AG Sporting: O I-voting. Será viável?

O i-voting independentemente de ser interessante ou não, deveria ser uma decisão com a qual esta direcção deveria ter uma preocupação nula. São uma direcção com uma base de apoio cada vez menor e obviamente que um processo destes nunca deveria ser dirigido por um corpo directivo neste estadio.

Mas como estes senhores são autistas e completamente alheados da realidade tornaram isto numa bandeira quando tudo o resto muito mais importante que a porcaria do i-voting defina.

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Esta pressa do i-voting não me parece nada inocente

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A constituição do grupo de trabalho é também sinónimo da completa falta de independência.

Tudo farei com os meus votos para que isto não passe. Não com esta direcção completamente fragilizada e incompetente.

A votação da aceitação do i-voting já será realizada através de i-voting.

No comunicado do Sporting:

“… o Conselho Directivo congratula-se por poder comunicar…”
“O Conselho Directivo congratula-se com o teor das conclusões…”

Não ganhámos nada esta época e fizemos uma das piores épocas de sempre por isso resta-lhes auto congratularem-se com isto.

9 Elementos

Rogério Alves mais

4 da MAG

  • Vice João Palma
  • Secretários José Tomé Carvalho , Pedro Almeida Cabral, José Costa Pinto

4 do CD

  • vice João Sampaio
  • vogais André Bernardo, Alexandre Nogueira, Miguel Nogueira Leite.
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La está…

Obviamente que o i-voting, nem que seja pelo facto de se ter tornado o tema mais relevante para esta direcção, será mais uma machadada fatal no clube. Espero que os associados do clube encontrem pelo menos meio neurónio perdido no chão, que lhes permita chegar a esta conclusão.

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SOU SPORTING COM PROPOSTA PARA INTRODUÇÃO DO I-VOTING

Projeto liderado por Nuno Sousa, assumido candidato às eleições de 2022, vinca a relevância das alterações estatutárias e explica as questões tecnológicas

Maria Pinto Jorge

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1 de Agosto 2020, 11:25

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Este sábado, dia 1 de agosto, o movimento ‘Sou Sporting’, vai lançar dois vídeos – o primeiro pelas 12h30 e o segundo pelas 18h – cujo tema fulcral passa pelo I-Voting.

Considerado mesmo o “tema de momento entre Sócios e adeptos leoninos, dividindo opiniões”, o projeto que tem como cabeça de cartaz Nuno Sousa, também ele comentador do Leonino, pretende desmistificar esta questão, que tem por base a atualização da forma como são feitas as votações no Sporting CP, defendendo que é “um Clube com mais de 3,5 milhões de adeptos espalhados por todo o mundo, mas que obriga os seus Sócios a deslocarem-se a Lisboa se quiserem votar nas eleições para os Órgãos Sociais do Clube ou participar numa Assembleia Geral», sublinhou Nuno Sousa.

O candidato às eleições de 2022, tem a opinião bem definida: “Mantemos firme a opinião de que urge permitir a todos os Sócios que possam votar, independentemente da sua localização geográfica, da sua condição financeira ou do seu estado de saúde. Em nosso entender, isto é promover a equidade entre os Sócios», afirma.

Nos dois vídeos, serão explicados, com base em questões tecnológicas, depois de o projeto ter reunido com duas empresas de renome internacional, a forma mais lógica de implementar o I-Voting, ainda que considerem que “o Estádio José Alvalade e o Pavilhão João Rocha continuarão a ser locais de voto por excelência, mas a dimensão nacional e internacional do Sporting Clube Portugal faz com que esses pontos físicos se alarguem a todos os Núcleos permitindo o voto à distância, tanto nas AG eleitorais como nas AG ordinárias e extraordinárias que exijam votação dos Sócios”.

O objetivo de hoje passa por explicar aos Sócios as mais-valias que tal implementação pode trazer ao Clube, caso seja aceite em Assembleia-Geral.

Abaixo, fica o link para a página do projeto:

https://sousporting.pt

Fotografia de Sou Sporting

Ingenuidade ou quinta coluna?

