assegurou que “não tinha intenção de bater nos jogadores”, admitindo que chegou a referir essa possibilidade em mensagens nos grupos de WhatsApp “apenas porque estava frustrado”.

Eduardo Nicodemes, também ouvido na sessão da manhã, garantiu que foi à academia para “ver o treino e tentar arranjar bilhetes”, acabando por se juntar ao grupo quando viu “uma caravana” de carros a chegar.

O arguido, de 48 anos, disse ter sido o último do grupo a entrar na academia “com um colete na cabeça, por causa dos jornalistas”, explicando depois que encontrou Jorge Jesus “em pânico”.

“Das primeiras pessoas que vi foi o Jorge Jesus que me disse: ‘Tu és dos mais velhos ajuda-me, passa-se ali qualquer coisa, está a haver problemas’”.

Eduardo Nicodemes disse ter também visto Manuel Fernandes, antigo futebolista do clube, que o terá mandado embora.

Apesar de estar incluído nos grupos de WhatsApp nos quais foi combinado o ataque à academia, o arguido disse que só se apercebeu de que estava a ser combinada uma ida a Alcochete no dia 15, “a seguir ao almoço”.

O julgamento prossegue à tarde com a audição de Bruno de Carvalho, presidente do clube à data dos factos e acusado da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e 38 crimes de sequestro.

O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Record

«Jorge Jesus colocou a cabeça no meu ombro e disse ‘salva-me’»: o relato de Fernando Mendes em tribunal

Ex-líder da Juve Leo ouvido no tribunal de Monsanto

Fernando Mendes prestou depoimento esta sexta-feira no âmbito do ataque a Alcochete.

“Acuña fez um manguito e esse gesto indignou-me. Fui ao aeroporto do Funchal para reportar esse ato a Jorge Jesus”, afirma o antigo chefe da Juve Leo. “Acuña, ao aperceber-se que eu estava a falar dele, com o Jorge Jesus, chegou-se e chamou-me filho da p… Eu estava alcoolicamente satisfeito, disse-lhe: ‘Filho da p… és tu’”

Fernando Mendes confirmou ter combinado com Jorge Jesus que iria à Academia na terça-feira. “Falamos em nossa casa [Academia]”. “Eu sempre fui de conversar com as pessoas, de dialogar, de resolver os problemas”

O antigo chefe da Juve Leo disse que pediu a Tiago Silva para o levar à Academia, tendo-lhe ligado na terça-feira às 10 ou 10h30. “Sempre dá para me levares à Academia? ‘Dá, mas só à tarde, porque o treino é à tarde’”, contou, acrescentando: “Passamos pelo Campus de Justiça para dar boleia ao Bruno Monteiro que também tinha pedido boleia ao Tiago para ir à Academia. Quando chegámos a Alcochete fomos diretos ao estacionamento do LIDL, onde estavam dois ou três carros, um monovolume. Conhecia o Joaquim Costa e o Getúlio. Não me apercebi de nada.”

[Já dentro da Academia] Vejo o Jorge Jesus a dizer: ‘oh Fernando, oh Fernando, ajuda-me!’", conta, prosseguindo: “Jorge Jesus colocou a cabeça dele no meu ombro e disse-me: ‘Salva-me!’ Estava em estado de choque, levou com aquilo tudo, é normal em qualquer ser humano”, disse. "Eu perguntei a Jorge Jesus: ‘mas o que é que se passa? O que é que aconteceu? Houve provocação da vossa parte?’, descreve: “Fiquei ali a falar com eles [Jorge Jesus e William Carvalho].”

Record

https://twitter.com/AFisgas/status/1233440933347287046?s=20

Fernandes Mendes ainda não explicou porque saiu da Academia num carro de luxo, mesmo com a presença da GNR no local. A verdade dele é diferente…

Ataque à Academia: recorde tudo o que disse Bruno de Carvalho em tribunal

Está em apreciação a libertação imediata de Mustafá.

28 fev18:34 há 12 minutos

Terminam as audições. As alegações finais começam no dia 11 de março.

28 fev18:33 há 13 minutos

“Você ouviu os queixumes dos jogadores todos e estive na cadeia sem me dar banho de propósito quatro noites. Cândida Vilar foi lá pedir para me darem comprimidos. A minha filha viu-me a ser detido em casa! Eu nunca vou perdoar quem me fez isto! As pessoas falam em suores frios mas eu tive uma mulher que me fugiu com uma bebé durante oito meses. Ia com a polícia para vê-la. Venham-me dizer dos suores. Eu durmo à porta de casa para ter a certeza que ela abre porque tenho claustrofobia. Eu tive uma filha a morrer! Miserável acusação que fizeram e miserável comunicado social. Mil vezes ter tido a possibilidade de dizer tudo ao MP! Deixaram Varandas sair da Academia as 15h00 e eu estive lá até à meia noite”, completou Bruno de Carvalho, em tom emocionado e exaltado.

28 fev18:31 há 16 minutos

“Com a alteração da hora do treino não alteraria o lugar onde estariam as pessoas que estiveram na Academia. Podiam bater a qualquer hora porque eles trabalhavam lá. Por isso eu disse: vemo-nos lá amanha. Queria ter lá estado e que Jesus não desse mais treino. Perguntaram sobre os casuals aqui… Claramente a procuradora Cândida Vilar disse na instrução que foi um ataque claro dos casuals. So lhe queria dizer que tiveram aqui dois casuals sentados. Pedro Silveira Barbini e Diogo Amaral. Que tiveram mensagens a dizer: saiam, saiam. Eles aqui e eu em casa. Deviam ter sido constituídos arguidos. Quando muita gente veio aqui pedir desculpa, se isso é válido, não aceito como é que uma pessoa sobre a qual não havia um indício, uma prova… como é que eu sou arguido”, começa por referir Bruno de Carvalho na intervenção final.

