O Marco Silva até já fez alguns milagres com jogadores (Balboa, Carlitos, Carlos Eduardo e até mesmo o Licá as vezes) mas preferia mil vezes alguém com um valor sobejamente mais seguro (Filip Kostic, Ruben Botta, Lucas Melano, etc) do que “um renascer das cinzas” por um jogador que a 4 anos era para ser dos melhores na sua posição e agora anda a mandar chutes para o ar no Vitesse.
Esses “milagres” são a conjugação de vários factores, onde os próprios jogadores são preponderantes no sucesso final.
Não existe milagres, um jogador sem qualidade nunca irá passar disso seja treinado por quem for.
Mas esse mito acredito olhando para o que esta a ser esta pré época do carnide vai ter tendência para desaparecer…
Finalmente mais alguém concorda comigo, estamos de acordo. O que existe são modelos de jogo que beneficiam mais ou menos as características de um tipo de jogador em detrimento de outro, porque estas coisas são mesmo assim. Em termos de treino e desenvolvimento de talento, podemos sempre evoluir, mas nos clubes de topo, não me parece que existam grandes diferenças ao nível da qualidade de trabalho em termos de treino.
O que faz diferença é a qualidade da estrutura envolvente, em termos de precaução de lesões, acompanhamento de atletas (saídas, e afins), é principalmente o aspecto mental em que cada vez mais existe o factor diferenciador dos demais, aspecto em que o JJ tem como ponto fraco.
O problema é que necessitamos de valor acrescentado, imediato, para as alas. Como de pão para a boca.
Já temos 2 jogadores com muito potencial, que ainda precisam de tempo para crescer, minutos de jogo e/ou consistência. Carlos Mané e Carrillo.
Precisamos de (pelo menos) um jogador que chegue e pegue de estaca no 11. Alguém com margem de progressão, tanto desportiva como financeira, mas que renda no imediato e de forma assertiva.
Bem sei que é o que todos os clubes querem, mas a realidade com que nos deparamos é esta.
Bem, isto é estar a repetir o que já quase todos disseram, mas cá vai. Ele qualidade técnica tem e tinha grande potencial, não foi por acaso que o Chelsea quase travou uma guerra para o ir roubar ao Lens, mas fora isso falta-lhe tanta coisa. E se o que lhe falta não chegou já com 23 anos também será difícil que ainda chegue.
Devo tê-lo visto jogar pela primeira vez pouco depois de se ter estreado no Chelsea, no Europeu de sub-19 que a França ganhou, e em que ele era titularíssimo. Via-se que não era um jogador qualquer, mas naquela altura quem me impressionou mesmo foi um suplente de luxo que lá andava, o Lacazette, que de cada vez que entrava mexia com o jogo e decidia. Por alturas do Mundial de sub-20 do ano seguinte, já o Kakuta tinha passado para segundo plano e o Lacazette já estava a explodir de vez e cada vez mais se foi assumindo como avançado.
O único clube que apostou definitivamente nele foi o Vitesse e não considero uma boa estrutura. De qualquer das maneiras, também concordo com a maioria quando dizem que a cabeça dele não é boa de todo.
Se fosse há uns anos atrás sim, a verdade é que a evolução dele estagnou, deu o salto para o Chelsea demasiado cedo e os constantes empréstimos não lhe favoreceram em nada. Sinceramente espero que não venha.