Estatura de Onzes Tipo do SCP vs Clubes Referência

Strikerr,

Obrigado!

Peço desculpa, pois então percebi mal, julguei que falavas sobre o facto de uma equipa ser mais alta ser melhor.

Certo é que nem sequer sei o que é isso de “morfológica” de que falas, logo estou anos luz para poder discutir contigo coisas que desconheço na totalidade, mesmo que faça uma busca sobre a palavra “morfológica” irei ficar aquém porque certamente saber só o que quer dizer a palavra não em ajudará muito a perceber o que pretendes.

Resta-me apenas pedir-te mais uma vez desculpa, porque a minha compreensão em relação ao assunto do tópico como disse foi outra, não leves a mal, pois tal como escrevi desde inicio fiz o comentário sem maldade nenhuma. :great:

Caríssimo,

Morfologia tem a ver com aspecto físico, altura, peso.
Aí percebeste bem.
Não é essa a questão.
A questão é que aquilo que eu refiro não é que ter esta vertente forte, implica qualidade ou um plantel forte.
Se assim fosse, então qualquer equipa nórdica seria considerada forte por este tipo de consideração.
Não é isso!

O que eu refiro é que esta vertente tem que ser devidamente considerada, tal como as vertentes técnica e física, quando estamos a desenhar um plantel e um 11 tipo. Não a considerar, que é o que temos feito ao contrario dos rivais, é abdicar de valências importantes que nos farão falta ao longo da época. E eu considero que o SCP não deve abdicar de nada!
Deve-se artilhar com tudo o que puder para ser o mais forte e equilibrado possível!

Como o desiquilibrio a este nível em relação aos rivais é brutal, sou obrigado a martelar fortemente nisto ano após ano…

Strikerr,

Obrigado, agora já percebi o que quer dizer morfologia.

Certo é que o que me parece que pretendes é um plantel forte no seu todo tipo FC Barcelona digo eu, um plantel que seja realmente bom em todas as suas áreas defesa, meio campo e ataque.

Se bem compreendo é isto, vou dar um exemplo do que entendi, quer dizer suponhamos que ainda tínhamos o Matias Fernández que era a meu ver fabuloso e a ele querias juntar por exemplo André Martins, em vez de o ter deixado sair e colocar um médio mais fraco tipo Adrien é isso?

Tal como ter Oguchi Onyewu e deixar sair para ir buscar Boulahrouz, não sei pelo que entendi é isto, quer dizer Oguchi para além de ser mais alto, era ainda a meu ver bastante superior como jogador e em vez de o termos mandado embora devíamos era ter reforçado a posição com alguém igual ou melhor, certo?

Podes tratar-me por tu se assim entenderes, estás á vontade. :great:

É mais simples do que isso,
Eu quero uma equipa forte técnica, forte fisica e forte mentalmente.
Não quero uma equipa forte apenas numa vertente e péssima ou fraca nas outras.
Porquê abdicar de trunfos?
Qual a lógica de o fazer?

O Barça é uma equipa fortíssima técnicamente, forte em termos de preparação física mas fraca morfologicamente.
Isto causa-lhe desiquilibrios que pôem em causa a sua capacidade e que nesta época lhe causaram derrotas que, não só a perturbaram mentalmente, como puseram em causa a sua hegemonia sem necessidade.
Uma equipa tão boa do ponto de vista técnico, se não tivesse problemas tão graves de estatura (sofreu inclusivamente vários golos decisivos de canto), seria muito mais forte. Isto provou a importância de não menosprezar esta vertente.

O Bayern, bem mais fraco técnicamente, mais ainda assim forte nessa vertente, ao estar também super-preparado nas vertentes física-morfológica e mental, conseguiu algo extraordinário e que, à primeira vista, não se esperaria que foi atropelar violentamente o Barça. O aspeto físico-morfológico foi essencial para marcar uma grande diferença no início daquela eliminatória e depois, com tudo decidido, foi o aspeto mental a marcar pontos a favor do Bayern. Ou seja, o desnível técnico a favor do Barça não foi suficiente para compensar as outras 2 vertentes. Isto prova a importância… de todas elas!

O que eu pretendo apresentar é precisamente isto:
A importância das 3 vertentes.
No caso concreto da vertente físico-morfologica, quando se desenha um plantel, um 11 tipo e depois no fim se chega a médias inferiores em 3 e 4cm (que são uma enormidade na espécie humana) em relação aos nossos rivais, é porque algo foi muito mal pensado a este nível!

E isso para mim é amadorismo…

Obviamente que existe uma diferença acentuada no talento. Mas na minha opinião, mais que no talento individual, essa diferença é enorme enquanto equipa.

