Um pouco mais calmo a ver se consigo dizer mais qualquer coisa.
A AG, as AG’s, são cada vez mais de uma enorme vacuidade. Ninguém vai lá para se elucidado, todos vão com decisões tomadas. Ninguém está lá para verdadeiramente responder ou esclarecer. As discussões debates e questões, são vistas como um sacrifício até aos votos. Aliás, na próxima, caso não seja uma assembleia de credores, proporei (ou talvez não que não lhes darei essa rebuçado) isso mesmo no período antes da ordem do dia. Que se dispense o debate e se passe imediatamente à votação.
Valeu pelo convívio e pelos momentos de puro humor vividos. Deste destaco uma intervenção poética em tom romântico-pimba, o sr. Sampaio a funcionar como técnico de som, o sr. Lopes a responder de impulso a algo que o sr. Castro não quis responder, etc. Mas é humor do tipo daqueles filmes pastilha-elástica, que se vêem, com que nos rimos, mas 5 minutos depois já nem nos lembramos.
Não concordo totalmente com quem diz que o sr Barroso conduziu bem os trabalhos. Grande parte da confusão que os mesmos foram deve-se à forma blasé com que ele misturou tudo para agilizar e despachar a coisa o mais rápido possível (devia ter mais que fazer). Esteve bem impedindo alguns abusos mas quando para ser respeitado tem que invocar a sua, pelas suas palavras, já provecta idade…(e há quem ponha o figado nas suas mãos…).
O ponto antes da ordem do dia terá sido o menos participado. Uma questão sobre camisolas e uma questão sobre pavilhão. Um passeio. Sobre o pavilhão, o sr Lopes resolveu economizar na verdade, anunciando a aprovação a dia 28 do plano de pormenor. Tal não é inteiramente assim, como depois pude esclarecer com o vogal da direcção Ricardo Tomás. O PP foi revisto e obrigado por isso a voltar a ser aprovado em reunião de câmara. Espera-se agora agendamento na AML onde, na sua anterior versão, já estava (com agendamentos sucessivos) desde 29NOV2011. Ah e a data daquela aprovação em reunião de câmara foi a 26.
O ponto 2 e 4 foram propostos a aprovação por unanimidade e aclamação como sempre previ e assim foram considerados. Posso no entanto afirmar, que o ponto 4 não foi por unanimidade. Eu mantive-me sentado e em silencio.
O ponto 1, foi mais do mesmo, com o sr. Castro a ter uma prestação ao nível de um engº quimico, com algumas perguntas a serem feitas e mal respondidas ou não respondidas de todo, pelo CD e pelo CF. Tivemos ainda direito a mais uma evangelização pelo sr. Lopes, misturando contas do clube com contas da SAD a relembrar que sempre teria dito que os dois primeiros anos seriam de prejuízo mas que o 3º já teríamos lucro. Esfreguemos então as mãos de contentamento. Este ano é que é. Não sei é como é que vão aumentar as receitas na ordem dos + de 300%. Ou então há alienações na costa…
O ponto 3 foi proposto serem votadas em separado as cooptações que foi recusado. Foi lembrado que os dois propostos tinham posições antagónicas recentes o que seria expectável de causar cisões (mais???) no CD. Foi aprovado. Mais um passeio
O ponto 5 de tão técnico e sem questão foi apresentado por uma advogada do clube. Sem espinhas
O ponto 6 foi a confusão. Não poderia faltar a confusão. A proposta era a aprovação da comissão, o proponente Boal lembra-se de propor logo um elenco, o CD outro. O boletim de voto só estava preparado para a votação da aprovação da comissão. Solução? Desenha-se uma 2ª coluna onde ficaria a proposta do sr. Boal e na coluna pré-impressa a proposta do CD. Resultado poucos perceberam ao certo o que era para fazer. Resultado pior, a proposta que constava da convocatória não foi votada. Imagine-se alguém que concordando com a constituição de uma comissão não concordasse com os elencos propostos (que foram apresentados a seco sem qualquer identificação das verdadeiras valências das pessoas propostas). Não podia votar. Isto para mim, no meu parco conhecimento jurídico é razão para impugnar esta votação. E discussão dos limites e âmbito do trabalho da comissão, das obrigações da mesma, dos meios , etc? Nada!
De resto o clima algo intimidatório com a presença de seguranças oficiais e oficiosos. Aliás um deles, oficial, numa postura inconcebivel, foi-se sentar, aí sim, intimidatoriamente, à frente de um sócio mais exaltado que terá entrado em dialogo com o sr Brito, o comunista mais reaccionário que conheço (também não conheço muitos…)
Ainda a mistura de pontos na altura das votações, que me leva mais uma vez à inabilidade da MAG para conduzir os trabalhos dentro dos preceitos de uma AG. Foram votados em conjunto os pontos 1 e 3 e depois os pontos 5 e 6. Na mesma urna. Isto complica e muito o papel dos escrutinadores aumentando e potenciando a possibilidade de erro. É preciso perceber que as coisas têm que ser bem feitas, se demoram mais tempo; paciência, se atrasam o jantar ou a recolha aos lares; azar!
A presença também continua a desiludir. No inicio dos trabalhos, diria que seria possível a AG ter sido realizada no auditório. No fim percebi que teriam estado ~400 sócios (não tenho os números de cor). Se percebermos que no dia anterior estiveram 35.000 pessoas em Alvalade, se aceitarmos que só um terço fossem sócias e destas só um terço da zona de influencia de Lisboa ( e isto nem é desculpa pois veio gente de faro) foram ainda assim somente ~10% destes que se dignaram a aparecer. Assim não há condições e acabamos por ter o clube que merecemos!
No computo geral, as votações 60-40 mostram que a coisa já esteve mais folgada. mas diz também, extrapolando a coisa, porventura de maneira abusiva, que duma relação de 36-36 nas eleições, a “situação” ganhou 24% e os do contra apenas 4%. Mas no dia em que se quiser fazer alguma coisa, isso é possível. Com organização e discrição e acima de tudo com um trabalho enorme de convencer os que já não vão a aparecerem. O problema é que estes são cada vez mais. ainda ontem mais 2 ou 3 me disseram que para eles tinha acabado!
Bem, valeu pelo convívio!