AG Sporting: O I-voting. Será viável?

Penso que o I-voting surge em grande parte para retirar cada vez mais utilidade e pertinência às AG’s.
Tem sido aliás essa a tendência desta direção.

Núcleo do Sporting CP da Quinta do Conde

19 h ·

Depois de já termos tido alguns exemplos de AG’s em variadíssimos modelos noutros clubes, a nossa MAG continua a empurrar com a barriga os problemas do clube.

Um dia a mais sem ouvir os sócios, é sempre um dia a menos de clube.

Ouçam os sócios, respeitem o maior património do clube.

Respeitem-nos, sem demagogias, sem propaganda, não queremos decidir sobre o i-voting, já na próxima AG.

A prioridade é o futuro e a coesão do clube.

#acordasporting


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, texto que diz "É ASSIM TÃO DIFICIL MARCAR UMA AG OU NÃO QUEREM OUVIR DOS SOCIOS? SPORTING NUCLEO SPORTING PORTUGAL #ACORDASPORTING QUINTA CONDE"

Perfeito.
Tenho 2 anos de quotas por regularizar e vou, mais cedo do que eu julgava, regularizá-las para rejeitar este logro.

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Mariana Cordeiro Ferreira

I-QUE ESTOU CANSADA

A verdade é que havendo resultados dentro de campo, ajuda muito mais a que os sócios queiram saber, queiram estar, queiram fazer parte.

09 Ago 2020, 12:00

Foi o tema da semana. Percebendo ou não do assunto, toda a gente quis dar a sua opinião sobre o I-Voting, o Jornal do Sporting CP fez capa com isso, o Nuno Sousa do Eu Sou Sporting já tinha falado (e bem) sobre o assunto, o André Bernardo também escreveu um artigo sobre isto e agora chegou a minha vez.

Sou sincera, não gosto de falar ou de escrever sobre um tema sobre o qual tenha pouco conhecimento. Só falo do que conheço com clareza e do que sei, caso contrário prefiro ficar calada no meu canto. Se não vou acrescentar nada ao que outros já disseram, vou estar a causar mais ruído para quê?

Por isso mesmo, e por ter total desconhecimento sobre o assunto, resolvi ir perceber, ir descobrir e ir tentar saber um bocadinho mais sobre esta história toda, porque para falar é bom que se tenha conhecimento de causa e entre vantagens e desvantagens já tomei a minha posição sobre o assunto.

Antes de mais nada tenho a sorte de poder viver muito próximo do Estádio e do Pavilhão, nunca tive de fazer uma viagem superior a 15 minutos para poder sentar-me no meu lugar, ou ir assistir a um jogo no Pavilhão. Sei que sou uma sortuda, porque tenho a plena consciência da quantidade de Sportinguistas espalhados por esse Mundo fora que gostavam de ver o Estádio com a regularidade que eu consigo.

Muitos são os leões e leoas completamente apaixonados que viajam horas a fio só para durante uma hora e meia poderem respirar um bocadinho de Sporting e voltar para trás. Muitos são também aqueles que para além do tempo que passam a andar para trás e para a frente, gastam o dinheiro que muitas vezes daria para outras coisas, só por causa dessa hora e meia, acho que são muito poucos os que têm a consciência do quão cansativa e dispendiosa é uma viagem Porto-Lisboa ou Algarve-Lisboa.

Depois de tantas Assembleias Gerais, acho que já toda a gente percebeu que neste momento existe apenas uma forma de votar: presencialmente. Não vale a pena fazermos contas, achar que pode existir outra maneira, porque não há. No que toca às Assembleias Gerais, ou se vota presencialmente ou não se vota de todo.

Já no que respeita a actos eleitorais a situação muda de figura: presencialmente, no dia das Eleições ou por correspondência. Confesso que sabia que para votar por correspondência tem de existir o reconhecimento de assinatura, o que eu não sabia é que esse custo do reconhecimento de assinatura era suportado única e exclusivamente pelo sócio.

Ora, eu que vivo próxima, posso ir votar de forma gratuita, mas um sócio que more no Algarve, no Norte, nas Ilhas, ou até no estrangeiro, não pode. No minimo, o que se pedia era que o custo do reconhecimento da assinatura fosse suportado pelo clube, ou, que na pior das hipoteses, fosse devolvido ao Sócio sob a forma de desconto na Loja Verde, quotas ou etc.