Enquanto equipa pode anular essa diferença, mas o que faz (enquanto equipa) é aumenta essa diferença. Como disse, acho que as equipas mais baixas podem esbater as diferenças, mas isso não acontece na nossa.

Mas se é para melhorar, podemos começar a melhorar em todo o lado. Em vez de afinares isso depois, porque não planear já? Obviamente que na nossa situação financeira não será fácil. E no final do dia, prefiro uma equipa boa, que uma equipa apenas alta.

Olha obrigado por dizeres o óbvio…
E conheces alguém que prefira uma equipa apenas alta a uma equipa boa que é para nós sabermos quem é que vai beneficiar com esse sábio ensinamento?
É que eu ainda não vi um único forista, mesmo incluindo aqueles que defendem o aparentemenete indefensável, vir defender isso…

Isto sim, já é pensar e dizer coisas que, pelos vistos, conseguem não ser óbvias para todos… :wink:
Planear já!
Essa é a frase!

Planear um resultado final de plantel que esperanos que seja equilibrado nas 3 vertentes.

A única coisa que te posso dizer é que espero que a nova estrutura saiba planear as 3 vertentes e que possa fazer do nosso plantel um plantel forte em todos esses aspectos.

Sobre o FC Barcelona não tenho a mesma ideia que tu, porque para mim não foi uma questão de fraqueza morfológica, pois no momento que defrontou o Bayer de Munique tinha 4 jogadores da equipa principal lesionados e Messi a 70% se tanto, para além disso 3 golos claramente irregulares terminam com qualquer estratégia seja de que equipa for, foi muito mau o que se passou na primeira mão em Munique, mas isso é passado, apenas te quis dar a minha opinião sobre esse assunto.

Sobre o nosso Sporting repito, penso que tens boas ideias, mas vamos ver do que é ou não capaz a nossa estrutura.

Eu sei que é o óbvio. Mas não, não é assim tão óbvio para todos (só se o é agora). Eu ainda me lembro de discussões sobre pontas de lança ou centrais que não podiam ter menos de 1.90. Não foi há muitos anos.

Eu prefiro que algumas posições chave sejam ocupadas por tipos de determinada envergadura, acho que tal deveria ser alvo de planeamento. Mas há sempre excepções, face à qualidade do jogador. Por outro lado, neste momento temos um grande problema: falta de fundos. Tal como se pode decidir por um jogador porque é de igual qualidade, mas mais alto, neste momento devemos estar mais numa de optar pelo mais barato.

Mas isso até nos remetia para outra discussão, sobre saídas de jogadores, formação, apostas, etc.

Eu há certas inevitabilidades que não estou preparado para ver acontecer. Acontece quando não se acredita em muitas inevitabilidades, tirando as óbvias e não ligadas ao futebol ou ao associativismo.

Não devias… :wink:
É que houve até jogadores do próprio Barça que vieram reconhecer isto que eu estou a dizer em entrevistas posteriores.
Não sou apenas eu que o digo. São eles próprios!!!
Foi algo que se notou durante toda a eliminatória em vários aspetos de jogo.

Aliás… Vê os próprios golos…
Golos decisivos sofridos em circunstâncias em que o poder de choque e o jogo aério foram aspetos chave.

E não foi só o bayern que beneficou deste filão.
Vai ver os resumos dos recentes jogos com o real e experimenta contabilizar os golos sofridos, por exemplo, de canto…
Estamos a falar de golos sofridos de forma básica, sempre decisivos, em jogos vistos à escala planetária.
Inadmissível!

Se há equipa que mostra a falta que faz cuidar deste aspeto, é o Barça!
Devia ser quase invencível e está longe de o ser, muito por causa destas entregas fáceis…
Um autêntico calcanhar de aquiles a resolver sem perder o que de bom têm!
E esse equilibrio é que não é fácil de conseguir…

Volto a frisar um aspeto importante:
Nem sempre o jogador que é considerado o melhor em termos globais, é o que encaixa melhor num determinado plantel.
Temos que perceber também isto.

Quanto às exceções de que falas, naturalmente que, num desporto tão complexo como o futebol, com tantas variáveis sempre em equação, há sempre exceções que se podem justificar em relação a toda e qualquer coisa.
Aquilo que referes não é exceção e eu tenho a flexibilidade para o aceitar.

O que eu não posso aceitar é um resultado final idêntico ao dos últimos 10 anos… :wink:
A bottom of line tem que mudar!