28 fev18:26 há 20 minutos

Bruno de Carvalho sai sob aplausos e juíza manda evacuar a sala.

28 fev18:19 há 27 minutos

Bruno de Carvalho confirma que ia despedir Frederico Varandas: “As duas pessoas que iam ser despedidas foi Jesus, que acabou condecorado, e Varandas, que acabou presidente. E despedido fui eu”, diz Bruno.

28 fev18:07 há 39 minutos

Alguma vez temeu guerras internas na Juve Leo? “Não. Só não me apetecia armas e tiros dentro das instalações do Sporting”, responde Bruno de Carvalho.

28 fev18:04 há 42 minutos

Bruno de Carvalho confirma que era Aleluia (Elton Camará) quem cumprimentava William com dois beijinhos.

28 fev17:58 há 48 minutos

“Foi oferecida segurança aos jogadores depois do ataque. Eles recusaram”, conta Bruno.

28 fev17:58 há 48 minutos

Sobre a alteração da hora do treinou para a tarde: “Não sugeri nem sequer tinha de o fazer. Jesus disse que não queria ser humilhado em Alcochete e só estava preocupado se estava despedido. Eu disse que não. Teve de ser convencido pelo Raul José e Mário Monteiro porque ele já não me ouvia. Se fosse embora logo ia receber uma nota de culpa com suspensão imediata. Não foi fácil explicar-lhe isto e ele não percebia nada. Foi ele que, falando com Raul José, que lhe falava em amadorês, o que estava a acontecer. Ele pergunta quando é que eu ia fazer o papelinho, eu disse que ia reunir com a equipa jurídica de manhã e ele entendeu que, se de manhã se fazia o papel, combinou com o Raul José passar o treino para a tarde. Foi das coisas mais acertadas que fez”.

28 fev17:53 há 54 minutos

Sobre a frase em que pediu apoio “aconteça o que acontecer”: “Queria dizer que Jesus não era mais o treinador, que todos iam estar comigo, contentes e quase que iam fazer um jantar a festejar. Jesus valia nove milhões mais a equipa técnica. Eu queria pagar-lhe zero”.

28 fev17:52 há 55 minutos

Visita da Juve Leo em dezembro de 2017: “Geraldes era o OLA. Levou um não e o Jesus justificou se com um ‘estava a passar de carro e…’. Eu no meu gabinete a vê-los entrar. Disse a Jesus que na próxima vez que me desautorizasse ia para a rua. O Jesus disse-me que estava a entrar de carro e que ao vê-lo deixou-os entrar. Soube da invasão à garagem pela carta de rescisão de Rui Patrício”.

28 fev17:49 há 57 minutos

Deu ordem para as tochas? “A única ordem que dei foi cobrar os 16 mil euros à Juve Leo”.

28 fev17:48 há 57 minutos

Sobre o jogo das tochas com o Benfica: “Tinha morrido mais um adepto do Sporting [Marco Ficini, um ano antes] e aquilo era um jogo difícil, supostamente, por adeptos do Benfica. O que queria na reunião foi chamar os responsáveis das quatro claques mais o Vasco Santos, chefe de segurança do estádio. Pedi, em caso de vitória, uma homenagem ao Marco Ficini. Era para se fazer: a Torcida ia para a passagem [para o relvado[ o Directivo, a Juve e a Torcida. No meio colocaram bandeira dos quatros e outra com a cara dele. Ponto. Foi o que ficou combinado com o responsável de segurança. Esta reunião foi no relvado por trás da baliza. O Vasco Santos deve ter transmitido claramente isso porque em caso de vitória eles não poderiam ir para a passagem [entre bancada e relvado porque há fosso]”.

28 fev17:44 há 1 hora

Acabaram as perguntas das juízas, agora questiona Miguel Coutinho, o advogado do Sporting.

28 fev17:43 há 1 hora

Não devia ter aumentado segurança se via a contestação a aumentar? “Não havia aumento de conflitualidade nenhum! O Sporting ganhou 6, 7 jogos seguidos e eu fui o único assobiado. Eu é que podia aumentar os níveis se segurança. Ricardo Gonçalves disse que Jesus mandou retirar o acesso com cartões. Eu perguntei se ele era o presidente ou se teve ordens da administração”.

28 fev17:42 há 1 hora

Bruno de Carvalho acusa Ricardo Gonçalves e Jorge Jesus de terem, por aparecerem juntos nas imagens, permitido que adeptos passassem o cordão de segurança na Madeira. “Jesus era pessoa para, sem autorização, ter dito sim ao Fernando Mendes. Após o ataque eu instaurei um processo disciplinar ao Ricardo Gonçalves, que foi colocado na gaveta e ele acabou promovido”, assinala o ex-presidente do Sporting.

28 fev17:24 há 1 hora

Publicação de 5 de abril: “Jogadores pedem reunião no dia 6, mas eu tinha duas, uma no TAD e outra na PGR”.

28 fev17:24 há 1 hora

Se viu algo de anormal no final de época, com reclamações: “Estamos a falar de um periodo anormalíssimo no Sporting. Talvez porque as pessoas estivessem à espera de um super-homem, sempre disponivel 24 sobre 24 horas. Teve tudo de anormal, mas de anormal grave”.

