Análise do Plantel e da Época 2011/2012

Não sei se é o talismã, mas que é o avançado-centro do plantel, com apenas 18 anos, que tem o melhor rendimento no desempenho dessa função, não tenho dúvidas nenhumas. E não joga. Coisas de “entendidos”…

Agora, que fui dos primeiros, se não mesmo o primeiro, a exigir e a insistir que o Sporting precisa de contratar um ponta-de-lança goleador de créditos firmados, sob risco de ter uma eficácia na finalização deprimente e não poder colocar sobre Rubio (e também van Wolfswinkel) a responsabilidade de levar a equipa às costas, como parece que vai acontecer, pois Postiga é a nulidade em campo que se conhece, aí pelos vistos não me enganei. O que é facto é que Postiga até marcou um golo, na 1.ª jornada… com Rubio em campo a seu lado, permitindo-lhe o espaço para entrar, receber e rematar. Golo mal invalidado.

Bichos de 7 cabeças é para “entendidos encartados”… felizmente ainda vou pensando e sei o que escrevo, pela minha própria mão, e utilizando a minha própria cabeça.

Boa tarde, ZeQueira.

Sinceramente, não percebo tanto alarido, em relação ao que escrevo. Precisaria eu de te ter pedido autorização para escrever? Ou pelo menos pedir-te uma orientação, relativamente ao rumo que as minhas ideias deveriam seguir? Francamente… Tudo o que vês neste tópico, na parte das análises aos jogos, resultam do visionamento triplo de cada uma das partidas, onde eu me empenho em seguir bem mais que a bola. E, sem sombra para qualquer dúvida, que são textos da minha autoria. Nem te atrevas a contestar isso.

Boa tarde, HULK

Mas eu não faço insinuações, eu vou directo ao assunto, de forma clara e frontal. Eu quando falo de “entendidos encartados”, não estou a dirigir-me a ti. Estou a falar daqueles que vejo a dar cobro a situações como a do Postiga ser o ponta-de-lança de referência da equipa, às desculpas de Domingos com os jogadores, à ostracização do avançado centro mais profícuo da equipa, etc, etc, etc, conforme faço questão de ir escrevendo neste Fórum…

Se te incluis nesse lote, não tenho culpa. Eu discordo totalmente dessas visões e dessas opções que só nos afastam, mas clara e indubitavelmente, das vitórias, porque são más opções, más atitudes e más posturas.

O Sporting merece melhor do que tem tido neste últimos tempos, e eu vou bater-me por isso, por um Sporting melhor e mais forte e capaz dentro de campo. Não ponho em causa as tuas intenções, boa vontade, etc, mas não concordo com certas ideias e tenho tanto direito de manifestar as minhas opiniões como tu. Nem tu tens de me pedir opiniões, orientações e autorizações, nem eu tenho que as pedir a ninguém. Qual é, afinal, a dúvida sobre isso?

Se reviste 3 vezes cada jogo, se te empenhas nisso, só te posso apoiar e desejar-te boas observações e análises, apenas contrapus um aspecto que penso ser notório, evidente e importante, e que parece ter-te escapado. Não fui eu que vim falar de intestinos, após ler a tua opinião, já o contrário tu não podes dizer. Se te causei incómodo, a minha intenção não era essa. Eu escrevo aquilo que me parece óbvio, tão óbvio que me custa a entender como permanece oculto a quem faz 3 visualizações por partida e não consegue perceber que em partidas oficiais, em 270 minutos, apenas em 35 (cerca de 1 nono do tempo de jogo disputado até agora esta época) o Sporting conseguiu marcar golos, e curiosamente foi com Rubio em campo. Se isso te dá vontade de falar em intestinos, estás à vontade, não venhas é com essas lenga-lengas porque nem eu te pedi nem exigi nada, nem tenho que o fazer quando dou as minhas opiniões.

SL

Não é preciso fazer grandes análises e escrever testamentos para estar atento e perceber algo tão simples, algo tão evidente. A influência dos jogadores não se vê apenas pelo que é aparente, mas também por aquilo que não se vê, a não ser que se tente perceber e olhar com olhos de ver.

Eu poderia ter encarado este teu comentário de forma ofensiva, já que, com ele, tentas interiorizar a minha inteligência, coisa que não tolero a ninguém. Muito menos a um desconhecido.

Mas é claro, estamos num ambiente virtual, onde a paixão clubística nos faz dizer coisas sem senso, como dizer que o jogador mais importante do Sporting é Rubio. Isto, só me dá para rir. Mas não o fim. Não te ofendi, por defenderes tal ideia que, para mim, é surreal.

Rubio é um jovem, muito talentoso. Sem sombra de dúvida. Se pode ser titular do Sporting. Pode, claro. Mas daí a dizer que é por causa dele não jogar que o Sporting não ganha jogos, é de uma imaginação que só estará ao alcance dos criadores da Marvel.

E sinceramente, por aqui me fico, porque contrapor com alguém que sempre me habituai a admirar, pelo seu fervor sportinguista e pela frontalidade das suas análises, e que agora está completamente cego de raiva, como se estas não-vitórias e estas exibições menos conseguidas fossem raios-gama que toldam a sua racionalidade, é manifestamente impossível. Não tenho perfil para ser nenhuma Betty Ross.

Não percebo essa vitimização. Dizes não ter perfil de Betty Ross, mas é o que transparece desse comentário. Um comentário onde parece que qualquer crítica mais frontal e assumida dá lugar a uma vitimização que mais parece vir de uma “florzinha de estufa”, desculpa-me a expressão.

O problema é que há por aqui quem se ofenda com muito pouco, enquanto vai defendendo autênticas barbaridades com os resultados que se conhecem, e nem sequer são capazes de assumir que aquilo que têm defendido tem tido não só péssimos resultados, como ainda dá lugar a deturpações do que escreve quem o critica frontalmente e justificadamente, a vitimizações e a argumentos que só se desviam dos factos fundamentados e demonstrados que apontei, e que parecem escapar às análises ditas “mais racionais, e científicas, fruto de repetidas observações”. Aqui quem usa as lentes não sou eu. Aqui quem não quer ver o óbvio não sou eu. E mais uma vez, o “egozinho” de um treinador de bancada se sobrepõe à lógica clara, demonstrada pelos factos daquilo que não é refutado, pois não tem refutação possível. Entretanto vais buscar intestinos, raios gama, bettys ross, como se isso fossem argumentos para discutir o cerne da questão que apresentei.

O que tens a dizer aos números que referi? É que até agora não disseste nada e evitaste debruçar-te sobre eles. De que forma os factos que expus aqui, que trouxe ao debate, são encarados por ti? Ou preferes fazer de conta que não existem, ignorá-los? Tu é que sabes, uma coisa não podes negar, recentrando o tema do tópico que parece que andaste a fugir e a evitar desde que trouxe esses dados a lume: Rubio leva mais golos que Postiga na equipa, contando desde a pré-época, é aliás o melhor marcador da equipa. Jogou 35 minutos em partidas oficiais, em 270 minutos jogados, a nona parte do tempo de jogo que a equipa fez esta época em 3 jogos oficiais, e foi com ele em campo que o Sporting marcou, 1 golo de Izmailov, e outro de Postiga mal anulado, com Diego Rubio a levar com ele os centrais e Postiga a arranjar espaço para desmarcar-se, receber a bola, penetrar na área, e desferir o remate.