Vi com os meus olhos e isso ninguém pode negar 3 golos irregulares é normal que os jogadores do FC Barcelona tenham vindo dizer que estava tudo bem, são os melhores do Mundo e sempre souberam estar a cultura do clube é enorme, tomara um dia que o nosso clube se torne assim.

Sobre os jogos de que falas com o Real de Madrid concordo que sofreram golos de canto e outros de falhanços incríveis e não só com eles, até com equipas mais fracas, mas de futebóis de meia bola e força, em que o poder físico dos jogadores é bem mais forte que o FC Barcelona e em que as arbitragens permitem a um jogador como Xabi Alonso por exemplo, dar porrada forte e feio e ficar em campo, mas isso são outras coisas extra futebol, tal e qual Maxi Pereira faz ao Diego Capel e ainda agora fez pela sua seleção contra a Espanha, onde se fartou de dar porrada e ficou em campo.

Vejo-o como anti futebol e não como ser forte fisicamente, o primeiro golo do Bayern Munique por exemplo o jogador salta com a ajuda dos ombros do jogador do FC Barcelona, isso não é bem futebol é outra coisa, mas tudo bem.

Sobre o nosso clube concordo com as tuas ideias. :great: :wink:

É óbvio que falo na minha opinião, do mesmo modo que tu falas por ti…

O que tu defendes vai em completo contra-ciclo com aquilo que são os modelos vencedores da actualidade… quando toda a gente abandona o tamanho pela capacidade técnica (ver Espanha e agora até a tradicionalíssima Alemanha), tu vens para aqui dizer que o Sporting está muito atrás de FCP e SLB porque… enfim, porque somos pequeninos! Esse tipo de diagnóstico é algo que até o Freitas teria algum pejo em sintetizar, simplesmente porque isso é de um simplismo atroz…

Se o Mangala é muito melhor que o Rojo, a vertente física é apenas uma das variantes…
Se o Danilo é melhor que o Cedric, a altura é apenas um factor…
Se o Alex Sandro é melhor que o Joãozinho…bem, o tuga até é mais alto…
Otamendi vs Ilori, ganhamos novamente…
Rinaudo vs Fernando, a diferença de altura é o menor dos males de Rinaudo…

Começo e acabo nos 5 homens mais recuados… é por isso que defensivamente o FCP é muito melhor que nós, porque tem homens mais altos? (quando se calhar até nem tem…)

http://www.guardian.co.uk/football/2013/may/23/germany-bust-boom-talent

Podes começar por mentalizar-te que não temos, nem em qualidade nem em quantidade, os jogadores que FCP/SLB têm. Quando tivermos, podemos falar depois na altura, mas até lá isso não resolve nada.

No último post que fiz acerca disto estive para fazer um exercício absurdo com um onze tipo composto por 11 varas e que, quanto a mim, nunca sairia do meio da tabela, na melhor das hipóteses. Se calhar, tenho mesmo que entrar por aí, porque quando se tenta reduzir tudo a centímetros, então a melhor maneira de provar que esse argumento está errado é aceitar as suas regras e levá-las a um extremo…

Gottardi (1.93 m)
x
Miguel Rodrigues (1.89 m)
Nilson (1.92 m)
Jorge Luiz (1.92 m)
Augusto (1.86 m)
x
Djamal (1.88 m)
Moreno (1.86 m)
Vinicius (1.86 m)
x
Yero (1.93 m)
Rafael Lopes (1.87 m)
Ali Hassan (1.91 m)

[hr]

Eu não consigo conceber que um plantel se construa numa base de centímetros, da mesma maneira que também não acho que se deva ignorar este factor, mas tudo tem um limite. Já tivemos Gladstone e Tonel e já tivemos Had e Rui Jorge, e não me interessa quantos centímetros tem cada um deles, metade deles são grandes jogadores e os outros são tipos sem valor para jogar no Sporting, nem que tivessem 2 metros…

O Sporting não é o Stoke City. E mesmo lá, o modelo parece ter-se esgotado!

Aqui reside uma grande discordância entre nós: não foi pela capacidade física, ou melhor, não foi pela altura/poder físico/capacidade de choque que o Bayern trucidou o Barcelona. Não houve festival de futebol aéreo, não houve terreno empapado onde a bola prendesse e os mais pesados levassem vantagem, não houve um campo fechado propício a duelos físicos intensos no MC onde o maior peso do Bayern se fizesse sentir.