Resumindo, nas eleições os sócios que vivam a mais de 80km de Lisboa, se quiserem votar têm de pagar, não para votar, mas para que o seu voto seja reconhecido como válido. Em Assembleias Gerais, um sócio que mora nos EUA, ou até em Vilar Formoso, tem de ir a Lisboa se quiser fazer valer a sua opinião.

Então, de modo a tornar possivel o voto de todos aqueles que quiserem fazer parte das AG’s e dos Actos Eleitorais, sem terem de se deslocar foi “inventado” o I-Voting. Uma plataforma que permite que os sócios do Sporting possam fazer parte das decisões do clube sem terem de se deslocar ou de ter custos associados.

Se eu concordo com o I-Voting? Concordo pois. Agora se me perguntarem se faz sentido isto ser uma prioridade neste momento no Sporting, aí a minha resposta já será outra. Obviamente que acho crucial que todos os sócios, sejam eles de onde forem, tenham voz, que possam fazer valer a sua opinião, mas isto é assim tão urgente?

A urgência para mim está em fazer o Sporting ser Campeão outra vez, a urgência está em termos capacidade para pensar que os sócios têm de fazer parte do dia a dia do clube, se o I-Voting ajuda nisso? Com toda a certeza que sim, mas a verdade é que havendo resultados dentro de campo, ajuda muito mais a que os sócios queiram saber, queiram estar, queiram fazer parte.

Curioso para saber o que malta de mobilidade reduzida, que precisamente acumula a maioria dos votos, pensa disto. Já podiam votar do lar.

“I-VOTING PERMITE E POTENCIA OS ‘CACIQUES’ DO VOTO”

Poiares Maduro quer fazer diferente e apresentou, com outros Associados, uma revisão estatutária. Em discurso direto, o antigo ministro explica os quês e os porquês da iniciativa. Exclusivo Leonino

João Estanislau

Texto

12 de Agosto 2020, 11:14

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I-voting, segunda volta, novo modelo de governo, mais transparência e mais escrutínio. Estas são algumas das propostas de revisão estatutária que um grupo de Associados apresentou à Mesa da Assembleia-Geral do Sporting Clube de Portugal para serem discutidas na próxima reunião magna (VER AQUI). Entre os subscritores está Miguel Poiares Maduro. O Leonino esteve à conversa com o antigo Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional para esclarecer os Sportinguistas.

Leonino: O momento conturbado que se vive atualmente no Clube fez com que várias pessoas conhecidas do universo leonino pedissem a demissão e eleições antecipadas. Contudo, referiu ao jornal Record que “mais importante do que andar a discutir eleições e candidaturas é discutir modelos de governo”, referindo-se à alteração estatutária que foi proposta. Considera que se a mesma for a votos e for aprovada, o Presidente do Conselho Diretivo, Frederico Varandas, deve-se demitir nesse momento ou deve levar o seu mandato até ao fim?

Miguel Poiares Maduro: Acho importante manter os dois temas separados, embora não nego que possam existir relações entre eles. Um dos objetivos das alterações dos Estatutos propostas é aquele de criar condições para que possamos eleger cada vez melhores pessoas para o Clube e selecionar cada vez melhores quadros para a SAD, bem como conduzir quem quer que tenha essas responsabilidades a fazer um melhor trabalho. Claro que, por si só, nenhuns Estatutos garantem isso, mas os Estatutos podem promover e potenciar as condições para que isso aconteça e é o que pretendo. Se aprovados, competirá ao Dr. Frederico Varandas avaliar se quer ou não continuar a exercer as funções de Presidente à luz das novas obrigações e limites que os Estatutos lhe passarão a impor, incluindo na relação com a SAD.

L: Na proposta de Revisão Estatutária, na qual é sócio subscritor, o primeiro ponto de análise que o relatório faz referência é a informação aos Sócios e a transparência na gestão do Clube, onde se pode verificar, nos artigos mencionados, informação facilitada aos Sócios, que lhes permita uma consulta pormenorizada de todos os assuntos em Assembleias Gerais, bem como a garantia de toda a transparência de que os Estatutos estão a ser cumpridos. Com esta introdução, aproveito para lhe questionar: Considera com esta medida que volte a existir uma reaproximação aos Sócios?

