Como já disse anteriormente, quem estiver à espera de uma troca constante de “cromos” na nossa equipa, parece-me que vai ter de esperar mais algum tempo. Não acredito que tenhamos uma grande revolução no plantel nos próximos anos.
Na minha opinião, há apenas cinco jogadores que poderão sair nos próximos anos: Merlim, pelo fator idade; Gonçalo Portugal, cuja saída já é falada há bastante tempo; Bruno Pinto, dependendo do rendimento, sendo FL e tendo capacidade para marcar golos, continuará sempre a ter espaço, salvo se surgir alguém da formação ou um jogador como o “Rúben Teixeira” explodir; Chiskala, que está a ter algumas dificuldades de adaptação; e Rocha, pelo natural declínio associado à idade.
No que diz respeito à baliza, parece-me bastante óbvio que, quando surgir uma vaga, Guilherme Cintra será o escolhido para a ocupar.
A saída de Merlim e/ou Chiskala poderá abrir espaço para a entrada de um NFL, preferencialmente um ala esquerdo. Marcel tem sido o nome mais falado e, caso se confirme essa aposta, parece-me uma opção bastante lógica.
No caso do Bruno Pinto, o facto de ser FL faz com que a sua saída dependa muito do aparecimento de alternativas. Se surgir alguém da formação - ou se um jogador como o “Rúben Teixeira” der o salto definitivo - poderá perder espaço. Acredito, por exemplo, que Diogo Santos possa assumir progressivamente o papel de ala com maior capacidade de finalização que, durante alguns anos, pertenceu a Diogo/Cavinato e que atualmente é desempenhado pelo Bruno Pinto.
Quanto ao Rocha, a situação parece-me ainda mais evidente. Se o Ruela continuar a evoluir ao ritmo atual e se afirmar em breve, enquanto Pedro Santos continua a crescer e Rufino se apresenta como uma opção de extremo com potencial, é perfeitamente possível que Rocha comece a perder espaço no plantel.
Depois existem ainda jogadores como Injai e Renato Almeida, que me parecem estar cada vez mais próximos de poderem integrar a equipa principal. E aqui surge a grande questão: quem sai para abrir espaço?
Na ala, caso saia Merlim ou Chiskala, poderá surgir uma vaga para o Renato Almeida. Já no caso do Injai, a situação parece mais complicada, porque a posição está bastante preenchida. Ainda assim, se o Injai se tornar claramente melhor que o Bruno Maior, terá necessariamente de haver espaço para ele no plantel.
A curto/médio prazo, imagino a equipa algo deste género:
Bernardo Paço — Sukhov — Guilherme Cintra
Erick — Tomás Paço — Bruno Maior/Injai
Wesley
Marcel — Diogo Santos — Tiaguinho
Valério — Rúben Teixeira — Renato Almeida
Zicky — Rufino — Pedro Santos — Ruela
Neste cenário, teríamos apenas quatro NFL, o que deixaria alguma margem de manobra para, no futuro, reforçar posições em que os jogadores da formação não consigam evoluir o suficiente ou em que surja uma oportunidade de mercado particularmente interessante. Sinto que falta alguma magia no plantel, algo que poderá ser colmatado com as duas vagas de NFL disponíveis.