28 fev17:22 há 1 hora

Agora entra em cena a juíza Fátima Almeida, para questionar Bruno de Carvalho.

28 fev17:20 há 1 hora

Sobre a relação com Mustafá: “Conseguimos ganhar uma relação de respeito, mas gostei tanto dele porque é tão genuínio que nos faz rir. (…) A minha perceção dele foi a mesma que me transmitiram pelos spotters. Que ele era uma solução. Nunca senti desrespeito. Tinha as suas maluqueiras, ia testando os limites, é um facto, mas se em termos de familia Sporting era mais uma solução que problema, sim”.

28 fev17:18 há 1 hora

“Se em algum momento ouvi ou subentendi bater em jogadores? Não. Eu ouvi tudo. Talvez falassem de fusão nuclear. Foi surreal. A única coisa objetiva e clara ali foi que me queriam bater. Sou o mandante terrorista mais ignorante do mundo…”, atira Bruno.

28 fev17:17 há 1 hora

Foi à reuniao de dia 7 de abril? “O Geraldes insistiu para ir lá, disse várias vezes que não, porque naquele dia 7 tinha o problema da minha filha a morrer… O que é que aconteceu: foi um pesadelo autêntico porque as únicas duas pessoas que descreveram bem aquilo foi o responsavel de segurança Vasco Santos e o Nuno Mendes [Mustafá]. Dezenas de pessoas todas aos gritos. Só não fui chamado de santo. É verdade que me quiseram agredir. Era gritos, umas pessoas a fumar charros, outras… bem… e depois e os posts e os posts. Nao ouvi ninguém falar em ir à Academia. Toda a gente sabia que eu era absolutamente contra ir às Academias. Disseram-me na cara: tarjas contra si! A certa altura, das duas uma: ou aquilo descambava mais e eu dizia o que me apetecia - vão…, algo orgânico - ou eu tinha de sair dali e digo: façam o que quiserem. Se eu digo a frase certa nem o presidente da Juve conseguia parar aquilo. A primeira pessoa que me quis bater foi so o mais pequenino do grupo, o Elton Camara [Aleluia]”, conta Bruno de Carvalho.

28 fev17:06 há 1 hora

Sobre as reuniões na Juve Leo: “Eu fui confrontado várias vezes pelo André Geraldes para passar nas reuniões e dizer olá. Ja me tinha sido pedido para fazer isso nas outras claques, no grupo Stromp… Os GOA estão nos estatutos. Nao mandam em nada, mas não são figuras despecientes. De vez em quando lá ia, tirar uma fotografia… eu fui a 500 núcleos, por exemplo. Aqui no tribunal pareceu que foi uma reunião feita para eu ir prestar contas”.

28 fev17:05 há 1 hora

“Na Academia, no dia 15, saio do carro e acho engraçado como não há imagens, abro a porta e tenho a sorte de a primeira pessoa que passa por mim é o William, que me disse: ‘acha que não se sabe que foi você?’ Não há imagens… É a palavra de um contra o outro. Há uma coisa que nunca fiz que ele fez, dizer perante a justiça que não conhecia arguidos mas depois ligava-lhes”, atira o antigo presidente do Sporting.

28 fev17:04 há 1 hora

“Passamos a uma narrativa de que eu estava perturbado, quando tinha um capitão, Rui Patrício, que não me tratava por presidente, depois vem o Bas Dost com o post e o William a dizer: ‘mas você pensa que eu não sei que mandaram partir os carros e bater?’. Eu via-os como filhos. Ser acusado daquilo foi impensável”, conta Bruno.

28 fev16:59 há 1 hora

“O William é useiro e vezeiro a mentir. Mas aqui disse uma coisa simpática. Que foi que não houve questão nenhuma com o presidente. Esqueceu-se de contar que o pai dele ameaçou de morte um administrador, Guilherme Pinheiro, e a mim também”, atira Bruno de Carvalho.

28 fev16:57 há 1 hora

Em algum momento disse a Nuno Mendes para fazer mal aos jogadores, partir o carro do William? “Nada. Zero”, responde Bruno de Carvalho. “Na reunião em que ele me acusa disso [William] eu disse que caso quisesse fazer alguma coisa faria eu e não pedia nada a ninguém. Va lá, disse a verdade”, acrescenta Bruno.

28 fev16:55 há 1 hora

Bruno de Carvalho: “O que lhes transmiti foi que tinham de ter cuidado. Disse: 'ouve lá… vais meter-te com um líder da claque. E o Acuña: ‘sangue caliente!’ Ainda por cima vem da terra dos barras brava. O Battaglia também disse ‘sangue caliente’. O William tem tudo menos ‘sangue caliente’. Eu disse: nas vossas casas, no Sporting, se se sentirem ameaçados liguem-me ou ao André Geraldes”.

28 fev16:54 há 1 hora

“Avisou os jogadores de quê?”, pergunta a juíza. “O que se passou na Madeira… Não tenhamos dúvida nenhuma e não estou a minimizar nada… A verdade é que não podemos ter um conjunto de atitudes que nos permitisse voltar a tempos antigos. Em 2013 havia visitas a casa, perseguições, idas à Academia… eu sempre deixei muito claro que no Sporting mandava uma pessoa e as outras estavam lá para apoiar. Quando verifico que há jogadores que se põem a gesticular e guerras de ofensas… Eu não queria que ninguém fizesse nada. Não podia haver excessos de lado nenhum. Perguntei ao Acuña o que se tinha passado e percebi nele, no Battaglia e no William que estavam muito despreocupados com a situação. Eu vi-os tão à vontade… Tenho a teoria da panela de pressão. Às vezes é só preciso tirar o pipo para esvaziar”, responde Bruno.