Queres mais objectividade e assunto on topic do que acabei de escrever? Foi curiosamente isso que escrevi no 1.º comentário que te levou depois a falar de intestinos. Aqui não se fala de egos, aqui fala-se do Sporting Clube de Portugal. Por muito que custe a alguns perceber isso, eu trouxe dados objectivos e a resposta que tive está exposta lá em cima.

Se Rubio marca golos a um Málaga super-reforçado, a uma Udinese que está a disputar o acesso à Liga dos Campeões, quase marca a um Valência, acertando no poste, se leva 8 golos da pré-época, porque motivo não serve para defrontar Nordsjaelland e Beira-Mar? Há alguma explicação para tal? Espero que sim… mas duvido que haja, até prova em contrário.

Se quiseres debruçar-te sobre os dados objectivos, está à vontade, ataca a minha argumentação com base em mais dados objectivos, para que a conversa seja objectiva e não resvale para o lado que a estás a querer levar.

Custa-me ver dois dos foristas que mais aprecio numa troca de palavras tão azedas.

Vá lá, rapazes, deixem-se disso. Deêm lá um abraço. E já que estamos a falar de intestinos, não se esqueçam que as opiniões são como o ânus: toda a gente tem um… :mrgreen:

O que mais me irrita nisto tudo é o Sporting não ganhar, logo este ano onde o porco não vai estar tão forte e os lamps apenas sabem atacar. Temos de admitir que era difícil o Sporting ser campeão este ano, mas entregar o caneco de mão beijada é que não pode ser!

Quero voltar a ganhar, o Domingos que se esfole, os jogadores que ganhem atitude e que NUNCA existam vacas sagradas na equipa, tudo o resto virá com naturalidade!

É o que eu chamo de Choque de Titãs, GBM… :mrgreen:

Bem… o rapaz está mesmo furioso :mrgreen:

Todas as notas que referi, que não têm a ver directamente com o assunto, são tentativas de colocar pequenas pitadas de humor no meu texto. Gosto de pessoas com sentido de humor. Como não o tens, siga para a frente e dirigir-me-ei a ti, no mesmo tom.

Relativamente ao assunto do Rubio, que é o que irei discutir, parece-me completamente estapafurdio dizer que Rubio é o jogador mais importante do Sporting, quando esses números são baseados em jogos amigáveis, de pré-época, que têm pouco ou nada de competição. São importantes para nos mostrar tendências. Agora fazer juízos conclusivos a partir desses jogos, é no mínimo duvidoso. Era só o que faltava eu vir para aqui dizer que este ano, o Barcelona, vai fazer uma temporada miserável, só porque a sua pré-época não correu bem. Iam-me chamar maluco.

Dizer que os dois golos que o Sporting marcou, até ao momento, em jogos oficiais (1 deles anulado), só foram alcançados, porque Rubio estava em campo, é das coisas mais curiosas que eu já ouvi. Coisas do oculto, para as quais não tenho explicação. Eu gosto de futebol, não de bruxaria.

Mas, como não sou maluco, e tudo o que eu digo, surge depois de muita ponderação, evitando sempre entrar em análises sobre joelhos pouco estáveis, digo, de forma directa e definitiva:

  1. O plantel do Sporting passou por uma transformação total, visando o aumento de competitividade, relativamente às épocas passadas. Se conseguiu, não é com estes resultados e estas exibições que iremos ser capazes de fazer teses conclusivas.

  2. O treinador do Sporting está a ter visíveis dificuldades em organizar a equipa, não só devido aos défices físicos que apresenta, mas por ainda não ter delineado uma estratégia. E isto, é claramente preocupante e da exclusiva responsabilidade do treinador, que defendo e por isso estou à vontade para criticar.

  3. Apesar disso tudo, em todos os jogos oficiais, a equipa do Sporting, por muitas dificuldades que possa sentir, principalmente nos seus processos ofensivos, tem criado suficientes oportunidades de golo, que chegariam para vencer, se tivéssemos, na frente de ataque, um jogador com a maturidade, a experiência e o faro pelo golo, que se exige a uma equipa que lute para ser campeã.

  4. Mais uma vez refiro. Em relação a Rubio, considero-o um jovem de inegável valor. Provavelmente, o melhor avançado do Sporting, em termos de faro pelo golo. Mas também é o mais inexperiente. Essa inexperiência transforma-o no jogador mais exposto a possíveis abaixamentos exibicionais, que o colocariam, desnecessariamente na boca do lobo. Isso poderia ser desastroso, numa altura crucial do seu desenvolvimento. Se eu não defendo, para já, a titularidade do Rubio, é tão só por pensar que a equipa do Sporting ainda não tem futebol suficiente para o poder proteger.

Queria só deixar uma explicação, relativamente ao porquê de que fazer estas análises.

Quando eu decidi escrever estas análises, não foi com nenhum instinto exibicionista de egos desmesurados. Achei que seria uma forma diferente de contribuir para este espaço, criando uma espécie de rubrica, da minha autoria. Se me excedi nas minhas singelas competências de mero membro do fórum, peço desde já desculpas à administração e à moderação deste espaço que aprendi a gostar. Mas tudo o que aqui coloquei, fi-lo com gosto, apesar do trabalho que me dá.

Neste espaço, decidi colocar apenas referências àquilo que diz respeito ao jogo e nada mais que isso. Por esse faço, é mais que natural que não tivesse colocado neste espaço, se Domingos deveria colocar A em vez de B, ou se o C é que deveria ter entrado. Limito-me a comentar factos ocorridos, que são da exclusiva responsabilidade de quem decide: o treinador do Sporting.

Posto isto, agradeço ao Hulk todo o tempo que despendeu para se dirigir à minha pessoa, mas relembro-lhe que eu não passo de um simples membro deste fórum, que tenta contribuir da melhor forma que lhe é possível, para que as discussões sejam construtivas. E mais uma vez, agradeço-lhe os enormes elogios que me reservou, que os guardarei com ternura.

PS. Eu disse que iria falar contigo no mesmo tom, mas não consigo. Tenho o enorme defeito de ser um gentleman. Coisas da educação que me deram.

Cumprimentos.

Primeiro, foste buscar intestinos. Dizes que foi tentativa de humor. Mas para mim, se o foi, foi um acto falhado.

Depois foste buscar “sensibilidades”, “vitimizações”, e eu chamei a atenção para o cerne da questão, os dados objectivos (não têm nada de oculto, são factos) que aqui referi contrapondo a análise que fizeste aos jogos e a avaliação negativa que deste ao Rubio e a posterior omissão sobre ele nos jogos sentidos (até porque não jogou). Ou seja, nas tuas análises, a única referência a Rubio era uma nota 6 numa escala de 0 a 20, e eu achei de uma tremenda injustiça as tuas análises passarem a ideia de que Rubio é inútil para a equipa e não acrescenta nada. Para refutar essa ideia, expus aqui os dados que coloquei acima. Não tem nada a ver com bruxaria, porque o futebol é um jogo que se joga com e sem bola, é um jogo colectivo, em que todos os jogadores em campo têm influência, uns mais, outros menos, mas têm, e influenciam o desenrolar do jogo e os acontecimentos. Não te parece que assim seja? Para que é que vais falar em bruxarias, isto é algo transcendental, paranormal ou oculto para ti?

