Cansado do meu Sporting

Mauras:

Que queres tu fazer?.. a frase é tua aguenta não chora…

Eu fico tão danado como tu, mas não gosto de te ver tão abatido e desgostoso com o teu Sporting por apenas uma derrota.

Eu sei que não é só por uma derrota ou decisão, mas foi uma derrota que te fez saltar o choradinho 8) .

Calma não digas que não acreditas, pois não te consegues convencer a ti proprio.

Qual é o vosso problema com os bancos, o Sporting tem uma relação com os bancos como eu e vocês tem, pedimos dinheiro emprestado para comprar o carro a casa e eles pedem-nos garantias, tão simples quanto isso, ou vocês pensam que eles emprestam dinheiro a toda a gente. O Sporting está tão refém dos bancos como eu e vocês.
:roll:

Eu também tenho empréstimos e dei garantias a bancos, mas nenhum deles me proíbe de jantar fora, trocar de carro ou comprar roupa. Nenhum banco me obriga a reduzir 25% das contas do gás ou da luz nos próximos 4 anos.

A diferença entre a relação que o Sporting ou qualquer um de nós tem com os bancos é imensa e só por ignorância se pode dizer o contrário.

O Clube depende muito mais dos bancos do que um indivíduo comum, desde logo porque negociou um plano de tesouraria, que, por exemplo, nos permite suportar as oscilações de receitas e andar com os ordenados em dia. O Sporting está de tanga, vive da boa vontade das instituições financeiras, e porque estas não se dedicam à caridade exigiram uma intervenção na gestão corrente do Clube, ao nível da fixação de objectivos, que nenhum banco tem na vida de um simples particular.

O problema não está nos bancos nem no “grande capital”. Está no Sporting, que em dez anos não conseguiu libertar-se da dependência, antes a agravou.

Mauras,

O que eles querem é que o Sporting pague a dívida como eu tu e tem que ter garantias disso, não podem permitir que o clube seja governado por Vales Azevedo e afins. Agora a opção de o SCP, ter esta ou aquela política é em exclusividade dos nossos dirigentes.
E estes optaram por investir na prata da casa, e não me venhas dizer que não, porque por exemplo nos jogos com os porcos e com os afonsinhos o meio campo veio todo das camadas jovens. Podes sim dizer que essa política não é a mais correcta.

Sporting CP:

  1. Tenho de certa forma muita pena que Portugal tivesse ganho a candidatura ao Euro 2004. Porque se a tivesse perdido, hoje em Portugal só haveria 2 estádios novos: Sporting e Boavista. Foram os únicos clubes que iriam avançar para estádio novo com ou sem Euro. E se calhar, sem as vergonhosas benesses do Estado para os rivais (sobretudo ao FCP), o brilho do nosso projecto seria maior.

  2. Sem dúvida que os projectistas têm alguma culpa na deficiente execução táctica da teoria. Mas o mérito de terem apontado o rumo certo, aquele com que todos concordamos, ninguém lhes pode retirar.

  3. A dependência da banca (BES e BCP) é grande, excessiva mesmo. Não sei se já referi aqui no fórum mas o BES exigiu como garantia que 50% das receitas de bilheteira de cada jogo ficassem imediatamente cativas - 50% para o BES e 50% para o Sporting. E de facto, para comprar jogadores, é preciso “autorização”. Mas HAVERIA ALTERNATIVA? Agradeço resposta honesta.

Mauras:
Nani, Custódio, C. Martins e Moutinho. Meio campo de qualidade, 100% made in Alvalade. Há quantos anos não havia disto?
Há quotas definidas pela Administração que obrigam a xx% de jogadores formados na casa no plantel principal. Essa quota é progressiva e atingirá o valor máximo em 2007 (se não estou em erro), ano em que 60% do plantel terá que ser formado na casa). Só assim se explica o Miguel Garcia não ser dispensado :smiley:

O que eles querem é que o Sporting pague a dívida como eu tu e tem que ter garantias disso, não podem permitir que o clube seja governado por Vales Azevedo e afins. Agora a opção de o SCP, ter esta ou aquela política é em exclusividade dos nossos dirigentes.