28 fev16:51 há 1 hora

“Falávamos com forças policiais dos problemas na Juventude Leonina. Nuno Mendes disse aqui que não era nenhum santo, mas os spotters disseram-me que para eles era fundamental tê-lo na liderança porque se estaria a preparar uma entrada na Juve de elementos da extrema direita. Uns meses antes, transmitiram-me, houve tiros na Juve Leo e tomaram-na. Pediram me uma reunião e eu neguei. A polícia sabe disto. Na reunião de dia 14 eu aviso os jogadores. Mas do meu coração pensei que ia começar um problema de liderança na Juve Leo”, aprofunda Bruno de Carvalho.

28 fev16:42 há 2 horas

Bruno de Carvalho: “Eu não puxei assuntos ao Fernando Mendes. O que percebi e me deixou descansado por um lado e preocupado por outro foi que havia um problema entre ele e o Nuno Mendes (Mustafá). Do pouco que percebi, tirei muito mais a ilação de que era mais sobre problemas dentro da Juventude Leonina do que com o que aconteceu na Madeira”

28 fev16:40 há 2 horas

“Se me cai a oportunidade na mão - porque caiu - de ouvir a pessoa que vi no aeroporto, queria escutar. Não consegui. Não sei se pelo adiantar na hora. ‘Embriagado’ é uma palavra simpática”, diz, sobre Fernando Mendes.

28 fev16:39 há 2 horas

Sobre as chamadas de Fernando Mendes: “Ele disse que tínhamos respeito um pelo outro, mas não gostávamos um do outro. Sempre tivemos uma relação de tolerância. Nunca me tinha telefonado. Quando me liga estava eu a tentar descansar com uma bebé ao lado. Eu não fui à Madeira porque tinha uma filha a morrer”, atira o ex-líder leonino.

28 fev16:38 há 2 horas

“Infelizmente, o que se passou na Madeira não me foi estranho. Ainda que nunca sequer por mim tenha sido permitido algo”, afiança Bruno.

28 fev16:37 há 2 horas

“Em dezembro de 2017, depois de eu dizer a Jesus que a Juve Leo não podia entrar na Academia, foi nas minhas costas e autorizou. Qual é a mensagem que passa? Dou por mim e estão todos lá dentro. O drama é a primeira vez. No meu mandato aconteceu uma vez à minha revelia e depois a 15 de maio de 2018, que destruiu o Sporting, as pessoas e o presidente e sua familia”, afirma.

28 fev16:36 há 2 horas

“Preocupou-me logo na Madeira o cordão policial passado pelas pessoas. Estamos a passar um atestato de minoridade à PSP da Madeira… Aliás, como eu. Se for condenado, sou o criminoso mais imbecil do Mundo. É lógico que alguém deixou passar estas pessoas. Que houve autorização”, acrescenta o ex-presidente do Sporting.

28 fev16:35 há 2 horas

“Por exemplo, o William quando saía à noite. Imagine-se a quem eles ligavam quando arranjavam problemas: às claques. Há pelo menos um arguido ali atrás que cumprimentava o William com dois beijos nos jogos”, refere Bruno de Carvalho.

28 fev16:33 há 2 horas

Bruno de Carvalho diz que soube da troca de palavras mais acesa no aeroporto da Madeira no domingo, através da televisão.

28 fev16:28 há 2 horas

“Se tinha alguma suspeita? Absolutamente nada de nada”, refere.

28 fev16:27 há 2 horas

Bruno de Carvalho revela quando tomou conhecimento da invasão: “Quando estava reunido em Alvalade já tinha acontecido. Foi José Ribeiro a transmitir-me a mensagem. Disse que se tinha apercebido pela televisão”.

28 fev16:25 há 2 horas

Prossegue Bruno: “O que se passou em Alcochete foi um crime hediondo, absolutamente lamentável. Ponto final. É indiscutível o que as pessoas passaram. Lamento ter passado de testemunha para o arguido 44. Que nunca numa resposta minha se veja a minimização do que se passou! Eu incluo também nessa atitude vergonhosa eu e a minha família”.

28 fev16:24 há 2 horas

Bruno de Carvalho começa: “Se me permitir 10 segundos primeiro… Queria só dar conhecimento porque sinto que é a primeira vez que me posso dirigir ao Tribunal. Não compreendo e, passando quase dois anos, como estou aqui na qualidade de arguido”. A juíza interrompe: “Não está cá para comentar a acusação”, riposta.

28 fev16:21 há 2 horas

Começa o testemunho de Bruno de Carvalho. A juíza pede “síntese e objetividade”.

28 fev16:20 há 2 horas

“Está tudo dito”, atira Fernando Mendes, terminando o depoimento. “Até uma próxima, espero que não aqui”, acrescenta, ao que a juíza responde: “Seria muito mau sinal”.

28 fev16:18 há 2 horas

“Antes das chamadas na Madeira, só falava com o presidente nos jantares. Tínhamos uma relação normal, de respeito”, sublinha Fernando Mendes.

28 fev16:08 há 2 horas

“Conheço o Bruno Jacinto da Juve Leo e do Diretivo. Sempre porreiro comigo. Idóneo. Nada a dizer dele. Conheço-o há 15 anos”, acrescenta Fernando Mendes.

28 fev16:07 há 2 horas

Paulo Camoesas, advogado de Bruno Jacinto, pergunta sobre contacto de Fernando Mendes com o seu constituinte. “Nada, zero”, responde.