MPM: A nossa proposta corresponde a um aumento substancial da transparência de três formas diferentes. Primeiro no âmbito das matérias sujeitas a uma obrigação de informação aos Sócios, desde informação financeira a todo o tipo de contratos e protocolos feitos pelo Clube. Segundo, na disponibilização dessa informação através de meios que a tornem facilmente consultável e compreensível para os Sócios. Terceiro, criando um órgão com competência específica para monitorizar o cumprimento dessas obrigações e poder decidir também do seu alargamento. Todo o isto contribui para aproximar mais os Sócios do clube, gerando mais confiança, mas também maior escrutínio e, consequentemente, qualidade na gestão.

L: Observa uma atual descrença quanto a imparcialidade e à forma de gestão por parte dos atuais órgãos sociais?

MPM: A questão da descrença quanto à imparcialidade dos órgãos sócios envenena muito o ambiente no clube. Sejamos claros, só se restabelece essa crença na imparcialidade dos órgãos sociais de fiscalização e controle se estes tiverem uma legitimidade própria e genuína independência face à direção garantida pelas regras dos Estatutos. Não é isso que acontece atualmente e essa é outra das nossas prioridades. Espero que os Sócios que suscitam essas dúvidas de imparcialidade sejam consequentes e apoiem as nossas propostas e que os que não têm essas dúvidas hoje percebam que, mesmo sendo esse o caso, é igualmente importante retirar qualquer risco dessa perceção existir agora ou no futuro.

L: Entroncado com o reforço dos Núcleos com a alteração que é promovida nos Estatutos, pensa que existirá uma maior adesão dos Sócios para fazerem a sua intenção de voto?

MPM: Quanto à questão dos Núcleos, eles são fundamentais para assegurar e potenciar a presença do clube em todo o território, mas também para permitir uma participação mais alargada dos Sócios no Clube, independentemente de onde vivam. É por isso que prevemos o voto descentralizado. É também por isso que prevemos a celebração de protocolos entre a Direção e os Núcleos, sujeitos, no entanto, a uma obrigação de transparência quanto a esses protocolos e ao tratamento não discriminatório dos diferentes Núcleos (atendendo naturalmente a fatores como o número de membros).

L: Pretende que seja criado um novo Conselho de Ética e Disciplina, que assegure, de forma imparcial, toda a idoneidade de todos os processos e dos meios de comunicação oficiais do clube, de forma transparente, ao mesmo tempo que retiraria esses poderes ao Conselho Fiscal e Disciplinar. Por que razão entende que seja necessário a criação deste novo Conselho?

MPM: Há duas razões fundamentais para a criação de um Conselho de Ética e Disciplina. Primeiro, as competências necessárias para apreciar essas questões são diferentes das competências necessárias em termos de controle e auditoria financeira. São muito poucas, para não dizer nenhumas, as pessoas que são especialistas em ambas as áreas. É por isso aliás que quase todas as organizações com bons modelos de governo têm órgãos diferentes para estes temas. Isso também é assim crescentemente no futebol, veja-se a FIFA por exemplo. Segundo, o leque de obrigações que criamos nestas matérias é muito alargado. Se o atual CFD já tem dificuldade em cumprir adequada e atempadamente com as suas competências, isso seria efetivamente impossível com o âmbito muito mais alargado de competências e obrigações que criamos no domínio da transparência, escrutínio financeiro, prevenção de conflitos de interesse, controlo de integridade. Um dos erros mais comuns em Portugal é fazer regras e depois não ter as instituições adequadas para garantir o seu efetivo cumprimento. É esse erro que pretendemos evitar cometer e por isso a necessidade de criar um Conselho de Ética e Disciplina.

“Segunda volta é necessária, mas não suficiente”

L: Uma questão que parece reunir o consenso dos Sportinguistas, dado a forma como se expressam nos grupos das várias Redes Sociais afetas ao Clube é a questão de uma segunda volta para a eleição dos órgãos sociais, algo que também pretende implementar. Por que considera esta uma alternativa válida?

