Eleições Legislativas 2015

O RSI por mto que me custe a engolir tem de existir num modelo próximo do que existe actualmente, para não promover a marginalidade gratuita garantindo às pessoas um minimo de subsistência.

Agora que é injusto é, até pq existe mtas vezes uma canalização irreponsável desse dinheiro por parte de quem o recebe e por outro lado há pessoas cujos rendimentos excedem em mto o ordenado minimo, mas não sendo tributado, acabam por receber o complemento do RSI.

Existem “RSI’s” por essa Europa fora, nos mais variados modelos e que são sempre aproveitados pelos mesmos: minorias étnicas, pessoas em condição social precária, sedentários de longa duração e oportunistas.

O que eu acho que falta é uma fiscalização mais efectiva do modelo.

O que li neste tópico leva-me apenas a deixar a nota que sou orgulhosamente SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e sujar “o nosso fórum” com m.erdas politiqueiras é só mesmo isso… lixo!!
Mais ainda, apenas serve para criar clivagens e dividir a FAMÍLIA SPORTINGUISTA!

Neste tópico ou qualquer outro sobre política :liar: neste fórum, nunca mais entro…

SL

Nós, além de Sportinguistas, somos também pessoas com correntes politicas, religiosas e ideologicas diferentes uns dos outros, portanto nada nos impede de partilhar opiniões e discutir certos temas sem isso interferir com a forma como nos vimos a nós, Sportinguistas.

Se somos diferentes tb somos diferentes para saber discutir e aceitar as opiniões do próximo, mesmo que sejam contraditórias. Aqui discutimos opiniões e não pessoas.

O comunismo é uma doutrina… assim como o fascismo, não são regimes em si. O que é proibido pela constituicão portuguesa é a constituicão de partidos com ideais fascistas. Claro que poderia existir um partido chamado Partido Fascista que fosse aquilo que descreves e claro que na prática tal não seria possível pelo simples uso da palavra fascista na sua designacão. ;D

Porque é que os partidos com ideais fascistas não são permitidos em Portugal? Acho que a resposta é óbvia, mesmo que não concorde com a mesma… porque historicamente o 25 de Abril veio fazer uma purga ao fascismo em Portugal e a Constituicão actual foi formada no desenrolar nos eventos de Abril de -74. Se virmos bem não foi há assim tanto tempo atrás, acredito que daqui a umas décadas seja já possível ter partidos em portugal com tendências fascistas tal como já existem de extrema-esquerda.

Para quem é de direita tens aqui uma afirmacão de cariz muito… “comunista” (nada como nivelar por baixo). :twisted:

Acho preferível ver a coisa ao contrário… se se permite uma organização comunista então deve permitir-se também uma organização fascista, é neste sentido que devemos caminhar e não no contrário.

Pois eu, em termos puramente ideológicos, não percebo a linearidade da coisa e porque é se colocam as 2 ideologias no mesmo patamar.

Sim, concordo que é esse o caminho.

Apenas estava a opinar de acordo com o que está escrito na nossa Constituição. E até porque “talvez” seja mais fácil despenalizar o Fascismo, que proibir o Comunismo. Esta foi a forma encontrada para prevenir que o País caminha-se no sentido de ter novamente um Governo de extrema-direita, pela extrema-esquerda. E todos sabemos qual era a intenção da extrema-esquerda, mas felizmente que falhou.

Nem é um ponto crítico nossa da Constituição, nem que haja urgência em mudar. Mas, se a mesma defende a Liberdade individual, supostamente não devia proibir a criação de uma organização de cariz fascista. É contrassenso.

Pensa em Itália… é como se fosse Portugal, só que skewed para a parte direita. E no entanto são uma democracia (ou melhor, tão democráticos como em Portugal ;D ).

A homossexualidade nos anos 70 era uma doenca mental (segundo a ICD-9 da altura). Há um tempo atrás passou de doenca a simples orientacão sexual e hoje em dia podem inclusivamente casar-se. E daqui a uns tempos não existirão problemas em terem filhos tal qual um casal heterossexual.

É a evolucão… há que dar tempo ao tempo.