28 fev16:06 há 2 horas

Começam as questões dos advogados de defesa.

28 fev16:06 há 2 horas

“Lá dentro só liguei à minha esposa a dizer que havia confusão e que ia chegar mais tarde”, conta Mendes.

28 fev15:54 há 2 horas

“Fui à Academia sem coação. De livre e espontânea vontade. Não falei com mais ninguém do Sporting sobre ir à Academia”, reitera Fernando Mendes.

28 fev15:49 há 2 horas

Miguel Coutinho, advogado do Sporting, questiona Fernando Mendes. O causídico não esteve presente da parte da manhã.

28 fev15:44 há 3 horas

“Já tinha ido falar com outros treinadores, desde o Sá Pinto a Paulo Bento”, refere o antigo líder da claque Juventude Leonina.

28 fev15:42 há 3 horas

Fernando Mendes regressa e continua a responder a questões de detalhe sobre o seu depoimento.

28 fev15:39 há 3 horas

Fernando Mendes pede para ir à casa de banho.

28 fev15:33 há 3 horas

É perguntado porque não ligou a Bruno de Carvalho: “Só falei com ele para contar a situação do Acuña”.

28 fev15:19 há 3 horas

Fernando Mendes diz que ninguém encomendou a ida à Academia: “Resolvo tudo por mim. Fui lá milhares de vezes com outros presidentes. A primeira vez em caravana? Sim, infelizmente”

28 fev15:17 há 3 horas

“No segundo telefonema já estava no hotel, estava ainda mais bebido e, sem ofensa a ele [Bruno de Carvalho], o segundo telefonema foi conversa de bêbados. Não me lembro de nada. Se o ofendi, peço desculpa”.

28 fev15:16 há 3 horas

Mas era normal ligar-lhe, pergunta a juíza? “Não foi uma situação normal. Estava ligeiramente alcoolizado. Gosto de beber. Estava exaltado. Quis justificar ao presidente do meu clube o porquê”, responde Fernando Mendes.

28 fev15:15 há 3 horas

“A primeira chamada foi para lhe dizer o que tinha ido fazer ao aeroporto da Madeira. Quis que ele ouvisse da minha boca. Ele disse que não podia falar comigo e que me ligava mais tarde”.

28 fev15:14 há 3 horas

A juíza questiona agora Fernando Mendes sobre os telefonemas para Bruno de Carvalho.

28 fev15:13 há 3 horas

O antigo líder da Juve Leo explica que saiu da Academia no BMW azul de Nuno Torres depois de ter estado a conversar com Nélson, William e Tiago Fernandes.

28 fev15:11 há 3 horas

Fernando Mendes revela que de início que não percebeu o que se passou e chegou mesmo a pensar que teria sido os jogadores a agredir Jorge Jesus.

28 fev14:55 há 3 horas

“Depois vejo o Jesus a dizer: ‘Ó Fernando, Ó Fernando, ajuda-me, olha para isto’. Aponta para a cara. Tinha um corte, umas lesões. Perguntou-me o que se passou e disse que não sabia de nada, que vim para falar com ele. E ele: ‘Mas, isto nao é nada!’. Ele posou a cabeça dele no meu ombro esquerdo. Não me vou esquecer disso até morrer”, recorda.

28 fev14:54 há 3 horas

Fernando Mendes diz ainda que não estranhou não estar nenhum segurança à entrada: “Pensei que tinham tido autorização para entrar”.

28 fev14:52 há 3 horas

Prossegue Fernando Mendes: “Fui cumprimentando pessoas que passavam por mim e perdi o paradeiro do Tiago. Fui de cara destapada porque quem não deve não teme”.

28 fev14:50 há 3 horas

“Saímos do carro e comecei a andar até à Academia. Ia com quem estava na carrinha… Apercebo-me de pessoas a correr bem à minha frente. Centenas de metros. Eu não liguei muito e pensei: 'vão a correr para quê? Têm de ser identificados…”

28 fev14:47 há 3 horas

Na chegada à Academia: “Estacionámos antes num parque de terra batida. Estavam lá mais de 10 carros”, diz.

28 fev14:47 há 4 horas

Na viagem de Lisboa para Alcochete, recorda Fernando Mendes, falou-se do caso Cashball. “Fomos para o parque de estacionamento do Lidl. Ele estacionou o carro e estavam lá mais dois tres carros, penso eu. Um dos carros era o BMW azul do Nuno Torres e estava uma carrinha monovolume”

28 fev14:44 há 4 horas

Fernando Mendes recorda agora as horas antes do sucedido naquela terça-feira. Conta que se encontrou com Tiago Silva na Praça do Chile, que depois Tiago falou com Bruno Jacinto, em Alvalade, para dar conta que iam a Alcochete. “Fomos pedir autorização, porque tinha combinado com o míster”

28 fev14:32 há 4 horas

Questionado pela juíza, Fernando Mendes explica porque disse terça-feira: “Já ando no futebol há muitos anos. Por uma questao de lógica. Iriam ter folga na segunda. Se não fosse terça, ia quarta, quinta ou sexta”.

28 fev14:31 há 4 horas

Fernando Mendes recorda agora o dia 15 de maio, o dia do ataque à Academia. “Na altura estava com a minha carrinha avariada e com carta apreendida, por isso pedi ao Tiago Silva (Bocas) se me podia levar a Alcochete. Ia para acabar a conversa. Para acabar com o burburinho e acabar com o show off”.