Lê o que o FLL disse que resume rapidamente o que se passa.
O que dizes não é verdade.
Assinaste um “project finance” por não teres qualquer outra alternativa e por todas as tuas políticas de pseudo-gestor moderno terem falhado. Nesse “project finance” os nossos papás pagam as nossas mesadas, religiosamente. Como tudo tem um senão, o senão é que não és dono da tua política interna. Ou melhor és, mas as condicionantes são tantas que acabas por não ser. Para comprares jogadores tens de atingir certas metas que é impossível o Sporting atingir. A única soluçao é ir reduzindo cada vez mais os orçamentos, até ao dia em que perderes completamente a capacidade.

Os dirigentes do Sporting não podem, se lhes apetecer, avançar para uma estratégia estilo Porto, de investimento pensado, desenhado, em 4,5 aquisições de qualidade a preços acessíveis (ex: época uefa mourinho) para colher mais tarde. Não tens essa liberdade. Estás amarrado a condicionantes financeiras tais que limitas-te a manter o estabelecimento aberto e procurar abébias no mercado na esperança de calar os adeptos e conseguir fazê-los continuar a comprar boxes acreditando mesmo que algum clube de topo na europa encontraria lugar para Polgas, Pinillas, Rogérios, Tellos, etc.

Enquanto te enganam com essas abébias vais pagando boxes e lugares.

Foram os únicos clubes que iriam avançar para estádio novo com ou sem Euro. E se calhar, sem as vergonhosas benesses do Estado para os rivais (sobretudo ao FCP), o brilho do nosso projecto seria maior.

Já aqui discutido. Até o intocável Roquette topou o buraco em que nos iamos meter. Na altura, certos dirigentes especialistas em negócios de paquetes tiveram grande interesse na construcção do novo estádio. Era tudo rosas, a Alvalaxia ia dar milhões, o estádio ia ser barato, ia estar sempre bem composto (a única verdade, pois depende da unica parte de qualidade, os adeptos). Os cenários obviamente não se cumpriram. Tens hoje um estádio caríssimo, mal pensado, as infraestruturas não dão os lucros que era suposto. Roquette sabia que o caminho era avançar para o estádio municipal e rentabilizar os terrenos, relançando o Sporting para um futuro desportivo condizente com o que merece. Infelizmente não só não o deixaram (muitos interesses mas tb mta cegueira e fanatismo) e ele tb não forçou o suficiente. O tempo mostrará o buraco que o estádio foi, por agora basta olhar para a evolução do passivo.

2) Sem dúvida que os projectistas têm alguma culpa na deficiente execução táctica da teoria. Mas o mérito de terem apontado o rumo certo, aquele com que todos concordamos, ninguém lhes pode retirar.

Como sabemos se um rumo é certo se foi tão mal executado? que mérito é esse? Qual o case study que podes referir e que atesta que o modelo do projecto é o único caminho certo para o sucesso?

3

) A dependência da banca (BES e BCP) é grande, excessiva mesmo. Não sei se já referi aqui no fórum mas o BES exigiu como garantia que 50% das receitas de bilheteira de cada jogo ficassem imediatamente cativas - 50% para o BES e 50% para o Sporting. E de facto, para comprar jogadores, é preciso “autorização”. Mas HAVERIA ALTERNATIVA? Agradeço resposta honesta.

Sublinho o que interessa para todos lerem bem! Obviamente após todas as asneiras, desmandos, loucuras e incompetências realizadas nos primeiros 5-7 anos de projecto dificilmente existiria outro caminho, embora pessoalmente eu sonhasse que aparecesse um qualquer abramovich apaixonado pelo Sporting. Certamente defenderia melhor o clube do que os bancos, que têm outra agenda e dificilmente faria pior serviço ao Sporting que muitos chupistas que passaram pelo clube nestes 10 anos pela mão do projecto.

