Eleições Legislativas 2015

Uma coisa é notória aqui.

É gritante que o pessoal quer é mais centro. Um pouco de todos (excepto 1 ou outro).

Se a Esquerda tem coisas que me metem impressão alguns, a direita enerva outros.

Aqui foi referido exactamente o motivo que eu não voto em alguns. os “são sempre do contra” e “só querem é greves, independentemente do motivo ou razão”.

Não quero discutir contigo conceitos, mas dizer que não fizeram reformas é inacreditável!

Já agora, um dos exemplos da dificuldade de reformas é as constantes greves quando mexem nas confortabilidades de muita gente.

Só falta dizeres que és contra a prizatização da TAP. Que vê ano após ano perdas, e acha que não deve privatizar só porque é “bonito”. E porque acha que é um “crime lesa-pátria” (essa só me faz rir).

As pessoas têm de entender uma coisa de uma vez por todas. O governo tem de ser visto como uma empresa. E se fosse a vossa empresa, que vêem os rendimentos e despesas, se calhar faziam muita coisa que hoje criticam para manter a mesma viável.

[member=6334]joaommx

Boas,
entendeste mal o meu conceito.

“(…)deu a entender que só se devia poder fazer greve se esta não causasse prejuízo, o que é um contra-senso de todo o tamanho (…)”

O disse foi que certos ramos, neste caso dos transportes, não deviam de forma alguma ter direito a greve (ainda para mais abusam desse direito) uma vez que eles prejudicam quem não quer fazer greve. Há muita gente que não consegue trabalhar por falta de transportes, e isso não é justo, em especial a quem paga o passe!

Eu à tempos contactei a CP, danado por mais uma greve e perguntei para onde devia enviar o meu NIB para ser ressarcido do valor do passe que estava a ser prejudicado (para aí uns 2,5€), e claro que não respondem. Sabia que não tinha resposta, mas estava indignado.

Vou-te dizer o que me mete mais NOJO :-[ nas greves! São as greves camufladas! Passo a explicar…
Não sei das regras todas das greves, as datas de comunicação, duração etc mas sei que não podem ser mais do que X por ano ou mês. E a forma de fazerem greve, é convocarem “plenário de trabalhadores” para as 8h ou 9h da manhã, e criam assim uma greve das 6/7h até às 10h. Que toda a gente sabe que são horas de ponta. São greves que oficialmente não são greves. :wall: :wall: :wall:

Se o PCP se rege por ideais de extrema esquerda, o comunismo, não deveria de existir. Porque se proíbe (artº 46, alínea 4 da Constituição) a constituição de uma organização de perfil fascista, então também se deveria proibir uma organização de perfil comunista, dado que são ambos regimes totalitários. Mas, a Constituição foi desenhada e elaborada maioritariamente pela extrema-esquerda, não seria de esperar outra atitude.

Ou há dúvidas que o comunismo é um regime totalitário e muito pouco (ou nada) democrático? Para mim não há quaisquer dúvidas. Como até alguém dizia, é o chamado fascismo de esquerda.

Merece ir para o poder, um partido que foi contra a demolição do Muro de Berlim? E que continua a manter a mesmíssima opinião, anos depois da queda desse mesmo muro. Não é a competência das pessoas que está em causa, é mesmo os ideias que defendem e as ideias que vão partilhando.

Eloquente. Típico de elemento da direita caceteira, ou do portuga comum.

Tomara a qualquer membro do Governo saber 1/10 do que a Mariana Mortagua ou o Louçã sabem de Economia.

Repito: PSD, CDS e PS são um conjunto de carreiristas, de jotinhas nojentos, que passam a vida a treinar retórica barata, a ver se sacam votos. A sorte deles é que, como tu tão bem o demonstras, isso resulta.

Gira o disco e toca o mesmo.

Continuem a votar nos do costume, que é dessa maneira que isto muda de certeza.

Rege-se por ideias de extrema esquerda porque tu o afirmas? O PCP é um partido obsoleto, com uma base ideológica que não faz qualquer sentido na sociedade moderna, mas que tem o direito ao seu espaço no tecido político nacional.

Fazer considerações como aquelas que aqui fazes é aberrante. Quem és tu para decidir em nome da sociedade, se um partido deve ou não ser “proibido”? Apelidar o PCP como um partido afeto ao “fascismo de esquerda” é enveredar pela demagogia bacoca. Estamos a falar de um partido com provas dadas em termos de gestão local e que ainda agrega uma força significativa em termos nacionais, ainda que peque pela incapacidade em renovar-se.

Os verdadeiros extremos da política nacional são os PNRs e afins, mas até esses têm o direito à sua existência e quem afirma o contrário é adepto de tudo menos da democracia.

O trabalho que o PCP executa a nível autárquico (ie em que ocupa os lugares de poder em muitas câmaras que se sujeitam a escrutínio eleitoral de 4 em 4 anos) não joga a favor de um partido totalitário. A presenca que tem no parlamento português também não sugere que sejam a favor de um sistema totalitário e que tenham por objectivo acabar com a democracia em Portugal.

