Gr: Guitta / G.Portugal
Fixo: Leo / Erick / J.Matos
Ala’s: Merlim/Taynan/Lino/Gadeia ou matheus/Pany/Henmi de Fl’s da abada a todos bem aproveitado/Deo
Pivot: Rocha/Cardinal/Júnior (Portimonense)
Em suma, na baliza é confiar no Gonçalo que ultimamente tem dado a ideia que não deve muito ao André Sousa e ir chamando um puto ao banco naqueles jogos em que não se leva o Guitta…
Nos fixos deixo o João Matos fazer mais uma época pela importância no balneário, uma época para se despedir em grande.
Nos alas, com aquele lote… Provavelmente teríamos o melhor lote de alas do mundo.
Nos pivots, confio que vai ser o Rocha a fazer esquecer o Dieguinho, Cardinal é Cardinal e o junior é para fazer crescer tem tudo para ser o melhor pivot tuga e também joga na ala.
Tendo em conta o nosso estilo de jogo, não é conveniente atacar a próxima época só com Cardinal e Rocha como únicas opções para a posição de pivot. Ou contratamos outro pivot, ou então contratamos um ala que possa desempenhar também essa posição com qualidade.
A saída do Dieguinho vai ser muito difícil de superar, não nos podemos esquecer que estamos a falar de um dos melhores jogadores do mundo.
Não sei, acho difícil isso acontecer. É difícil para o treinador mudar a sua ideologia, o Nuno Dias é claramente adepto do jogo de pivot. Nos últimos anos temos tido sempre três pivots no plantel. E ele até referiu recentemente que prefere cada vez mais jogadores fortes na componente física, nota-se que tem desvalorizado a vertente técnica (o Taynan encaixa neste perfil).
Não sei se será verdade ou não mas o Gustavo Muñana, nos comentários de um tweet onde partilha a notícia d’o jogo, diz que o Alex vai cumprir o ano de contrato que ainda tem.
A saída do Dieguinho é uma perda com um peso brutal porque era muito simplesmente o nosso melhor pivot, o nosso pivot mais versátil, o mais poderoso, o mais goleador, o mais adaptado, e em melhor forma, ou não fosse um dos melhores do mundo na posição, e um dos mais importantes da equipa, decisivo na Histórica Vitória na Liga dos Campeões, portanto, ou vamos buscar um minimamente parecido, ou pelo menos outro pivot (como André Galvão) ou, no caso de não vir mais nenhum pivot, temos obrigatoriamente de trazer mais 1 ou 2 alas desequilibradores, ou então vamos, em teoria, ficar bem mais fracos no próximo ano (o Rocha ainda não está pronto, o Cardinal é de cristal, o Deo é de fogachos cada vez mais raros, o Alex tem a mobilidade do Robocop, o Cavi fica pequeno nos jogos grandes, os tijolos do Pany parece que crescem com os anos, e o Merlim já não vai para novo nem aguenta em cima dele o peso todo de ser o único desequilibrador da equipa)…
A equipa também precisa de conhecer o Rocha e aprender a movimentar-se em função dele.
Todos conhecem as duas movimentações padrão mas ninguém consegue travar essa movimentação. É o mesmo que acontece com o Merlim, Ferrão ou Ricardinho.
No entanto, a equipa ainda não conhece bem o Rocha e ainda “mata” muito do jogo dele. Exemplos:
Por diversas ocasiões, Rocha encosta na direita do ataque e procura espaço (dobra do marcador directo afastada) para rodar. Os jogadores do Sporting ao invés de atraírem o adversário para longe, fazem diagonais a fechar o espaço ao Rocha.
Rocha procura atrair para o fundo o adversário directo para abrir espaço a entradas para finalização mas os colegas não procuram esse espaço.
Rocha procura atrair o marcador e o jogador na “dobra” para abrir espaço na ala contrário mas o ala do Sporting acaba por vir muito dentro e não é capaz de aproveitar o espaço.
