[Eleições SCP 2011] Conselho Fiscal e Disciplinar

Espero que estas tuas palavras sirvam para reflectir sobre as minhas «amarguras» e «ressentimentos».

Afinal no calor da luta eleitoral, trocaram-se os mimos normais nestas coisas, entre pessoas muito concretas, não sei se estarias incluído ou não, pois não acompanhei essa situação. O que aconteceu é que isso impediu que a lista derrotada, em vez de esperar que fosse contactada, o pudesse fazer de livre vontade.

Acabei por ser eu (o «radical amargurado» segundo alguns) que teve a atitude que o bom senso imperava. Isso chama-se saber perder. Isso é que para mim significa servir o meu Clube.

E mais:

  • Pude discutir abertamente as minhas convicções e porque continuava a defender a auditoria no mandato JEB.
  • Deixei em aberto a minha contribuição futura para desenvolver o plano de merchandising.
  • Não deixei de apontar falhas de organização internas (casos específicos) que me pareceram importantes. E enviei informação sobre isso mesmo, que me foi solicitada por EFS.

No final da reunião, dia de aniversário e apresentação de Matigol e dos equipamentos, sei que EFS não via alguém que queria destruir o Sporting, mas que disponibilizou-se a ajudar, mesmo sabendo que não partilhava as mesmas opiniões.

Até hoje não voltei a ser contactado de nenhuma forma. Mas todos sabemos que foram aplicadas algumas propostas do programa SS. Não querendo dizer com isto que foi esta reunião que fez alguém tomar essa decisão.

Isso mesmo. Com senso.

Imaginemos por exemplo, as funções desempenhadas pelo INE ou Tribunal de Contas, num país democrático. Não passa pela cabeça de ninguém que essas instituições estejam na dependência directa do governo. Se isso acontecesse o estado de direito não estaria salvaguardado. Penso que isso seja consensual.

Da mesma forma se o INE divulgar dados sobre o desempenho económico do governo decepcionantes, não tem cabimento que se diga que o INE é da oposição.

Ou que o Tribunal de Contas coloque em causa a derrapagem orçamental de uma obra importante e isso seja acusado de terrorismo político.

Têm de existir mecanismos que permitam aos cidadão serem informados por organismos autónomos e totalmente independentes. Porque os cidadãos exigem saber, e bem, na altura de votar, como está o país. Se as coisas melhoraram ou pioraram. Se as obras foram feitas e se cumpriram orçamentos e prazos. São direitos que qualquer sociedade livre e democrática não abdica.

A separação de poderes é absolutamente vital para a credibilização das instituições.

Ora num clube não existe uma Assembleia da República onde estão presentes as forças políticas eleitas. Não existe contraditório. Não existe acesso à informação reservada. Não existe forma de controlo.

Ou melhor, deveria existir uma forma de controlo que na prática não funciona. A promiscuidade entre o CD e CFeD é por demais evidente e não só no SCP. No SCP temos um presidente do CFeD que está em funções nesse mesmo órgão há 20 anos (segundo o próprio).

Da sua actuação nunca tivemos grande notícia. Nunca existiu nenhum alerta. Nunca houve uma disponibilidade para o esclarecimento. Nunca houve a separação de poderes necessária para que esse mesmo órgão cumprisse a sua função verdadeiramente.

Este argumento, da SEPARAÇÃO DE PODERES, é vital. Para que os sócio possam decidir em conformidade. E para que as direcções sirvam melhor o Clube.

Foi aliás das poucas coisas bem feitas durante estes 18 meses. Mas a “cópia” (positiva) já tinha começado na fase de eleições. Após sair o programa Ser Sporting final e quando surgiu JEB surgiram logo ideias e propósitos recuperados do SS, isso foi aliás comentado. Não me parece assim tão negativo. Tivesse ele copiado tudo e estariamos talvez melhor.

Quanto as picardias eleitorais sim, estive envolvido, fui aliás alvo do ataque mais duro que JEB teve (que não foi tão duro assim), após criticar numa entrevista à Bola a sua capacidade de gestão na SAD tendo por base os números durante a sua vigência, os jogadores contratados e alguns temas mal explicados nesses negócios. JEB levou o tema para o ataque pessoal e não para a crítica à gestão feita e teve algumas frases infelizes tendo inclusive existido uma ameaça de processo por parte da SAD nunca verificada. Da minha parte nunca lhe respondi nesse tom, e mesmo o PPC brincou com o tema, respondendo à frase de JEB (que não tinhamos carta de pesados porque éramos muito novos) que era aflitivo olhar o pesado e ver que quem o conduz não chegava com os pés aos pedais. Apesar de tudo não foram picardias sérias, foram coisas normais em eleições.