O PCP até se podia chamar PQQAD (Partido Que Quer Abolir a Democracia) que isso não invalidava o que escrevi acima. Quem faz um partido são as pessoas que o compõem, é delas que emana a sua força, a forma como se relaciona e como influi na sociedade.

É claro que todos temos noção que o actual PCP é de um modo geral demasiado conservador em relação a determinados conceitos que dificilmente têm cabimento no mundo democrático dos nossos dias, mas isso deve-se sobretudo à forma como esse partido tem sido liderado e se tem organizado (tudo coisas que podem mudar rapidamente assim as pessoas que do partido fazem parte o queiram).

Porque eu afirmo? Então, um partido que defendeu o Muro de Berlim, que foi contra o Muro de Berlim, que continua a ser contra a queda do Muro de Berlim, não é um partido que se rege por ideias comunistas? Um partido que tem no seu nome a palavra comunista (PCP), não faz dele um partido de extrema-esquerda? Tem tanto direito a estar na vida política, como um partido fascista o deveria ter, mas não tem porque a Constituição Portuguesa, feita pela extrema-esquerda, assim o proibiu. E proibiu bem! Mas devia ter proibido organizações de extrema-esquerda ou são eles distintos da extrema-direita?

Ignoraste a minha opinião, o que origina que tenhas escrito algo que eu não escrevi. Acontece, próxima vez, lê tudo, antes de me acusares do quer que seja. Eu afirmei SE o PCP se rege por ideias e ideias de extrema-esquerda, o tratamento democrático deveria ser o mesmo que se aplica à extrema-direita. E também afirmei, que não é a competência das pessoas que está em causa, são os ideais.

O que afirmei, mais uma vez tu ignoraste, é que se a CRP proíbe organizações de índole fascista, também deveria proibir organizações de índole comunista. Simples. É existir equidade e igualdade de direito. E isto é uma opinião minha, não estou a decidir por ninguém, dado que sou um mero cidadão com direito à liberdade de expressão, exactamente como tu o és.

Claro, deves ser é daqueles que só quero greves todos os dias ou então foram à tua carteira de excessos… qual será?

Então também não poderia existir um partido com o nome Fascista Português, mas que a nível da gestão autárquica ou governativa desse provas da sua competência? I.e. Um partido que tem ideais fascistas, mas que na prática as pessoas fossem profissionais, que tenham provas da sua competência e que acabam por respeitar o sistema democrático vigente.

É este o meu ponto de discórdia para com a CRP. É que tanto o Comunismo, como o Fascismo, são regimes totalitários e muito pouco democráticos. Se a nossa CRP proíbe organizações de um, também deveria proibir organizações de outro.

Antes de me acusares de ignorar o quer que seja, preocupa-te em melhorar a tua capacidade de comunicação. Se constróis toda a tua retórica com base num “se”, não estás a contribuir para uma discussão sólida.

Um partido que tem no seu nome a palavra comunista (PCP), não faz dele um partido de extrema-esquerda - Não! Recomendo umas aulas de história política! Além da ausência de conceitos democráticos, demonstras uma ignorância latente relativamente à História e conceitos políticos.

O Francisco Louça domina bem os conceitos económico, tem provas dadas a nível universitário, tem sólidos conhecimentos sobre Economia e é uma opinião respeitada. Mas, IMO, rege-se pelos ideais errados e perde imenso por isso.

A Mariana Mortágua não percebe nada de Economia. É um fruto do populismo, da demagogia, que estudou bem um dossiê e teve a “coragem” de perguntar no sítio certo, as perguntas certas. Mas outros também o fizeram, mas não tiveram tanta atenção mediática. Segue a mesma linha do seu partido, mas por ser uma cara nova na política, reúne mais atenções, mas a essência é a mesma.

Já que pareces dominar a história política, o PCP tem comunismo no seu nome porque? Com que bases, ideais políticos, foi organizado e criado o Partido Comunista Português?

O PCP obviamente que tem espaço no tecido político português, na minha opinião é um partido atrasado em relação às suas ideologias mas é contudo um partido que tem a sua identidade própria e mantém uma coerência de discurso.
O mesmo não posso dizer do BE, que é para mim a maior aberração partidária portuguesa, um partido feito de pseudo intelectuais que se aproveitam da sua vertente populista para consolidar o seu voto numa faixa etária mais baixa. E porquê? Porque tocam em assuntos que são sensíveis para os jovens partilhando uma opinião populista.

O Louçã é realmente um economista com valor, mas não pensem que mete os seus conhecimentos ao serviço do partido, consegue sim aproveitar-se desse discurso técnico para retorcer o discurso a seu favor. Um economista a defender uma corrente de esquerda em Portugal na actual conjuntura económica Europeia e sabendo precisamente quais os sectores em que Portugal está debilitado é promover a desonestidade intelectual.
A vantagem dele é que goza de uma enorme popularidade junto de quem não quer ou não consegue ver para além disto.

