[Eleições SCP 2011] Conselho Fiscal e Disciplinar

Sei algumas coisas que ele pensa, assim como sei algumas que pensa PPC e outras pessoas com as quais conversei nos últimos anos. O que não quer dizer que as publique num fórum. Como já alguém disse, e como deves imaginar até porque andaste metido nestas “lides”, uma coisa é o que acabamos por saber e o que nos é dito, outra é aquilo que se refere em aberto publicamente.

Além disso uma coisa é a opinião que uma pessoa me transmite acerca de um assunto relativo ao Sporting, outra, para mim, é o que assume num programa, numa entrevista pública ou numa conversa com sócios. Que eu saiba não há candidatos, logo não há programas, logo não há compromissos ou posições públicas. E só com essas é que eu formo a minha opinião, mesmo que previamente já tenha conhecimento de um ponto de vista de alguém. É que uma coisa são conversas de gabinete outra é ir a votos e assumir compromissos.

Até ver não há nada.

Ficam registadas as condições que consideras essenciais para apoiar a quase certa lista de RA.

Tu não deves nada a ninguém, pois cumpriste o teu ‘dever cívico’ de ir até ao fim e levar a votos aquilo em muitos aqui no fórum defendem. E isso conta muito!
Quando os mais ingénuos (onde me incluo) esperavam uma união na oposição, pois julgávamos que o essencial que nos unia seria maior que o acessório que nos afastava, tivemos o choque de verificar que apenas restava um punhado de corajosos para enfrentar aquela elite nefasta a que continuamos entregues.

Mas o facto de teres ido até ao fim acarreta-te, a ti, a PPC, ao Mineiro e outros (quer queiram quer não!), a responsabilidade de serem símbolos de uma forma diferente de pensar o clube. Que, ao se aliarem a quaisquer listas nas próximas eleições, darão um sinal de clivagem ou de união da oposição que teve coragem para ir a votos.

Espero que não transijas em nenhuma dessas condições que expressaste. Caso contrário, apesar das boas intenções que te reconheço, arriscas-te a ser um ponta-de-lança utilizado com intenções de provocar o divisionismo, num momento que se configura como uma oportunidade de abrir um novo ciclo de liderança no nosso clube.

Bigfoot,

Num enorme cenário “what if”, e reiterando que até ver serei um mero sócio votante como qualquer outro, é óbvio (pelo menos para mim) que o meu voto, quiçá apoio, quiçá até integração de uma lista está associada ao que vir defendido por esta e pela consonância que isso tenha com o que penso ser necessário para o Sporting, senão fico quieto. Mas digo até que não bastam listas e programas. A confirmação dos propósitos de uma lista faz-se é a partir do dia 1 de um mandato, e é aí que se confirmam os propósitos. Conforme já referi (e não ando aqui a mentir ou a dissimular absolutamente nada) penso que ao Sporting faz falta um virar de página que passe pelas pessoas encontrarem uma plataforma de princípios e vontades essenciais à sobrevivência e retoma do Sporting. Não sei se é possível, se os egos e até interesses o permitem, espero para ver o que aparece. Se surgir e se eu acreditar nela voto. Se quiserem até apoio. Mas nestas coisas somos todos livres de, à medida que os acontecimentos evoluem, ajustarmos a nossa posição. É que relembro algo importante, e que a mim, que até andei aqui bem “tenrinho” a “melgar” o fórum desde bem cedo, em certa altura devem contar-se pelos dedos de uma mão os que não acreditamos que a chegada de Roquette ia trazer algo melhor. Muitos de nós fomos mudando de opinião com base nos factos, uns mais cedo, outros mais tarde. Isso não tem mal algum, é aliás penso eu sinal de inteligência e capacidade de análise. Logo eu voto, ajudo e apoio qualquer candidatura que corresponda ao que eu gostava que sucedesse no Sporting. Mas isso não circunscreve nem nunca circunscreverá a minha forma de pensar e o facto de eu agir em conformidade com isso. Espero ter-me feito perceber e percebo perfeitamente a questão do “ponta de lança” sendo que nisso já fui bem claro porque até há pessoas infinitamente mais simbólicas e importantes (mesmo na referida “oposição” do que eu e alguns “putos” que andámos metidos nestas coisas): a minha identificação com uma lista passa pela presença na mesma de pessoas em quem confie, pois uma coisa são ideias escritas outra são ideias escritas acompanhadas de pessoas em quem confie a sua implementação.

