Oxalá tenham força. Os sportinguistas devem ter todos força. Força e vontade. Mas de fazer alguma coisa, pois nos momentos em que se decide fazer alguma coisa muitos perdem-na. Na véspera de com mais 2 ou 3 começarmos a fazer telefonemas na base de “Mesmo sem notáveis vamos então nós, pela causa” tinha muitas vozes a dizer para ficar quieto, que ia perder por muitos e me ia queimar, que não valia a pena, portanto meu caro, sobra-me a grande tranquilidade de ter dado a cara, o trabalho e a tristeza para que sócios como imagino seja (não sabendo quem é) tivessem uma opção de escolha, opção bem definida, bem compartimentada e com princípios totalmente claros. Não vale a pena tentarem-me “picar”, chamar-me traidor, vendido ou que quiserem por hoje estar mais preocupado em pensar como é que se reconstroi o Sporting do que como é que hei-de aborrecer aqueles que lá andaram porque isso passa-me totalmente ao lado. Dei a cara. Não devo nada a ninguém e tenho direito à minha opinião.
Faz-me a justiça de reconheceres que não te estou a picar nem a chamar nada. Estou de facto interessado em compreender a tua posição, e para isso gostava de saber onde te colocas sobre o Livro Branco (vulgo “auditoria”) - isto é, se admites apoiar uma lista que seja contra ou omissa sobre esse tema -, assim como gostava de ter alguns exemplos de pessoas com quem te identificas e em quem confias para integrar uma lista de RA.
Não sejas calimero. Não és traidor, nem vendido. És apenas incoerente. E isso é factual.
Tanto que assim é, que já avançaste a teoria do Mauras sub-20, ingénuo e idealista versus o PCF de 35, adulto e responsável.
Voltas a cometer um erro, pois se a matemática não me falha já tinhas 30 quando, entraste nestas lides… e arrisco a dizer praí uns 33 quando fizeste o sprint final de cortar a fita da campanha eleitoral.
Mas o mais engraçado é a tua posição neste tópico que abri. Concordas com o princípio da separação de poderes, concordas que haveria um escrutínio mais eficaz, concordas com tudo… mas não votarias numa lista independente ao CFeD!
Um político encartado não faria melhor. Parabéns… pela coerência… factual.
Mais uma vez entendo-te, mas continuo a ver um enorme esticão entre a vontade e a realidade, entre o desejo e o concretizavel, entre o óptimo e bom (que diz o ditado são inimigos).
Mas esse esticão tem que ser dado, e é agora o momento para o dar. É no momento em que o núcleo duro do BES começa a perder apoios de algumas figuras do Sporting (o terem errado, por omissão ou não, no passado, é para já irrelevante) que a oposição (eu diria a parte da oposição que tem na Auditoria, no controlo da SAD e na recuperação de parte do património a sua maior motivação) deve ganhar terreno.
Claro que se pode manter a mesma estratégia que em 09 e dar com a cabeça na parede até sangrar para não conseguir nada, mas isso é algo a que, muito sinceramente, não estou disposto. Não gosto de cometer o mesmo erro duas vezes seguidas! :great:
Apenas acho que não vais ter a hipótese de fazer essa escolha. Essa é pelo menos a realidade que eu leio.
Até posso acreditar que venha a haver uma lista de “consensos” mas que rapidamente se vai tornar transparente nas suas intenções de simples varrer para baixo do tapete do passado recente à custa do apelo à unidade.
Isto para não falar da substancia que a poderá vir a compor, que podendo ter gente válida da oposição, desde a mais activa como a mais moderada, a alguns dissidentes da continuidade (e aqui será difícil perceber da veracidade do sentimento) a alguns do status quo que entendam a necessidade da mudança do paradigma de gestão e aproximação aos problemas. Duvido é que nessa solução os mais hard core (mesmo que batendo com a mão no peito e reclamando ou clamando a mudança) deixem de estar presentes minando tudo.
O que farei (e sei que tu também) será ser coerente, defender e apoiar o que tomei por solução em 09 ainda que aceite pragmaticamente fazer algumas cedências (e sem hipocrisias te digo que não estou disposto a fazer muitas) a favor duma solução com mais capacidade de retomar o clube. Em favor de um designio maior.
Duvido que me seja dada essa hipótese mas não me demitirei de fazer uma escolha!
Mas é isso Pedro, sem tirar nem por. Repara que hoje não existe uma questão fracturante como a reestruturação, pelo que importa sim trazer para a discussão (e para um programa eleito) a questão da Auditoria, do controlo da SAD e da protecção de património do clube.