Um partido que, junto com outros de esquerda, promove a saida do Euro é duma perspectiva económica, o suícidio de um país. A palavra chave é negociação, nunca poderá ser ruptura. E decerto que mta gente nem sequer tem noção do impacto socio-económico que uma medida dessas iria trazer.

Há reformas urgentes de ser feitas, toda a gente sabe disso, e que inclusive o actual governo não as foi capaz de por em pratica mas temos de ter consciencia das directrizes que queremos.

Pessoalmente, nada tenho contra o PCP, BE, PNR, PSD, PS… etc. O que apenas defendo é que se proíbe uma organização fascista, devia-se então proibir a organização comunista. Tão simples quanto isto. As pessoas são livres de seguir os ideais que bem entenderem, livres para formar as organizações que bem entenderem, desde que respeitem as liberdades individuais e respeitem as leis rigentes.

Quem sou eu para julgar quem quer que seja, mediante as suas escolhas políticas. Somos livres e devíamos ser na sua totalidade.

Ao contrário de ti, que tens ideia em quem vais votar, eu continuo bastante indeciso. E também eu espero que apareça o tal partido pequeno de centro

Isso devia ser óbvio para toda a gente. Os regimes comunistas foram responsáveis por autênticos genocídios e de democráticos nunca tiveram nada, só que em Portugal sobrevivem porque a política portuguesa é em geral dominada pela esquerda, em grande parte devido aos anticorpos criados por causa do Estado Novo. O mais patético e absurdo no meio disto tudo é ver partidos extremistas à esquerda em Portugal, como o PCP e o BE acusar outros de falta de democracia, de fascismo, etc, etc quando eles são do mais antidemocrático e intolerante que há.

Além disso estes partidos padecem de uma histeria colectiva crónica. Tudo o que não é feito ou defendido por eles, é vê-los logo a apontar o dedo acusatório gritando alto e bom som, como se fossem os donos da verdade, mesmo que seja contra medidas que possam ser boas para o país. O amigo arménio das greves é mais um deles. O estilo é o mesmo. Não interessa se implode com esta ou aquela empresa ou se ataca boas ou más medidas de um qualquer governo. O que é preciso é vociferar mais umas palavras de ordem, fazer mais umas greves, atacar todas as medidas sejam boas ou más porque não foram feitas pelos seus partidos, queremos só direitos, não queremos qualquer dever. Com isto não estou a dizer que PS/PSD/CDS sejam muito melhores. Infelizmente não são. Já lá estiveram todos, e nós todos sabemos dos escândalos, casos, tachos, corrupção, ligações perigosas e incapacidade que têm demonstrado. E dos restantes partidos pequenos, não têm governado ou não têm sido eleitos para o parlamento, e portanto só através do programa também poucas conclusões se pode tirar do que realmente fariam se fossem eleitos para o governo/parlamento.

Continuas a dar-me razão.

A maioria dos portugueses são claramente mais à esquerda do que à direita devido ao ódio que foi criado ao Estado Novo. No entanto, isso não quer dizer que todos os partidos de esquerda defendam a liberdade, basta olhar ao facto que o PCP é contra a queda do muro de Berlim e defende a União Soviética, ou seja, defende a continuidade da Guerra Fria e defende um dos regimes mais antidemocráticos que existiu. Criou-se, em grande parte dos portugueses, uma ideia de que os partidos da esquerda defendem a liberdade e os partidos da direita defendem o fascismo e não querem saber do povo para nada, e isso não podia ser mais errado.
Eu votei no estou indeciso pois não sei bem em quem votar, no entanto, eu no PS não voto de certeza pois das duas, uma: ou mete o FMI cá pela 4ª vez ou faz o que o actual governo tem feito, e para isso mais vale votar na Coligação que governa actualmente pois desses já se sabe o que esperar. Também não irei votar no PCP e no PNR pois são partidos claramente antidemocráticos.
No entanto, e como já referi atrás, conhecendo o povo tuga, o PS deve ganhar com relativa facilidade, resta saber se será com maioria absoluta ou não.

Uma reforma faz-se quando é identificado o elo mais fraco e o mesmo é eliminado, não quando se corta às cegas “para inglês ver”. A ver se nos entendemos, eu, sendo de esquerda, não sou contra o fim de muitos dos “abonos” que foram atribuídos de forma cega ao longo dos anos. A nível pessoal devo ser um dos maiores críticos do actual modelo do RSI, que server maioritariamente para sustentar chulos e, numa minoria, para quem realmente precisa. Não sou contra cortes salariais aqui e ali, não sou contra uma reestruturação da saúde, não sou contra um reestruturação nos transportes. Muito está mal, mas cobrir a trampa com cortes brutais e aumentos de impostos não leva a lado nenhum, muito menos com privatizações.

A ideia do estado social é eu pagar impostos para o estado suportar aquilo que é mais caro, ou seja, Saúde, Educação e bens essenciais. O problema é que Portugal tem-se transformado num país cada vez menos social mas as contribuições para o estado têm aumentado, ou seja, eu pago mais por serviços de qualidade inferior, quando deveria estar a pagar menos.