Se tiveres estudado física, sabes que todos os corpos num dado campo se influenciam entre si. Isto é científico, não é bruxaria, lamento se mais uma vez te vou desapontar e se por isso me vais dizer que não tenho educação, por estar a referir factos objectivos, e que tu és um gentleman e eu não. Eu prefiro alguém que me ensine ou faça ver as coisas como elas são, mesmo que tenha de ser brusco (e não bruxo) para me chamar a atenção e despertar, do que um gentleman que vem com conversa da treta (não estou a dizer que esse gentleman és tu). É ciência pura, são factos, foi isso que trouxe aqui para o teu tópico para juntar à conversa que já ia longa e dar a minha livre opinião.

No futebol, joga-se com 11 jogadores em campo e um árbitro. Todos os jogadores, como já disse, têm influência no jogo, mais ou menos, positiva ou negativa, mas têm. Dizer que quando Rubio está/esteve em campo a equipa marca/marcou é factual, não tem nada a ver com o professor Karamba. Tem a ver com quem tem olhos de ver, e vê/viu, observa/observou, e regista/registou. Em cerca de 1 nono de tempo de jogo, 35 minutos de jogo em 270, o Sporting marcou golos. Coincide com o período que Rubio esteve em campo, em mais nenhum período o esteve, dos outros oito nonos, e em mais nenhum período marcou golos, dos outro 8 nonos. Por enquanto confirma-se a regra. Pode alterar-se, mas por enquanto ela verifica-se e dá-nos indicadores.

Depois vais buscar o Barcelona, para comparar a pré-época deles com o resto da época (?). OK, admito que não percebo o alcance dessa comparação, nem o que tem a ver com a prestação individual de Rubio ao longo da pré-época, cotando-se como o melhor marcador e revelando que de todos os jogadores que o Sporting tem à disposição é realmente aquele que tem mais faro de golo (como tu próprio o admites, há coisas fantásticas, não há? São mesmo evidentes.) Claro que não é o jogador mais experiente, nem eu disse que era, mas Postiga é experiente e raramente garante golos, e o que o Sporting precisa neste momento é mesmo de golos, e não de experiência. Golos, e o melhor jogador nessa arte/função, chama-se Diego Rubio.

Espero que aprendas a perceber que nem todas as pessoas têm a mesma personalidade, eu não te exijo que sejas igual a mim, prefiro que sejas tu próprio, com o teu humor ou não, mesmo quando não resulta nem cai muito bem. Agora, não podes esperar que eu reaja da mesma forma do que tu. Por isso prefiro que por vezes as trocas de opiniões se cinjam a factos objectivos (que já demonstrei que de paranormais nada têm, são até bem científicos, para quem tem esse nível de conhecimento, totalmente objectivos, racionais, verificáveis e intuitivos - porque a intuição, tal como a dedução, também fazem parte do conhecimento e da ciência das coisas, a vários níveis.

Espero que as dúvidas sobre bruxaria tenham ficado esclarecidas, porque és tu que estás a partir de um preconceito que aqui não faz sentido nenhum, tal como noutros tópicos outros membros, em discussões mais acesas comigo, vieram falar em evangelhos e politiquices. Parece é que antes de começar a desviar o centro da questão, os dados objectivos que trago aqui para o Fórum, nos vários tópicos, deviam analisá-los e tentar compreendê-los, antes de emitirem pareceres do género daqueles que emitia à alguns séculos atrás a Santa Inquisição (espero que percebas a metáfora, confio que és inteligente e que a compreendes).

Aproveito para desejar uma boa noite e um bom resto de semana.

Fiquemos por aqui, nesta discussão sem pés nem cabeça, porque a tua contribuição para ela, é completamente ridícula.

Se preferires assim, eu digo-te que me sinto, intelectualmente muito superior a ti, e o meu ego enorme não me permite sequer ouvir o que tu tens para me dizer. Está melhor assim??

Um bem haja e foi um prazer falar contigo.

Irei, naturalmente continuar com as minhas análises, que estão atrasadas, devido à enorme quantidade de trabalho, nesta altura. Relembro que ela não visa apelar à unanimidade, como muitos pretendem fazer, quando transmitem uma opinião. É apenas uma abordagem pessoal e claramente diferenciada das demais. A minha rubrica segue dentro de momentos, para os interessados.

Um abraço a todos e desculpem qualquer coisinha, mas até a minha paciência, que julgava infinita, tem os seus limites.

Não tolero pessoas que têm a mania de serem os portadores dos manuscritos que contêm as “Leis de como ser um Sportinguista”.

Cumprimentos.

Análise ao 2º jogo da Liga: Beira-Mar 0 – 0 Sporting:

Ficha do Jogo:

Assistência: cerca de 15 000 Espectadores

Equipa de Arbitragem:
Árbitro Principal – Fernando Martins
Assistentes – Fábio Silva e Nuno Simões
4º Árbitro – Nuno Soares

Beira-Mar:

24	Rui Rego
18	Pedro Moreira
4	Yohan
5	Hugo (cap.)
20	André Marques
6	Nuno Coelho
13	Rui Sampaio
16	Nildo
7	Artur
28	Zhang
10	Cristiano

Sporting:

1	Rui Patrício	
47	João Pereira (cap)	
4	Polga	
2	Rodriguez	
5	Evaldo	
21	Rinaudo	
8	Schaars	
14	Matias Fernandez	
20	Yannick	
9	Wolfswinkel	
11	Capel

[b]Primeiro que tudo, quero pedir desculpa a todos pelo início do meu texto de antevisão ao jogo Beira-Mar vs. Sporting. O que lá referi, relativamente ao problema que envolveu a arbitragem, não correspondeu minimamente à realidade. Pelo facto, peço desculpa. Procurarei explicar melhor, neste texto, o sucedido.

Na análise a esta partida, é incontornável falar da questão da arbitragem. O que se passou em redor da nomeação de João Ferreira, do seu pedido de escusa ao jogo e posteriores acontecimentos, é algo completamente inaceitável, inadmissível e intolerável, a uma Liga que se pretende profissional e que tem, primeiro que tudo, a obrigação de defender os seus membros e de salvaguardar a equidade entre os vários clubes envolvidos na competição. Ora, isso não foi feito e terão que ser apurados os responsáveis e punidos de forma exemplar, para que acontecimentos destes não se voltem a repetir.

Mas recuemos um pouco. Tudo começou após o jogo da primeira jornada, onde o Sporting foi manifestamente prejudicado por erros grosseiros de avaliação do árbitro Carlos Xistra.
Relativamente a esta situação, o Sporting reclamou em duas situações: primeiro, por intermédio do seu treinador, após o jogo, durante a “flash interview” da estação que televisiou o jogo e durante a conferência de imprensa: Domingos referiu, dentro dos limites permitidos, que o clube de Alvalade se sentia prejudicado pelo árbitro, sem nunca deixar de referir que sentia que o Sporting poderia ter feito mais para vencer a partida; depois, o Sporting exerceu o seu direito ao protesto, de acordo com o que está regulamentado pela Liga, pedindo o acesso ao relatório do observador do árbitro do referido jogo, junto das instâncias competentes. Esta atitude não pode ser considerada como um acto deliberado de pressão sobre o sistema da arbitragem, pois está devidamente autorizada e legitimada pelos referidos regulamentos que gerem o futebol profissional nacional.

Na quarta-feira seguinte, Vítor Pereira anuncia os árbitros nomeados para as partidas do fim-de-semana. Fica-se a saber que o árbitro escolhido para o jogo de Aveiro, foi o juiz de Setúbal, João Ferreira. Nesse mesmo dia, o jornal Record publica uma notícia que denuncia um possível mau estar dos responsáveis do Sporting, ao saberem da nomeação do árbitro de Setúbal, para fiscalizar a partida contra o Beira-Mar. O Sporting não emitiu nenhum comunicado oficial a denunciar a sua insatisfação, relativamente a esta nomeação.