Digo-te mais, tendo o BES conseguido, com os seus homens de mão, o que queria (a SAD), restará ver se ficam por aqui e nem se importam com a Auditoria, sabendo como nós sabemos como funciona a Justiça em Portugal, ou se ainda assim vai querer manter o jugo no Sporting Clube.
Tudo dependerá das listas e dos programas apresentados. Mas prevejo uma grande fragmentação a esse nível, isso parece-me quase certo.
Por acaso até acho que a questão que se põe é mais dramática e fracturante. A questão é o clube (correndo o risco do dramatismo a sua sobrevivência como o clube de que nós somos sócios).
Sinceramente acho que é o momento que definitivamente vai definir o clube que vamos ter.
Também acho que os bancos e acima de tudo os seus homens de mão não devem estar muito à vontade com essa hipótese. É que tanto como eventuais procedimentos criminais temos a má publicidade de práticas, digamos assim, menos convencionais que puseram em causa a vida de uma instituição da importância do Sporting no tecido social português. E essa má publicidade tem muitos custos directos e indirectos.
Em relação aos programas, também acredito numa grande fragmentação, mesmo com os que ficarem de fora por não alcançarem os apoios para ir a votos a terem papel activo no acto pelo seu posicionamento.
Mas não é. Desde logo, porque no Sporting nada é simples. Depois, porque uma candidatura nesses termos não teria o efeito, que dizes que teria, de obrigar as outras listas a tomar posição sobre o tema da auditoria.
Continuo a achar, hoje, que uma auditoria, isenta e independente, ao período do “projecto” seria importante e fundamental para se arrumar o passado, mas nesta altura creio que o fundamental será cuidar do presente e preparar o futuro e deverá ser nisso que devemos direccionar, prioritariamente, as nossas preocupações…
E apesar de o Pedro não precisar de ninguém para o defender não posso deixar de dizer o seguinte.
Acho que, mais que a dicotomia Mauras sub-20/Mauras +35, a diferença de discurso do Pedro deve-se, fundamentalmente, à diferença entre um Mauras que descarregava a sua bílis à frente de um teclado num fórum, com base naquilo que lia e ouvia e que lhe diziam e um Mauras que se levantou da cadeira, chegou-se à frente com um programa que foi gizado por outros, com um candidato que teve a coragem (louve-se isso) de dar um passo à frente quando todos os outros “notáveis da oposição” deram dois passos atrás e que, mesmo sabendo que jogava para não perder por muitos, ainda assim foi a jogo e deu o peito às balas.
O meu respeito por isso.
Hoje o PCF sabe muito mais sobre o que é o Sporting do que sabia o Mauras, aprendeu com os erros e soube ler e interpretar a realidade daquele “ninho de gatos” que é o Sporting.
E o PCF sabe, desde logo, que, se queremos ajudar o Sporting, de nada serve dizermos apenas mal de tudo e de todos. Sabe que é demasiado redutor classificarmos as pessoas entre “Roquetteiros” e “talibãs”, ou “bons” e “maus”.
Assim, podemos até ficar de bem com a nossa consciência, mas será que podemos dizer que ajudámos o Sporting quando ele, verdadeiramente, necessitou?
Agora, mais que nunca, é a hora dos egos ficarem em segundo plano e o Sporting em primeiro. Por isso, compreendo o que o Pedro sente e acho que merece um pouco mais de consideração…
Porque não dizem de uma vez por todas quais serão os vossos cargos na lista de Rogério Alves… Basta de estarem aqui a preparar terreno para quando a bomba for lançada publicamente, porque nem todos são parvos…
Volto a frisar, façam a auditoria, promessas? Disso estamos todos fartos, só podem pedir paz e união quando derem aos Sportinguistas a verdade, pedimos muito? Só queremos a verdade nada mais que isso porra!
Eu não disse que não votaria, lá estás tu a colocar palavras na minha boca que eu não proferi. O que eu disse é que um CF independente tem menos hipótese de ser eleito do que um CF independente integrado numa lista, de preferência uma que possa vencer.
De qualquer forma uma coisa é um CF independente e até “hostil” (mas com responsabilidade) face ao CD, algo que só me parece útil e que o Sporting teve outra é um CF com as características que descreveste quando lançaste este tópico. Sou da opinião que o Sporting precisa neste momento é de quem o queira erguer, e de quem crie condições para que não voltem a existir certos desmandos que se verificaram, mais de quem apenas esteja consumido pela vendetta (ainda que compreensivel e justificadamente) por quem o meteu neste estado. Eu concordo com a auditoria e com a justiça histórica. A diferença é que acho que o Sporting precisa ainda mais de se reerguer e reconstruir, com maior urgência, para depois o poder fazer.