O que tu fizeste activamente (e bem) fez PPC também no seu discurso, à frente de toda a gente. Esse pedido de consenso e colaboração não ajudou mas suspeito, pelo que sei hoje, que há quem já tenha percebido que foi um erro não o aproveitar. Somos poucos, muito poucos hoje em dia. É uma estupidez não ajudarmos todos o clube.

Mas indo ao encontro do que interessa, ao tomar conhecimento da tua iniciativa construtiva e responsável sou levado a crer (sujeito a tua confirmação) que tivesse o teu propósito tido a receptividade que deveria ter tido estavas no fundo disponível para ajudar, mesmo que, como é óbvio, os protagonistas circundantes não fossem exactamente os que gostarias que fossem. Se assim for isso não é mais do que penso exactamente hoje. Não sou “tenrinho” ao ponto de acreditar que toda a gente está em sintonia, que toda a gente pensa da mesma forma, mas se for possível fazer o que tem de ser feito para o Sporting devemos escusar-nos a uma atitude responsável assente em questões secundárias, caso existam condições mínimas (de elenco) para cumprir os objectivos? Ao tomar conhecimento da tua atitude nessa altura apenas reforço o meu ponto de vista e concluo que é exactamente por aí que o Sporting precisa de nós.

PS - Quanto à separação de poderes totalmente de acordo e é verdade que nunca se verificou. Penso no entanto que isso passa mais por estatutos revistos e obviamente por listas constituidas com responsabilidade. Num cenário em que as listas propostas não apresentem CFs que apresentem sinais de independência até é preferível de facto votar um CF independente, no fundo o que sucedeu um pouco no CL com a AAS. mas penso que o mais importante para o futuro é mesmo introduzir nos estatutos mecanismos obrigatórios que passem pela transparência total no final de cada mandato, o que passa a exigir CFs responsáveis e independentes e dirigentes transparentes e conscientes do que podem e não podem fazer no clube, pois chegados ao fim do mandato terão de prestar contas.

Meu caro, vamos entender-nos. Imaginemos que falamos de eleições à Assembleia da República.

Uma coisa é bater-nos pelos nossos ideais e convicções, sermos derrotados e ajudarmos quem governa a introduzir melhorias no seu programa. Mantendo a independência e coerência da sua posição.

Outra coisa é fazermos alianças à partida, tentando forçar acordos para distribuir cadeiras. Ou então, não forçamos acordos porque mudámos de opinião, como parece ser o teu caso. Há uma coisa que continuo sem perceber: em nome de que ideias se está a basear a tua suposta lista de consenso? Para haver consenso tem de se saber em torno de quê… certo?

Jamais trabalharia em prol de ideias contrárias às minhas em nome de um «consenso» balofo.
Jamais me aliaria em listas com pessoas com as quais não estivesse unido pela únicas coisas indispensáveis e fundamentais:

  • ideais
  • princípios
  • valores

Essa, acaba por ser a grande diferença entre nós. Achas que vais mudar estando «lá dentro». Eu prefiro estar «cá fora» e colaborar pontualmente como acabei por fazer, nunca abdicando dos meus ideais, valores e princípios.

Não concordo. Os estatutos são claros.
Este é daqueles problemas típicos em Portugal: a lei existe mas não é aplicada (ou porque não há vontade ou quem a fiscalize).

Aliás iremos convidar todas as listas ao CD que surgirem a abdicarem da lista ao CFeD em nome da dita transparência inexistente. Até porque pior que não haver auditoria é haver uma auditoria fantoche.

Os meus princípios e valores são os mesmos que os teus. O programa pelo qual dei a testa à moca foi o que escreveste. A diferença pode estar no que cada um de nós considera mais urgente para o clube neste momento e que condições exigimos para votar em A,B ou C, de resto o fundamental dos princípios é o mesmo.