Com o presidente da comissão da arbitragem da Liga fora de Portugal, aparentemente incontactável, o juiz João Ferreira, na sexta-feira de manhã, rói a corda e apresenta-se sem condições para apitar o jogo para o qual foi nomeado, sem que tenha quaisquer razões para o fazer. Nesse mesmo dia, Vítor Pereira regressa a Portugal para enfrentar o sucedido e, depois de não conseguir substituto para o jogo, pede ajuda ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, para nomear um árbitro para esta partida, algo que é liminarmente recusado pela referida instituição, por se achar sem competência para tal. Só depois, na noite dessa mesma sexta-feira é que o Sporting, pela voz do seu presidente, faz a tal conferência de imprensa, para falar do fenómeno da arbitragem, apresentando inclusive, um projecto para todo o sector.

Se a direcção do Sporting pode ser acusada de ter errado no “timing” para esta conferência de imprensa, que poderá facilmente dar a entender que se pretende exercer pressão sobre o sector, nunca o clube colocou em causa o sr. João Ferreira e a sua capacidade para apitar o jogo para o qual foi nomeado. Se ouve alguém que exerceu pressão sobre a arbitragem foi o observador do sr. Carlos Xistra, ao ter classificado a sua exibição com a mais fraca nota que se conhece, no futebol profissional português. Mas mais uma vez, quem saiu prejudicado, foi o Sporting.

Para quem não sabe, João Ferreira é o senhor, cujo o nome apareceu nas escutas ao presidente do benfica, como sendo um árbitro capaz para os jogos desse clube. Ao ser confrontado com essas escutas, o sr. João Ferreira não se sentiu pressionado, nem diminuído para apitar os jogos dos vermelhos. Este sr. João Ferreira, foi o mesmo que foi 4º árbitro do tal jogo do túnel, entre o benfica e o porto e que relatou todos os acontecimentos, que levaram aos castigos dos jogadores do porto. Após estes acontecimentos, este sr. João Ferreira foi nomeado pela comissão de arbitragem da Liga para um tal académica vs. porto. Quando se soube dessa nomeação, os responsáveis do porto, na voz do seu treinador adjunto, João Pinto, não se coibiu de considerar esta nomeação como uma afronta ao porto e considerando que este árbitro não tinha condições para apitar o jogo. Nesta circunstância, o sr. João Ferreira não se sentiu pressionado nem diminuído para apitar os jogos dos azuis.

Isto tudo prova a diferença de tratamentos que o Sporting tem, junto da arbitragem, relativamente aos seus rivais. Digo mais: enquanto esta gente não for toda varrida, o Sporting não conseguirá ganhar nada, pois, se o consciente dos árbitros funciona assim, fora dos jogos, imagine-se como funcionam o inconsciente dos árbitros, no calor das partidas.

Entendo por isso, que este senhor auto-excluiu-se do sector da arbitragem, ao recusar-se, sem motivo aparente, a apitar um jogo de futebol profissional. Por este motivo, o Sporting deverá aproveitar esta oportunidade e lutar, até às últimas consequências, para que este senhor seja irradiado, de uma vez por todas, da arbitragem portuguesa.[/b]

[b]Analisando o jogo, Domingos decide manter o mesmo esquema táctico que tem vindo a utilizar nas últimas partidas e que tem demonstrado algumas dificuldades em manter níveis de intensidade ofensiva constantes, apresentando um futebol lento e pouco agressivo. Para contrapor estes factos indesmentíveis, o treinador do Sporting decide fazer algumas alterações, visando aumentar o dinamismo do futebol apresentado. Um das alterações processadas, foi a inclusão de Capel, no onze inicial, com a função de fazer esquecer o lesionado Jeffren, que tão boa impressão tinha deixado junto das hostes leoninas, depois das primeiras aparições na equipa. Por esse facto, a tarefa do ex-Sevilha afigurava-se, logo à partida, bastante complicada, mas perfeitamente ao seu alcance, dado o nível superior das suas capacidades individuais. Outra alteração, foi a utilização de Matias Fernandez, no vértice mais avançado do meio-campo, substituindo André Santos no onze e fazendo recuar Schaars. A terceira e última alteração efectuada visou a tentativa de melhorar os índices de finalização da equipa, colocando Wolfswinkel no lugar que tinha vindo a ser ocupado por Postiga, na frente de ataque.

Teoricamente poder-se-ia dizer que Domingos pensou bem, tendo mexido nos sectores que evidenciavam maiores lacunas. Na prática, não foi bem assim.
[/b]

1ª Parte:

3’ – Recuperação de bola de Fito Rinaudo, a colocar na esquerda em Capel, que vai à linha tirar o cruzamento, para o coração da área, onde apareceu atrasado Yannick e com André Marques a cortar para canto.

5’ – Fora de jogo mal tirado ao ataque do Sporting, pelo auxiliar Fábio Silva, com Wolfswinkel a aparecer isolado em frente à baliza, após solicitação perfeita de João Pereira. De notar que Wolfswinkel não conseguiu fazer a recepção da bola.

8’ – Nova recuperação de bola, desta feita de Evaldo, que coloca rápido na esquerda, em Capel, que tira mais um excelente cruzamento, onde aparece, no primeiro poste, Wolfswinkel que, muito adiantado, perde uma boa hipótese de finalização.

8’ – No mesmo minuto, novamente Wolfswinkel responde a um lançamento longo de Capel, com um boa domínio de bola, mas o Beira-Mar é salvo por um excelente corte de Hugo, quando o avançado holandês preparava-se para ganhar espaço dento da área.

10’ – Nova boa jogada do Sporting, com Yannick a dominar bem e a descobrir João Pereira isolado na direita, este tira um bom cruzamento para a grande área, onde já aparecia, solto, Wolfswinkel para finalizar, mas Yohan a aparecer a salvar a equipa de Aveiro.

23’ – Livre perigoso para o Beira-Mar, apontado por Artur, para a zona da marca da grande penalidade, com Rodriguez a enviar a bola para canto.

26’ – Jogada pelo meio, do Sporting, com Yannick a combinar com Matias, este tenta desmarcar Yannick, que chega mais uma vez atrasado e com Pedro Moreira a despachar a bola para longe.

29’ – Yannick tenta a jogada individual e depois de passar por Nuno Coelho, remata, ainda de fora da área, com a bola a sair ao lado da baliza de Rui Rego. Note-se que foi o primeiro remate do Sporting, em toda a partida.

33’ – Novo fora-de-jogo mal tirado, agora pelo assistente Nuno Simões e ao ataque do Beira-Mar.

35’ – Mais um erro do árbitro. João Pereira é tocado no pé esquerdo, já dentro da área. Falta para grande penalidade, que ficou por marcar. No entanto, o lance é de julgamento difícil por parte do árbitro, do local onde este se encontra.

36’ – Dupla substituição para o Sporting. Matias dá o seu lugar a Postiga e Izmailov entra para o lugar de Yannick.

38’ – Boa combinação do ataque do Sporting, com João Pereira a descobrir Wolfswinkel na área, que deixa para trás, para a entrada de Schaars, que remata por cima da barra.

45+2’ – Nildo, na esquerda, descobre no meio, com espaço, Rui Sampaio, que remata na direcção da baliza, mas Rui Patrício, atento, a defender com facilidade a bola.