28 fev14:29 há 4 horas

“Apercebendo-se o Acuña que estava a falar com ele, disse -me: ‘hijo de ■■■■!’ E eu disse: hijo de ■■■■ és tu. Eu já estava com um copito, estava bebido - “só bebe quem quer”, diz a juíza - gerou-se um burburinho e o Jesus pegou-me no braço e disse para irmos falar lá para tras. Acompanhei-o para detrás das barraquinhas de ‘souvenirs’. Disse-lhe que nao custava nada que viesse [o Acuña] publicamente pedir desculpa pela atitude no final do jogo. E disse-lhe: terça-feira vou lá a nossa casa falar consigo. E Jesus respondeu ‘OK’”, conta Mendes.

28 fev14:27 há 4 horas

O ex-líder prossegue: “Dirigi.me diretamente a ele [Jorge Jesus], porque é amigo do meu ex-sogro. Disse-lhe: mister, há aqui um jogador que teve uma atitude indigna. Tem oito meses de clube e tem de sentir o peso da camisola. Ele não pode reagir assim”.

28 fev14:23 há 4 horas

Fernando Mendes começa por recordar os acontecimentos do aeroporto do Funchal, aoós o Marítimo-Sporting.

“No final do jogo no Funchal onde estive, e como o resultado foi negativo… Toda a gente estava descontente… houve muitos adeptos que disseram vão se embora e Acuña teve falta de educação no final do jogo. Não esteve mal. Esteve menos bem. Fez o chamado manguito e isso indignou-me. Tirei as faixas, guardei aquilo no hotel e fui ao aeroporto reportar ao Jesus. Disse o que se passou…”

28 fev14:19 há 4 horas

Alteração na ordem das audiências. Afinal, a tarde começa com Fernando Mendes, ex-líder da Juventude Leonina. Só depois falará Bruno de Carvalho.

28 fev14:05 há 4 horas

Recorde-se que Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida em 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.

28 fev14:05 há 4 horas

“Bruno, Bruno”, gritaram os apoiantes no exterior da sala de tribunal.

28 fev14:03 há 4 horas

Alguma confusão na chegada de Bruno de Carvalho ao Tribunal de Monsanto, com os apoiantes a criticarem os jornalistas presentes.

28 fev13:57 há 4 horas

Bruno de Carvalho chega acompanhado do advogado. Pouco antes chegara o pai do ex-presidente leonino.

28 fev13:56 há 4 horas

Cerca de 15 apoiantes de Bruno de Carvalho estão no exterior do Tribunal de Monsanto, exibindo cachecóis “Força Bruno”.

28 fev12:26 há 6 horas

O julgamento é interrompido para almoço, regressando às 14h00 para a audição a Bruno de Carvalho.

28 fev12:25 há 6 horas

“A minha vida foi toda por água abaixo, tive prejuízo no café e a saúde da minha mãe piorou. Ainda não ganho para os gastos. Não tive a perceção da gravidade dos acontecimentos. Para o Sporting e para os jogadores e para o país”, disse ainda Eduardo Nicodemus, arguido dispensado pouco depois.

28 fev12:24 há 6 horas

“Senti-me aterrorizado e com medo do que pudesse acontecer depois. Nunca pensei que se ia passar aquilo. Nunca me apercebi do que se tinha passado. Quando cheguei ao café tinha clientes mais aterrorizados que eu, preocupados comigo. Tentei acalmá-los. Quando fui detido não tinha advogado, deixei o meu negóco, não tratei de stock de material…”

28 fev12:23 há 6 horas

O que pensou quando reabriu o café e viu as imagens, questiona a juíza Fátima Almeida. “Pensei que alguém cometeu um crime, que alguém agrediu os jogadores. Não sei… Eu não vi nada”.

28 fev12:23 há 6 horas

“Não tirei o colete da cabeça, porque os jornalistas podiam entrar. Podia ser treino aberto”, diz.

28 fev11:35 há 7 horas

Arguido garante que falava há um ano e meio com uma pessoa [Bocas] que lhe arranjava bilhetes. “Não pensava em mais nada. Sóo queria bilhetes para tudo. Quando houve contacto no grupo foi um alívio, porque era uma forma de ter bilhetes. Pessoalmente, dos arguidos, so conheço o Tiago Silva. Sou um viciado. Peço fotos, bilhetes… Porque sei que cada jogador tem direito a três”, acrescenta.

28 fev11:31 há 7 horas

“Fui à Academia e até deixei um papelinho a dizer que regressava às 18h. Depois voltei ao café”, afirma.

28 fev11:31 há 7 horas

“No dia 13 vi que havia contestalção e apenas dei uma opinião. Só estava no grupo Chefe de Núcleos. Eu depois do jogo estava no meu café e tinha aquilo cheio”

28 fev11:29 há 7 horas

A juíza questiona sobre as mensagens que trocou nos grupos e o facto do arguido não ter percebido o que se ia passar. “Não li nada”, responde ao ser pressionado por Sílvia Pires.

28 fev11:29 há 7 horas

Prossegue a audiição de Eduardo Nicodemus: “Foi-me dito para ir ver um treino. Semanas antes andava à procura de bilhetes. Eu acompanho tudo. Sou um aficionado. Sou 100% bom apoiante do Sporting”.

28 fev11:19 há 7 horas

“Ouvi gritos, mas não vi fumo. Entrei em pânico e fiquei enervado… o Jesus estava muito exaltado”, acrescenta.

28 fev11:19 há 7 horas

“O meu instinto disse me para ir ver o que se passava. Jesus indicou-me a ala profissional. Quando cheguei, entrei e vi Manuel Fernandes, que me expulsou dali. Exaltado e completamente enervado. Eu disse: ‘Mas, o Jesus pediu-me para ajudar!’”, diz.