Três situações simples e básicas mas que o Sporting ainda não consegue usufruir do talento do Rocha. Basicamente, só estamos a beneficiar do seu talento individual e não do que pode oferecer ao colectivo.
Acreditava e acredito muito nele.
Jogadores como Taynan, Leo ou um Gadeia podiam beneficiar muito do espaço que abre para remates aos 12 metros.
Jogadores como Merlim pode beneficiar muito com o espaço para 1vs1 que abre na ala contrária.
É um craque de nível Mundial e está destinado ao sucesso.
Não concordo TOTALMENTE com a tua análise sobre o jogo da equipa com o Rocha, vê jogos deste ano e repara na movimentação da equipa quando joga com o rocha estão constantemente a circular indo ao lado dele e a seguir vão para o lado contrário ou apenas se encostam do outro lado, para quê, para arranjar espaço para ele e baralhar a forma como o marcam, e fazem isso constantemente… Vi há uns tempos um vídeo dos espanhois a explicarem essa movimentação do Sporting e por isso comecei a observar melhor quando jogavam com ele e a reparar nessas movimentações
Não acontece todas as vezes mas já reparei nessa movimentação quando ele joga.
Esse vídeo só prova o que digo na 1ª frase do post.
No entanto, a equipa apresenta o comportamento contrário na maioria dos lances.
Recordo-me perfeitamente dum lance no mesmo jogo 3 que o João Matos em 3 momentos quase consecutivos vai levar jogadores para a zona de rotação do Rocha ou procura atacar o espaço vazio quando o brasileiro pedia, claramente, um remate aos 12 ou 13 metros.
A equipa AINDA não sabe jogar com o Rocha. Ou secalhar até sabe mas ainda não flui de forma natural e consistente porque ainda falta maior entrosamento.
Também é um pouco por aqui que gostava da permanência do Alex (caso o Dieguinho tivesse ficado) porque acho que queria uma dinâmica muito interessante com um pivot destro e móvel.
Já me debrucei aqui sobre as movimentações do Rocha, vão ser a principal jogada do Sporting para a próxima época. O movimento do Rocha, tanto para fora como para dentro, é único e impossível de defender se os colegas o meterem e libertarem na posição certa. Depois de o encontrarem na posição certa, e não aleatoriamente como actualmente ainda acontece, segue a segunda parte do movimento que tem infinitas possibilidades de variantes que não estamos a usar correctamente por não estarmos habituados a jogar com ele. O nosso modelo do próximo ano vai ser centrado no Rocha. Vai haver um Sporting com Rocha em campo e um Sporting completamente diferente sem Rocha.
O Robinho também tem a sua jogada particular que mais nenhum jogador no mundo faz (nem nenhum treinador do mundo dá possibilidade de fazer por ter uma probabilidade suicida bastante grande para um jogador normal).
Dizer que o movimento do Rocha é negativo e ele não o deveria fazer tão frequentemente é não conhecer minimamente o jogador antes de vir para cá. É isto que faz o Rocha especial e é isso que para o ano nos vai fazer especiais. Tem é que ser executado sem bola pelos companheiros decentemente.
Esse movimento é propositado. Mas mal executado. Entre as N possibilidades, existe a do bloqueio directo, à basket, que é o que tentámos fazer várias vezes. Cria uma troca na marcação ou até uma possibilidade de rotação para o lado contrário do bloqueio, consoante a forma como o fixo se estiver a apoiar nas costas do Rocha. Os fixos vão perceber que estarem a meter as mãozinhas nas costas do Rocha vai dar m****, assim ele sabe perfeitamente o lado que estão a defender.
E quando não metem as mãos nas costas e ele se encontra em iso perfeita, o Rocha tem um movimento, também inspirado no basket, que é o face up seguindo de spin. É um movimento lindo, ainda não tivemos oportunidade de o ver aqui, a equipa tem que estar posicionada convenientemente para tal porque se perde a bola, eles podem ficar isolados.