Caro Pedro,

Caso integres alguma das listas nas próximas eleições, será mais provável ver-te numa lista Ser Sporting ou numa lista com Rogério Alves.
Tendo em conta as ideias que o Ser Sporting defende e as ideias que Rogério Alves defende.

Jnrodrigues,

Que eu saiba não existe lista Ser Sporting ou lista de RA. Se existisse alguma delas ou ambas como votante veria o que propunham. Fazendo fé que a lista SS propusesse algo semelhante ao que foi proposto há 18 meses consigo dizer com maior segurança que facilmente me identificaria com essa lista. Quanto a uma hipotética lista de RA teria de saber melhor o que propunha e com que lista para me decidir, no fundo o que aqui tenho dito. Como já disse uma coisa é o conhecimento que tenho, em “off” do que poderão pensar os intervenientes, outra é o que surge em “on”, num programa ou candidatura. Sou da opinião, e não é de hoje (e isso suscitou até na altura naturais discussões, no bom sentido, com companheiros SS) que o que, colocando pessoalizações de parte (às quais já devem ter percebido sou avesso, nunca tive talento para ser juiz) penso que há muito mais que aproxima o pensamento SS do que provavelmente pensa RA do que o que o separá. Como exemplos que fui registando, ao longo do tempo, no que aproxima coloco a orientação para o sócio, o primado deste no clube após anos de alguma desconsideração, a abertura para uma auditoria mas mais que isso a sua previsão estatutária para o futuro, bem como a revisão dos estatutos para maior democratização do voto nos momentos cruciais e do seu peso por sócio. No que separa recordo-me da opinião sobre a reestruturação e tudo o que envolvia a SAD, nomeadamente a abertura desta ou não a investidores. Mas isto era no passado, hoje em dia não faço a menor ideia, daí que diga que prefiro esperar para ver pois não voto em pessoas (ou não voto apenas em pessoas) mas também em programas, listas e compromissos. É isso que me interessa como sócio.

Penso que ninguém se surpreende, face a tudo o que já escrevi, se afirmar que sendo o SS a minha “casa” identifico, sujeito a comprovação, em RA alguém que não partilha o DNA do projecto Roquette, independentemente da posição que teve nos últimos anos no clube logo no meu cenário ideal, como já disse, aconteceria uma conjunção de esforços, que não implicasse prescindir dos princípios de cada um, em nome do Sporting e tentando todos juntos reconstruir o clube. Se isto é possível ou não não sei, mas era o cenário que eu via como ideal, e daí ter referido os nomes RA, PPC e ITM como máximos expoentes desse arregaçar de mangas em nome do clube.

ab

Grande lavagem ao RA… nunca brilhou tão branco…
Cada vez é mais claro que para mim, que se em «on» já assumes a possiblidade de pertencer à lista, em «off» já tens o teu lugar garantido que terás de dividir com os amigos centauros.

[b]As coisas em comum que existem entre o SS e RA eu não sei quais são.
As coisas em divergência também não.
E o próprio RA também não. Terá, ele próprio de sentir o pulsar dos acontecimentos, para tomar as suas decisões.

RA tem um pensamento ambíguo e conveniente. É incapaz de antecipar as suas convicções.[/b]

Explico. Das várias reuniões e conversas que tive com RA - ele fala imenso - consegui concluir que ele apoia tudo e não apoia nada. As respostas são NIM. Sempre.

Recordo a questão da auditoria. Quando começámos a falar as dúvidas eram imensas. Primeiro éramos todos radicais - agora sabemos que só alguns o são. Depois dificultou-nos a vida. E depois, mostrou-se simpatizante com a ideia de a realizar. Convidei-o a ajudar-nos na causa. E claro, que a conversa mudou. Pois e tal que era importante… mas não saberia se concordava. Hoje ainda não sei o que pensa sobre o facto.

A questão da orientação ao sócio não sei bem o que é. Sei que fala com toda a gente e não tem a snobeira de JEB e FSF. Se é isso concordo.

Se é, aludindo ao facto da gestão do Clube ser orientada para o sócio, isso é falso. É falso porque quem apoiou e outorgou como RA a reestruturação financeira, simplesmente não pode afirmar que dá primazia ao sócio.
A reestruturação financeira concluída recentemente deu primazia ao ACCIONISTA em detrimento do SÓCIO.

RA tem um pensamento flexível e volátil. Será sempre em função do que aconteça. Será sempre um pensamento conjuntural.

Mas chega de off topic RA.

