Auditoria ao Grupo Sporting

O meu obrigado à CI :clap: :clap:

Não tenho qualquer dúvida de que seria muito mais produtivo o Bruno ter-se envolvido no grupo da auditoria e, depois, denunciá-la como insuficiente. Aí, a situação enveredava por um caminho muito simples: dada a auditoria ser denunciada como defeituosa, a direcção seria obrigada ora a fazer uma auditoria conveniente aos reais interesses do clube, ora a abandonar por completo a ideia, e aí ficaria marcada de morte.

Agora, o que passa é que o Bruno simplesmente não quis participar, quiçá por ressentimento, e os meios de comunicação social, como é perfeitamente compreensível, preferem, e tem lógica jornalística, dar atenção à auditoria em si do que à não participação do Bruno Carvalho. Porque esta iniciativa de auditar uma SAD nunca antes aconteceu e é, mesmo que deficientemente, uma espécie de resposta às constantes sombras transmitidas sobre as SAD.

Ficámos a perder com esta não intervenção directa do Bruno. E não foi pouco!

Qual era o interesse de BdC entrar numa auditoria que à partida já se sabe q é apenas financeira e nao de gestao?
É o mesmo que alguém dizer a toda a gente que devem usar o cinto no carro e só para dizer que nao ficou de fora também nao usar. Se todos tiverem um acidente morreram todos mas n é acusado de ter ficado de fora. Qual é a lógica? Se nao acredita naquilo que vai ser feito fica de fora e nao participa.

Tenho que admitir que a não participação do Bruno nas reuniões preparatórias foi um erro.
Admito que houvesse relutância em sentar-se à mesa com aqueles que puseram em causa a sua honra, mas o que distingue um grande líder é a sua capacidade de secundarizar questões pessoais em favor dos superiores interesses da causa ou instituição que defende.
Mesmo que considerasse que a sua presença não iria alterar a ideia de auditoria que sempre esteve na ideia de GL, consolidaria a sua legitimidade perante os Sportinguistas, reforçando aquela que já conquistara nas urnas.

Uma coisa era ter estado presente e, eventualmente, abandonado a reunião em desacordo com a natureza da auditoria proposta, ganhando espaço para a denunciar.
Outra coisa, foi ter estado ausente e assim emprestar todo o protagonismo à Candidatura Independente que, muito bem, vem, no momento certo, alertar para o embuste que se prepara.

O problema é que o Bruno ganhou, por direito próprio, um estatuto de alternativa e de reserva de esperança para milhares de Sportinguistas. Ora, esse estatuto exige ao Bruno uma intervenção permanente. Para observadores externos que se querem impor como a consciência do Clube, já lá temos abrantes mendes que cheguem.
O Bruno permitiu-nos que lhe exigíssemos muito mais e não tenciono deixar de o fazer.

Alguém me sabe dizer se nesta Auditoria se pode apagar rastos?

Claro que não. O que foi feito está documentado, e assim não está isso constituí um problema jurídico.

Esse sempre foi o ponto nuclear do meu desacordo em relação, mesmo conhecendo as razões, mas não concordando com as mesmas, à não participação dele.

É que esta auditoria, queiram ou não, gostem ou não, seja justo ou não, vai branquear a gestão do passado aos olhos de muitos Sportinguistas, começando na mensagem de suposta credibilidade que vai ser transmitida por todos os meios de comunicação social.

Se o Bruno Carvalho tivesse participado na reunião e, depois, se tivesse afastado, evocando as razões que todos nós consentimos como justas, correctas, esta coqueluche de grupos agora envolvidos caíram por terra como uma estátua de gelatina.

Nesse momento, belo e saboroso, seriam obrigados a reformular as normas que vão guiar a auditoria vindoura, e aí, em ambos os casos que me parecem plausíveis (uma auditoria séria ou a desistência de a realizar), ficariam sempre a perder. E não se trataria de uma qualquer derrota, tal e qual uma em que uma contratação muito desejada e supostamente dada com certa falha, mas uma profunda crise, mais uma, na credibilidade e na integridade de quem gere o Sporting.

Sem a participação do Bruno, a auditoria sai branqueada.

Força Sporting! Força Bruno Carvalho
Sporting Campeão Nacional 2011/2012

in http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Sporting/interior.aspx?content_id=700314

Candidatura independente ao Conselho Fiscal critica direção
POR ABANDONAR AUDITORIA QUE PROMETEU ÀS CONTAS DO CLUBE

A ex-candidatura independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar nas eleições para os órgãos sociais do Sporting de 26 de março, criticou esta quarta-feira a decisão da atual direção em não avançar com a auditoria que prometeu às contas do clube.

