A História

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Discordo em absoluto da questão do Marquês de Pombal.

Existem N livros, inclusives de escritores ingleses, que decorrem uma série de méritos e de mais valias gerais da politica pombalina.

Na época, grande homem, grande estadista, grande obra… errou? Claro… mas acertou mt mais no que o q errou

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Tenho falta de conhecimento para contrapor, porém a decisão de expulsar os jesuítas de Portugal provocou atrasos e boicotou a educação, o desenvolvimento industrial e a ciência.

Depois, à boa maneira portuguesa, os favorecimentos ao seu núcleo próximo sem olhar a meios para atingir os seus fins. Apropriou-se dos bens do reino para os controlar e promover a riqueza muito filtrada.

Prometeu muito e fez muito pouco. Contudo, posso estar a ser injusto e a balança tender mais para o legado positivo da sua gestão.

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Simplificando, Pombal fundia em si um profundo “patriotismo” e “progressismo” e, infelizmente digo eu, estamos habituados é a ver “patriotas” “reacionários” e “progressistas” “apátridas”… Pombal agia conscientemente em prol da grandeza do Reino, do seu império, e da sua modernização económica e social… Nesse aspeto é para mim uma figura singular admirável…, sem recusar excessos, erros e arbitrariedades, em parte decorrentes da época em que viveu… Era “direita” e “esquerda” antes destas existirem…, era daqueles que punha o país acima de tudo (serviço do Rei como se dizia) e o queria fazer maior e mais forte… Assim, de forma muito muito atamancada é o que me parece.

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Projectou ou fez mesmo? Prometeu, elaborou documentos importantes, agora a sua aplicação pode ter ficado aquém do esperado ou desejado. Entre prós e contras, entre o certo e o errado, a balança pode pender para o errado e ter contribuído para o nosso fraco desenvolvimento. Sem esquecer, o Marquês de Pombal governou sem contraditório, sem oposição, pois ele controlava uma Corte já por si desligada.

Entre 1750 e 1755/6 foi apenas secretário de estado dos negócios estrangeiros. Apenas em 1755/56 foi nomeado secretário de estado dos negócios interiores do reino (só então controlou o setor das finanças) e teve logo de enfrentar o grave problema da reconstrução de Lisboa, seguida da guerra de 1762 com três invasões espanholas em território português, e queda das remessas de ouro do Brasil…, e depois só esteve no poder até 1777. Governou em condições muito difíceis.

bem…

marquês de pombal e a sua obra…

por onde começar…

  • Criação da região demarcada para a produção do vinho do Porto, 1ª região demarcada do mundo;
  • Gestão do país e em particular da zona de Lisboa, pós terramoto;
  • Reconstrução de Lisboa;
  • Acabou com a designação Cristão-Novos;
  • Criação de companhias e associações corporativas para regular a atividade comercial;
  • Mercantilismo e a menor dependência da Inglaterra;
  • Criação e desenvolvimento de N indústrias, como a dos lanificios na covilhã, a do vidro na marinha grande, entre outros;
  • Toda a ação levada a cabo no brasil;
  • Reorganização militar

e ainda falta tanto

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O forista ao que me apercebi está a ler um livro sobre isso, logo deverá estar focado nisso, mas tanta coisa fez o Sebastião, que não é justo estar a julga lo pela expulsão dos jesuítas, até porque a expulsão dos mesmos tem uma razão, ou várias até.

Começou esta semana uma série na RTP2 sobre a história francesa, que ou muito me engano, ou se tiver vários episódios além do que vi de relance, até poderá falar disso

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Os jesuítas ousaram desafiar o poder real nas suas determinações e tratados com Espanha relativos à América do Sul (nomeadamente importantes definições de limites fronteiriço), inclusive envolvendo-se em subversão armada; sabotavam os governadores locais (denunciado pelo irmão do Pombal); lançaram uma campanha obscurantista contra o governo do rei sob pretexto do terramoto (castigo divino, futuros castigos divinos e tretas dessas)…, numa época de despotismo real que se pretendia esclarecido tiveram mesmo de ir de vela…
e lá foram eles.

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SINOPSE

Quem foi o homem antes da lenda? Que circunstâncias da sua vida levaram a que se tornasse um mito?

Antes de ser convertido em símbolo da nacionalidade ou em paradigma do poeta genial, Luís Vaz de Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Um sedutor que perseguiu amores proibidos. Um cortesão e um boémio, movimentando-se entre as casas dos grandes senhores e as ruelas da cidade. Um desordeiro, frequentemente envolvido em arruaças, que se viu atirado para a prisão. Um soldado que combateu no Norte de África, de onde saiu mutilado, perdendo um olho, e depois na Ásia, onde passou dezassete anos, naufragou e escapou à morte. Um viajante deslumbrado com os mundos que as viagens marítimas revelaram ao Ocidente. Um escritor que renovou a língua portuguesa, publicando uma obra excecional e perdendo outra de igual valor.

Nascido no apogeu do império, testemunhando-lhe os primeiros sinais de decadência e as consequências do desaparecimento de D. Sebastião, a quem dedicou o seu poema épico, morto no dealbar da dominação espanhola, Camões celebrou e contestou os feitos do peito ilustre lusitano e pôs em verso as contradições de uma vida pelo mundo em pedaços repartida. Morreu doente, pobre e desalentado.

Coligindo e relacionando centenas de contributos, compulsando as fontes conhecidas, mas apresentando também dados novos, confrontando as lições adquiridas sobre a vida do autor de Os Lusíadas, Isabel Rio Novo reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e assim restituir a história de uma personalidade extraordinária.