A lista que se propõe candidatar ao CFeD será completamente independente e autónoma.
Será orientada apenas no seu programa:

  • AUDITORIA
  • SEPARAÇÃO DE PODERES
  • CUMPRIMENTO DOS ESTATUTOS

Agora, será claro, que as pessoas que a compuserem serão pessoas que não terão qualquer envolvimento com os últimos anos de gestão do Clube.

Seria desejável, inclusivamente, que surgissem novos candidatos SEM QUALQUER LIGAÇÃO COM O PASSADO.

A bem da TRANSPARÊNCIA e FUTURO.

:arrow:

:arrow: :arrow:

Pa, nao me forniques, uma coisa e sermos miudos ha muitos anos a brincar aqui, a maturacao consequente e o que dai advem, ate ai engulo, mas ler de ti o que acabo de ler…
Lembras-te do Eduardo Marques a mandar-me um mail a dizer que tinha uma filha para criar?
Tu e o Bruno nao tiveram problemas em tentar abanar a arvore, de tal forma que nem acreditaste em mim quando te dei as fontes.
Ver isto escrito de tua parte entristece-me sobremaneira, porque nos os 2(fundamentalmente nos os 2, quem veio depois apenas seguiu o caminho) lutamos tanto pelas verdades e transparencias, pela informacao… agora que es um dos privilegiados com acesso a roupa suja, queres esconder, tal qual fizeram os outros que acusavas antes de nos…
Nao te percebo Mauras, isto nao tem a ver com maturidade, tem a ver com caracter… se nao te conhecesse como conheco estaria mesmo preocupado…
E esta mentalidade que sempre combateste e pos o SCP onde esta, a lei so silencio, a lei da rolha… enfim… :inde:

Agora que esta lista ao CF já parece ter passado a fase “certidão de óbito”, duas perguntas por causa da separação de poderes
Nenhum dos candidatos nessa lista apoiará qualquer lista a outro qualquer órgão, pois não?
E ainda em nome da estrita separação e das mãos limpas para uma eficaz e isenta fiscalização, tb. não aceitam que os sócios proponentes dessa lista (eu parto do princípio que sejam necessários y votos de diferentes sócios para a lista ser submetida a votação) sejam candidatos/proponentes de outras listas a outros órgãos?

Não sei se já comentei o tema do tópico, é possível que não dadas as condicionantes do próprio tópico.

Concordo com a iniciativa, entendo o CF (e disciplinar, já lá vamos*) como um órgão de grande importância mas que, se não me engano excepção feita a um período do consulado Cintra, nunca cumpriu o seu papel.

É importante, como sempre defendi, a participação dos sócios a todos os níveis, como bem provou a AAS há 18 meses. E em qualquer órgão.

Não está no entanto na matriz eleitoral no Sporting fazer distinções relevantes entre listas para os diferentes órgãos (o CL é ainda assim um processo diferente), e esse será provavelmente o grande desafio da lista que se apresentar.

Um conselho de analista atento, embora passível de estar errado… Não entrem com o radicalismo todo, ou não conseguem nada, nem sequer no período de esclarecimentos, porque a mensagem não passará.

  • Dizer que se cumprirão disciplinarmente os estatutos à risca é um processo muito, mas mesmo muito complicado. Seguindo-os ao pé de letra, metade dos sportinguistas já não podia ser associado, de certeza.

De resto desejo-vos sorte, e cá estarei para analisar as propostas e se for caso disso, dar o voto.

Cada vez me conveço mais que a minha orientação de voto vai para uma Lista que nada tenha que ver com os ultimos 15 anos a nivel de “governação” bem como a nivel de “oposição”.

Posso ate achar que sao paraquedistas como já li por aqui, mas sinceramente acho preferivel.

SL

Inci, estes fenómenos de «mudanças» de opinião (legitimas como é óbvio) sucedem à medida que a perspectiva de poder se aproxima. No caso do velho Mauras o expoente apenas atinge o seu máximo.

Não.

Candidatos não.
No caso de serem proponentes aceitaremos todas as assinaturas (a não se que não seja possível pelos estatutos). Não vejo onde poderá estar em causa a isenção da lista por ter proponentes que votem noutra lista, ainda que seja para o órgão a que se propõe.

Estou em crer que o tal «consenso» começa a ser o último reduto da continuidade. E porquê? Porque eles não são parvos e já estão a começar a perceber pelas movimentações e pelas opiniões deixadas aqui e acoli, que os sócios já começam a olhar de esguelha para um candidato que traga mais do mesmo e também já começam a constatar que nunca se falou tanto de «ruptura com os últimos 15 anos» como se tem falado ultimamente. Eles já descobriram que não vão lá com as mesmas armas e vão ter de escolher muito melhor do que o fizeram em 2009, apresentando às urnas um candidato muito bem «travestido».