O que eu vi foi o Bayern a ser superior ao Barça em todos os capítulos do jogo, com uma diferença acentuada na qualidade de decidir, na gestão emocional, na finalização, nas transições. Sim, também marcou golos de canto, mas pareceu-me que a altura foi a menor diferença entre as duas equipas e que este Bayern se assemelhou bastante ao Barça no que à qualidade técnica, rigor e gestão dos momentos diz respeito…

Essa do contra-ciclo com a atualidade chega a ser engraçada quando 3 dos 4 semi-finalistas das champions costumam apresentar 11’s com médias de altura a rondar o 1,84m. Alías, valores demelhantes tens nos rivais. Contra-ciclo…
Mesmo que apresentasses um (por exemplo a seleção espanhola - boa sorte a replicar no SCP), dois, trez ou até mais exemplos de exceções. Isso não faria um contra-ciclo.
Apresentar a Alemanha como um exemplo é surreal…
A Alemanha será sempre uma equipa forte fisicamente.
Se me vieres dizer que também tem excelentes valências técnicas (que aliás não é nenhuma novidade), direi que só podes estar a gozar comigo. Porque isso é óbvio e não vai contra o espírito de nada do que eu digo. Preocupa-te em responder ao que eu digo e não ao que eu nunca disse.

Também já vi que gostas de argumentar pela exceção.
Eu digo que isso é um erro que não prova nada a não ser que há exceções a qualquer regra.
Big deal!

Também não percebo o que queres provar com alguns dos teus exemplos de jogadores. Se é que há jogadores mais baixos que são melhores do que jogadores mais altos, não me parece que isso seja novidade para ninguém, tal como a inversa também é verdadeira…

Essas preocupações só mostram que, aparentemente, não lês bem o que escrevo pois eu falo é de uma harmonia entre 3 vertentes e não da sobrevalorizaão de uma em relação a outra. Provavelmente, não reparas nesses pormenores…
Respondes a coisas que não foram ditas, o que é uma perda de tempo para mim e para ti.
Ou seja, acho que falar contigo sobre isto é uma completa perda de tempo.
Já o tinha dito antes e confirma-se.

Também se confirma que não há mesmo dúvida nenhuma de que estamos em completo desacordo.
Não me identifico nem com a tua maneira de ver esta questão e nem com a tua forma de tentares demonstrar a pertinência dos teus argumentos. Estamos nos antípodas um do outro.

Continua a pensar dessa maneira.
Farei obviamente o mesmo… :wink:

Olha…
Vou trabalhar.

Parece-me que nunca estaremos de acordo em relação a nada!

Tu achas-me inapto a analisar isto.
Eu penso o mesmo de ti.

Foi talvez uma força de expressão—

Quando eu digo “afinar” é no seguinte sentido: olhando para o plantel que temos e para o que se pretende para o Sporting, teremos eventualmente alguns jogadores “âncora” no 11, dos quais já incluo Dier, Ilori, Rojo, Cedric, Martins e Bruma. Destes, só Cedric e Martins são mais baixos e mesmo assim não me causam preocupação, porque Cedric é baixo mas não é marreco e Martins é marreco, mas é médio-centro, o que relativiza o problema…

No entanto, se nestes jogadores “âncora” houvesse já um défice de altura, então teria o cuidado de, ao preencher o resto do plantel, procurar jogadores com alguma altura, tipo o Joãozinho (que era alto para lateral), um outro central com boa estampa, um PL robusto.
Mas volto à minha ideia original, apenas acho que a altura pode assumir contornos relevantes num grupo restrito de jogadores, principalmente a linha defensiva e MC defensivo, bem como nos elementos que participam mais activamente nas bolas paradas. Na restante composição do plantel, IMO, é um “não-factor”, é irrelevante, digamos assim…

Eu não sei se tu és inapto ou não, o que não me revoga o direito de contrariar o teu argumento. Se te melindras com respostas no mesmo teor das tuas, então o nosso “problema” é outro…

O que eu disse, e repito, é que o teu argumento, mais ou menos acertado, é simplista. Tu achas que o hiato actual entre o Sporting e o grupo da frente, composto por Benfica e Porto, se explica principalmente pela diferença nos centímetros.

Cito:

Porque na minha [[i]opinião[/i]], pelas razões já expostas ao longo de páginas e páginas, a diferença de estatura justifica uma grande parte da diferença entre nós e os rivais. Aliás, há números interessantes! É só recuar uns posts...

