Eu estou convencido que sem BdC na equação, o CV garante 30% dos votos, à cabeça, e vai buscar muitos votantes aos demais 70%.
Com BdC em jogo, muito claramente, esses 30% deixaram de o ser, restando saber quantos votos conseguirá ele ir buscar a essa base de apoio. Mas continua a ter potencial para ir buscar votos ao outro lado.
O ponto mais interessante, para mim e porque nunca tinha pensado nele, é o que versa sobre os méritos de uma dupla candidatura como forma de ir buscar a maioria dos votos, deixando muito pouco para os demais candidatos. Com franqueza, parti do princípio que CV ganha sem BdC em jogo, mas que seria muito mais difícil com BdC em jogo. Por outro lado, o risco de alienar a base eleitoral de BdC, por força da sua intervenção no acto eleitoral, faz-me pensar que retira a vantagem decisiva que CV poderia ter.
Em qualquer caso, não vejo hipótese de BdC ser solução, depois de 4 meses atribulados, em que mais pareceu que o homem andou a ver se arranjava lenha para se queimar.
A volatilidade de BdC tem sido cada vez mais presente e patente. Não creio que esteja em condições de replicar uma mais-valia que, em outrora, ele aportou ao clube. Por isso, a única possibilidade de ver em prática um modelo de gestão, que se provou ser eficaz e exequível, é pelas mãos de CV, descartando um lado excessivamente bélico de BdC.
Não é que veja um BdC “bom”. Vejo, antes, uma personalidade diferente, quiçá mais racional, que tem sido um dos pilares da filosofia de fundo destes últimos 5 anos.