MPM: Uma segunda volta ajuda a corrigir a atual fragmentação no clube e a conferir uma maior legitimidade a quem for eleito. Sendo importante, está longe de ser suficiente, no entanto. Por isso, fazemos uma proposta mais ampla de reforma do Clube. Quem acha que o problema do modelo de governo do Clube, e a forma como este induz desconfiança nos Sócios, se corrige apenas com uma segunda volta está enganado. Esta é necessária, mas não suficiente.

L: Pedia-lhe uma opinião mais abrangente sobre o i-voting em particular. Apesar de ainda não ter sido aprovado pelo Conselho Diretivo, tudo indica que irá mesmo a votação em Assembleia Geral. Desse modo, aproveito para lhe perguntar a sua posição apenas nesta matéria, e se considera positivo esta questão proposta por um grupo de trabalho liderado por Rogério Alves e quais serão as implicações que espera caso seja aprovado?

MPM: Discordo do método seguido para preparar esta matéria e discordo ainda mais quanto ao fundo. Quanto ao método, acho que uma matéria tão sensível como esta deveria ter sido estudada por uma comissão cujos membros fossem independentes e especialistas no tema, o que não parece ter sido o caso. Quanto ao fundo, temos de começar por nos perguntar por que razão apenas um Estado adotou tal sistema, a Estónia. E mesmo este sistema tem sido alvo de avaliações independentes internacionais negativas. Além disto, os estudos sobre o caso da Estónia notam que só foi possível nesse país devido a uma enorme confiança dos cidadãos nas autoridades públicas que organizam o sistema e as eleições. Ora, não apenas tal confiança não existe de todo no Sporting neste momento, nem os Estatutos garantem a independência de quem monitoriza as eleições (sendo que este é outro aspeto que a nossa proposta procura corrigir). Além disto tudo, há um aspeto que é normalmente menos falado, mas que me parece tão ou mais importante: O problema com o i-voting não é apenas a integridade do sistema. O i-voting permite e potencia aquilo que se designa de “caciques” do voto. Pessoas que controlam e criam sindicatos de votos. Basta imaginar a circunstância de um líder de um grupo de adeptos que pede as senhas de acesso aos outros membros do seu grupo para votar por eles ou a circunstância de vários votarem numa mesma sala sem qualquer segredo do voto poder ser respeitado. Isto é um risco que esse sistema de voto iria criar e que me parece inaceitável.

“Clube necessita novo modelo de governo para uma melhor liderança e um maior escrutínio”

L: Apesar de já ter dito publicamente que há questões mais importantes do que falar em eleições antecipadas, questiono-lhe se caso o Sporting CP for para eleições, pondera eleições à Presidência e se sim, qual a equipa e quais as novas ideias que tem para o Clube?

MPM: Como disse acima acho totalmente contraproducente misturar as questões e não faz qualquer sentido discutir agora. A discussão sobre os Estatutos foi aberta pela direção e a MAG nesta altura e é nesta altura que eu, os outros proponentes e todos os Sócios têm o direito, e direi mesmo o dever, de apresentar as suas propostas para os Estatutos. O Clube necessita de um novo modelo de governo para potenciar uma melhor liderança e um maior escrutínio, e correspondente confiança, por parte dos sócios. Como já disse, nenhuns Estatutos garantem, por si só, essas mudanças, mas podem ajudar a que elas existam. É tempo dos Sócios do Sporting serem consequentes com a frequente insatisfação que manifestam quanto às questões como a falta de transparência, pouco profissionalismo ou os conflitos de interesse. Ser consequente com isso é aprovar um modelo diferente de governo. O Eisntein dizia que a definição de insanidade era esperar resultados diferentes continuando a fazer o mesmo. Está na altura de fazer diferente no nosso clube. E seriamos um exemplo em Portugal e não só.

O tipo quer outro conselho leonino?! :laughing:

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Isso não faz qualquer sentido.
Temos a AG do orçamento em atraso, não acredito que façam uma AG sobre o I-voting antes dessa AG.
Cheira a fake news mas é só esperar por 5a para ver.