Acho que no youtube devem encontrar este movimento que falo.
Tenho pena de não conseguir encontrar o vídeo onde era explicado as movimentações, se o achar depois envio-te…
Aquilo que tu viste o Matos fazer (Tb vi o Cary, Varela e outros fazerem), a tal diagonal, normalmente passavam depois por tras do Rocha e o marcador pela frente, e voltavam ao outro lado é bem explicado nesse vídeo.
Mas é verdade que a equipa ainda nao está totalmente rodada com um pivot como o Rocha, mas já existe alguma coisa.
O João Matos podia bloquear o fixo mas teria de fazer uma diagonal muito mais rápida mas acima de tudo aproximar do duelo Rocha-fixo.
No entanto, o Matos fez o oposto em 3 ocasiões consecutivas. E pior, não só acaba por não bloquear mas também permanece no raio de acção do Rocha. Quando devia sair rapidamente para voltar a colocar várias opções ao pivot e causar incerteza nas marcações.
Além disso, João Matos não pode ser o jogador a fazer este movimentos porque a probabilidade de rematar será 10 ou 20%. Ao contrário do Leo, por exemplo.
Vamos ver se o Alex, com o físico que tem e bom remate, não será adaptado a falso pivot :whistle:
Acho arriscado continuar com ele, contudo, e mais arriscado ainda continuar com o Cavinato. Esta secção tem percebido a hora certa de saída de alguns jogadores importantes (por exemplo o Fortino) e acho que está na hora do Cavi.
Confirmando-se, acho mal. Já o Alex ficar como terceiro pivot e ala extra ainda consigo entender, no limite, se o Nuno Dias achar que pode vir a ser útil nas duas posições.
Mas para certezas, ao nível de Guitta, Leo, Merlim e Rocha (é-o cada vez mais), acho que era uma boa altura para trocar o Cavinato por outro estrangeiro.
O Alex não pode ser transformado em pivot, no máximo em fixo, como já tinha dito aqui antes de vir. O Inter tb o tentou transformar nisso e ele não deve estar para aí virado. Tem zero de futuro na ala neste nível. Via no Alex uma evolução à Djo, de mau ala para bom fixo específico. Para pivot o homem não tem nada. Não tem rotação, não tem agilidade, não sabe segurar a bola de costas para a baliza, etc. Só tem bom remate se lhe derem espaço, em espaço curto n consegue criar espaço para remate. (ele precisa de muito tempo para preparar remate, o melhor remate dele é de primeira ou em corrida)
Mais facilmente é o Erick adaptado a Pivot
Ps: o Cavinato era o estrangeiro que ganhava menos, é normal que fique também por essa razão. Por uma vez a questão do orçamento dá jeito :twisted:
O Alex é um grande jogador. Para um sistema de 3-1 com a equipa a jogar desde trás é excelente.
O Alex é um ala capaz de ligar o jogo com o pivot com uma qualidade absurda. Porque será que os melhores momentos deles foram com o Dieguinho?
É um jogador com uma capacidade de passe, critério na gestão da posse com uma tomada de decisão muito boa, visão e leitura de jogo, criatividade e remate acima da média.
Agora também estou de acordo que não faz sentido continuar até porque perdemos aquele que seria o jogador perfeito para coexistir em campo com ele: Alex-Dieguinho.
Além disso, também acho a equipa suspira por outro tipo de características no plantel mas acima de tudo na ala direita.
É mau jogador? Não, muito longe disso. Agora quando estão a procurar nele um desequilibrador no 1vs1 ou até no 2vs1, um jogador de drible ou um ala com muito golo. Aqui a coisa complica, ele não é, não foi e nunca será nada disso…
Mas acaba por ser justo o Alex fazer a 2° época, tivemos outros casos que fizeram más primeiras épocas e depois explodiram, pode ser que tenhamos uma surpresa