[b]
O Sporting até não começou mal, esta partida, apresentando um futebol agressivo, a meio-campo, buscando uma rápida recuperação de bola. Nos primeiros 10 minutos, o Sporting remeteu o Beira-Mar à sua defensiva, tendo criado algumas situações de perigo, principalmente através de cruzamentos bem tirados, com a defensiva aveirense a estar à altura das circunstâncias. Apesar deste domínio claro, no início da partida, a equipa do Sporting não conseguiu, durante esse período, visar, por uma única vez, a baliza adversária, demonstrando uma falta de objectividade ofensiva verdadeiramente inacreditável, para um clube com as pretensões do clube de Alvalade.

Mas o pior ainda estava para vir. Se no período inicial da partida, o Sporting, apesar da incapacidade para rematar à baliza, demonstrou alguma agressividade na busca pela bola e até alguns momentos de qualidade futebolística, com a bola a aparecer nas alas, com movimentações interessantes, no resto da 1ª parte, o futebol apresentado pelos Leões, foi completamente inoperante. Neste período, faltou agressividade, intensidade, organização e sobretudo, vontade de ganhar. De notar, que a primeiro remate que o Sporting conseguiu fazer à baliza do Beira-Mar, surgiu apenas à passagem do minuto 29’, de longa distância, por Yannick, sem perigo para a baliza adversária.

Este marasmo generalizado, obrigou Domingos Paciência a dar “um murro na mesa” e a fazer duas substituições de uma assentada, retirando de campo, o pouco inspirado Matias e o esforçado, mas pouco objectivo Yannick, para fazer entrar Izmailov e Postiga. Com estas substituições, Domingos não só muda as pedras, mas como altera completamente o esquema de jogo, do inicial 4x3x3, pra um 4x1x3x2, colocando Postiga bem ao lado do, até então muito sozinho, Wolfswinkel, com Izmailov a ocupar o lugar que até então era de Yannick, bem encostado à direita.

Até ao final da primeira parte, o Sporting apenas conseguiu rematar mais uma única vez, por Schaars, novamente sem qualquer perigo para a baliza do Beira-Mar. Mau demais, para quem precisava de ganhar a partida.

De referir que a equipa do Beira-Mar remeteu-se apenas à sua defensiva, não tendo causado qualquer perigo para a baliza do Sporting, o que compromete, ainda mais, a atitude dos jogadores do Sporting, na abordagem feita a esta partida. Não se podem desperdiçar 45 minutos, em jogos de alta competição. Mas, o treinador do Sporting também tem algumas responsabilidades. Claramente que Matias, ainda não tem condições para jogar e isso deveria ter sido detectado por Domingos, para evitar ter que queimar uma substituição. Também já deu para perceber que os avançados do Sporting não têm ainda índices de concretização suficientes para que se opte por um 4x3x3, na linha do que tinha vindo a ser utilizado. Neste tipo de partidas, é notória a falta de presença na área.[/b]

2ª Parte:

Domingos é forçado a fazer a 3ª substituição ao intervalo, devido à lesão de Rodriguez, que sai para a entrada de Daniel Carriço. Isto deixa o treinador do Sporting sem qualquer hipótese de poder alterar o rumo dos acontecimentos, na 2ª parte.

46’ – Pontapé de canto para o Sporting, marcado por Schaars, para o primeiro poste, com Daniel Carriço a aparecer de rompante, à entrada da pequena área, a desviar, com a bola a sair à figura de Rui Rego. Grande Oportunidade para o Sporting.

51’ – Grande abertura de Carriço para Izmailov, que da direita, entra na área, deixa para Postiga que, da meia-lua, completamente isolado, remata muito por cima. Podia ter feito muito melhor.

53’ – João Pereira, da direita, cruza para a área, onde apareceu Wolfswinkel a cabecear, mas é, na minha opinião, claramente carregado nas costas, por Pedro Moreira, quando se preparava para finalizar. Grande penalidade para o Sporting que ficou por marcar.

59’ – Capel, na esquerda, tira um cruzamento açucarado, para a área, onde aparece Wolfswinkel, completamente isolado, a cabecear por cima. Grande oportunidade para o Sporting.

62’ – Primeira substituição para o Beira-Mar. Sai Cristiano e entra Joãozinho.

65’ – Cartão amarelo para Pedro Moreira, por entrada por trás sob Capel.

69’ – Livre sobre a esquerda do ataque do Sporting, apontado por Schaars, com Postiga a aparecer ao segundo poste, completamente livre de marcação, mas a rematar à figura de Rui Rego. Mais uma grande oportunidade para o Sporting.

71’ – Mais um grande cruzamento de Capel, para a entrada ao segundo poste de Hélder Postiga, que cabeceia contra Hugo. Seria pontapé de canto, mas o árbitro assinala pontapé de baliza para o Beira-Mar.

76’ – Cruzamento da direita de Izmailov, com a bola a passar à frente da baliza, e com Diego Capel a aparecer ao segundo poste, completamente solto, com tudo para fazer golo, mas a rematar contra o calcanhar de Pedro Moreira, que sob a linha de golo, salva o Beira-Mar de um golo certo. Grande oportunidade para o Sporting.

78’ – Na direita, Izmailov lança Postiga, que cruza de primeira, onde apareciam Wolfswinkel e Capel, prontos para finalizar, com Rui Rego a socar para longe.

80’ – Segunda substituição no Beira-Mar: saiu Zhang e entra para o seu lugar, Balboa.

81’ – Cartão amarelo para André Marques, por entrada por trás sob Rinaudo.

85’ – Substituição para o Beira-Mar: sai Artur e entra Dominic. Na sequência, cartão amarelo para Artur, por queimar tempo.

90’ – André Marques sobe no corredor esquerdo e ensaia um remate forte, à entrada da área, para defesa fácil de Rui Patrício.

[b]Para a segunda parte, apareceu um Sporting de cara lavada, ou melhor, de banho tomado, pois pior que o que tinha feito na primeira metade, era muito complicado.

A 2ª parte inicia-se com uma bela oportunidade de golo, com o recém-entrado Daniel Carriço, a desviar, ao primeiro poste, um canto bem marcado por Schaars, mas com a bola a ir à figura do guardião Rui Rego. Começaria aqui mais um festival de golos falhados pela equipa do Sporting. Depois foram os avançados do Sporting, Postiga e Wolfswinkel que, num par de situações cada, poderiam ter aberto o marcador para os Leões, mas na hora de visar a baliza, não tiveram a frieza suficiente para finalizar os lances de forma objectiva.

Até Capel, que foi dos mais inconformados, na hora de municiar o ataque do Sporting, teve uma oportunidade de ouro, para abrir o marcador quando, com a baliza completamente escancarada, aceita no defesa que cobria a baliza. São daqueles lances inacreditáveis, que constarão nos bloopers de final de temporada. Depois disso, nos últimos 15 minutos, a equipa estava visivelmente sem pernas e sem cabeça para ir em busca do golo da vitória.

Apesar das oportunidades de golo construídas, mais que suficientes para ter alcançado a vitória, o Sporting não mostrou um futebol atractivo e agressivo, jogando quase sempre com o coração, numa busca desorganizada e intranquila pelo golo, que acabou por não aparecer. E do outro lado, esteve um Beira-Mar, completamente remetido à sua defensiva, não por pressão do Sporting, mas por clara estratégia do treinador Rui Bento, que preferiu, claramente fechar o seu sector recuado, sem fazer algo que suscitasse a vontade de chegar ao golo.

