Quem é que disse essa merda?
É por essa megalomania, por essa propaganda exacerbada, por essa cegueira crónica que não suporto essa agremiação ou os lampiões. Asco de morte dessa gente. Nada contra benfiquistas.
Podes dizer o que quiseres do Eusébio, mas era português, independentemente de gostar da sua terra natal, Moçambique (que, e aqui é estranho que alguém como tu se esqueça, era colónia portuguesa, na altura). E mesmo que não fosse, não seria a primeira vez que um não-português tenha um estatuto simbólico em Portugal, Calouste Gulbenkian, arménio, ou Fernando Peyroteo, “angolano”, têm e outros também o terão.
É assim, não sou o maior adepto da personagem em causa, mas para qualquer pessoa minimamente racional não é escandaloso (seria-o sim outro jogador da mesma qualidade e simbolismo ser preterido no futuro, eg: Ronaldo) que Eusébio seja posto no Panteão, assim como não o é Amália lá estar - e com isto não estou a dizer que outras pessoas de importância para a nação que não estão lá também deveriam lá estar.
Acredito que tenha sido um dos melhores jogadores de bola moçambicanos de sempre, a par do Akwá, mas de certeza que era o que tinha mais garrafas de whisky novo na Duque de Loulé, não se deve menosprezar esse título.
O teu argumento é completamente ao lado.
Acho um erro Eusébio estar no Panteão, mas Português ele era, quer ele quisesse ou não porque nasceu numa colónia da altura. Isto nem sofre discussão!
Agora que é um símbolo nacional que mereça tal distinção, já tenho muitas dúvidas…
SL
Um país sem heróis como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Salgueiro Maia, José Saramago, etc.;
Tem que ir aos confins, ao desporto rei para os encontrar…
Passaram o cortejo pelo clube do regime e depois recebeu a bênção do Presidente do Conselho de Ministros, e só depois darão descanso aos restos mortais.
Desde o padre pedrasta que deu a missa, ao presidente do clube de alterne (boifica), passando pelas inúteis que chuparam a riqueza do pobre Eusébio, o cheiro intragável a m.erda chegava cá fora e inundava a multidão de imbecis que deliravam com o espectáculo macabro.
Pobre Eusébio nem morto te deram sossego e continuam a fazer troça de ti.
Quando gozavam por dizeres que o teu marisco preferido era tremoços, e que jogavas com um perno dois pernos. Deste muitas alegrias à nossa selecção nacional e não merecias que o teu corpo fosse devassado desta maneira para a glória e requinte destes criminosos.
Quem virá a seguir para o panteão nacional o Tony Carreira ou o Figo? Triste sina esta, de um povo que não tem heróis para recordar.
Se por Portugal nunca ganhou nada vamos agora orgulharmo-nos de derrotados?
Teve sucesso na sua profissão? E? Tanto quanto sei a tabela do CAE e do CPP abrangem juntas mais de mil profissões. Vamos escolher o melhor em cada uma delas? Comecem já a expansão do panteão…
E vamos olhar para uma carreira onde internacionalmente terá estado na ribalta uns dez anos? Quando após acabar nada fez mais do que viver à sombra do passado?
Querem distinguir quem mais de metade da sua vida esteve alcoolizado?
Votar a ida de uma pessoa para o panteão na assembleia justamente na semana em que morreu é sensato? Esperavam que votassem não?
“Não gosto do Sporting. No meu bairro, era um clube de elite, da polícia, que não gostava das pessoas de cor, era racista”.
É desta forma taxativa que Eusébio descreve a visão que tem do clube de Alvalade. A antiga glória do Benfica revela que o Sporting não quis pagar a mesma verba que o clube encarnado e que não respeitou a sua família. “Assinei contrato com o Benfica, não assinei nada com o Sporting. É tudo mentira”, afirmou a antiga glória do futebol internacional, numa entrevista à revista ‘Única’, publicada este sábado. Eusébio conta que o clube encarnado pagou 250 contos à sua mãe e ao irmão mais velho, um valor que o presidente do Sporting da altura, Braz Medeiros, não pensou em cobrir. Eusébio explica que apenas jogou no Sporting de Lourenço Marques, quando vivia em Moçambique, porque o treinador do Desportivo nunca o “deixou treinar” e porque a “mãe não percebia nada de futebol”. Sobre o alegado rapto, Eusébio é peremptório: “Então se o Benfica me tivesse raptado, eu iria gostar de uma equipa que me tinha feito isso? Não gosto é do Sporting”. Para o ex-jogador, a história foi inventada porque, após três meses da sua chegada a Portugal, o clube de Alvalade percebeu o seu valor. E reforça: “Eu nem do Sporting de lá gosto, quanto mais do de cá. Tudo o que hoje sou é graças a mim, aos meus colegas e ao Benfica”. Na mesma entrevista, o ex-internacional português diz ainda que só não jogou em Itália porque o António Oliveira Salazar, o “padrinho” como lhe chama e com quem se encontrou oito vezes na Assembleia da República, nunca o deixou sair de Portugal.
Estou-me nas tintas para o Eusébio, mas… Um clube grandioso como o Sporting Clube de Portugal só alcança a glória se do outro lado tiver adversários valorosos. Bater em mortos e ganhar com favas contadas não dá prestígio a nenhum clube. Acho que um clube da nossa grandeza deve também reconhecer e respeitar os bons adversários — Eusébio foi um deles e, por isso, da minha parte, que descanse em paz.
A questão não é essa, a questão é que os lampiões fanáticos que também estão no governo assim como por toda a parte, quiseram fazer com o erário público um ritual de supremacia e predestinação sobre os que não fazem parte dos 6 milhões.
6 milhões de caralhos.
Não há país nenhum da Europa onde um clube se infiltre tanto na política para conseguir usar o dinheiro e a dignidade de todos em seu proveito próprio.
Nem o AC Milan no tempo do Berlusconi alguma vez teve sequer qualquer abuso confiança próximo disto que se vive.
Acho que neste caso em concreto, o Eusébio, exageras. A trasladação foi aprovada na AR por unanimidade. Na AR, onde existe um núcleo oficial de deputados sportinguistas. O homem foi um lampião e isso diz pouco da sua inteligência mas, como escrevi atrás, foi um adversário valoroso e acho que merece respeito por isso.