Quanto ao que interessa:

Quanto ao estar “por dentro” e “por fora” confesso que é uma conversa que me faz lembrar Dias da Cunha o que não é uma bela memória. Mas sim, é verdade que neste momento prefiro ver uma lista em que aqueles em que acredito e confio “estejam dentro”, desde que acompanhados por um número razoável de pessoas que mesmo não sendo coincidentes na totalidade nos pontos de vista dêem garantias de sportinguismo e de concordância nos princípios fundamentais.

A nossa diferença de ponto de vista foi no fundo a que nos separou nas eleições, altura em que também tinhas um ponto de vista diferente sobre se devíamos ou não ir a votos. Após todo este tempo penso que irmos a votos foi fundamental e pode vir a ser fundamental para o futuro do Sporting. Penso que o programa SS não ficou menorizado por isso, antes pelo contrário. É verdade que alguns de nós tivemos de nos queimar e levar uma valente coça para isso, mas penso que concordarás que pelo menos um mérito tivemos: hoje ninguém pode dizer que não teve alternativa, assim como penso que hoje, fruto disso e do que sucedeu nos últimos 18 meses, muitos sócios serão mais exigentes na decisão de conceder o seu voto. Resultados à parte (até porque o resultado era mais ou menos previsível) penso que por isto valeu a pena lá ir “levar porrada”.

Referindo tu e bem que os estatutos são claros mas a lei não se cumpre e referindo que convidarás todas as listas a abdicar de CF em nome de um CF independente pergunto eu em seguida: e se uma lista te disser que abdica de nomear CF querendo integrar um CF independente composto pelas mesmas pessoas na sua lista? Isso seria ou não aceitável? Caso a resposta seja não pergunto porquê? Estaria a independência e princípios dessas pessoas hipotecada por virem a ser o CF de uma lista ou os princípios e independência são características nossas que, desde que verticais, conseguimos gerir sem serem afectados por estarmos ou não incluidos numa lista?

Permite-me que ressalve as “passagens em AG”: na penúltima, o R&C + a cooptação do Castro/Nobre Guedes tiveram contagens de votos não coincidentes entre a Mesa e a própria Assembleia. Na última, toda a gente sabe bem o que se passou. O “clima de intimidação” era palpável e não havia condições para um exercício democrático de pleno direito. Além disso, o Presidente da Mesa da AG não seguiu os Estatutos.

Convém não esquecer o papel de alguns “candidatáveis” em todas estas ocorrências: a oposição sempre foi coerente, mas há muito boa gente que “cambalhotou” e que, quando foi pedido para darem esclarecimentos, complicaram e não foram claros, concisos, directos, como a AG requeria. Isto, por causa das faltas de memória.

Lamento mas não são. Eu nunca me sentaria ao lado daqueles que venderam o Clube: pela academia, estádio ou sad. Isso são valores que nos separam: tu estás numa lista com eles. Eu nunca o faria.

Caro PCF penso que não és a pessoa indicada para falar da minha opinião sobre ir a votos e em que condições. Não acompanhaste o tema com detalhe. Quanto ao resultado, tu e outros estavam numa grande ilusão de 40-60 ou mesmo cenário de vitória. Sabia que era impossível.
Avisei-o publicamente no último jantar no hipódromo com várias pessoas presentes incluindo tu e PPC. Nesse jantar, fui apenas com um objectivo: conciliar oposição, nomeadamente SS e AAS, assim como outras facções. O facto desse jantar ter sido definitivo quanto à separação de águas, foi para mim claro: 15% seria um bom resultado.

Sabes bem que teres ido a eleições há 18 meses é aquilo que te poderá, no melhor cenário, levar a vice numa lista de RA.
Deixa lá a calimerice à parte de que levaste porrada… essas coisas fazem-se por defender valores, mas não se exibem como medalhas ou para conquistar patentes.

Sinto que ainda é cedo para contar a história do LdV, que foi uma experiência muito enriquecedora. Um dia escrevê-la-ei.

Não entendeste a ideia.
Se cada lista abdicar de levar um CFeD, fará com que cada lista a este órgão possa ter uma discussão própria. As eleições acabam por ser apenas a discussão, quando existe, entre candidatos ao CD. É um órgão que tem suficiente responsabilidade e competência para que se possam discutir ideias e forma de agir.
Mas isso que afirmas, tem alguma lógica. Imagina que a tua lista apoia uma candidatura ao CFeD. Os sócios ficarão a saber que a tua lista prefere ser regulada e controlada por determinadas pessoas. Isso em si mesmo já é clarificador e dirá algo sobre a lista em questão.