A razão pela qual, apesar de terem vendido o país a retalho e empobrecido a população, PSD/CDS/PS continuarão a ser os partidos mais votados é simples, e Marx e Engels já a explicaram há mais de 150 anos: "As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou seja, a classe que é o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, o seu poder espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios para a produção material dispõe assim, ao mesmo tempo, dos meios para a produção espiritual, pelo que lhe estão assim, ao mesmo tempo, submetidas em média as ideias daqueles a quem faltam os meios para a produção espiritual." (A Ideologia Alemã, disponível em Marx e Engels: A Ideologia Alemã )

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Outra coisa: já várias pessoas disseram aqui não compreender como é que um partido como o PNR pode ter votos. Vou tentar responder: Os partidos fascistas/neo-nazis terão sempre uma base de seguidores (e, se pegarmos como exemplo a actual Europa de Leste ou as próprias França e Grécia, essa base é já bastante numerosa) devido à própria natureza do capitalismo, que gera desigualdade. A base eleitoral dos partidos nazi/fascistas são os sectores de nível económico médio/baixo, a chamada pequena burguesia - que, num contexto de prosperidade, consegue adquirir alguns direitos e melhorar a sua vida, mas que, na realidade actual, se sente asfixiada e em perigo de perder os seus parcos privilégios.

Sendo este um dos sectores mais vulneráveis, é também dos primeiros a sentir os efeitos da crise e, portanto, um dos que mais cedo quer encontrar formas de reverter a sua condição. A situação de angústia provocada pela quebra de salários e pequenas regalias, pela perspectiva de perda de emprego, pela degradação geral das condições de vida, aliada a um nível de instrução que em média é inferior ao de outros sectores, fazem com que muita gente veja na extrema-direita a solução para os seus problemas. A retórica desses partidos é de fácil apreensão e seduz franjas sociais politicamente pouco esclarecidas, uma vez que procuram bodes expiatórios e culpam de forma simplista e errada alguns sectores vulneráveis da população (imigrantes, homossexuais, beneficiários do RSI, seja o que for) como se fossem eles os responsáveis pela degradação progressiva do nível de vida.

Numa conjuntura de total antagonismo político-social, como hoje ainda não temos, mas que existe em parte na Grécia e historicamente existiu, por exemplo, na Alemanha dos anos 30 (quando, antes de os comunistas serem esmagados pelos nazis, uns e outros tinham tantos ou mais partidários do que a social-democracia e disputavam os mesmos sectores operários), o nazi/fascismo é o último reduto da burguesia em tempos de convulsão social, e é usado como última grande arma para defender a propriedade privada. O nazi/fascismo chegou ao poder em Itália e na Alemanha porque, na agreste realidade do pós-guerra e com a ameaça soviética a pairar do outro lado da Europa, essas ideias deixaram de existir apenas em sectores residuais, e tornaram-se dominantes nas franjas que costumavam ser mais “moderadas”, mas que se foram tornando cada vez mais desesperadas face às dificuldades que viviam.

Com o desespero generalizado deu-se, portanto, essa radicalização reaccionária. Ao aperceber-se de que a democracia parlamentar e as liberdades estavam postas em causa e já não correspondiam às suas necessidades, a grande burguesia, detentora dos meios de produção, com medo de uma viragem à esquerda dos trabalhadores (que pusesse realmente em causa o regime de propriedade), passou a apoiar o movimento nazi/fascista, abrindo-lhe caminho à chegada ao poder. Assim foi em Itália, em 1922, e na Alemanha, onze anos mais tarde.

Concluindo, numa situação normal de paz social, a sociedade tende para posições chamadas mais “moderadas”, onde a extrema-direita é pouco mais do que residual. Mas em tempos de crise, e quando os moldes da sociedade são postos em causa, a conjuntura altera-se. À radicalização à esquerda dos sectores trabalhadores, responde a classe dominante com uma radicalização em sentido inverso. É um extremar de posições próprio de tempos complicados. Hoje, pode dizer-se, estamos na antecâmara desses tempos.

A existência de partidos de extrema-direita é, portanto, uma resposta (desinformada, desesperada e odiosa mas, ainda assim, uma resposta) à existência de desigualdades sociais. Ora, como as desigualdades são, por sua vez, uma consequência inevitável do sistema capitalista, podemos concluir que a extrema-direita sempre irá existir numa sociedade como a nossa. Pode estar mais ou menos adormecida, mas nunca desaparecerá. A adesão a estas ideias explica-se por um misto entre a) desespero gerado pelas condições de vida cada vez precárias, b) analfabetismo político e c) uma necessidade urgente de encontrar respostas que possam alterar a dura realidade. É precisamente essa alteração que a extrema-direita promete, aproveitando-se do baixo nível de instrução de certas camadas e recorrendo a uma retórica de ódio e de bodes expiatórios que é facilmente cativante.

