O consórcio bancário tem desempenhado um papel extremamente purificador e revolucionário relativamente ao insuportável desregramento atingido e que colocava, inapelavelmente, o Sporting na rota da falência a curto prazo.
Pena tenho eu que a ingerência dos bancos não fosse estendida ao ponto de proibir contratações de brasileiros com 30 anos sem qualquer facto relevante que a aconselhasse, ou a dispensa de jogadores contratados há menos de 6 meses por mais de x mil euros!
A trela apertada dos bancos é positiva PORQUE os nossos dirigentes e directores são uma cambada de desgovernados, incapazes e se calhar pouco interessados no bem do Sporting. Mas tens de convir que caso fossemos geridos por gente competente, que vivesse o clube e que soubesse o que faz essa trela seria altamente limitadora do futuro do clube...
O que eu ia escrever era basicamente o mesmo que o Mauras. Se o jugo castrador dos bancos é positivo porque trava a demência incompetente dos decisores do Clube, isso não faz senão expor em todo o seu ridículo o fracasso do Projecto enquanto modelo de rigor e racionalidade. Digamos que estas qualidades são fornecidas ao Sporting do Projecto em regime de outsourcing… 
Mas depois põe-se outro problema, que o Mauras também já frisou: a intervenção dos bancos poderá ser racional, mas não é virtuosa. Eles estão-se nas tintas para a gestão desportiva: interessa-lhes que o Sporting não feche portas e vá assegurando as receitas mínimas indispensáveis para suportar o serviço da dívida. O resto são tretas: querem lá saber se jogamos melhor ou pior ou ganhamos mais ou menos títulos.
É por estas e por outras que o Sporting está hoje de pés e mãos atadas (e com as calças na mão). Encurralado por uma década de incompetência disfarçada por belas gravatas, vê-se obrigado a adoptar uma política desportiva miserabilista e de verdadeiro enxovalho ao seu passado, a aceitar as medidas draconianas impostas pela banca (que tem no Sporting o papel que o FMI teve em Portugal há 25 anos), e a embarcar em todo o tipo de negócios usurários para embolsar uns trocados.
Ainda há dias li num jornal uma notícia sobre os fundos de jogadores, onde se contava que pela utilização de jogadores participados pelo fundo, o Sporting tinha que pagar uma “renda”. Ou seja, o Sporting forma os jogadores, promove-os e paga-lhes os salários; e para obter um encaixe imediato e de emergência, adiantado pelo fundo, vê-se na contingência de “alugar” os serviços dos seus próprios jogadores…
Como é bom de ver o meu comentário - aqui “quoted” - pretendia ser irónico. Por isso, e a menos de uns pequenos pormenores, estou de acordo com as análises feitas.
Quanto ao papel castrador dos bancos, penso que será da mais elementar justiça que se diga que a banca não engana ninguém. Pretende, tout court, ter garantias de que o que empresta lhe será pago. Assim, as medidas draconianas implementadas, como lhe chamam, são critérios frios de racionalidade que se mostram os mais promissores para conseguir os seus desígnios.
Se isso expõe a falta de qualidade dos actos de gestão praticados até agora, isso, embora penoso para todos os Sportinguistas, serve para prevenir o embarque em aventureirismos que só ajudam a dar mais um empurrãozinho no sentido do abismo. O que, afinal, é dramático para quem toma a opção de não aceitar dinheiro do sub-mundo do crime.
Quando os extremosos dirigentes sportinguistas lá foram bater à porta já sabiam ao que iam. Negociaram e aceitaram, portanto nada é surpresa.
Só a eles cabe a imputação de culpas pelo que (não) conseguiram.
Quanto às opções desportivas que deveriam ter sido seguidas, uma das que recolhe mais favores é a do investimento em bons jogadores como geradora de melhores resultados desportivos. Logo mais sucesso. E, no final, mais dinheiro.
É discutível que fosse a certa.
E, porque não ter apostado numa EQUIPA, que necessariamente não tem de ser constituída por contrtações mirabolantes nem príncipes do salário? Ou seja, uma visão Real Madridista ou uma perspectiva Bayerniana (tomadas as devidas proporções)? Que me desculpem o cepticismo mas se criticamos o célebre projecto, e esta conversa é recorrente aqui no Forum, por desconsiderar as macro-envolventes que o rodeavam, situação que me parece ser aquela em que o projecto idealizado para o Sporting tem as suas maiores falhas, pelos idealismos relativos à rentabilidade do Alvaláxia ou outros imponderáveis como a quebra abissal de valores das transacções dos jogadores verificadas a nível mundial, ou ao aparecimento de um Roman Abrahmovic, esta proposta de estratégia tem o mesmo grau de certeza do que os acima citados.