Defendo e proporei que as listas candidatas ao CD se abstenham de tomar posição sobre as eleições para os órgãos. Penso que isso abriria a discussão e a elevaria a outros patamares. Caso alguma lista indicasse como sua outra lista ao CFeD então também seria um acto clarificador quanto ao que toca a SEPARAÇÃO DE PODERES.

Está nas mãos de cada sócio, através do seu voto, exercerem e elegerem as pessoas que acharem por bem. No caso podem ser as preferidas por determinada candidatura ao CD. Mas aí terão de assumir que o CFeD eleito não terá (independentemente da seriedade das pessoas em causa) o distanciamento necessário e a SEPARAÇÃO DE PODERES que defendo.

No limite, como em qualquer regime democrático: vamos a votos. E os sócios serão soberanos.

PCF - O novo cambalhotas da internet.

e mais não digo. só o texto que colocou no Sporting Apoio diz tudo.

Só tenho uma coisa a dizer:

ENQUANTO HOUVER UM SPORTINGUISTA Á FACE DA TERRA O SPORTING ESTARÁ VIVO!

O Sporting não é só Futebol, somos ecleticos, é isso que o distingue dos outros clubes “de futebol”. Mas deve de se acusar e responsabilizar todos os que meteram o Sporting nesta situação. Mas primeiro que isso aconteca terá de acontecer ao estado da Nação! Mas fiquem descaçados que se alguns acham o Sporting Morto os outros clubes Mortos estão.

Saudações leoninas

Frede,

Mas a separação de poderes existe, a práxis (desde que me lembro) é que difere do que é a responsabilidade do órgão em causa.

Estão bem definidas as responsabilidades do CFeD, e elas são muito claras nos estatutos. O problema é de facto as pessoas que o integram e que, em conluio com as direcções, se eximem às suas responsabilidades.

Se me perguntas, desde que as pessoas que integrem o CFeD me convencerem da sua responsabilidade e forem insuspeitas, não vejo problemas em votar na mesma lista para ambos, digo mais, para todos, porque também o PMAG tem determinadas responsabilidades que vão muito além de uma politica comum com a Direcção.

Aliás, e mesmo que pressionado para tal, não estou tão certo que assim tenha sido, SAM foi a partir de certa altura um “contra poder” relativamente a JG, e convocou mesmo eleições, apesar de neste momento não me recordar se na sequência de um pedido de associados, votado em AG ou não.

Mas a realidade é que os órgãos sociais do clube são muito mais independentes, mesmo estatutariamente, do que aquilo a que estamos acostumados. E também aqui os associados se mostram pouco interventivos (e incluo-me no lote, claro está).

Reparem que nada disto é novidade, vejam bem a entrevista de Fevereiro 2006 (há quase 5 anos) feita a Agostinho Abade, sobre a situação complicada pela qual já na altura passávamos, e qual a grande justificação dada:

Pergunta - "E como foi possível numa estrutura profissional não antecipar esse cenário (de profunda crise financeira - nota minha)?

Abade - “Há sempre a esperança de que as coisas corram melhor?”

Sejamos francos, que raio de resposta é esta e que temor ela não deveria ter levantado nos sócios, para pelo menos se perguntarem afinal o que estaria a passar?

No entanto se na altura alguma voz se tivesse levantado contra isto (e eu não tenho a certeza que não tenha acontecido, teria de vasculhar as minhas notas para saber se falei do assunto, mas para ter a entrevista guardada é porque de alguma maneira a cheguei a comentar, aqui no fórum ou no blog que tinha), qual seria o epíteto que me estaria reservado?

É a construção alicerçada nestes pequenos pormenores que edificou a “besta” que temos hoje a alimentar-se do clube, com nenhum tipo de controlo (e vontade para) por parte dos associados.

É também por estar convencido que existe trabalho para fazer nesta área, que defendo a tal solução consensual que estabeleça as bases para os procedimentos futuros, também a nível da mentalidade. E depois de o conseguir, então sim, já com dados de uma auditoria, avance-se para uma “limpeza” profunda do clube a todos os níveis.