Nani, Custódio, C. Martins e Moutinho. Meio campo de qualidade, 100% made in Alvalade. Há quantos anos não havia disto?

Ok, mas sabes que não é disso que falo. Falo de um Cristiano que nem uma época a titular indiscutivel fez, falo de simão e quaresma no Porto e benfica quando o Sporting podia ter acautelado a sua compensação em situações desse tipo mais do que incluir clausulas ridiculas e facilmente contornáveis, falo de moutinhos que se afirmam por castigos e lesões de rocas e vianas e não por uma entrada pensada no plantel. Calhou.

Vais-me dizer que não há em alvalade quem jogue pelo menos tão mal como pinilla, tello, silva? Duvido muito, a não ser que a formação seja mesmo muito má. O problema é que quem lá está não vive do ar, há que fazer umas comissões com os gilmar veloz deste mundo.

(...)

O Clube depende muito mais dos bancos do que um indivíduo comum, desde logo porque negociou um plano de tesouraria, que, por exemplo, nos permite suportar as oscilações de receitas e andar com os ordenados em dia. O Sporting está de tanga, vive da boa vontade das instituições financeiras, e porque estas não se dedicam à caridade exigiram uma intervenção na gestão corrente do Clube, ao nível da fixação de objectivos, que nenhum banco tem na vida de um simples particular.

(…)

Eu jurei que não dava mais para este peditório, mas, não resisti ao ler esta tua frase em dizer o seguinte:

Obviamente, Francisco, até pelas quantias envolvidas, que as exigências que te são colocadas a ti para garantirem o cumprimento das obrigações contratuais do teu empréstimo, ou o de qualquer cidadão vulgar de Lineu, estão muito longe das que foram apresentadas ao Sporting para aprovação do “financial plan”, chamemos-lhe urgente para não dramatizar mais a questão (o certo seria apelidá-lo de “de salvaçao”).

O plano de tesouraria, não foi negociado. Foi imposto. Ao Sporting, restava-lhe dizer sim, e com o aval de 2 figuras entre as quais DdC, ver o $$ aparecer para pagar as continhas, ou renegar o acordo e ficar numa posição semelhante aquela em que se encontra o Setúbal actualmente, embora ampliada para pior.

E é aqui que surge a minha opinião. O consórcio bancário tem desempenhado um papel extremamente purificador e revolucionário relativamente ao insuportável desregramento atingido e que colocava, inapelavelmente, o Sporting na rota da falência a curto prazo.
Pena tenho eu que a ingerência dos bancos não fosse estendida ao ponto de proibir contratações de brasileiros com 30 anos sem qualquer facto relevante que a aconselhasse, ou a dispensa de jogadores contratados há menos de 6 meses por mais de x mil euros!

O desastre da política de contratações não está nos magros orçamentos, ou pelo menos não reside totalmente aí. Antes numa crónica falta de “common sense” que faz com que andemos anos sem colmatar lacunas que todos apontam mas, teimosamente, nunca são consideradas primeiras prioridades quando se fala de contratações.
Como diria o borgesso, vocês sabem do que eu estou a falar.

Ou seja:

A trela apertada dos bancos é positiva PORQUE os nossos dirigentes e directores são uma cambada de desgovernados, incapazes e se calhar pouco interessados no bem do Sporting. Mas tens de convir que caso fossemos geridos por gente competente, que vivesse o clube e que soubesse o que faz essa trela seria altamente limitadora do futuro do clube…

…eu sei, esta segunda leitura é ridícula pois caso tivessemos esse tipo de dirigentes e directores não teriamos chegado ao ponto de levar com a trela… mas pronto.

A luz ao fundo do túnel chama se Eleições. E esperar que algum dos candidatos saiba efectivamente o que é o Sporting. Até lá penso q apesar do desalento que quase todos os sportinguistas manifestam, o correcto é apoiar sempre a equipa, porque nem sempre as glórias e os títulos surgem de forma programada ou sorriem a quem mais parece que os vai conquistar. Quem sabe se tal como nos dois títulos que vi o Sporting conquistar, esta época ainda venha a revelar um Sporting unido e vencedor, eventualmente até campeão nacional?desalentado sim, mas sempre a apoiar o Sporting.