Quanto às contas estás todo trocado. Eu ando no fórum do Sporting desde que este era ainda oficial do Sporting. Estive em todas as versões do fórum (que foram várias e sob várias gerências), muito antes de ter 30 anos. As lídes em que entrei com 30 anos foram as do movimento LdV, embora já antes tivesse lançado a semente de um movimento/associação de sócios na defesa do Sporting face ao que se passava, o que motivou até o encerramento de uma das versões do fórum devido aos seus donos não concordarem com uma iniciativa desse género assente no fórum. Isto já foi há muitos anos, e bastante tempo antes de te conhecer/surgires no fórum, o que poderá motivar os teus erros nas datas.
(este comentário escapou-me) Faço a devida justiça. Tu, o teu irmão e o João Mineiro são pessoas que mesmo que não concordem comigo (ou vice versa) no que possa ser o caminho melhor para o Sporting respeitam o meu ponto de vista como eu respeito o vosso, e assim é que deve ser até porque andámos metidos em tantas “coboiadas” e trabalhos em conjunto que só por infantilidade nos colocaríamos todos à trolha a questionar-nos pessoalmente apenas porque temos, num dado momento, pontos de vista diferentes.
E por isso mesmo respondo com total clareza, colocando as coisas numa ordem crescente de urgência e importância para mim:
sou a favor do livro branco, de uma auditoria, não apenas a “clássica” mas uma auditoria de gestão, que faça corresponder os números com as decisões de gestão e seus responsáveis desde o Sporting que tinha 60 milhões de passivo e o que hoje tem 400 milhões.
sou a favor (como constava aliás do programa ser Sporting que foi às ultimas eleições) do assumir de um compromisso por parte de quem for eleito de que no final do seu mandato prestará contas claras aos sócios do que fez, e que este compromisso seja definido estatuariamente de modo a que nunca mais se verifiquem no Sporting negócios pouco transparentes e mal explicados e que quem vier saiba que terá de cumprir com essa obrigação.
sou a favor de uma solução imediata e urgente que devolta o Sporting aos Sócios, que volte a trazer a paixão (possível e gradual) dos adeptos pelo clube, porque por mais bancos, reestruturações, poupanças ou sheiks que nos acudam não vejo outra solução para o Sporting que não passe pela reaproximação e mobilização das pessoas. Para essa mobilização é necessário dar sinais claros de mudança, de regeneração, de uma nova forma de fazer as coisas, com humildade e totalmente direccionado para um objectivo: os sportinguistas têm de voltar a sentir orgulho em ser do Sporting e a identificarem-se com ele. Sou também a favor (outro ponto que constava do programa final Ser Sporting) de que TODAS as sensibilidades e suas ideias sejam aproveitadas em nome do melhor para o Sporting.
Conforme disse estes três pontos estão para mim por ordem de importância/urgência: ou seja, pensando na sobrevivência e retoma do Sporting a 3 é mais urgente que a 2 e esta mais urgente que a 1, acreditando no entanto que todas elas fazem falta para a recuperação/pacificação do Sporting.
obviamente, tendo em conta o momento eleitoral propício, a minha preocupação como sócio que gosta do Sporting e o quer ver, o mais depressa possível, recuperado, é coerente com esta lista de prioridades. Como sócio votante quero ver a 3 resolvida o mais depressa possível.
Relativamente a pessoas cuja integridade e Sportinguismo me merecem identificação e que gostaria que formassem ou integrassem uma lista com ou sem Rogério Alves (cinjo-me a alguns que já tiveram protagonismo semelhante, deixando de fora nomes óbvios com os quais me identifico fruto de anos de carolice leonina):
PPC
Isabel Trigo Mira
João Mineiro
Santos Ferro e Francisco Santos Ferro
Nuno Paiva
Basicamente são as pessoas com as quais convivi mais no processo Ser Sporting e cuja fidelidade aos mesmos princípios e forma de ver as coisas (mesmo que com algumas diferenças que respeito) reconheço. São também pessoas que sei que caso os interesses do Sporting fossem colocados em causa seriam consequentes com os seus princípios.
Que és a favor do Livro Branco eu sei, mas acabaste por não responder ao cerne da pergunta:
Se Rogério Alves (ou outro qualquer) formar uma lista que te cheire a qualquer coisa de novo, que aparente descomprometimento com o passado, que se proponha gerir o Sporting com outra abordagem, mas que sobre a matéria do Livro Branco diga que não está interessada, que não quer averiguar como um Clube rico ficou de calças na mão - nem como exercício punitivo, nem como exercício histórico-pedagógico -, que não quer “desenterrar cadáveres”…
…tu estás disponível para integrar essa lista ou para a apoiar?