O que tu fizeste foi identificar diferenças competitivas entre Sporting e SLB/FCP, vislumbráveis facilmente pela diferença pontual, e como há também uma diferença de alturas entre plantéis, diagnosticaste que é pela altura que nós cavamos parte desse fosso. “Grande parte”, nas tuas próprias palavras…

Tu encontraste uma diferença nos pontos e outra nas alturas e, como tal, estabeleceste uma relação directa causa/efeito sem grande sustentação no modo como a fizeste. Assumiste que era a altura, como poderias ter assumido que era o maior número de canhotos nos outros plantéis, ou o maior número de argentinos e brasileiros (também perdemos largamente nesse capítulo…). Tudo isto são factos, é só uma questão de os enquadrar a gosto…

A altura é uma característica relevante, mas que não existe desligada do resto, e o melhor exemplo disso é o Onyewu que é provavelmente o atleta mais alto no plantel, mas que arrasta quase 100 kgs de peso nas pernas e a inclusão dele no 11, a bem de nos dar altura, acarreta outro tipo de situações passíveis de serem exploradas pelos adversários, como sejam o facto de ele ser ridiculamente lento e pouco ágil de rins, expondo-o bastante em situações de 1x1, de bolas nas costas, em situações de reacção rápida… ou já esquecemos o que o Hugo Vieira lhe fez no jogo para a Taça da Liga?
É que uma coisa é dizer que a altura dá jeito, outra, diferente, é viver agarrado a isso. Os atletas não são bifes que, ao ir para a grelha, se temperam com sal (altura). Eles são um conjunto de características, técnicas, mentais e físicas, que não vivem desligadas umas das outras e quando se opta por elemento A (mais alto) em detrimento de elemento B (menos alto), essa opção tem que ser ponderada com todas as variáveis e não apenas em função de um parâmetro chave (altura), que para mais não é o elemento essencial do desporto…

O Mangala não é o central que meio Mundo deseja apenas porque é alto. Fosse apenas por isso e levavam o Jardel do Benfica… aliás, qualquer treinador com 2 olhos na testa preferia alinhar com 2 Otamendis, com todo o risco que isso implica em termos de falta de altura, do que com 2 Jardéis, com todo o risco que a falta de qualidade desta implica em todos os outros momentos do jogo…

Se tu me achas inapto a avaliar isto ou não, é algo que te assiste e que não me chateia. Mas como discordo da tua ideia original e como tu até abriste um tópico para isso ser discutido, tens duas opções: ou me ignoras, ou vens a terreiro defender as tuas ideias. Chamar-me inapto não me vai arredar desta discussão…

Todos concordamos que o ideal é uma equipa com valências técnicas, físicas, atléticas e mentais, certo? :mrgreen:

Acho que todos concordamos que o Sporting tem sido deficiente em todas elas. Não as tem. E isto pondo de lado algo que é importante e referido pelo Ravanelli, que é a conjugação dos valores individuais de forma que o rendimento seja superior à mera soma das partes. Mesmo com as insuficiências evidentes do plantel do Sporting, o “sumo” que se retira é ainda menor ao que se poderia retirar, porque questões de variadíssima ordem, as mais gravosas a nível estrutural.

O sucesso das equipas alemãs, pelo menos das mais fortes tem muito a ver e concordo com a ideia, de escolhas, formatação e preparação das mesmas, de forma a ter equipas com jogadores capazes em todos o parâmetros de jogo, principalmente a nível mental, onde o colectivo, mesmo com “estrelas” que à partida sempre privilegiaram o seu umbigo, percebam os conceitos de jogo e desempenhem o seu papel dentro da equipa.

Acho extraordinário o trabalho feito na formação na Alemanha. Geneticamente fortes e atléticos e mentalmente frios e pragmáticos, os alemães têm dado ao mundo, nos últimos anos, jovens muito bem preparados a nível técnico e isto depois de alguns anos esvaziados de talento e onde se chegou mesmo a falar da decadência do futebol alemão. Hoje formam atletas que são um cocktail explosivo de talento, capacidade atlética e física e com a capacidade competitiva que lhes foi sempre comum. Como se trata de uma cultura de futebol e de uma ideia de jogo, conseguem transmitir essa ideia e preparar os estrangeiros que contratam a esse conceito global.

São os frutos de visão estratégica de médio e longo prazo.

Em 1ºlugar, naturalmente que na minha opinião tu é que és complestamente simplista (devolvo-te esse adjetivo) a avaliar esta matéria e aquilo que eu escrevi nas páginas anteriores (e até noutros tópicos) e que não me vou dar ao trabalho de repetir! Nao se justifica que tenha esse trabalho a partir do momento que utilizas esse tipo de argumentação tão frágil e, em muitos casos, repetitivo…

Quanto à falta de sustentação, mais uma vez, está a falar da tua opinião que, repito, não valorizo neste caso.

Naturalmente, tens direito a que a tua opinião seja divergente da minha, assim como eu tenho direito de a desprezar (à opinião neste assunto específico, não ao forista) como desprezo e a responder com posts sumários.

Não tenho o hábito de ignorar ninguém.
Não uso essa função.