O consórcio bancário tem desempenhado um papel extremamente purificador e revolucionário relativamente ao insuportável desregramento atingido e que colocava, inapelavelmente, o Sporting na rota da falência a curto prazo. Pena tenho eu que a ingerência dos bancos não fosse estendida ao ponto de proibir contratações de brasileiros com 30 anos sem qualquer facto relevante que a aconselhasse, ou a dispensa de jogadores contratados há menos de 6 meses por mais de x mil euros!
A trela apertada dos bancos é positiva PORQUE os nossos dirigentes e directores são uma cambada de desgovernados, incapazes e se calhar pouco interessados no bem do Sporting. Mas tens de convir que caso fossemos geridos por gente competente, que vivesse o clube e que soubesse o que faz essa trela seria altamente limitadora do futuro do clube...

O que eu ia escrever era basicamente o mesmo que o Mauras. Se o jugo castrador dos bancos é positivo porque trava a demência incompetente dos decisores do Clube, isso não faz senão expor em todo o seu ridículo o fracasso do Projecto enquanto modelo de rigor e racionalidade. Digamos que estas qualidades são fornecidas ao Sporting do Projecto em regime de outsourcing:slight_smile:

Mas depois põe-se outro problema, que o Mauras também já frisou: a intervenção dos bancos poderá ser racional, mas não é virtuosa. Eles estão-se nas tintas para a gestão desportiva: interessa-lhes que o Sporting não feche portas e vá assegurando as receitas mínimas indispensáveis para suportar o serviço da dívida. O resto são tretas: querem lá saber se jogamos melhor ou pior ou ganhamos mais ou menos títulos.

É por estas e por outras que o Sporting está hoje de pés e mãos atadas (e com as calças na mão). Encurralado por uma década de incompetência disfarçada por belas gravatas, vê-se obrigado a adoptar uma política desportiva miserabilista e de verdadeiro enxovalho ao seu passado, a aceitar as medidas draconianas impostas pela banca (que tem no Sporting o papel que o FMI teve em Portugal há 25 anos), e a embarcar em todo o tipo de negócios usurários para embolsar uns trocados.

Ainda há dias li num jornal uma notícia sobre os fundos de jogadores, onde se contava que pela utilização de jogadores participados pelo fundo, o Sporting tinha que pagar uma “renda”. Ou seja, o Sporting forma os jogadores, promove-os e paga-lhes os salários; e para obter um encaixe imediato e de emergência, adiantado pelo fundo, vê-se na contingência de “alugar” os serviços dos seus próprios jogadores…

É por estas e por outras que o Sporting está hoje de pés e mãos atadas (e com as calças na mão). Encurralado por uma década de incompetência disfarçada por belas gravatas, vê-se obrigado a adoptar uma política desportiva miserabilista e de verdadeiro enxovalho ao seu passado, a aceitar as medidas draconianas impostas pela banca (que tem no Sporting o papel que o FMI teve em Portugal há 25 anos), e a embarcar em todo o tipo de negócios usurários para embolsar uns trocados...

Foi das coisas mais esclarecidas e esclarecedoras que vi escritas por aqui. Deviam escrever esta frase do Francisco e pô-la como nota de boas-vindas ao forum, assim à laia de tratamento de choque para quem chega de novo. E depois enviá-la para a SAD do Sporting todos os dias só para lhes esfregar na cara a incompetência inata… :evil:

É uma tristeza, mas é uma realidade incontornável, o meu grande =D> e infelizmente subscrevo em absoluto. :frowning:

O meu aplauso também, o FLL costuma resumir bem e com boa prosa as ideias que interessam, mais uma vez nesse paragrafo engaveta toda a verdade.

Mais um que tem razão há muuuuito tempo… enfim, mais um pândego :).