Olho bem vivo é o que é preciso. Não nos deixemos enganar por manobras de bastidores e candidaturas de consenso ou de «rotura encapotada». Eu não quero «consenso», mas sim «com senso». :arrow:

Pode a oposição ter uma forma de comunicar agressiva - talvez me saltasse a tampa se visse que uma pessoa que tenha percorrido comigo saltar para o outro lado da cerca, apregoando algo que, bem conhecendo as personagens envolvidas, é mais do que uma provável mentira e engano dos sócios - mas é preciso estar atento ao conteúdo e, porque não dizê-lo, à “cambalhota”.

Um paraquedista poderá ser a última estocada que conclua um processo iniciado há 15 anos. Sei que não queres isso.

Caro Rui,
Acompanhaste o embrião do LdV e saberás avaliar por ti próprio se somos, ou se sou radical por continuar a defender uma auditoria.

A auditoria deveria ser o instrumento de gestão básico para qualquer direcção. Aliás, uma direcção que assuma os controlos de um clube em dificuldades é um garante da sua salvaguarda futura. A única razão pela qual não houve até hoje, nem há no futuro (se o próximo presidente seguir a linha da continuidade), é porque existe um pacto de não agressão e encobrimento entre todos.

Mas aproveito para falar sobre a minha «radicalidade». Logo após as eleições pedi uma reunião com JEB. Não me querendo receber, reuni com o provedor do sócio EFS. A ele entreguei todas as ideias que elaborei no SS. A questão para mim é simples: fui derrotado, há que colaborar com quem lá chegou. Foi o que fiz.

O mais engraçado é que segundo consta houve grande crispação e acusações pessoais entre membros da lista SS e o próprio JEB.

Consultei algumas pessoas para saber se queriam reunir com a nova direcção e apresentar as nossas medidas numa base de bom perdedor que quer o melhor para o Clube. Disseram que não existiam condições.

Acabei por ir sozinho, falar com os senhores dos 90%, dar-lhes os parabéns, entregar o meu trabalho para quem quisesse implementar… e assumindo a mesma postura: auditoria, posição na sad, academia e estádio.

Há que saber perder e saber ganhar.

Em ambas há que saber manter fiel aos nossos princípios. E assim o fiz.

O que o frede diz é verdade (embora desconhecesse a iniciativa dele) e é um dos erros que foram cometidos. JEB prometeu unir mas pouco ou nada fez por isso. Independentemente da consideração que tivesse pela chamada “oposição” mandaria a inteligência e sentido político que abrisse portas a quem concorreu com ele, ouvisse e procurasse discutir os temas, atitude aliás para a qual a candidatura que protagonizou o programa SS sempre se predispôs. Isso nunca sucedeu. A crispação é pobre argumento pois foi moderada e existiu em ambos os sentidos, sendo que as considerações menos próprias e mais pessoas até não partiram da lista SS mas sim do lado de lá. Isso não impediiu que PPC no seu discurso de derrota apresentasse total disponibilidade para ajudar no que fosse preciso. Pelo que sei nunca foi chamado a tal, nem ele nem ninguém ligado ao programa SS.

Em contrapartida a versão final do programa SS referia a criação de grupos de trabalho, dentro e fora do CL, com outras sensibilidades e linhas de pensamento na procura de soluções específicas para os vários problemas do Sporting. E assim é que deve ser. E espero que quem venha a ganhar (caso alguém se candidate, até ver está difícil embora seja cedo) perceba isso pois já são poucos os que ainda resistem e ainda menos os que se disponibilizam a ajudar, dar ideias e trabalhar a bem do Sporting, mesmo que de fora. Isso é sempre de aproveitar, mas tal não foi o caso nestes 18 meses.

De qualquer forma, se há razão pela qual a direcção caiu ao fim de 18 meses, desta feita a oposição não pode ser responsabilizada. A Oposição teve 10%, tudo o que foi a AG passou e quando chamada a comentar os assuntos do clube teve sempre postura responsável e coerente com o que prometeu após eleições (o resultado assim o ditou). Se tudo caiu tal sucedeu apenas e só pelo curso dos acontecimentos, sendo que este isolamento poderá obviamente ter ajudado, mas foi uma opção.

E fizeste bem pois a candidatura não foi para benefício pessoal mas sim do clube. :great: