Igualdade no dérbi
Por Sporting CP
27 Set, 2026
Futsal
Leões do futsal empatam com SL Benfica (3-3)
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal recebeu e empatou com o SL Benfica por 3-3, na tarde deste domingo, em jogo a contar para a terceira jornada da fase regular da Liga. Um resultado frustrante para os Leões, que somaram inúmeras oportunidades para vencer a partida, mas acabaram por mostrar alguma ineficácia na cara do golo.
Com Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Bruno Maior, Wesley e Alex Merlim no cinco inicial, os Leões criaram a primeira oportunidade de golo aos três minutos: Rocha apareceu desde a direita, ‘cortou’ para o meio e rematou para desvio oportuno da defensiva visitante.
Com o avançar do cronómetro, e após um período de maior encaixe inicial, os Leões iam ocupando de forma cada vez mais dominante o meio-campo adversário e o primeiro golo acabou por surgir, assim, com alguma naturalidade. Aos quatro minutos, Alex Merlim assumiu um livre desde a esquerda que Léo Gugiel defendeu para canto; na sua marcação, o ‘Mago’ serviu Diogo Santos e o camisola 7 encheu o pé, à entrada da área, para fazer o 1-0.
A resposta encarnada chegou, porém, logo depois: ainda no mesmo minuto, Silvestre Ferreira apareceu solto na zona central e, com um forte remate, igualou as contas de um dérbi, como sempre, e como esperado, intenso e dividido.

Com ataque cá, ataque lá, e as bancadas do Pavilhão João Rocha a vibrar, sucederam-se as ocasiões. Aos 6’, Bernardo Paçó agigantou-se e, com uma dupla intervenção, impediu a reviravolta encarnada. Já na resposta, foi Leo Gugiel a travar as intenções de Tomás Paçó. Pouco depois, no equador da primeira parte, Wesley, sozinho no meio, rematou a centímetros do poste da baliza encarnada e depois foi Rocha, de baliza aberta e com algum azar à mistura, a desperdiçar uma assistência com selo de golo de Felipe Rufino.
O Sporting CP parecia novamente mais dominante, e apostando sobretudo no jogo de pivô, conquistou uma grande penalidade aos 11 minutos, após mão de Silvestre Ferreira na área. Bruno Pinto mostrou, contudo, demasiada pontaria e acertou com estrondo na barra da baliza defendida – então – por André Correia.
Apesar da contrariedade, os Leões mantiveram a toada dominante e Bernardo Paçó começou a aparecer em zonas cada vez mais subidas. Foi numa dessas ocasiões, aos 15’, que o guardião verde e branco obrigou Léo Gugiel a mais uma importante defesa. Um minuto depois, também Bruno Pinto, descaído para a direita, testou os reflexos do guarda-redes do SL Benfica - que voltou a levar a melhor.
A eficácia, ou falta dela, ia-se assim revelando decisiva para o desfecho do jogo e, aos 18’, também Rúben Teixeira, isolado numa transição rápida, e Bruno Maior, na ressaca, voltaram a desperdiçar uma boa ocasião perante a ‘muralha’ Léo Gugiel; em situação de 2 para 1, nem um nem outro conseguiram desfazer o nulo com que as equipas acabaram a descer aos balneários.
Os segundos 20 minutos antecipavam-se, por isso, tão intensos quanto os primeiros, e as expectativas dos amantes de futsal não saíram defraudadas: ainda aos 21’, Bernardo Paçó evitou o segundo golo encarnado, e, aos 22’, voltou a desviar com o pé mais um remate de Cléber Souza. Pelo meio, Diogo Santos rematara às malhas laterais, criando um momentâneo ‘frisson’ nas bancadas.
Aos 24’, Wesley e Bruno Pinto protagonizaram um lance caricato, mas exemplificativo, da falta de sorte verde e branca: o brasileiro galgou terreno e, numa excelente jogada individual, rematou forte à baliza encarnada. A bola, caprichosa, embateu no pé do português, que, em cima da linha de golo, acabou por cortar inadvertidamente um golo certo.
O jogo abriu e, do outro lado da quadra, também Tchuda acertou nos ferros, aparecendo ‘na cara’ de Bernardo Paçó. O SL Benfica chegaria, porém, ao golo logo depois. Aos 26’, Bernardo Paçó subiu uma vez mais no terreno, mas os encarnados pressionaram em zona alta, recuperaram a posse e Edmilson Kutchy finalizou, com natural facilidade, uma rápida transição.
Com os Leões agora à procura do empate, Léo Gugiel assumia-se, cada vez mais, a grande figura do encontro. O guardião das águias, que, com mais duas defesas de altíssimo nível, voltou a negar a festa a Diogo Santos e a Bernardo Paçó, não conseguiu, porém, evitar o autogolo de Carlos Monteiro aos 28’: Alex Merlim bateu um canto fortíssimo desde a direita e a bola desviou no jogador encarnado, selando o 2-2.

O 3-2 chegou dois minutos depois, para delírio dos adeptos verdes e brancos. E que golaço! Wesley recuperou a bola em zona central e, ainda em desequilíbrio, avançou na quadra, disparando uma ‘bomba’ imparável para colocar o Sporting CP nova, e justamente, na frente.
Com sete minutos por jogar, os Leões continuaram pressionantes, à procura de dilatar a vantagem, mas esbarraram, agora, em André Correia. Com duas magníficas defesas consecutivas, o guardião encarnado negou o golo a Tomás Paçó e a Rocha, prolongando a indefinição no resultado.
Quem não marca, sofre, já avisa a sabedoria popular, e Cléber Souza comprovou-o ainda no mesmo minuto, após uma boa condução individual de Edmilson Kutchy.
Com tudo novamente empatado, o Sporting CP sofreu nova contrariedade aos 36’, quando Rocha foi expulso por acumulação de amarelos. A jogar com menos uma unidade durante dois minutos, os Leões mostraram uma enorme capacidade de sofrimento, segurando o resultado, e já de igual para igual, projectaram-se para o ataque. Aos 39’, Felipe Rufino tentou servir Felipe Valério, mas com demasiada força, e, a 23 segundos do fim, Alex Merlim quase fazia o 4-3, mas o remate saiu a milímetros do poste direito da baliza encarnada.
Contas feitas, igualdade no dérbi, num jogo onde o Sporting CP tudo fez para conquistar os três pontos, mas encontrou pela frente um enorme Léo Gugiel. Os Leões focam-se agora na visita ao Eléctrico FC, agendado para o próximo domingo, dia 4 de Outubro.
Sporting CP: Rafael Ruela, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley, Rúben Teixeira, Tiaguinho, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Felipe Rufino, Bruno Maior, Rocha e Oleksandr Sukhov [GR]. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Rúben Teixeira (18’), Rocha (19’), Bruno Maior (29’), Rocha (36’); cartão vermelho para Rocha (36’).