Estavas tão bem…mas a ultima frase borrou a pintura toda… :arrow:

Nothing new…

Sporting CP:
  1. … E se calhar, sem as vergonhosas benesses do Estado para os rivais (sobretudo ao FCP), o brilho do nosso projecto seria maior.

Puf, o estado deu benesses a todos e nao foram pequenas. Queres um exemplo? O facto de estar a permitir construcao de tipo residencial/comercial/escritorios em terrenos que estavam definidos como para instalacoes deportivas. A quem achar isso uma benesse pequena recomendo que faca contas, ou que (melhor ainda…) tente obter essa troca de tipo de construcao autorizada num terreno proprio.

O consórcio bancário tem desempenhado um papel extremamente purificador e revolucionário relativamente ao insuportável desregramento atingido e que colocava, inapelavelmente, o Sporting na rota da falência a curto prazo. Pena tenho eu que a ingerência dos bancos não fosse estendida ao ponto de proibir contratações de brasileiros com 30 anos sem qualquer facto relevante que a aconselhasse, ou a dispensa de jogadores contratados há menos de 6 meses por mais de x mil euros!
A trela apertada dos bancos é positiva PORQUE os nossos dirigentes e directores são uma cambada de desgovernados, incapazes e se calhar pouco interessados no bem do Sporting. Mas tens de convir que caso fossemos geridos por gente competente, que vivesse o clube e que soubesse o que faz essa trela seria altamente limitadora do futuro do clube...

O que eu ia escrever era basicamente o mesmo que o Mauras. Se o jugo castrador dos bancos é positivo porque trava a demência incompetente dos decisores do Clube, isso não faz senão expor em todo o seu ridículo o fracasso do Projecto enquanto modelo de rigor e racionalidade. Digamos que estas qualidades são fornecidas ao Sporting do Projecto em regime de outsourcing:slight_smile:

Mas depois põe-se outro problema, que o Mauras também já frisou: a intervenção dos bancos poderá ser racional, mas não é virtuosa. Eles estão-se nas tintas para a gestão desportiva: interessa-lhes que o Sporting não feche portas e vá assegurando as receitas mínimas indispensáveis para suportar o serviço da dívida. O resto são tretas: querem lá saber se jogamos melhor ou pior ou ganhamos mais ou menos títulos.

É por estas e por outras que o Sporting está hoje de pés e mãos atadas (e com as calças na mão). Encurralado por uma década de incompetência disfarçada por belas gravatas, vê-se obrigado a adoptar uma política desportiva miserabilista e de verdadeiro enxovalho ao seu passado, a aceitar as medidas draconianas impostas pela banca (que tem no Sporting o papel que o FMI teve em Portugal há 25 anos), e a embarcar em todo o tipo de negócios usurários para embolsar uns trocados.

Ainda há dias li num jornal uma notícia sobre os fundos de jogadores, onde se contava que pela utilização de jogadores participados pelo fundo, o Sporting tinha que pagar uma “renda”. Ou seja, o Sporting forma os jogadores, promove-os e paga-lhes os salários; e para obter um encaixe imediato e de emergência, adiantado pelo fundo, vê-se na contingência de “alugar” os serviços dos seus próprios jogadores…

Como é bom de ver o meu comentário - aqui “quoted” - pretendia ser irónico. Por isso, e a menos de uns pequenos pormenores, estou de acordo com as análises feitas.

Quanto ao papel castrador dos bancos, penso que será da mais elementar justiça que se diga que a banca não engana ninguém. Pretende, tout court, ter garantias de que o que empresta lhe será pago. Assim, as medidas draconianas implementadas, como lhe chamam, são critérios frios de racionalidade que se mostram os mais promissores para conseguir os seus desígnios.
Se isso expõe a falta de qualidade dos actos de gestão praticados até agora, isso, embora penoso para todos os Sportinguistas, serve para prevenir o embarque em aventureirismos que só ajudam a dar mais um empurrãozinho no sentido do abismo. O que, afinal, é dramático para quem toma a opção de não aceitar dinheiro do sub-mundo do crime.