Devem é fazer a votação sobre o I-voting inserido numa das AG ordinárias de votação do orçamento ou na do relatório e contas.

não acredito que tenham a audácia de marcar a AG do i-voting antes ou de forma simultânea à de aprovação de contas que foi inexplicavelmente adiada, acho que era demasiada cana até para os mais ingénuos e moderados.

caso seja e caso seja aprovado o churrasquinho elet… perdão i-voting que façamos massivamente uso de uma das últimas chances de nós exprimirmos em contexto normal de AG e que estes animais se não derem respostas aceitáveis nem tiverem uma postura ao nível de órgãos sociais numa reunião magna de uma instituição do Sporting, como não tiveram em nenhuma no seu mandato e tive presente em todas, que saiam de lá, no mínimo, com as orelhas a arder. que não deixemos nada por dizer e que sejamos militantes para lá dos fóruns e das redes sociais. transportemos a raça e o sportinguismo para onde realmente interessa, para as assembleias gerais.

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Uma pouca vergonha se isto for para frente assim!
Estão com uma pressa de finalizar o caldinho que é uma coisa incrível.

Até pode ser, mas porquê tanta pressa? Há tantos outros assuntos que se arrastam por anos mas logo com isto é tudo feito com urgência. Não brinquem com isto, todo este assunto cheira mal!

A resposta é simples.
Esta direcção sempre foi muito contestada mas com esta época essa contestação atingiu patamares históricos.
Na última AG, que decorreu já vai fazer quase 1 ano (ainda nem tínhamos sido eliminados pelo Alverca na taça) o R&C foi aprovado por apenas 52% dos votos (se fosse votantes não passava).
Quem estava céptico quanto a esta direcção depois desta época está totalmente contra.
Mesmo quem era a favor desta direcção também já se apercebeu da incompetência e incapacidade do Varandas.
O clube está num estado lastimável e acabámos de fazer uma das piores épocas da nossa história no futebol… ainda por cima estão a insistir nos mesmos erros que nos vão levar a uma nova época tão má ou pior.

Logo esta direcção só tem uma opção para se manter lá e terá de o fazer urgentemente… inserir um sistema de voto que é altamente manipulável e, o mais importante, que não deixa rasto físico dessa manipulação. É um sistema que foi adoptado e de seguida abandonado em quase todas as entidades que optaram por ele, sempre devido a graves erros e com constantes polémicas com diversas acusações de manipulação de resultados.

Daí a pressa para inserir este sistema… com um sistema de voto normal esta direcção rapidamente cairá.
Com o sistema de voto normal não tenho dúvidas que Orçamento e R&C serão chumbados, já passou à rasquinha da ultima vez e não estávamos neste estado.

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Duvido isso aconteça. Só se estiverem com muito medo de perder o poleiro e avancem pra tentar passar sorrateiramente isto… caso avancem, duvido que passe… há muita contestação…

Confirma-se que eram fake news. Não há nenhuma convocatória no Jornal Sporting.

Estes retardados que espalham estas notícias falsas têm de perceber que só estão a ajudar o Varandas.
Com tanta merda que ele faz só fazem as pessoas distrair-se dos assuntos importantes.
É fundamental chumbar o i-voting quando houver AG e estes retardados com estas notícias só estão a contribuir para que passe.

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O caminho que se fez em tão pouco tempo! A fantástica evolução da tecnologia democrática leonina dos últimos 2 anos devia ser objeto de estudo. Ou de um livro!
Uma simples pen permitiu o “golpe de estado” e o inovador i-voting pode garantir a perpetuidade do “novo regime”…

“I-VOTING É UM ATO DE FÉ EM QUEM CONTROLA O SISTEMA”

Bruno Mascarenhas, ex-dirigente do Sporting CP, aborda o processo do I-voting e explica, em exclusivo ao nosso jornal, a sua proposta para o voto descentralizado

João Estanislau

Texto

30 de Agosto 2020, 18:37

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Após Bruno Mascarenhas ter apresentado uma proposta de voto descentralizado (LER AQUI), estivemos à conversa com o próprio para percebermos melhor esta alternativa.

Leonino (L) – Apesar de considerar que os Núcleos ficam “esvaziados da sua importância e relevância” caso o I-voting seja aprovado, o que poderão os mesmos fazer para se revitalizarem?