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Exatamente o que pensei.

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No dia em que aceitarem isto, o Sporting Clube de Portugal, tal como o conhecemos, acaba. Se já agora é só caldinhos com os votos, imaginem as trafulhices que não farão com os computadores… Aí é que os croquetes nunca mais de lá saem, até acabarem por vender o clube ao preço da uva mijona, depois de bem esmifrado.

na prática o Ivoting já quase que existia, pois desde a famosa AG no PA os papeis de voto dos sócios estão todos marcados.

Portanto é mais uma formalidade.

Viável será, até porque é seguramente o futuro. Agora se é viável com esta direção e estes decisores? Não me parece.

Também não me parece viável para já, mas também não me parece viável o que já li de tornar os núcleos do SCP centros de voto para os seus associados.

Se as pessoas que estiverem à frente do clube forem honestas, que não é o caso atual, eu prefiro o voto telemático ao voto em núcleos.

A favor da transparência e verdade. Posto isto, não sei até que ponto tal pode ser garantido com a introdução do I-voting pelo que gostaria de saber discriminadamente o que representa a sua introdução e como se processaria o sistema de votação. Sendo bastante céptico por natureza, acredito que votarei contra a sua introdução, quanto mais não seja, porque não confio em qualquer decisão ou proposta por parte deste CD e urge destituí-lo o mais rapidamente possível.

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Não desbaratem tempo e paciência e oxigénio estudando e opinando sobre as vantagens e desvantagens da iniciativa em si, e cinjam-se a isto, senão o essencial passar-vos-á ao lado e a direcção somará um triunfo que não seremos capazes de cancelar: a quem a propõe (direcção de burlões e traidores) e à maneira como esta alteração estatutária (que está sem dúvida no top 3 das mais significativas da história do Sporting Clube de Portugal) está a ser dirigida (ao jeito de um governo com aspirações autoritárias que corre contra o tempo para eliminar uma lei ou uma realidade política que está no caminho dos seus planos ou que ameaça o seu conforto).

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EX-PRESIDENTES DA MAG COMENTAM I-VOTING

Eduardo Barroso diz que devia haver mais informação, Dias Ferreira não acredita que passe e Marta Soares não comenta para já. Exclusivo Leonino

João Estanislau

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6 de Agosto 2020, 13:49

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Quanto ao sistema de i-voting, as opiniões dividem-se, mas sempre
com ressalvas. O projeto começou com um grupo de trabalho
constituído por nove elementos, liderado por Rogério Alves,
presidente da Mesa da Assembleia Geral, que entregou um relatório
ao Conselho Diretivo, entretanto já em apreciação. A decisão
final está agora nas mãos dos Sócios e será um tema a abordar na
próxima Assembleia Geral, juntamente com o Orçamento 2020/2021.

Em comunicado, o Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal,
considera que é um passo inovador e de grande mobilização da
massa associativa leonina: “O Conselho Directivo congratula-se com
o teor das conclusões a que o Grupo de Trabalho chegou por
considerar que este sistema de votação torna o voto acessível a
todos, ampliará seguramente a legitimidade e a força das
deliberações tomadas, será um fator de grande mobilização da
massa associativa do Sporting Clube de Portugal e representará um
passo totalmente inovador e pioneiro como é timbre do Sporting
Clube de Portugal”.

No mesmo comunicado, dirigindo-se diretamente aos Sócios, o
Conselho Directivo deixa algumas certezas: “Que do estudo e
análise realizados pelo Grupo de Trabalho não se identificam
normas legais que impeçam a introdução do I-Voting nas
assembleias gerais do Sporting Clube de Portugal; Que a introdução
do I-Voting permite manter inalterado, no essencial, o modelo de
assembleias gerais que tem vindo a ser seguido no Sporting Clube de
Portugal, isto é, o tradicional modelo que prevê períodos para
debate e votação e, bem assim, o direito dos Sócios de formularem
propostas sobre temas incluídos na ordem de trabalhos; Que a
introdução do I-Voting deverá garantir em qualquer caso o
segredo do voto e a autenticidade do meio utilizado e dos
resultados, à semelhança do “voto eletrónico” já utilizado
pelo Sporting Clube de Portugal nas assembleias gerais eleitorais
desde 2013”.