Quando os extremosos dirigentes sportinguistas lá foram bater à porta já sabiam ao que iam. Negociaram e aceitaram, portanto nada é surpresa.
Só a eles cabe a imputação de culpas pelo que (não) conseguiram.

Quanto às opções desportivas que deveriam ter sido seguidas, uma das que recolhe mais favores é a do investimento em bons jogadores como geradora de melhores resultados desportivos. Logo mais sucesso. E, no final, mais dinheiro.
É discutível que fosse a certa.
E, porque não ter apostado numa EQUIPA, que necessariamente não tem de ser constituída por contrtações mirabolantes nem príncipes do salário? Ou seja, uma visão Real Madridista ou uma perspectiva Bayerniana (tomadas as devidas proporções)? Que me desculpem o cepticismo mas se criticamos o célebre projecto, e esta conversa é recorrente aqui no Forum, por desconsiderar as macro-envolventes que o rodeavam, situação que me parece ser aquela em que o projecto idealizado para o Sporting tem as suas maiores falhas, pelos idealismos relativos à rentabilidade do Alvaláxia ou outros imponderáveis como a quebra abissal de valores das transacções dos jogadores verificadas a nível mundial, ou ao aparecimento de um Roman Abrahmovic, esta proposta de estratégia tem o mesmo grau de certeza do que os acima citados.

Estavas tão bem...mas a ultima frase borrou a pintura toda.... :arrow:

Nothing new…

O que não é nothing new é a postura da maioria dos envergonhados-desiludidos do projecto, como me disse um forista em PM, parecem os comunistas no pós 91, ainda estupefactos, na postura de “o projecto é lindo mas foi mal aplicado, é um pormenor” lol. Se o projecto foi completamente mal aplicado e nos deixou na miséria de que me interessa que ele fosse tão bonito no papel?! Antes fosse mais “feio”, “pobrezinho” e “básico” e o Sporting não fosse hoje um clube no enxovalho a nível nacional e internacional.

Quanto ao papel castrador dos bancos, penso que será da mais elementar justiça que se diga que a banca não engana ninguém. Pretende, [i]tout court[/i], ter garantias de que o que empresta lhe será pago. Assim, as medidas draconianas implementadas, como lhe chamam, são critérios frios de racionalidade que se mostram os mais promissores para conseguir os seus desígnios.

O problema Juba é que tu não tens a mínima garantia que essas medidas garantam a médio/longo prazo a existência do Sporting como o conhecemos. Pode garantir aos bancos os pagamentos a curto/médio prazo, mas à medida que o Sporting se for afundando ainda mais e perdendo qualquer sombra de excelência vai começar a perder adeptos, sobretudo pela não entrada de novos, vai apequenar-se. E isso é a morte de um clube que já foi grande, inclusive financeiramente.

Aliás não existem maiores provas da incapacidade dos bancos em perceber o fenómeno do futebol do que estas duas:

1 - A forma como nos anos 80 e 90 permitiram que os clubes se enforcassem com dívidas que dificilmente alguma vez irão pagar.

2 - A qualidade do trabalho realizado por esses grandes dirigentes que o Sporting foi buscar à banca e à finança ao longo dos anos, gente de “elevada competência e sensibilidade para o fenómeno” e principais responsáveis pelo belo estado em que deixam o clube.

Perante estas duas provas, obviamente que agradeço aos bancos impedirem que se dêem loucuras provocadas por quem está lá só para se encher mas duvido muito da sua sensibilidade e interesse no futuro do Sporting.

Quanto ao papel castrador dos bancos, penso que será da mais elementar justiça que se diga que a banca não engana ninguém. Pretende, [i]tout court[/i], ter garantias de que o que empresta lhe será pago. Assim, as medidas draconianas implementadas, como lhe chamam, são critérios frios de racionalidade que se mostram os mais promissores para conseguir os seus desígnios.