Este resultado castiga a inoperância e a falta de eficácia do Sporting e premeia, injustamente, uma equipa que nada mais fez, do que defender o nulo.[/b]

Estatísticas do Jogo:

                                   Beira-Mar                    Sporting

Remates 7 12
Cantos 6 6
Foras-de-jogo 5 4
Faltas cometidas 18 15
Cartões amarelos 3 0
Cartões vermelhos 0 0
Posse de bola 39% 61%

Análise Individual (Notas de 0 a 20 val.):

Rui Patrício:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos sofridos: 1; Disciplina: - ; Nota: 13 val.
Jogo absolutamente descansado, sem ter sido posto à prova uma única vez. O meio-campo do Sporting poderia ter sido alugado, tal foi a pouca veia atacante da equipa do Beira-Mar. As vezes que tocou na bola, respondeu de forma positiva. Fez o que tinha a fazer.

João Pereira:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 12 val.
Aproveitando o pouco trabalho defensivo que teve, subiu algumas vezes, com objectividade. Numa dessas arrancadas, entrou na área e foi carregado, tendo ficado uma grande penalidade por assinalar. Nunca voltou a cara à luta, como habitual e demonstra muito mais sangue frio, na hora de reclamar. Está a crescer e a subir de forma.

Polga:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 13 val.
É a personificação da segurança da defensiva do Sporting, ora a compensar Rodriguez, ora a dobrar João Pereira. Na luta com Zhang, foi imperial, não dando quaisquer hipóteses ao jogador chinês do Beira-Mar. Pouco trabalho, mas cumpriu sempre na integra o que lhe foi pedido.

Rodriguez:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 225’; Golos: - ; Disciplina: CA – 1 LE; Nota: 13 val.
Há imagem do que aconteceu com Polga, não teve muito trabalho, mas esteve sempre à altura das circunstâncias. Foi sempre o central mais afoito, na hora de subir no terreno. No entanto, uma nova lesão muscular afastou-o da partida ao intervalo. De lamentar, pois estava a formar uma dupla muito coesa e complementar com Polga.

Evaldo:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 10 val.
Não comprometeu defensivamente e procurou apoiar Capel, sempre que lhe foi possível. No entanto, a qualidade que coloca nos lances, deixa muito a desejar. Mas uma coisa não o podem apontar: que não luta e que não se entrega totalmente. É um colosso do ponto de vista físico.

Rinaudo:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos: - ; Disciplina: CA – 2 (1LP+1LE); Nota: 10 val.
Como lhe é apanágio, jogou recuado, bem à frente dos centrais. Mas, neste jogo, a sua importância teria sido maior, em terrenos mais avançados. Pouco trabalho defensivo e na hora de colocar as bolas nos companheiros, fê-lo de forma precipitada, num par de vezes. De qualquer das formas, a garra que coloca em campo é impar. Mas, sem dúvida, este foi o seu jogo menos conseguido.

Schaars:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 270’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 10 val.
O estilo de jogo que o Domingos pretende implementar no Sporting, obriga, para além de uma qualidade de passe superior, uma velocidade de execução sempre nos limites. Se no primeiro aspecto, o holandês tem cumprido de forma irrepreensível, no segundo parâmetro, tem deixado muito a desejar. Nesta partida, não foi o motor do futebol ofensivo que o Sporting precisa. Arrisca muito pouco nos passes e a sua objectividade tem vindo a diminuir gradualmente, bem como a sua influência dentro de campo. Outra nota para os pontapés livres que tem apontando: precisa-se de bolas mais tensas e menos bombeadas.

Matias Fernandez:
Jogos: 1 (1) (1LP +(1)LE); Minutos: 66’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 4 val.
A estreia de Matias a titular não poderia ter sido mais desastrosa. Claramente que o chileno ainda não tem os índices físicos que lhe permitem colocar em campo todo o seu futebol. Foi colocado numa zona densamente povoada de adversários e isso só lhe prejudicou. Andou sempre escondido dos lances e foi presa fácil, sempre que tentava mexer com o jogo. Este não é o verdadeiro Matias.

Yannick:
Jogos: 3 (2LP+1LE); Minutos: 189’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 8 val.
O facto de ser constantemente assobiado, fá-lo querer mostrar coisas positivas a todos. Isso levou-o a derivar, constantemente, para zonas centrais, onde se sente mais confortável e onde sente que pode ser mais efectivo. Isso foi contra as estipulações do treinador, que o queria bem encostado ao lado direito. Esta é a minha explicação para a sua saída tão precoce. Não foi por causa dele que o Sporting não conseguia desenvolver futebol ofensivo, na primeira parte. Até foi dele, a primeira iniciativa de visar a baliza, pouco antes de ser substituído. Continuo a dizer que, Yannick seria muito mais útil a jogar como 2º avançado.

Wolfswinkel:
Jogos: 1 LP; Minutos: 90’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 7 val.
Estreia do holandês na equipa do Sporting, em jogos oficiais, e logo a titular. A sua inclusão no onze visava tentar uma maior eficácia, na hora de rematar à baliza, mas Wolfswinkel demonstrou que sofre da mesma síndrome que os colegas. Não cumpriu, na hora de colocar a bola na baliza. E teve oportunidades para tal. Uma nota para as movimentações do holandês: este jogador, nas suas movimentações, é completamente diferente do que estamos habituados nos últimos anos. É um jogador, claramente de último toque, evidenciando ainda muitas dificuldades em jogar de costas para a baliza. Jogar com Wolfswinkel, na frente, obrigará o Sporting a ter um futebol mais objectivo e menos rendilhado, na busca de espaços.

Diego Capel:
Jogos: 1 (1) LP; Minutos: 117’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 14 val.
Claramente, o jogador mais inconformado do Sporting. Capel foi sempre o primeiro na hora de procurar alternativas para furar a defensiva do Beira-Mar. Colocou uma bola direitinha na cabeça de Wolfswinkel, que daria golo, não fosse a pouca assertividade do holandês. Colocou outra bola na cabeça de Postiga, que este cabeceou contra Hugo. Mas a qualidade da sua exibição ficou beliscada apenas por ter falhado, à boca da baliza, aquilo que seria um golo certo; teve nos pés a melhor oportunidade de golo do Sporting, que infelizmente não conseguiu finalizar. Teria sido um justo prémio para a boa exibição do espanhol. Uma última nota para as movimentações de Capel: o espanhol não é apenas um jogador de linha, que corre e cruza. Gosta de fazer diagonais para a área, procurando a finalização. Temos reforço.

Izmailov:
Jogos: (3) (2)LP+(1)LE; Minutos: 126’; Golos: 1; Disciplina: - ; Nota: 10 val.
Na hora de alterar o rumo das coisas, o internacional russo tem sido a primeira arma a ser lançada por Domingos. A sua influência junto da equipa é por demais evidente e a sua utilização só não é maior, devido a sua ainda débil condição física. De qualquer das formas, quando está em campo, acrescenta objectividade ao jogo da equipa e foi dele a iniciativa que iria resultar na maior oportunidade de golo da equipa, desperdiçada por Capel. Assim que esteja bem, será um dos jogadores mais influentes.

Hélder Postiga:
Jogos: 2(1) (1(1)LP+1LE); Minutos: 212’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 7 val.
É um facto que nunca vira a cara à luta. É um facto que é sempre o primeiro a defender, quando a equipa não tem a posse de bola. Mas também é um facto que continua a ser muito perdulário, na hora de visar a baliza. E, na posição de campo que ocupa, este último parâmetro é decisivo na hora de qualificar as suas exibições. Em duas oportunidades para facturar, Postiga respondeu da mesma forma de sempre: falhanços. Numa equipa a viver sobre brasas, precisamos de uma finalizador frio e calculista. E Postiga não tem, seguramente, estas características.