Aquela lista, que obteve 5.952 votos nas últimas eleições, classifica como “insuficiente” a decisão da direção presidida por Godinho Lopes em substituir a prometida auditoria, que terá de ser de “gestão e não puramente financeira”, por aquilo que designa como “uma análise à evolução do património” e acrescenta que a mesma visa “omitir toda a verdade” aos sócios do Sporting.

“Só com uma auditoria de gestão poderá ser feita uma análise aos principais negócios, como a venda dos terrenos do antigo estádio, construção do estádio e da Academia e a venda do património não desportivo”, pode ler-se no comunicado daquela ex-candidatura, para a qual é fundamental identificar não só o “quê”, mas também o “como” o “porquê” e o “quem” da situação do clube a “nível financeiro, patrimonial e desportivo dos últimos 16 anos”.

Os responsáveis pela referida candidatura consideram que “apenas uma verdadeira auditoria” de gestão poderá “responsabilizar civil e criminalmente os anteriores dirigentes pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal”.

Acho este exemplo particularmente feliz. Não sei se foi propositado, mas a imagem do polícia a fazer um inventário do património é genial :lol:

:arrow:

os membros do Conselho Fiscal Independente que carreguem nesses parasitas!!! :clap:

Para além do comunicado já divulgado, deixo também aqui ficar a NOTA DE IMPRENSA enviada para a Agência Lusa e para os orgãos de comunicação social.

Os Sportinguistas têm direito a saber a verdade. Custe o que custar.

                                                                 [b] NOTA DE IMPRENSA[/b]

[b]A candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar, que nas últimas eleições contou com 5952 votos, emitiu um comunicado no seu site (http://cfdindependente.wordpress.com/) criticando o abandono da prometida auditoria e a sua substituição por uma análise à evolução do património proposta pela direcção de Godinho Lopes. A Candidatura Independente classifica-a como insuficiente, visando omitir toda a verdade aos sócios do Sporting e exige uma auditoria que terá de ser de gestão e não puramente financeira. Só com uma auditoria de gestão poderá ser feita uma análise aos principais negócios, como a venda dos terrenos do antigo estádio, construção do estádio e da academia e venda do património não desportivo. Consideram fundamental identificar não só “o quê” mas também “o como “, “o porquê “ e “o quem “ da situação do Clube a nível financeiro, patrimonial e desportivo nos últimos 16 anos. Apenas uma verdadeira auditoria de gestão, poderá responsabilizar civil e criminalmente os anteriores dirigentes pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal.

Independência. Rigor. Verdade.

Lisboa, 1 de Junho de 2011

A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal

[/b]

                                 [b]CANDIDATURA INDEPENDENTE AO CONSELHO FISCAL E DISCIPLINAR[/b]

                                                       [u]Comunicado sobre Modelo de Auditoria[/u]

[b]Em 14 de Abril de 2011, ao tomar conhecimento, pelos órgãos de comunicação social, de que havia sido excluída das discussões sobre o âmbito e alcance de uma suposta auditoria às contas do “Grupo Sporting”, a Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal (“CI”) temeu pelos objectivos e eficácia da mesma, numa altura em que é generalizadamente reconhecida pelos Sportinguistas a necessidade de esclarecer os actos de gestão que nos conduziram à difícil situação actual.

Desde essa data, fomos chamados a reunir com o actual Presidente, e optámos por não perder a oportunidade de transmitir o que entendemos ser imprescindível às necessidades de informação, responsabilização e pacificação no Sporting – de acordo com o caderno de encargos que propusemos durante a campanha eleitoral e que acolheu o apoio de mais de 1000 associados.

Tendo em conta o comunicado publicado ontem no site do Clube (http://www.sporting.pt/Incscp/pdf/parecercomissaoauditoria_300511.pdf), a CI observa, desde logo, a infeliz alteração da denominação de “auditoria de gestão” e sua substituição por algo inócuo como “acompanhamento da análise da evolução da situação patrimonial” – mais do que uma questão de semântica, tomar como base de partida uma versão soft do que deve ser feito faz recear pela capacidade de, chegados ao término dos trabalhos, se ser capaz de separar a incompetência do eventual dolo, se malogradamente este se vier a comprovar. Fica aquém do que o Clube precisa e do que os sócios exigem. A “análise factual e descritiva da evolução da situação patrimonial do Grupo Sporting” é uma mão cheia de nada. É um “extracto de conta”, onde se mostram quais os levantamentos e depósitos e quando foram feitos. Não explica como e para que fins foram feitos nem quem os fez.

Face a isto, esta “auditoria” traduz-se no seguinte exemplo: Ao verificarmos que a nossa casa foi arrombada e está vazia, a polícia propõe-se, ao invés de investigar como e quem a arrombou e esvaziou, a fazer uma simples lista do que foi roubado e quando!