Fui ler, e posso dizer que não gostei. Não vou entrar em juízos de valor sobre as pessoas (isso já abunda neste tópico), mas faço a pergunta: porque é que agora a união de esforços dos sportinguistas é sem dúvida melhor que o confronto de idéias e de programas, sem se saber ainda quem se vai confrontar?

Curti mais a crónica do João Quadros onde assume querer

ser o Coelho das presidenciais do Sporting
.

http://www.sportingapoio.com/projecto-roquette-e-batatinha-por-joao-quadros/
:rotfl:

A questão é que se sabe bem quem vai confrontar. Pelo menos alguns “notáveis” e outros “cambalhotas” sabem. Eu, tu e os demais “sportinguistas comuns” não sabem. E é preciso, pegando na analogia com a história do Cristo, haver um João Baptista que endireite as veredas e comece a falar pelo “deserto”. Deserto este pejado de terroristas e talibans como é este fórum.

“Queremos dirigentes que discutam o reagendamento de um jogo com rival directo” :rotfl:

Caro Rui,
Respeito, mas não consigo entender a tua conclusão face aquilo que descreves na mensagem.
Se concordas que os CFeD não foram eficazes então não seria positivo que houvesse separação de poderes?

Abade está há 20 anos no CFeD segundo o próprio, não sei se é verdade ou não. Atravessou toda a fase do projecto. Da construtiva e expansionista à fase de venda e retalho de tudo o que se ergueu: património, academia, terrenos e estádio.

Não lhe ouvimos um único reparo. Pior, quando solicitados esclarecimentos, sempre foram negados.

Esta lista não tem como objectivo principal fazer uma auditoria - que na verdade é um livro branco. Aproveito para dizer que a divulgação da auditoria será feita com regras muito restritas e nos locais apropriados ou seja AG. Também definiremos os indicadores económicos que divulgaremos em cada início e final de mandato, de forma a que se possa comparar o trabalho de cada direcção. E especialmente antes de cada AG eleitoral.

Pretendemos mudar a forma como a informação chega aos sócios. Isso vai muito além da auditoria. Dentro de pouco tempo explicaremos todo o procedimento.

Amigo, claro que deve existir separação de poderes, mas ela já existe, não está é a ser aplicada.

O que tu estás a propor (algumas linhas gerais, suponho) é o reforço do que já existe hoje e não funciona, logo, a proposta é colocar no órgão gente que imponha as regras estatutárias e as faça respeitar na actuação do CFeD. Nada a apontar, como é óbvio!

Depreendo pelo pouco que já partilhaste que existirão alguns processos mais que irão propor aos associados, oferecendo assim um leque mais alargado de opções relativamente à forma como o órgão deverá funcionar.

Se elas forem apenas processuais, óptimo, se não o forem e “mexerem” com a estrutura do órgão, deverão depois ser aprovadas em AG, o que complicará o processo.

De uma forma ou de outra, acho é que estaremos sempre a discutir o mesmo princípio, que é o facto dos dirigentes eleitos para o cargo (não sei se todos, claro está) não terem respeitado a práxis do órgão para o qual foram eleitos.

A questão deriva também do facto de, na altura das eleições, essas pessoas não serem questionadas sobre quais serão os objectivos e os métodos que utilizarão no cargo, algo que aliás uma lista que seja independente poderá trazer para a discussão, assim consiga fazer passar algum tipo de mensagem através da CS… e aqui está um dos pontos fundamentais do processo eleitoral, que as mensagens e os conteúdos passem nos veículos de grande distribuição informativa.

Frederico Abreu aponta ao Conselho Fiscal

Frederico Abreu, um dos sócios fundadores do movimento “Leão de Verdade”, responsável por forçar a anterior Direcção à marcação de uma Assembleia Geral para discutir as contas do clube, está a preparar uma candidatura ao Conselhor Fiscal e Disciplinar do Sporting, numa lista autónoma. Este sócio, que também participou na criação do programa do movimento “Ser Sporting”, já está no processo de recolha de assinaturas e apoios para o acto eleitoral de 26 de Março, mas esta iniciativa não visa discutir a identidade do próximo presidente, já que não será apresentada qualquer lista ao Conselho Directivo,

Aliás, Frederico Abreu garantiu a O JOGO que não irá apoiar qualquer candidato à liderança, visto que deseja manter a imparcialidade e neutralidade desta iniciativa, que pretende apenas, garante, “a moralização” do funcionamento dos órgãos sociais do clube. “Separação de poderes, o estrito cumprimento das regras e a elaboração de um ‘livro branco’ que revele a verdadeira realidade das contas do clube” são os valores que servem de plataforma a esta candidatura independente.