A extrema-direita será tão mais forte quanto mais débil for a resposta dos partidos de esquerda para responder às necessidades das camadas desfavorecidas e apostar em políticas progressistas, que retirem estes sectores de uma situação de desespero e indefinição, em que tanto podem cair para um lado - a extrema-direita - como o outro - a esquerda. Isso faz-se através de medidas que acabem tanto com a pobreza material (habitação, educação, saúde, emprego, etc.) como espiritual (subida geral do nível de instrução que, a curto/médio prazo, derrubará os preconceitos para com as tais camadas vulneráveis que a extrema-direita usa como bode expiatório.

P.S.: respondendo à pergunta do tópico, e mesmo não simpatizando com a Joana Amaral Dias, provavelmente irei votar no AGIR (coligação entre AGIR, PTP e MAS). Aproveito para dizer que essa hipótese não está incluída na sondagem deste tópico. :great:

[member=10631]138 A extrema-esquerda também não segue o mesmo trilho?

Nomeadamente:

EDIT: Para completar um pouco. Tanto a extrema-direita, Fascismo, como a extrema-esquerda, Comunismo, acabam por chegar ao poder, devido a condições de vida muito degradantes, em países onde existia graves crises sociais (pobreza, analfabetismo, miseráveis condições de vida..). Por isso, é justo que se diga, tanto a extrema-direita, como a extrema-esquerda, ganham votos, ganham notoriedade, em épocas de grandes crises sociais e ganham poder fruto de uma profunda demagogia e aproveitamento da situação, propondo respostas através do radicalismo, mas que soa muitíssimo bem ao ouvido do cidadão comum.

Esse longo texto não explica tudo em particular o crescimento da extrema-direita em França. Penso que em parte há também valores que hoje em dia são menosprezados ou que são ridicularizados ou olhados de lado e ao qual parte da população ainda se sente ligada, mesmo não sendo radicais, e que gostariam de os recuperar.

Naturalmente. A liberdade política deveria ser total a meu ver.

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E já agora não percebo a insistência em classificar a opinião do PCP relativamente à queda do Muro de Berlim como reveladora da sua anti-democracia. O que não faltam são exemplos históricos e contemporâneos de sociedades tão democráticas como o mundo alguma vez viu e que apoiam publicamente regimes totalitários e ditatoriais.

Essa opinião, como tantas outras sobre política externa, é a meu ver condenável, mas não é certamente isso que faz deles anti-democratas.

É preciso não esquecer que nem todas as pessoas que votam nos partidos radicais de esquerda ou de direita são pessoas de estratos sociais baixos, com pouca cultura, analfabetos, ou algo do género. Muitos simplesmente acreditam naqueles ideais.

Estamos a lidar com conceitos que podem não ser iguais para mim ou para ti. Mas sim, a existência da esquerda é a prova de que uma sociedade como aquela em que vivemos gera descontentamento. A existência da extrema-direita também. Ambas ganham, obviamente, maior notoriedade em tempos de crise por serem esses tempos que mais colocam a nu as imperfeições e limitações das sociedades vigentes.

Mas a chamada esquerda radical e a extrema-direita têm em comum apenas esse ponto de partida: a primeira propõe-se, pelo menos em teoria, a derrubar um sistema desigual, injusto e em que o único critério é o lucro, e a substituí-lo por um outro em que todo o ser humano tem direito à dignidade, e em que esta se verifica materialmente e não apenas na teoria (estas noções teóricas não impedem que, na prática, tenha havido regimes que subverteram estes ideais e se tornaram sanguinários, essa é outra discussão). Já a segunda não se propõe a derrubar nada - uma vez que a estrutura da sociedade, isto é, o regime de propriedade privada, não é colocado em causa - a não ser o regime democrático burguês, substituindo-o por um muito mais opressivo e impedindo, consequentemente, a mais ténue tentativa de construção do socialismo. Ao passo que a esquerda (na sua vertente revolucionária) quer, novamente em teoria, fazer com que os trabalhadores sejam donos do seu próprio destino, controlando democraticamente as fábricas, as empresas, o sistema bancário e a economia em geral, a extrema-direita nega a luta de classes, pretende esmagar o movimento operário e limitar liberdades. É uma reacção, em tempos de crise, às pretensões de derrube do capitalismo por parte de sectores de esquerda, quando estes estão fortalecidos.