Bruno Mascarenhas (BM) – Os Núcleos serão aquilo que os seus Sócios e dirigentes quiserem que seja. Continuarão a desempenhar as suas funções de representação do clube e a reunir os Sócios e adeptos do Sporting CP nas regiões onde estão inseridos. Continuarão a disponibilizar bilhetes para os jogos em casa e fora, além da cobrança de quotas entre outros serviços que já prestam atualmente. A dimensão social e desportiva dos Núcleos também se manterá, dependendo sempre da vontade e carolice dos seus dirigentes.

L – Refere que os votos por via informática podem não ser seguros, pois não permitem “a todos os candidatos concorrentes que verifiquem a validade e a verdade da votação”. Deste modo, qual seria a solução para assegurar que todos os parâmetros são cumpridos de forma legal e segura?

BM – Para que haja transparência e verdade, o processo não pode ser opaco. A única forma que conheço em que os parâmetros estão a ser cumpridos é a da verificação da capacidade eleitoral do eleitor e na contagem dos votos. Tal não é possível pelo I-voting. Foi recentemente publicado um estudo nos Estados Unidos da América, pela Universidade de Standford, uma das mais reputadas do Mundo, que desaconselha vivamente o I-voting pela facilidade de adulteração dos resultados. O eleitor fica absolutamente entregue a um sistema e à seriedade de quem o controla e nem sequer tem forma de alegar eventuais irregularidades. É um sistema não verificável. Passa a ser um ato de fé em pessoas, em quem podemos ou não confiar. Isso é inaceitável.

L – Na alternativa que propõe, indica que “a lista final será então submetida à Mesa da Assembleia Geral (MAG) que, no prazo de cinco dias, poderá efetuar uma vistoria aos locais propostos e eventualmente reprovar aqueles que, fundamentadamente, entenda não reunirem as condições adequadas”. Os Núcleos são uma grande fonte de apoio para o clube e têm uma grande ligação com o Sporting CP, mas também são independentes do mesmo. Como tal, de que forma é que a votação nos Núcleos seria feita de forma célere e que garantisse a confiança de todos os Associados que queiram fazer uso da sua intenção de voto?

BM – Os Núcleos são independentes e não são. É preciso não esquecer que apesar de serem uma associação privada sem fins lucrativos, os seus estatutos e procedimentos foram definidos em função dos interesses do Sporting CP e os seus dirigentes são todos, obrigatoriamente, Sócios do clube. Os Núcleos existem para servir o Sporting CP, os seus Sócios e adeptos. A votação deve ser sempre supervisionada por um representante da MAG do Sporting CP ou, caso a mesma MAG assim o entenda, requisitar um ou mais funcionários do clube para assegurar a validade do processo. Aliás, já no Estádio José Alvalade, são os funcionários do clube que acompanham o processo eleitoral, desde a acreditação até à contagem dos votos. Até vou mais longe. Nos últimos atos eleitorais foram contratados assistentes cuja função era acompanhar os Sócios junto dos terminais de voto eletrónico e permanecer junto das urnas onde os Sócios depositavam os canhotos (votos em papel). No caso da votação nos Núcleos, os seus dirigentes disponibilizam as suas sedes e os seus recursos humanos para mais uma vez servir o Sporting CP e os seus Associados com total controle e supervisão da MAG do Sporting CP. Eu sugeri que o representante da MAG do Sporting CP fosse um sócio A de credibilidade insuspeita, mas, como referi acima, podem ser enviados funcionários do clube para assegurar que os interesses do Sporting CP e dos seus Sócios são devidamente acautelados.

“Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar”

L – Na sua proposta escreve que “após o fim do período de votação, as urnas serão abertas e haverá uma contagem manual dos boletins de voto depositados anteriormente na urna. Para este ato só poderão estar presentes, além do Presidente da MAG do Núcleo, o representante da MAG do Sporting CP e um delegado por lista concorrente (escrutinadores) que se quiserem fazer representar”. Vários têm sido os casos no Sporting CP onde os representantes de listas concorrentes levantam questões face à contagem de votos (por exemplo: a Lista C, encabeçada por Bruno de Carvalho em 2011, após saber que tinha ficado em segundo lugar, tendo sido Godinho Lopes o vencedor). Um delegado de cada lista, que confira a contagem de votos é a solução encontrada para que haja o fim destas suspeitas?