E já agora, os “jovens lobos” da Centúria Leonina são pessoas com quem te identificas e a quem reconheces fidelidade aos mesmos princípios e forma de ver as coisas que tu? São pessoas com quem partilharias uma lista?
Caso Rogério Alves avancasse e apresentasse tal posição certamente recusaria votar em tal lista. Percebendo até a teoria do “já passou, agora é preciso reconstruir” penso que é um sinal de seriedade e independência aceitar a realização de tal “auditoria”. Não recorrendo a conversas que ao longo do tempo tive com o próprio derivadas da participação activa que eu e outros (incluíndo tu) tivemos na vida do clube recordo-me de um episódio público, e repesco este pois a eventual culpa de não ter tido sucesso foi exclusivamente minha: numa certa AG (não sei se estavas presente, mas eu e o João estávamos) colocamos para apreciação do Rogério o pedido de votação de realização de uma auditoria, já na fase em que as negociações com o CD não avançavam. O Rogério aceitou a incorporação da votação na ordem dos trabalhos, para mau estar dos orgãos sociais que o rodeavam. A questão não foi a votos naquela AG por sugestão minha, ao observar a composição da sala e estando convencido de que, naquele momento, seria derrotada, pois já só sobrava a “fila da frente” e meia dúzia de “partizans”, nós incluídos.
Por mais pé atrás que existam relativamente a RA, até compreensíveis, este episódio torna difícil colocá-lo como um opositor à auditoria. Não sei o que ele pensa hoje sobre o tema (espero para ver) mas adianto, mesmo que disto discordem alguns de vós, que não estou a ver que tivessemos tido tanta abertura como tivemos de outro PMAG para a questão da auditoria como tivemos com ele, com todos os defeitos que se le coloquem. Outro exemplo que recordo foi o facto de não ter embirrado com as nossas folhas de assinatura, que claramente estavam contra o exigível ao nem sequer terem cabeçalho sobre para que questão assinava o sócio aquela folha. E no entanto ele aceitou-as como válidas.
Retomando a tua questão essa não é no entanto a única condição para eu votar numa hipotética lista de RA. Há mais duas que são igualmente fundamentais:
programa
composição da lista (o mais reformadora possível)
presença de pessoas nessa lista em quem confie.
Se estes quatro temas não corresponderem às minhas expectativas não voto, seja como RA ou com outro qualquer. O que não invalida que afirme, sem problemas, que neste momento considero muito mais importante perceber qual o programa e que lista vai a votos do que agendar de imediato o livro branco, no que toca ao que o Sporting precisa. Mas isso não é diferente do que nos propusemos no Ser Sporting, candidatura que, apesar de propor o livro branco, sabia muito bem o que era preciso fazer com urgência pelo Sporting.
Quanto à Centúria ou qualquer outro grupo vejo-lhe as mesmas características que qualquer outro grupo. Tal como nós (e como é evidente neste fórum, por estes dias) existiam e existem (embora alguns reajam como se fosse novidade) perspectivas diferentes sobre o que faz falta ao Sporting. No caso da Centúria não os conheço a todos, aliás só conheço melhor dois deles e, no essencial, (e já não é de agora) parece-me existir concordância no essencial.
Sem particularizar na centuria eu votaria uma lista, mesmo que esta não seja composta por 100% de pessoas que eu veja como identificadas na totalidade com o meu ponto de vista, desde que exista concordância no essencial.
Sabes porquê?
Porque isso já sucedeu, há 18 meses atrás, na lista Ser Sporting.
Esclarece: entre uma lista independente como aquele que lanço, com separação de poderes e realização de auditoria ou numa que emane da lista que apoiasses para o CD, em qual votarias?
Desculpa lá, mas quem é que põe as palavras na boca de quem? Andas para aqui a desfilar uma calimerice sem limites e queres colocar na minha boca e intenções que não proferi? Deixa lá os adjectivos, porque não fui eu que aqui te acuso de «vendido». As pessoas são o que são e o que as define são as suas acções.
Vais candidatar-te numa lista de RA. Essa é a minha opinião que ainda não vi desmentida pela tua parte. Logo assumo-a, pelo teu silêncio, como verdadeira.
E continuo sem perceber a tua opinião.
Apoias a realização de uma auditoria, mas… então és hostil é isso?
Queres fazer justiça histórica, mas… então queres vendettas é isso?