28 fev11:17 há 7 horas

"Dirigi-me aos campos de treinos onde jogam as camadas jovens. Vejo um segurançaa de óculos que me disse ‘eles foram por ali!’, conta Eduardo Nicodemus.

28 fev11:08 há 7 horas

“Perguntei a um dos jornalistas a que horas era o treino e disse-me que era às 17h30. Esperei uns minutos e voltei para trás. Deparei-me com uma caravana de carros com piscas ligados. Vi que eram elementos ligados ao Sporting. Fiz marcha atrás e fui atras deles até a um parque de terra batida”, recorda.

28 fev11:07 há 7 horas

Chega a vez de ser ouvido o arguido Eduardo Nicodemus. “Fui à Academia ver o treino e tentar arranjar bilhetes para a final de Portugal”, conta sobre o dia 15 de maio.

28 fev11:06 há 7 horas

“Quero pedir desculpa ao tribunal, às familias e às pessoas que sofreram com os meus atos. Quero pedir uma segunda oportunidade a este tribunal. Acredito que mudei e que não voltarei a cometer os mesmos erros. Já sou melhor pessoa e quero cumprir os meus objetivos”, diz Ricardo Neves ao concluir o depoimento.

28 fev10:37 há 8 horas

“Achava que o que fazia era bem… Não tinha consciência. Hoje percebo que os jogadores têm familia. Não deve ser fácil estar no local de trabalho e ver 30 ou 40 pessoas a entrar sem saberem o que tinham nos bolsos. Estou envergonhado e não quero mais ser aquela pessoa”, diz a chorar.

28 fev10:36 há 8 horas

“Se o Acuña tivesse ficado sentado, talvez nao tivesse reparado nele, não sei…”, acrescenta sobre a chapada.

28 fev10:34 há 8 horas

“Passei por eles um a um e cheguei ao Acuña, que me perguntou o que se estava a passar. Não sei se tivemos uma troca de palavras, mas dei-lhe uma chapada”, conta o arguido. “Ele não teve qualquer reação. Passei por eles e vi o William de relance… Ia falar com ele porque era um dos capitães. Tentei falar com ele e foi quando ele saiu do balneãrio. Fui atrás dele, mas entretanto não consegui. Ele estava a falar com outro arguido”, acrescenta.

28 fev10:33 há 8 horas

“Disse que eram uma vergonha, uns vendidos e que não mereciam a camisola que tinham ao peito. Não nestes termos. Na onda de estupidez, envolvi-me ainda mais”.

28 fev10:33 há 8 horas

“Lembro-me, lá dentro, de ver o Manuel Fernandes, vi o Bas Dost e cumprimentei-o com a cabeça. As portas do balneário estavam semi abertas. Entrei, virei à esquerda e lembro-me dos jogadores sentados… Falei no geral. Passei por eles, um a um, ofendendo. Lembro-me do Leão, Acuña, Montero e Bryan”

28 fev10:32 há 8 horas

Desta vez fui em direção aos campos. Percebi que os jogadores estavam lá dentro e nesse momento já haviam algunas tochas abertas. Eu tinha uma comigo e abri. Atirei-a para o chão, foi para debaixo do carro do Nélson… Só quando fui detido percebi onde tinha ido parar. Jamais tentaria fazer esse tipo de atos."

28 fev10:31 há 8 horas

Ricardo Neves revela que estivera antes na Academia, com amigos, a ver um treino.

28 fev10:30 há 8 horas

“Nao ia lá para bater nos jogadores. Cheguei a referir isso, mas estava frustrado”, acrescenta

28 fev10:30 há 8 horas

“Sai do carro e meti a balaclava que levava comigo. Comecei a correr e na altura havia dúvidas sobre a hora do treino, se às 16h ou 17h. O objetivo era contestar os jogadores. Na minha ignorância, após o jogo da Madeira, queria perguntar o que se passou… Acima de tudo pela tensão que houve entre adeptos e jogadores após o jogo, ainda que não estivesse presente”.

28 fev10:29 há 8 horas

“Estava inserido no grupo Academia Amanhã e j+a estava no Piranhas on Tour. No dia 15 fui à Academia de boleia”, afirma, questionado pela juíza Sílvia Pires.

28 fev10:24 há 8 horas

Agora, fala o arguido Ricardo Neves.

28 fev10:24 há 8 horas

Termina André Girão, testemunha nomeada por Bruno de Carvalho.

28 fev10:23 há 8 horas

Girão nega informação que chegou a correr de queos jogaodores de hóquei em patins chegaram a receberem uma mensagem de Bruno de Carvalho, comunicando que estavam despedidos.

28 fev10:22 há 8 horas

“Se era homem para chorar connosco? Isso não lhe vou dizer, mas estava sempre connosco”, refere o hoquista.

28 fev10:21 há 8 horas

Girão, guarda-redes da equipa do Sporting, é o primeiro a ser ouvido. Interrogado pelo advogado de Bruno de Carvalho, recorda o relacionamento com o ex-presidente. “Nunca tive na minha carreira um presidente tão próximo como ele. Tinha um trato próximo connosco, sempre com a distância para os atletas. Exigia resultados, mas sempre com distância”.

28 fev08:43 há 10 horas

Os restantes 41 arguidos são acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

28 fev08:43 há 10 horas

O antigo presidente do Sporting, tal como o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, responde, como autor moral, por 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro (estes 97 crimes classificados como terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a 10 anos ou com as penas correspondentes a cada um dos crimes, agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo, se estas forem iguais ou superiores).