Congratular-nos-emos porém, a verificar-se, com a realização de uma verdadeira auditoria de gestão, que até há pouco tempo era tida como desnecessária pelos principais responsáveis dos actuais órgãos sociais, e reafirmamos publicamente o que transmitimos de forma muito clara sobre o que deve, no mínimo, constar no “Livro Branco” a apresentar:

a) Contas consolidadas anuais desde 1995, com indicação das relações existentes entre as várias sociedades do Grupo e da análise das transferências de valor entre as mesmas, em particular as que não pertencem a 100%, directa ou indirectamente, ao Sporting Clube de Portugal;

b) Análises financeiras às participadas do Sporting Clube de Portugal, no sentido de se avaliarem indícios de imparidade nas mesmas;

c) Evolução de passivos e activos, relacionando-a com os sucessivos Conselhos Directivos;

d) Gestão e evolução do património do Clube, com explicação detalhada sobre os principais negócios e comissões associadas, não esquecendo a venda dos terrenos do antigo estádio, a construção do novo estádio e academia, a venda do património não desportivo e transferências de jogadores profissionais de futebol;

e) Análise da evolução anual de resultados por área de funcional ou de negócio (futebol, modalidades, marketing e publicidade, merchandising, património, etc);

f) Remunerações directas e indirectas dos Membros dos Órgãos Sociais e relatório sobre todas as entidades com relações especiais com o Sporting Clube de Portugal e suas participadas e os negócios entre estas.

Assim, apelamos a todos os Sportinguistas que pura e simplesmente rejeitem os resultados de qualquer auditoria que não compreenda, como mínimo indispensável, todos os pontos anteriormente elencados. Menos do que isto, e não estaremos perante uma auditoria capaz de explicar aos Sportinguistas como é que chegámos onde estamos e quem nos trouxe até aqui. Menos do que isto é querer enganar os Sportinguistas.

É fundamental identificar o como, o porquê e o quem da situação do Clube a nível financeiro, patrimonial e desportivo nos últimos 16 anos. É fundamental, face a eventuais conclusões nesse sentido, promover a responsabilização civil e criminal por danos causados ao Sporting Clube de Portugal, sendo uma questão de respeito perante os Sócios e um exemplo a transmitir para o país.

Não desistimos de um Sporting transparente e informado sobre o seu passado, para que possa enfrentar com confiança o futuro. Continuamos fiéis aos valores que defendemos e à confiança que mais de 1000 associados depositaram em nós nas últimas eleições.

Independência. Rigor. Verdade.

Lisboa, 1 de Junho de 2011

A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal [/b]

:clap: Isto sim deveria ser dito a todos os Sportinguistas e gostava de ver os apoiantes do godinho criticar o que aqui é dito e explicar o que raios pensa o nosso afinado presidente em nos enganar com este teatro de uma auditoria a fingir. Para variar e ser de facto credível faça uma auditoria de gestão e se não maçada sem ser de ninguém da sua lista ou de conveniência.

ao que o nosso Sporting chegou! :-
que podridão…

Na bola também vem uma notícia curtinha sobre a posição da Lista Independente, mas pessoaliza-a no Frederico Abreu.

No Record também saiu.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Sporting/interior.aspx?content_id=700314

E no Sporting Apoio.
http://www.sportingapoio.com/comunicado-candidatura-conselho-fiscal-e-disciplinar-sobre-modelo-de-auditoria/

Isto já teve uma publicação razoável, mas acho que ainda devia ter mais, inclusive no Facebook, em certos grupos do Sporting. Se tiverem acesso aos mesmos, publiquem a noticia que está por exemplo no Sporting Apoio, nesses grupos. Dos que frequento, já vi que foi publicada, mas existem muitos mais… por exemplo o “SPORTING 4 EVER!!” que tem um numero significativo de membros e outro que prometi a mim mesmo que não voltava a meter lá os pés, tal a falsidade do nome… um tal de “Leão Pela Verdade (Por Um Sporting Transparente)”.

Já agora, a bem do contraditório, a opinião de um conhecido blogger sobre esta temática:
http://bancadanova.blogspot.com/2011/06/tristemente-previsivel.html

Isto foi o calamitoso Projecto Roquette…

:arrow: http://www.forumscp.com/index.php?topic=23660.msg1329481#msg1329481

A propósito da não participação do Bruno de Carvalho na primeira reunião, o moço argumentou que não se sentava à mesma mesa com quem o tinha insultado durante a campanha e que as auditorias fazem-se, não se discutem. Antes ter honra que dizer-se credível…

Lá está, também me parece que as razões foram mais pessoais que discordantes da proposta que se seguiria para a auditoria (visto que a candidatura independente, por exemplo, também discorda e foi discutir o assunto). Como o Danielw disse, também esperava que as divergências pessoais fossem ultrapassadas pelo bem do Sporting… Mas não condeno totalmente a atitude de não ter ido.