O problema Juba é que tu não tens a mínima garantia que essas medidas garantam a médio/longo prazo a existência do Sporting como o conhecemos. Pode garantir aos bancos os pagamentos a curto/médio prazo, mas à medida que o Sporting se for afundando ainda mais e perdendo qualquer sombra de excelência vai começar a perder adeptos, sobretudo pela não entrada de novos, vai apequenar-se. E isso é a morte de um clube que já foi grande, inclusive financeiramente.

Aliás não existem maiores provas da incapacidade dos bancos em perceber o fenómeno do futebol do que estas duas:

1 - A forma como nos anos 80 e 90 permitiram que os clubes se enforcassem com dívidas que dificilmente alguma vez irão pagar.

2 - A qualidade do trabalho realizado por esses grandes dirigentes que o Sporting foi buscar à banca e à finança ao longo dos anos, gente de “elevada competência e sensibilidade para o fenómeno” e principais responsáveis pelo belo estado em que deixam o clube.

Perante estas duas provas, obviamente que agradeço aos bancos impedirem que se dêem loucuras provocadas por quem está lá só para se encher mas duvido muito da sua sensibilidade e interesse no futuro do Sporting.

Mas, amigo, a banca não abre excepções seja no futebol como em qualquer segmento de actividade económica. A estratégia de crescimento, os planos de actividade, os recursos, são menoridades. É um facto que, como disse, quando lá foram bater à porta já sabiam ao que iam.
Agora, se queres apostas de risco em estratégias de alta imprevisibilidade de retorno para isso há o capital de risco. Que, excluindo os “fundos de jogadores”, duvido que coloque algum cêntimo numa actividade como o futebol onde as variáveis não controláveis são inúmeras.

O desespero é ter tido alguém (vários alguéns, neste caso) na presidência do clube sem um mínimo de sabedoria dos meandros do negócio, e acolitado por uma série de “yes men” que a cada ano foram deixando cair uma pequena parte do estatuto do grande clube que fomos. Alguém que, ao olhar para um organigrama empresarial, desenhou primeiramente as caixinhas em função dos amigos em que pensou convidar para lá colocar.

E, por favor, evitem os lugares comuns das gravatas, do golfe e da Quinta da Marinha porque esse fenómeno (incompetência) atravessa transversalmente a sociedade portuguesa desde o barbudo sindicalista ao perfumado executivo. Mesmo em caso de igualdade prefiro o último.

Mauras:

Não podemos ir por ai, (que o clube é alvo de enxovalho a nivel nacional e internacional) pois os factos não o demonstram.
E como me custa escrever exemplos pois são sempre uma faca de dois gumes, assim como as opiniões de cada um o são. Mas é um facto que a nivel internacional estiveste na final da UEFA e tambem na luta pelo campeonato nacional. Eu sei que este ano não ganhámos ao Halmstads e que recentemente perdemos em casa com o Estrela.

E claro que temos pano para mangas pois estamos falidos á muito tempo (mas não somos só nós… são todos os clubes salvo talvez o FCPorco), temos dirigentes que nos desacreditam, que nos tiram o gosto (não o amor) e o interesse pelo clube, que o tornam numa coisa fria , não temos pista de atletismo, não temos pavilhão, os putos mal dão um pontapé na bola são vendidos etc etc etc.

São em todas as circunstâncias, os números que falam mais alto.
E como isso doi…

Se em relação ao futebol muitas vezes a diferença está num resultado ou dois, em termos financeiros ou de rumo o caso já se complica muitissimo.

Critico sempre quem dirige o Sporting (digo bem e mal) mas tambem tendo a acreditar que quem lá está faz o melhor que sabe em prol do Sporting.

vou sair até amanhã…

[quote=“Mauras”]o estádio […] ia estar sempre bem composto (a única verdade, pois depende da unica parte de qualidade, os adeptos). [quote]

Gostava de comparar os dados de vendas de bilhetes antes e depois do estádio novo. Com o estádio novo e com o conceito Box conseguiu-se médias de assistência de mais de 30 mil espectadores SEM VITÒRIAS DESPORTIVAS. Náo queres refrasear?