Ou seja, tu és um senhor de 35 muito responsável e os outros são cegos pela revolta e amargura (risos), mas no fundo estamos de acordo com os princípios.
Então o que distingue a nossa opinião? Eu sou mau e tu és bom, é isso? Pensava-te mais capaz de elevar a discussão.
E já agora, se o SCP não se erguer como propões para que se faça a tal auditoria, esta já não se faz?
Meu caro PCF, eu não quero justiça histórica com ninguém. Não tenho vendettas a fazer com ninguém.
As virtudes de encontro na auditoria - convidando-te a entrar numa discussão de ideias - são:
Informar os sócios sobre a real situação do Clube.
Associar os actos de gestão de cada mandato ao nível de resultados financeiros: ie, balanço entre resultados desportivos vs resultados financeiros. Que cada pessoa avalie esse rácio e o enquadre no contexto do momento.
Implementar boas práticas de gestão, que não existem no Clube: não estou a dizer que foi bem ou mal gerido, estou a dizer que não existe nem controle interno independente nem responsabilização perante os sócios.
Facilitar a comparação entre mandatos: coisa praticamente impossível hoje.
Vou dar-te um exemplo prático:
Se expurgarmos o efeito da reestruturação financeira o mandato de JEB aumentou o passivo (que se poderia compara com anos anteriores).
Nesse mandato ficamos em 4º lugar e mudámos 3 vezes de treinador.
JEB proferiu palavras incendiárias contra sócios.
Um CFeD consciente, regulador e fazendo cumprir os estatutos teria:
informado qual o efeito real dos vmocs nas contas do Clube
informado qual o resultado real de gestão, descontando o efeito dos vmocs
instaurado um processo a JEB por palavras impróprias: (i) de um presidente; (ii) da coesão do Clube
São estes os princípios de orientação que gostaria de ver no único órgão social com capacidade real de intervenção. E que, se conseguir reunir as condições, propor-se-á a eleições. Que se ganham ou perdem.
Gostava realmente era de saber se a tua lista e de RA já consegue avançar, não digo com um programa, mas pelo menos, com algumas linhas orientadoras.
Confirmo que RA, em termos pessoais se mostrava favorável a uma auditoria. E inclusivamente promoveu contactos com o presidente do CFeD para que se fizesse um trabalho interno e sem recorrer à AG extraordinária.
Elogiei-o na altura por isso. E aceitámos negociar os termos do trabalho quer com o CD quer com o CFeD.
A questão é que o CFeD se propunha fazer uma «coisa para durar uma tarde» segundo o presidente ainda funções.
Esse é o risco de se querer escrever a história. De uma boa ideia do PMAG - RA - poder-se-ia cair na tentação de fazer um documento «oficial» que limpasse toda a história do Clube de forma fácil e enganosa.
Recordo que mais tarde em conversa com um vice-presidente a expressão «não contem comigo para lixar os amigos» foi proferida em alto e bom som.
Do CFeD ouviu-se «mas toda a gente sabe cá dentro como é que se deu cabo disto, mas somos todos do Sporting e estar a apontar culpados não resolve nada».
A questão que se coloca não é tanto de se fazer algo para incriminar A ou B. É que se tenha a coragem de fazer um trabalho sério até ao cerne da questão: - Como aqui chegámos?
Porque é que aqui chegámos?
Comparações de custos financeiros vs resultados desportivos.
Lições a retirar para o futuro.
Criação de padrões de análise ao nível da gestão que sejam entendidos de forma clara por todos.
RA enquanto PMAG fez efectivamente algo por se realizar um livro branco.
A questão é se o eventual presidente RA o fará e em que moldes.Fará toda a diferença uma coisa e outra.
Nisso estamos totalmente de acordo Frede. E essa é uma dúvida que expresso desde o início e que me faz aguardar, com expectativa dois acontecimentos que até ver duvido sucedam:
1 - RA avançar
2 - RA avançar em que moldes (que lista, que programa)
Eu também não duvido que RA simpatize com a auditoria, que até tenha feito a sua parte para que esta sucedesse (como já disse duvido que outro PMAG tratasse o assunto de forma tão aberta) mas a capacidade de RA impor uma vontade e ainda assim ser apoiado pela estrutura vigente é algo que aguardo para observar. Caso isso suceda, e já seria surpreendente, o mais provável é surgir uma candidatura estilo Godinho Lopes, na qual se concentre a “velha guarda” do roquettismo.
São tudo incógnitas que só os factos podem esclarecer. Os factos são as listas e os programas de todos estes pseudo candidatos.