Daniel Carriço:
Jogos: (1) LP; Minutos: 45’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 11 val.
O nosso capitão entrou em campo, a frio, com o objectivo de manter a serenidade na defensiva do Sporting, substituindo Rodriguez que, até à data, tinha papel fundamental nessa tranquilidade conquistada. Mas, defensivamente, não poderia ter sido cumprido melhor. É certo que não foi posto à prova, mas é difícil entrar em campo, nestas condições, numa altura em que a equipa demonstrava muita intranquilidade. E foi dele a primeira iniciativa, digna de registo, ao desviar ao primeiro posto, um canto de Schaars. Infelizmente, a bola saiu à figura de Rui Rego. Mas este lance foi o grito de revolta, do capitão, pelo rumo das coisas, fazendo mostrar aos colegas que o caminho teria que ser diferente. Tem voz no plantel e usou-a para mudar as coisas.

Domingos Paciência:
Jogos: 3; Saldo de golos: 0 (1 – 1); Nota: 8 val.

Voltou a colocar a equipa em 4x3x3, fazendo alterações que considerei, no início desta análise, como cirúrgicas e teoricamente bem pensadas. Mas, a prática demonstrou que estava errado.

Matias demonstrou-se ainda sem capacidade para mexer com a equipa e Domingos deveria ter percebido isso nos treinos semanais. Não se coloca em campo, um jogador, nestas condições. Só serve para o queimar e para queimar substituições.

Da falta de organização e intensidade dos primeiros minutos, resultou outro dano colateral, de nome Yannick. Domingos decidiu castigar o jogador, pela sua pouca cultura táctica, no cumprimento daquilo que lhe exigiu e a consequência foi a sua saída de campo. O que Domingos tem que perceber é que Yannick poderá render muito mais, junto ao avançado, com entradas vindas de trás, onde as suas mudanças de velocidade podem ser fatais para os adversários.

De qualquer das formas, mostrou rapidez e assertividade na alteração do rumo dos acontecimentos, através das alterações processadas. Contudo, esgotar as substituições logo na primeira parte, não só faz transparecer muito nervosismo que, de facto, existiu, como deixa a equipa órfã do seu treinador, se for necessário fazer alguma alteração na segunda parte.

Terá que corrigir a sua postura no banco. É mais que natural que tem que mostrar serviço. Mas se demonstrar nervosismo e ansiedade em demasia, isso irá contagiar a equipa. Foi isso que aconteceu neste jogo contra o Beira-Mar.

Relativamente aos problemas na finalização, Domingos tem que fazer mais. É inadmissível para uma equipa como o Sporting ter o rendimento miserável que tem demonstrado nestas últimas partidas. Postiga já provou não ser solução; Wolfswinkel necessita de muito trabalho; Rubio provou faro pelo golo, mas nas oportunidades que teve, em jogos oficiais, a equipa não lhe ajudou; Bojinov ainda não está disponível. Enfim, Domingos tem um problema que urge encontrar soluções pra a resolver. É esse o papel do treinador.

Análise à equipa de arbitragem:

O que dizer desta equipa de arbitragem de recurso? Nada se pode exigir deste trio, pelo facto de não estarem minimamente preparados para uma partida desta intensidade. Principalmente na leitura dos foras de jogo, os assistentes demonstraram visíveis dificuldades, principalmente Nuno Simões, que erros em 5 dos 6 foras-de-jogo mal assinalados pela equipa de arbitragem. Mas, o árbitro principal Fernando Martins, demonstrou boa condição física, tendo acompanhado os lances de perto, com um ou outro erro de posicionamento. Único erro no lance sobre João Pereira, que foi carregado dentro da área, que obrigaria à marcação de uma grande penalidade. No entanto, o lance é de difícil julgamento e o toque só é visível, num ângulo de visão vindo da linha de fundo.

De qualquer das formas, há a realçar a enorme coragem de Fernando Martins e dos seus assistentes de se disponibilizarem para apitar esta partida, demonstrando uma real paixão pelo jogo e pela arbitragem, algo que não é partilhado pelos nossos árbitros “ditos” de elite, que mais não fazem do que se aproveitarem de uma indústria milionária, para terem um nível de vida de classe média-alta. Nota: um muitíssimo obrigado.

ZeQueira

Eu não chamei ridículos aos teus argumentos, nem quis fazer passar a ideia de que o que escreves se baseia em visões do além. No entanto, foi isso que fizeste aos factos que aqui apresentei, e ainda vens com a moral da história dizer “não tolero pessoas que têm a mania de serem os portadores dos manuscritos que contêm as Leis de como ser um Sportinguista”. A “Santa” Inquisição também tinha esses problemas de falta de tolerância, de preconceito, e outras mais organizações que perseguiam quem não pensava de igual modo, e quando o Galileu dizia que a Terra era redonda e girava à volta do Sol, eles riam-se e ficavam muito irritados com o astrónomo, ao ponto de lhe chamarem herege e não tolerarem as suas heresias, ameaçando-o com a fogueira se ele não se retratasse. E no entanto, “ela gira”, e a teoria do heliocentrismo afinal não era heresia, e era de génese científica.

A verdade é que em algum ponto desta nossa troca de impressões, perdeste as estribeiras e ainda não conseguiste perceber que os meus argumentos são do mais objectivo que pode haver, são pragmáticos, racionais e também empíricos, porque observar é uma experiência eminentemente empírica que nos permite depois racionalizar e conceber teorias racionais. As que apresentei foram por ti vilipendiadas, nem sequer te dignaste a pensar um pouco antes de as tentares rebaixar e ridicularizar.

Ficamos portanto a saber que virar o bico ao prego é a tua especialidade, porque depois dos meus argumentos válidos, racionais, factuais, objectivos, o único contraditório que encontrei foi tudo menos argumentos válidos, racionais, factuais e objectivos, e ainda me acusaste de falar em ciências ocultas e do além, além de bruxarias, talismãs e coisas do género. Devias tentar compreender quando alguém intercede e não necessariamente para concordar contigo, antes para trazer ao debate outros factos que nas tuas extensas análises te escaparam ou não abordaste, antes de partir para o tipo de argumentos que utilizaste.

Ficamos a saber também que as tuas análises são definitivas e não admitem argumentação e discussão, apresentação de outros factos complementares ou contraditórios, objectivos e facilmente verificáveis. Ficamos a saber que tu sim, és o dono e senhor da verdade e da “Análise do Plantel e da Época 2011/2012”. Tudo o que não fores tu a escrever e não louve a tua magnificência e omnisciência, antes aponte outras formas de ver e analisar, com factos, estará condenado por “ausência de tolerância” e o carimbo de “herege” e “charlatão”. Tu sim, e as tuas análises, são a Lei e a Palavra Definitiva.

Ainda bem que te revelas. Assim já sei com que linhas coses os teus argumentos…

Oh Hulk, sinceramente… não tens feito outra coisa do que voltar o bico ao prego. És bom nisso. E isso até pode resultar com pessoas de inteligência limitada. Começaste esta história toda, vincando a tua opinião, não deixando escapar a oportunidade de dizer que eu escrevia muito mas que não dizia nada de jeito, que tinha a mania que era treinador de bancada e outras ofensas que tais… Poupa-me o direito de ser uma pessoa livre sem ter que te aturar, ok?