28 fev08:43 há 10 horas

Bruno de Carvalho será o 21.º e último arguido depor, depois de durante a manhã de hoje serem ouvidos Eduardo Nicodemes e Ricardo Neves.

28 fev08:43 há 10 horas

O antigo líder dos ‘leões’, que após a primeira sessão do julgamento, em 18 de novembro do ano passado, foi dispensado de marcar presença em tribunal depois de ter alegado não ter carro e ter uma ocupação profissional, vai ser ouvido durante a tarde.

28 fev08:42 há 10 horas

Bruno de Carvalho, que liderou o Sporting entre março de 2013 e junho de 2018, é um dos 44 arguidos do processo da invasão, ocorrida em 15 de maio de 2018, e será, por pedido expresso, o último a ser ouvido pelo coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires.

O Jogo

https://twitter.com/3Sporting/status/1233475059483844608?s=20

Bruno de Carvalho emocionou-se, apoiantes aplaudiram e PSP evacuou a sala

Curiosidades em torno da 35.ª sessão do julgamento do ataque à Academia

Curiosidades em torno da 35.ª sessão do julgamento do ataque à Academia

ALEGAÇÕES . Terminou ontem a fase de inquirições do julgamento. Os trabalhos serão retomados no dia 11 de março, com o início das alegações finais.

Em lágrimas . Bruno de Carvalho abandonou a sala de audiências visivelmente emocionado, após a juíza Sílvia Pires ter desligado o microfone que estava a utilizar.

Palmas . A reação extemporânea do antigo presidente arrancou palmas às cerca de duas dezenas de apoiantes que assistiam à sessão. Comportamento que obrigou a PSP a evacuar a sala.

‘Casuals’ . O antigo líder do clube verde e branco acusou Pedro Silveira ‘Barbini’ e Diogo Amaral e Silva, testemunhas abonatórias de Nuno Mendes [Mustafá], de pertencerem a uma ala conhecida como ‘casuals’ dos leões.

Corrida . Fernando Mendes confessa ter estranhado que os adeptos que o acompanharam tenham arrancado a correr à sua frente. “Vão ter de parar para se identificarem”, pensou.

Contingente policial . A presença de BdC e de Fernando Mendes em tribunal levou ao reforço do contingente policial, com o envio de duas carrinhas da Unidade Especial de Polícia para o local.

Ângelo Girão . A última testemunha abonatória de BdC foi a tribunal garantir que o antigo líder enviava “mensagens para motivar os atletas”. “Queria tanto ganhar como nós”, garantiu o capitão do hóquei leonino.

Record

https://twitter.com/miguelafonseca/status/1233680231908757506?s=20

Alegações finais do ‘caso Alcochete’ arrancam hoje

Audições deverão arrancar durante o período da manhã

Têm hoje início, no Tribunal de Monsanto, as alegações finais do julgamento ao ataque à Academia de Alcochete de 15 de maio de 2018. As audições deverão arrancar durante o período da manhã e nenhum dos 44 arguidos, entre os quais o ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, está dispensado.

Record

“Têm de levar todos nos cornos menos o Bruno Fernandes”

Na primeira sessão de alegações finais no julgamento do ataque à Academia do Sporting, o Ministério Público sublinhou o conteúdo de mensagens trocadas via Whatsapp.

O Ministério Público (MP) sublinhou esta quarta-feira o conteúdo nas mensagens trocadas por arguidos no processo do ataque à Academia do Sporting, via Whatsapp, antes da invasão do dia 15 de maio de 2018.

“Expressões utilizadas [nas mensagens] não deixam dúvidas sobre a intenção dos indivíduos: ‘é chegar, bater e ir embora’, ‘quando a polícia chegar já fomos embora’, ‘amanhã vão levar a sério’ e ‘vão levar nos cornos’. Todos intervêm nas conversas, que vão sendo no mesmo sentido, e nenhum se desmarca”, assinalou a procuradora no Tribunal de Monsanto, durante a primeira sessão de alegações finais.

“E até falam da atitude a adotar se aparecer a Polícia de Alcochete. O arguido Rúben Marques foi o único que admitiu que era para ir bater”, prosseguiu a procuradora, citando uma outra mensagem:

“A finalidade era do conhecimento geral e no círculo de pessoas em que confiavam não escondiam. Daí o arguido Emanuel Calças perguntar se sabiam ao que iam. ‘Têm de levar todos nos cornos menos o Bruno Fernandes [mensagem do arguido Montez]’”, rematou a representante do MP.

O Jogo

Ataque a Alcochete: “Provou-se que entraram sem autorização do Sporting”

Alegações finais do Ministério Público esta manhã no Tribunal de Monsanto

A sessão de alegações finais do Ministério Público no julgamento do ataque à Academia do Sporting arrancou esta manhã em Lisboa, cuja argumentação começou por apontar 41 dos 44 arguidos como autores da prática de vários crimes violentos naquele recinto.

Segundo a procuradora do MP, “provou-se que 41 dos arguidos entraram sem autorização do Sporting e com consciência dessa conduta”, sendo que “Quatro inverteram o percurso e 37 dirigiram-se aos campos de treino onde esperavam encontrar o plantel. Arremessaram artefatos pirotécnicos”.

Depois de uma paragem de quase duas semanas, o julgamento, que começou em 18 de novembro do ano passado, entra na fase de alegações, depois de, ao longo de 35 sessões, terem sido ouvidas 65 testemunhas de acusação e 90 de defesa.

Acompanhe a sessão em direto, aqui.

O Jogo