500 anos depois do nascimento de Luís Vaz de Camões, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento da biografia do homem e do poeta, em que o rigor da pesquisa se alia ao registo inconfundível de umas das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.

Basicamente podes até culpar o Iluminismo, visto que eram os jesuítas que tinham as funções da educação em Portugal. Com as ideias iluministas, era necessário, e foi o que fez o Marques, reformar a educação, logo o afastar dos mesmos era mais do que previsível.

Outra coisa que trouxe o Iluminismo foi o reforço da centralização de poder, ou o despotismo iluminado.

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https://x.com/pedralexpereira/status/1797895265502069136

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Ideias que nunca saíram do papel e culminou no aumento de analfabetos, o número de crianças a frequentar escolas decaiu imenso depois dos jesuítas terem sido expulsos de Portugal. A reforma da educação resumiu-se apenas a uma promessa, nada mais. Atrasou-nos imenso e só com o Estado Novo foi possível começar a recuperar e a diminuir o número de analfabetos. Fácil de entender, eram os jesuítas quem dinamizam a educação em Portugal à época e depois de expulsos, ficamos órfãos de quem nos pudesse ensinar a ler e escrever. Agradecer ao Marquês.

https://repositorio.ul.pt/handle/10451/28704

Porventura a primeira da Europa segundo alguns autores
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&sca_esv=8ea0361af31360af&q=aula+de+comércio&tbm=isch&source=lnms&prmd=ivnbz&sa=X&ved=2ahUKEwjGi6jascaGAxVNX0EAHWRyAxAQ0pQJegQIEBAB&biw=1536&bih=703&dpr=1.25#imgrc=leBPdo9L37eLaM

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Estás a meter no mesmo bolo tudo, e não é bem assim, vou te dar um exemplo simples e prático.

Apesar da nossa taxa de analfabetismo continuar grande em relação ao resto da Europa…analfabetismo e qualidade de ensino são 2 coisas distintas….

A minha mãe estudante no tempo do estado novo, aprendeu os rios, as linhas férreas (que hoje grande parte não existem), uma história de Portugal contada da maneira que o regime achava que devia ser, e não é analfabeta, mas a qualidade do que aprendeu, vale o que vale.

Eu, já estudante em “liberdade” tive uma qualidade de ensino deveras superior ao que tiveram os meus pais, e não estou a falar no quão longe chegaram eles, porque até chegaram.

Eu ainda dei uma história de Portugal, que considero que é insuficiente para o ensino em Portugal. Eu sou daqueles que defende que a disciplina de história devia ser dividida em A e B, não como hoje é, que para áreas que a história “não interessa” condensa se tudo em história B e está a andar. Eu acho ou defendo como queiras, que história devia estar presente para todos até ao 12 ano, mas em uma disciplina A que só abordasse a história de Portugal, e outra B que abordasse a história mundial.

Eu quando cheguei à universidade rapidamente cheguei a conclusão que a história que se dá no secundário é 0… e dou te um exemplo, os descobrimentos, eu no secundário abordei os descobrimentos sempre da mesma forma e sempre ao de leve, porque não há tempo para a matéria toda que se dá no secundário. Quando cheguei à universidade, sobre os descobrimentos apanhei 3 cadeiras em 3 semestres, um de Portugal, um mundial no contexto, e outro focado só nos descobrimentos, em que num mês praticamente falei só de barcos e barquinhos e carreiras da Índia e etc….só num mês de universidade falei mais de descobrimentos do que em 12 anos de escola, e isto é válido também para o marquês de pombal, e tudo o resto.

O marquês não foi santo nenhum, e é questionável os métodos que usou para alcançar os objectivos, mas também caiu em desgraça após a subida ao trono da Maria Maluca, mas também culpar o homem por desgovernos anteriores e posteriores, não será deveras justo.

Epah o texto é longo, mas a ideia é curta e difícil de explicar, isto escrever no telemóvel …

É bem simples, o plano do Marquês de Pombal para a educação falhou pois no seu grosso nunca saiu do papel e atrasou-nos imenso. Com os jesuítas, responsáveis por grande parte da educação, estávamos ao nível de outros países do Ocidente. O pós jesuítas encaminhou-nos para trás e perdemos o comboio da frente. Só voltamos a recuperar no Estado Novo.

O centralismo, as elites, a usurpação do Estado para benefícios próprios, está no centro do nosso atraso e continua a estar. O Marquês de Pombal foi mais um entre tantos outros, o pedestal é muito frágil.

Estavas ao nível? Sempre tivemos atrasados, até te digo mais, desde que muitos desses países da Europa se separaram da igreja católica e passaram a ser protestantes, que estamos atrasados em relação a eles. O Iluminismo foi trazido para cá, estava já em vigor nos outros países que estávamos a nível, como dizes, e comparar a educação iluminista à dos jesuítas….epah.
Portugal a seguir ao marquês passou por crises profundas, não esquecer um terramoto em 1755, até que Portugal só começou a recuperar da década de 50 (1850).
às guerras com Espanha (laranjas) e França que deixaram o território destruído e pilhado, a independência do Brasil, o abrir dos portos brasileiros aos povos “amigos”, que rebentou com a tua indústria e alguma exportação que fizesses, depois uma guerra civil….isto tudo em 50 anos após o marquês ter saído.
Tu dizes que não saiu do papel, mas o ensino universitário em Lisboa e Coimbra mudou, já para não falar nas relacionadas ao comércio que o Sérgio deixou atrás, é que mudou tanta coisa. Agora uma coisa, podia ter sido feito mais, se o dinheiro deixasse e o D José não morresse, mas isso são outros 500