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Claro. Estamos aqui a falar de tendências, não de verdades absolutas. Há quem seja de extrema-direita por ser doutrinariamente anti-democrático (tanto o Salazar como o Marcello Caetano se definiam abertamente como anti-democratas), por ter taxativamente aversão a minorias, àquilo que consideram serem os perigos do socialismo/comunismo, etc. Há muitos casos de gente de nível social elevado que é de extrema-direita. Aliás, não é novidade nenhuma que os sectores mais privilegiados tendem a ser mais conservadores e vice-versa. Simplesmente, e em termos gerais, um rico e um pobre têm motivações diferentes para abraçar a extrema-direita: o primeiro fá-lo devido a um sentimento de aversão ao espectro político contrário, uma vez que tem muito a perder, e o segundo adere a essas ideias muito mais como um escape, um acto de desespero. Tal como escrevi no post anterior, a extrema-direita ganha protagonismo quando as suas ideias se generalizam a sectores menos conotados com esse posicionamento político - e sempre em cenários de crise. É só aí que está preparada para ser mais do que um movimento residual.

A chamada extrema-esquerda também conta nas suas fileiras com gente que de pobre não tem nada. Simplesmente - e, novamente, digo que estamos aqui a falar de tendências - as pessoas privilegiadas que acabam por abraçar causas de esquerda adquirem muitas esses valores no meio académico/intelectual. O Bloco de Esquerda, não sendo um partido revolucionário, é um bom exemplo disso, ao passo que o PCP é uma formação política historicamente muito mais incrustada nos sectores trabalhadores. O próprio Engels, um dos primeiros e mais importantes teóricos marxistas, provinha de um sector burguês abastado e era dono de fábricas. São sectores que, pertencendo a uma elite económica, tiveram acesso à instrução e acabaram por se fascinar pela ideia da construção de uma sociedade igualitária - uma causa que, à partida, pouco ou nada os beneficiaria num sentido estritamente individual.

Tal como disse antes, a chamada esquerda radical e as bases da extrema-direita (digo as bases porque os sectores detentores dos meios de produção que têm este posicionamento político não se movem pelos mesmos motivos das franjas depauperadas e desesperadas) partilham o mesmo ponto de partida, que é o descontentamento com a situação sócio-económica que se vive. Mas, ao contrário do que tantas vezes se diz, não partilham mais nada e as suas propostas são totalmente diferentes. Isto é ou deveria ser uma evidência, independentemente do posicionamento político que tenhamos (se falarmos em estalinismo, que não incluo na extrema-esquerda por considerar uma subversão e uma deturpação destes ideiais, já concordo que tenha muitos pontos em comum com a extrema-direita. Mas não é esse tipo de “esquerda” que defendo).

[member=10631]138 Exacto. Não estava a comparar os regimes porque são distintos e opostos em algumas matérias. Apenas, afirmar que as condições em que um e outro apareceram são semelhantes.

Isto. Acho piada a quem defende o PCP mas depois crítica quem apoia o PNR e começa a chamar fascista, etc. Haja paciência. Até aqui andam uns que chamam logo de Adolf.

Licenciada e Mestre em Economia pelo ISCTE, mas não percebe nada de Economia. Quem percebe é o Pires de Lima que teve de ir para uma privada nos anos 80 tirar o canudo e até dizia que não se via como economista por ser uma coisa muito conceptual.

Vê o currículo do Pires de Lima no privado e os resultados que atingiu.

Não sei porque que o foste buscar, mas tudo bem. Mantenho o que disse, a Mariana Mortágua não percebe tanto de Economia como aparentemente parece perceber. É só mais um produto das redes sociais, que sabe aproveitar o mediatismo que tem para fazer carreira política. Proponho que sigas o que ela escreve no seu blogue, ou escrevia.

Vender cerveja em Portugal, de facto é um negócio lixado.

Pires de Lima tem nome famoso e contactos bons, pouco mais. É um bárbaro encartado, que segundo me contaram, tratava abaixo de cão a malta abaixo dele na UNICER, gritaria nas reuniões, etc..