http://www.ojogo.pt/27-27/artigo908972.asp

(passando à frente toda a parte da picardia)

Depende. Mas entrando no reino das suposições: Imagina tu que uma lista convida esses elementos independentes para formar um CF independente e estes recusam? O que diz isso sobre a lista que convidou e sobre os que o recusaram? O que interpreta um sócio comum sobre uma recusa desse tipo provavelmente assente no princípio controverso de “não se sentarem na mesma mesa que X” mas acabarem por se sentar caso sejam eleitos? Após eleições todos fazem parte dos mesmos orgãos sociais, e a todos cabe a mesma responsabilidade face ao futuro e ao momento actual do Sporting.

Defendo e proporei que as listas candidatas ao CD se abstenham de tomar posição sobre as eleições para os órgãos. Penso que isso abriria a discussão e a elevaria a outros patamares. Caso alguma lista indicasse como sua outra lista ao CFeD então também seria um acto clarificador quanto ao que toca a SEPARAÇÃO DE PODERES.

Depende, com base no cenário hipotético que coloquei antes. As listas até podem concordar com um CF independente, o que não quer dizer que concordem com todos os nomes que esse CF apresente.

Está nas mãos de cada sócio, através do seu voto, exercerem e elegerem as pessoas que acharem por bem. No caso podem ser as preferidas por determinada candidatura ao CD. Mas [b]aí terão de assumir que o CFeD eleito não terá (independentemente da seriedade das pessoas em causa) o distanciamento necessário e a SEPARAÇÃO DE PODERES que defendo.[/b]

No limite, como em qualquer regime democrático: vamos a votos. E os sócios serão soberanos.

Concordo. O que me parece pode suceder é um bom CF independente não ser eleito por não ter tido a abertura de integrar uma lista. Como te vejo apostado na ideia e parece-me uma ideia boa no seu fundamento penso que além de propores que todas as eventuais candidaturas abdiquem de indicar CF para votação também deverias apresentar abertura e predisposição para que essa lista seja integrada numa lista mais abrangente, não só aumentando a sua hipótese de ser eleita como também de mostrar que está para fiscalizar sim, mas para unificar. Todos ganhariam com isso.

Eu respondo.

Pelo estado em que o clube está e pelo que se passou nestes 18 meses. Se há 18 meses atrás já estávamos fraccionados (apesar dos 90%, é preciso não esquecer a fracção imensa que está “de fora”) agora ainda estamos mais. Estas leituras são todas feitas em função de quem ainda se dedica ao clube, como todos nós, mas se pensarmos em quem está fora, quem desistiu do Sporting porque só trás chatices, quem no fundo não viu interesse em regularizar quotas e ir votar, certamente chegam a outras conclusões e pontos de vista. As pessoas estão fartas de verem mais do mesmo, todos em discussão e total ausência de pão. E não regressam. E se não regressam não serão asseguro-vos os “20 mil” que ainda sobram que darão condições ao Sporting de se revitalizar.

Obviamente que quem se vai defrontar interessa. Mas antes disso interessam-me as ideias e os princípios. E foi por isso que escrevi esse texto, numa altura em que não há sequer vislumbre de candidaturas.

Até certo ponto até percebo que muita gente não veja as coisas assim e não compreenda esta questão. A leitura de que isto corresponde a uma “cambalhota” ou a focalização em frases específicas do que digo… enfim. Preocupava-me mais se visse alguma discordância para com os princípios fundamentais que escrevi no tal texto que subitamente é aqui discutido. Ainda bem que não surgiu.

A falta de capacidade de consenso foi justamente um dos problemas apontados e reconhecidos na elaboração da lista da oposição nas últimas eleições, pelo que se estivesses aqui a escrever sobre a necessidade de reunir consensos na oposição, a conversa era outra.

O problema é que o texto no Sporting Apoio tresanda a Rogério Alves e a centúria! Desde as breves referências a erros do JEB que foram criticados publicamente pelo RA e cavalo de batalha da centúria, até à ausência de qualquer referência à auditoria. Essa ausência diz muito das tuas prioridades e até revela uma certa contradição com o que tens defendido aqui no fórum nestes últimos dias.