Sob a forma de tentar obter reações a este novo sistema de
votação, o Leonino questionou algums dos antigos Presidentes da
Mesa de Assembleia Geral.

Eduardo Barroso estranha que “Rogério Alves, que liderou esse
grupo de trabalho, não ter contatado antigos presidentes da Mesa da
Assembleia Geral, para darem a sua opinião”. Contudo, acha
“louvável” a iniciativa desde que “se garanta a seriedade do
processo, a segurança informática, que não possam existir
intromissões, que o voto seja secreto, que não se possa votar uns
pelos outros e que estejam reunidas todas as formas para funcionar
como segurança.

“Acho que nos temos que adaptar às novas tecnologias; agora acho
que, como Sócio há muitos anos (Sócio n.º 231), deveria ter-me
chegado mais informação sobre esse projeto liderado por Rogério
Alves. Sinto que houve pouca publicidade”, sublinhou o conhecido
cirurgião.

Eduardo Barroso concluiu dizendo que não entende qual foi o
critério para que esse grupo de trabalho se tenha formado e a sua
legitimidade. “Tenho sempre algumas dúvidas em algo que seja
liderado por Rogério Alves, pois considero que o mesmo não tem o
consenso e a legitimidade toda que pensa que tem. Era necessário
que esse grupo de trabalho representasse as várias sensibilidades
do Sporting CP, pois temos visto nos últimos tempos os grupos de
trabalho que têm sido criados e que estiveram na origem dos grandes
problemas do Sporting CP”, terminou.

Por sua vez, Dias Ferreira, outro antigo Presidente da Mesa da
Assembleia Geral, considera que “o tema do i-voting é uma
diversão para não discutir outros temas e tenho muitas dúvidas
que seja aprovado na Assembleia Geral”, por considerar que “a
maioria das pessoas estão contra”.

“Não se acha essencial uma segunda volta, mas acha-se essencial
esta matéria do voto eletrónico, é estar a brincar”, vincou
Dias Ferreira, que foi presidente da Mesa da Assembleia Geral entre
2009 e 2011.

Quando questionado se aprovaria esta questão, Dias Ferreira foi
bastante claro: “Enquanto Sócio não aprovaria, pois não
considero uma questão essencial neste momento”, concluindo e
frisando de novo que “é uma modernice para não se discutirem
outros temas mais importantes”.

Também contactado pelo Leonino, Jaime Marta Soares, Presidente da
Mesa da Assembleia Geral entre 2013 e 2018, preferiu, por agora,
não comentar.

O i-voting irá ser votado na próxima Assembleia Geral,
garantindo o Clube que “o I-Voting permitirá uma muito mais
ampla e regular participação dos Sócios na vida do Clube, uma vez
que possibilitará o voto ‘quando quiser e onde estiver’”,
garantindo que “caberá aos Sócios deliberarem e terem a palavra
final sobre o que vier a ser proposto”.

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André de Serpa Soares

i-TIRO NO PÉ

Pessoalmente, sou contra a ideia “um sócio, um voto”, porque acredito que a fidelidade, aqueles que nunca abandonam o Sporting, deve ser recompensada.

07 Ago 2020, 14:00

Não sou, na teoria, contra o voto electrónico. Mas vou votar contra a proposta do CD que pretende alterar os Estatutos do clube apenas neste ponto. Passo a explicar porquê.

Os Estatutos do Sporting Clube de Portugal precisam de ser revistos em vários pontos.