BM – Nas eleições que refere estavam apenas dois delegados dessa lista para todas as urnas de voto que eram mais de 20, se me recordo. Neste caso, haverá um delegado de cada lista concorrente por cada mesa de voto. Além, claro, do representante da MAG do Sporting CP e do presidente da MAG do Núcleo. Estão diferentes entidades representadas, o que assegura a fiscalização do processo, a sua independência e validade.

L – Refere que “todos os Sócios que pretendam votar nos Núcleos, tal como acontece no Estádio José Alvalade, terão de passar por um processo de acreditação e o seu nome será bloqueado imediatamente no sistema central informático, impedindo-o, caso assim o pretendesse, de tentar votar noutro Núcleo ou na sede em Lisboa”. Esta questão também foi abordada pelo grupo de trabalho, liderado por Rogério Alves, que resultou na proposta do I-voting. Caso a proposta seja aprovada e a sua decisão seja favorável em Assembleia Geral, o voto nos Núcleos e o I-voting poderão coexistir? De que forma?

BM – Não podemos confundir uma coisa com a outra. O modelo que proponho pressupõe que nos locais onde o voto é descentralizado possa existir um terminal informático (computador) com acesso ao caderno eleitoral. O Sócio, quando se apresenta para votar, entrega o seu cartão de Sócio e de cidadão, recebe um boletim de voto de acordo com a sua categoria de Sócio e número de votos. Nesse momento, fica bloqueado o acesso a poder votar no Estádio José Alvalade ou noutro Núcleo. Eu defendo que cada Sócio do Sporting CP possa votar em qualquer ponto do País, mas também aceito que o caderno eleitoral seja restrito por regiões, ou seja, um Sócio da Guarda só possa votar na Guarda ou no Estádio José Alvalade e não o possa fazer em Portalegre ou Viseu. Nesta minha proposta, o caderno eleitoral é verificável e os Sócios que votam também têm de fazer prova física da sua existência. Tal como os votos. São verificáveis. Quanto ao I-voting, não é possível verificar se foi o Sócio Manuel ou Francisco a votar ou se alguém ou um algoritmo votou por ele. O sócio Manuel ou Francisco também não tem nenhuma garantia e, por mais que digam que este processo é auditado por empresas “independentes”, que o(s) seu(s) voto(s) foi para a lista que escolheu ou para outra qualquer. Como disse acima, a democracia não é um ato de fé. É feita de verdade, transparência, para que não subsistam dúvidas ou suspeições. Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar.

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Rita Garcia Pereira

O CAPITÃO NO SEU LABIRINTO

Independentemente do que se possa dizer, mantenho-me contra a venda da maioria da SAD, seja a que pretexto for, e contra a implementação do voto electrónico.

31 Ago 2020, 09:29

Enquanto escrevo estas curtas linhas, o Sporting CP venceu a Belenenses SAD (LER AQUI), num jogo amigável, após ter ganho, com maior dificuldade, ao Portimonense (LER AQUI) e, antes, se ter permitido perder contra a equipa B e o recém promovido SC Farense. Agosto termina, assim, com uma derrota insólita, outra muito pouco aceitável e duas vitórias pouco expressivas contra equipas mais fracas. Pese embora neste último jogo se começasse a vislumbrar maior entrosamento entre os jogadores que restam, a conclusão que se tem de tirar é que a equipa principal parece pior do que os miúdos que Amorim resolveu lançar, fora os 15 que foram enviados para a Academia. Não sou grande admiradora desta estranha estratégia negocial de se dizer aos próprios e ao mercado que não contamos com determinados jogadores. Por um lado, problemas de disciplina resolvem-se entre paredes e não nas páginas dos jornais. Por outro, tal como sucedeu com Bas Dost, independentemente do que possa ter feito Acuña, não é a promover ostensiva e publicamente o afastamento de profissionais que se conseguem melhores negócios. Mesmo com Jorge Mendes. Sobretudo, diria eu, com Jorge Mendes. Gerir um clube como o Sporting CP não é estar na cadeia de comandos do exército em que se castiga a falta de disciplina, ainda que a ordem seja absurda, até porque ao arrepio da prática anterior, independentemente dos resultados de tal castigo. É, acima de tudo, saber gerir um conjunto assinalável e, bastas vezes, contraditório de interesses, obtendo sempre o melhor resultado para o Clube. Mais não se exige. Menos não se pode aceitar.)