E já agora, não foi Galileu que disse que a Terra era redonda. Foi Copérnico.

Então, o Galileu disse que a Terra era quadrada, não? Quando se quer desviar o assunto, está provado que és especialista. E se quiseres recuar, podemos ir buscar outros astrónomos que muito antes de Copérnico já postulavam que a Terra era redonda, até parece que Copérnico foi o primeiro a dizê-lo para ir buscá-lo.

Eu falo de Rubio, falas de intestinos, bruxarias e teorias ridículas, sem contrapor os dados que apresentei, claros, lógicos, pragmáticos, racionais.

Faço uma metáfora com Galileu e a Santa Inquisição, vais buscar o Copérnico. Qual é o teu ponto? É discutir na base da fuga ao assunto?

Vou pedir à moderação que apague os meus comentários neste tópico, visto que não quero incomodar ninguém nem estar a discutir num tópico a análise do plantel e da época 2011/2012 em que parece que não se pode fazê-lo livremente e acrescentando dados novos. Já percebi que aqui, só uma versão é a oficial, e não se pode contrapor nada, nem trazer pontos de debate pertinentes à discussão.

Peço encarecidamente à moderação que apague os meus comentários neste tópico, por favor. Afinal se sou mal vindo aqui, se as minhas contribuições não merecem consideração, se calhar é porque estão a mais. Agradeço a quem o faça. Obrigado pela atenção. Se quiser abordar análises do plantel e da época 2011/2012, já sei que este tópico não é o lugar para o fazer, porque aqui não o toleram.

Portanto, podem apagar com a minha autorização e agradeço imenso que o façam. É melhor para todos e assim não perturbo ninguém.

Antevisão do Sporting vs. Nordsjælland do dia 25 de Agosto de 2011 – 2ª Mão do Playoff da Liga Europa

Após o desaire parcial, no jogo da primeira mão, ao não conseguir ir além de um empate a zero, o Sporting entra para a partida da segunda mão, com a obrigação mais que natural de ter que ganhar o jogo.

Além do mais, a conjuntura não é a ideal. A equipa está visivelmente ansiosa para mostrar que é capaz, mas essa ansiedade está a demonstrar-se prejudicial, adensando a pressão sobre o colectivo. Domingos terá que fazer um trabalho motivacional forte, de forma que os jogadores estabilizem os seus níveis emocionais, para que o rendimento seja condizente com as suas capacidades. No entanto, Domingos está a revelar muitas dificuldades em conseguir construir uma equipa, que desenvolva um futebol atractivo e com intensidade ofensiva que esteja de acordo com a qualidade dos jogadores que tem ao seu dispor e a ansiedade não pode desculpar tudo, nem tão pouco as óbvias as limitações físicas de algumas peças importantes da equipa, pois considero que o treinador tem ao seu dispor jogadores suficientes, em termos quantitativos e qualitativos, para levar de vencida esta incómoda equipa dinamarquesa.

De notar que este resultado é algo perigoso, obrigando a equipa do Sporting a manter os índices de concentração em limites bem elevados, para evitar qualquer surpresa desagradável. Para além de ter obrigações de procurar o golo, desde o primeiro minuto da partida, terá que se acautelar defensivamente, para evitar períodos complicados semelhantes aos que viveu nos últimos 20 minutos da partida da Dinamarca. Para tal, é crucial que o Sporting aplique uma pressão bem subida no terreno, desde a defensiva do Nordsjælland, que evidenciou sérios problemas quando tem que jogar num curto espaço de terreno, sob pressão.

No entanto, a dificuldade mais visível do futebol do Sporting, tem sido na finalização. É evidente que o Sporting tem conseguido criar claras oportunidades de golo, independentemente dos jogadores que estejam em campo, mas só a deficiente eficácia dos seus atletas, têm mantido incompreensivelmente, a equipa em dificuldades inesperadas. E os jogadores que mais têm desperdiçado, são inequivocamente os avançados. Neste contexto, há duas coisas que podem ser feitas: ou Domingos mantem aposta num jogador, até que este consiga estabilizar o seu jogo e comece a marcar, ou então provoca uma rotação de jogadores para essa posição, até que seja encontrado um, que renda aquilo que o Sporting precisa. São duas hipóteses altamente polémicas, mas o que é certo, é que Domingos terá que optar. E a escolha não é fácil.

Relativamente ao esquema táctico que irá ser escolhido, outra incógnita. Domingos, na verdadeira revolução que introduziu no minuto 36, no jogo de Aveiro, não só demonstrou insatisfação no desempenho de alguns jogadores, como decidiu abortar, liminarmente, a utilização do 4x3x3. Isso significará que, muito dificilmente, nesta partida contra os dinamarqueses, irá ser utilizado esse esquema táctico.

Muitas dúvidas, portanto, estão em torno da equipa que alinhará, e de que forma alinhará, nesta partida contra o Nordsjælland. A única certeza, para já, é a lista dos jogadores convocados. São os seguintes:


Lista de convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck

Defesas: Carriço, Polga, Onyewu, Evaldo e João Pereira

Médios: Schaars, Izmailov, Rinaudo, André Santos e André Martins

Avançados: Bojinov, Van Wolfswinkel, Diego Capel, Carillo, Yannick, Postiga e Rubio

Nesta lista, destaque para a ausência dos lesionados Matias, Jeffren, Rodriguez, Luís Aguiar e Pereirinha, que não podem, para já, dar o contributo à equipa. Ausência também para Turan e Tiago, por opção técnica.

De notar, para a estreia, na lista de convocados para jogos oficiais, de André Martins. De resto, tudo igual, relativamente à mesma convocatória. A lista é composta por 19 atletas, dos quais um terá que ficar na bancada. Aposto no peruano Carrillo, para ficar fora da lista de jogo.

Relativamente ao meu palpite para qual a equipa que deverá entrar em campo, avanço para este “onze”:

                  Rui Patrício

João Pereira Polga Carriço Evaldo

                       Rinaudo

Izmailov Schaars Capel

                                         Bojinov       
                    
                van Wolfswinkel

Gostava de ver essa equipa. Espero que a entrada do Wolf no último jogo não tenha sido apenas uma opção experimental mas sim uma aposta com consistência para um período minimamente alargado e embora tenha dúvidas quanto à titularidade de Bojinov sem minutos nas pernas, estou curioso por o ver em campo.

Seja como for, a minha preferência era mesmo e para este jogo, em casa e com uma equipa inferior, ver uma dupla de ataque com Rubio e Wolf.

É algo perfeitamente possível, tal é a confusão que vai, neste momento, em toda a equipa. E é com muita pena que constato isto. Se já estávamos visivelmente atrasados, em relação aos nossos rivais, este impasse ainda piora um pouco as coisas.

A meu ver o Sporting devia-se apresentar sempre em 4-4-2

                                [b]GR[/b]
                          Rui Patricio
                              Boeck
                              Tiago

DD DC DC DE
João Pereira Polga Rodríguez Evaldo
Arias Oniewu Carriço Turam
Pereirinha

                   [b] MC                     MC[/b]
                 Rinaudo            A. Santos

ED Schaars Matias EE
Jeffrén A. Martins Aguiar Capel
Carrillo Izmailov

                      [b]AV[/b]
                     Bojinov
                     Rubio  
                     Djaló                  [b] AV[/b]
                                               Ricky
                                              Postiga