Absolutamente fundamental e urgente é instituir a segunda volta nas eleições para o Conselho Directivo e MAG, caso nenhuma lista obtenha na primeira volta uma maioria absoluta de cinquenta por cento mais um voto. E isto é muito fácil de entender. Com a atual fragmentação e divisão entre sócios, com a previsível proliferação de listas e candidatos que se vão continuar a apresentar nos próximos actos eleitorais, sem segunda volta arriscamo-nos a ver uma Direcção eleita por vinte ou trinta por cento dos votos. E isso causaria ainda mais instabilidade, com a maioria de sócios que não votou nas listas eleitas a ser, potencialmente, “oposição” desde o início. Ora, o que o Sporting tem tido em excesso é, exactamente, instabilidade, pelo que não precisa de mais. Não se entende, nem compreende, assim, como Frederico Varandas, na já célebre – pelas piores razões – entrevista ao jornal Record, afirmou que “urgente” era o i-Voting, desvalorizando e desclassificando esta questão da segunda volta. Mas o i-Voting é urgente, porquê?

Outra alteração estatutária que me parece fundamental e urgente – muito mais “urgente” que o i-Voting – é voltar a aplicar o método de Hondt nas eleições para o Conselho Fiscal e Disciplinar. Trocando isto por miúdos, esta questão do método de Hondt significa que o CD e a MAG podem continuar a ser eleitos por lista única, mas o Conselho Fiscal e Disciplinar, pelas suas funções específicas e necessidade acrescida de independência face aos outros Orgãos Sociais, deve integrar elementos de todas as listas que se apresentaram a eleições, na proporção da votação obtida.

Outra questão ainda que deve ser discutida e decidida pelos sócios em sede de revisão de Estatutos é a do número de votos por antiguidade. Pessoalmente, sou contra a ideia “um sócio, um voto”, porque acredito que a fidelidade, aqueles que nunca abandonam o Sporting, deve ser recompensada. Mas também me parece que a actual grande diferença no número de votos deve ser esbatida, diminuída. Seja como for, independentemente da opinião de cada um, as diversas propostas devem ser apresentadas aos sócios e estes, e só estes, podem e devem decidir.

Há ainda outras questões que entendo que devem ser propostas e discutidas em qualquer iniciativa de alteração de Estatutos que venha a ser posta em discussão e votação pelos sócios, como a separação das funções de Presidente do Clube e de CEO e gestor da SAD e do futebol profissional.

Mas aqui, mais uma vez, têm de ser os sócios a decidir.

Restringir a discussão da revisão dos Estatutos à questão do voto electrónico é uma oportunidade desperdiçada (mais uma) de fazer bem as coisas, uma desnecessidade, mais um erro destes órgãos sociais. Até porque, assim como se apresenta, esta iniciativa está condenada ao fracasso. Vai ser chumbada pelos sócios. Estes órgãos sociais não merecem a confiança da maioria dos sócios. Fazer finca-pé numa questão tão pouco importante como o voto electrónico, deixando de lado, premeditadamente, a discussão de questões estatutárias bem mais urgentes, como a segunda volta, parece suspeito, suscita dúvidas e perplexidades, gera desconfiança sobre a bondade dos objectivos. E isto não é um processo de intenções da minha parte. Isto é conhecer e saber ler o sentimento que é cada vez mais transversal ao Universo dos sócios do Sporting.

Se os actuais Órgãos Sociais estão fechados sobre si mesmos e não conseguem fazer esta auscultação e este diagnóstico sobre o universo sportinguista, isso significa apenas que estão cada vez mais isolados, perdidos e a navegar à vista.

Por tudo isto, se for apenas colocado à discussão e votação dos sócios o voto electrónico, sei bem como voto: “Não”.

PS: Entretanto, foi hoje divulgada pela comunicação social uma proposta de revisão alargada dos Estatutos, com um projeto liderado por Miguel Poiares Maduro. Já conhecia o texto preliminar desta proposta que, além de alguns dos pontos que refiro acima, institui também diversos princípios de publicidade, transparência e prova de idoneidade dos titulares dos Órgãos Sociais do Sporting. Concordo genericamente com as propostas de Miguel Poiares Maduro, apesar de acreditar que a proposta pode ser ainda melhorada, e serei provavelmente um subscritor da mesma.

PS 2: as minhas crónicas no Leonino também vão de “férias”, acompanhando o autor. Estarão de volta a este espaço na última semana de Agosto. Boas férias a todos os leitores que ainda vão usufruir delas, bom regresso ao trabalho aos que já as gozaram.