Gabriel Garcia Marques, autor do romance que dá o título a este artigo, escreveu um dia que devemos deixar passar o tempo para ver o que ele traz. Contudo, um outro autor deixou claro que a história se repete sempre duas vezes, a primeira como farsa, a segunda como tragédia.

Como já escrevi uma vez, não consigo alinhar no discurso de quem segmenta os sócios em duas intransponíveis barricadas, uma das quais fiel a Bruno de Carvalho e que se arroga ser a fiel guardiã do Clube e outra, constituída por todos os demais, ávida de alienar o Sporting Clube de Portugal a todo o custo, cujo único objectivo, segundo os primeiros, é prejudicá-lo.

Independentemente do que se possa dizer, mantenho-me contra a venda da maioria da SAD, seja a que pretexto for, e contra a implementação do voto electrónico.

Agora que se volta a falar das inúmeras vantagens de se alienar parte do capital da SAD, invocando-se também a necessidade de se encontrar uma equipa profissional para a última como forma de se justificar uma duplicação de rostos, parece-me a hora de voltar a dizer não. Por pior que possa parecer o actual regime e por mais críticas que possamos tecer a esta Direcção, ressalvado o devido respeito, não é, seguramente, com a alienação da SAD, feita a favor de um falso profeta qualquer (ou de um conjunto deles, ainda que não integralmente identificados ou identificáveis…) que venha prometer grandes êxitos e bolas nas balizas alheias, que a situação se invertirá. Que os casos do Belenenses e do Desportivo das Aves, ambos representativos do que de mal pode ocorrer com uns invocados investidores que, longe de salvarem um clube, o derrubam, sejam o que é preciso para que a história se não repita no nosso Clube.

Da mesma forma, ao contrário do que a Direcção se tem esforçado por anunciar, o dito voto pela internet está muito longe de ser seguro e quem quiser saber realmente o que pode ser feito numa votação nestes termos basta ir além da espuma dos dias e analisar o que sucedeu nas eleições para a Ordem dos Advogados, em especial no Conselho Regional do Porto.

Dito de outra forma, nem as muitas vezes invocadas (e, refira-se também, outras tantas contrariadas) dificuldades financeiras justificam a venda da SAD, nem uma – até agora – não procurada proximidade aos sócios pode ser fundamento para uma alteração aos Estatutos que não se preocupe como uma segunda volta mas seja lesta a instituir um procedimento de difícil controlo. Para os que não sabem, o sistema que está pensado vai buscar muita inspiração – vá lá saber-se porquê…- ao que foi usado nas eleições dos Advogados, sendo que, após o apuramento do acto eleitoral, quando um dos candidatos procurou impugnar as eleições, o que lhe foi transmitido foi que, caso não tivessem existido testes certificados antes da abertura, durante o horário de voto e imediatamente a seguir, o resultado era inconformável e impassível de ser auditado. Acresce que, conforme se veio a apurar posteriormente, esse sistema (que nem garantia que o votante fosse, de facto, o eleitor…) representou um aumento de custos financeiros nada despiciendo e que nos foi justificado com a necessidade de controlo que, depois, se veio a apurar ser totalmente inútil.

Num clube onde há uns anos se fala em churrasquinhos, é o que se quer? Num clube que dispensa trabalhadores por alegadas faltas de dinheiro, que aliena jogadores pelo mesmo motivo, que não paga dívidas (como a de Amorim) pelo mesmo motivo, um encargo destes explica-se como?

Em todo o caso, para memória futura: caso a dita alteração venha, de facto, a ver a luz do dia, então a empresa que audite não pode deixar de fazer os ditos testes nos momentos já referidos: antes, durante e imediatamente depois. Tudo o que não siga este figurino é um cheque em branco. Ainda que nos garantam que não. Que Varandas se coloque a si mesmo num labirinto é um problema dele. Que nos coloque a todos, com um sistema incontrolável e pago com o dinheiro dos sócios, passa a ser um assunto nosso.

Viavel só com uma direção honesta, portanto para já NÃO!!!!

:snake:

2 Curtiram

Vamos lá desenterrar isto já que será discutido na AG de 8 de Outubro.