A História

Essa entrada diz a verdade no aspeto em que “Portugal não iniciou a escravatura em África”… aliás os portugueses do nem tinham qualquer capacidade para entrar no continente quanto mais entrar combater e fazer escravos em quantidade…

O que não diz, e isso é que verdade, é que foram os portugueses que iniciaram o “comércio transatlântico em grande escala de escravos”, escravos esses que eram feitos em África por reinos que os capturavam bem antes das nossas navegações para os venderem aos árabo-muçulmanos (tráfico por caravanas e no Índico)… e nosso caso português exigiam cavalos e se possível armas (sec. XV um cavalo por quinze escravos).

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O que diz é que nos culpam, e não é disso que nos culpam.
A escravatura em África era diferente antes e depois de Portugal lá chegar, é disso que nos culpam

O que também é válido para a escravatura iniciada pelo arabo-muçulmanos (nomeadamente a castração sistemática dos jovens masculinos) e para as escravidões anteriores aos árabes… a procriação dos escravos nas Américas foi uma preocupação europeia e completamente contrária aos objetivos da escravatura negra (e branca) pelos turcos e árabo-muçulmanos em geral que os renovavam mas não queriam casais negros a procriar…, houve diferenças entre o esclavagismo das diferentes civilizações…
O que destaca acima de tudo a europeia é que foram os ocidentais (europeus e americanos) a iniciar e acabar por impor a abolição da escravidão… e de modo nenhum os reinos africanos, nem a civilização islâmica, nem o Brasil independente…, Portugal também esteve aí (marquês de Pombal; Sá da Bandeira…) embora não de uma forma progressiva permanente.

Epah estás a misturar montes de coisas e a afastar te do que o artigo em si se refere….daqui a pouco estamos a falar do estatuto do índigena na época de Salazar, que basicamente foi um trabalho forçado escravo.
Os muçulmanos basicamente escravizaram antes dos portugueses lá meterem os pés, mas basicamente escravizaram prisioneiros de guerra, que foi o que se escravizou em África antes de lá metermos os pés. E aqui é que o artigo começa mal, porque o que nos acusam é de ir lá caçar negros e os levar em condições miseráveis para outro continente e fazer negócio disso, que os outros povos citados no artigo não fizeram .quanto ao procriar não percebo onde queres chegar, porque os europeus quiseram escravos a procriar para gerarem novos escravos. Era mais barato nascerem novos escravos do que ir comprar😂.
Também podias referir para seres mais convincente o número da escravatura portuguesa em 4 séculos superou a dos muçulmanos em 12, mas não interessa.
O ler artigos é ouvir políticos a falar de história quando na escola de história pouco se fala, dá nestas narrativas.

Isto é para rir?
Portanto, eles queriam os escravos para quê? Só para os humilharem, é isso? E para gastarem os seus recursos a alimentá-los?
Os escravos sempre foram para trabalhar pelos supostos amos/donos. Se não lhe queres chamar de “negócio” é um problema teu.
Para tão suposta sapiência, parece-me que falta aí uma pitada de contexto. Mas cada um come o entulho que quer.

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Os portugueses praticamente não caçavam escravos, conforme já disse, pois nem tinham essa capacidade, mas sim compravam escravos a quem os caçava (podem ser acusados de terem contribuído para o aumento da caça ao escravo e não de a fazerem, quem fazia eram outros negros de reinos negros esclavagistas).

Os quantitativos de escravos transportados pelos portugueses para as Américas estão avaliados em 4,5 milhões a que os nossos adversários (internos e externos) juntam uns 1,3 milhões da responsabilidade do Brasil independente, deliberadamente para totalizar uns “adequados” 6 milhões e assim fazerem um paralelo anacrónico e hipócrita com os 6 milhões de judeus. (bem explicado pelo professor João Pedro Marques, autor de diversos livros sobre escravatura, tanto por cá como no estrangeiro).

O esclavagismo negro árabo-muçulmano é avaliado pelo especialista franco-senegalês Tidiane N´ Diaye (O Genocídio Ocultado) em 17 milhões de africanos, embora ao longo de 13 séculos (margem de erro de 25%, mas para mais). Em alguns países africanos a escravatura só foi abolida oficialmente no sec. XX.

Estou a ler o livro, As causas do atraso português, do Nuno Palma, sobre diversos pontos que nos conduziram ao País que pouca riqueza gera. O autor escreve sobre a “maldição” do ouro do Brasil, século XVII e XVIII, como uma das grandes razões do atraso português, posso tender a concordar, no entanto creio que será demasiado excessivo.

Outra das causas foi o Marquês de Pombal e aqui concordo mais, a sua liderança teve mais pontos negativos que positivos. Então a decisão de perseguir e expulsar os jesuítas, foi um erro colossal.

Ainda estou a chegar a meio, faltam mais causas.

Não caçavam, nem para alimentar a mão de obra na Madeira chegava, quanto mais no Brasil :joy:

Provavelmente refere se do ouro que serviu para pagar ao ingleses o que lhes comprávamos, devido a acordos que fizemos com eles um “pouco duvidosos”

Sabes o que Portugal fez na escravatura ou simplesmente estás a falar para o ar? Sabes a diferença entre fazeres um povo escravo depois de derrotado ou ires caça-lo como fazem aos leões em África?, é que é um bocado diferente

Não tinham capacidade para caçar​:joy: fizemos lá feitorias só para trocar bugigangas. Vou ver o andebol, que isto estar em contra senso com a IA é lixado :joy:

Estou só a falar para o ar.
Infelizmente só me apercebi disso com esta tua resposta.

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Pois deve ser, também deves ser os que defendem os 4,5 milhões, mas só para Portugal vieram mais do que isso :joy:

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Sim. Ou seja, o ouro do Brasil subiu imenso o poder de compra da elite, obrigando a médio prazo a importar mais do que exportar. Consequência disso, a nossa economia deixou de produzir (a forte procura e a pouca oferta, aumentou a importação dos produtos transacionáveis) muitas fábricas e vimos um retorno de muitos para a agricultura.

Bem, então se havia mais procura, se havia capital, podiam ter investido na indústria, aumentando a produção. Óbvio que no século XVII tudo era distinto, ainda por cima sem a revolução industrial e sobretudo onde estava o capital.

Parece que o problema também estava na importação de bens de alto valor de acordo com os gostos caros da elite que tinha acesso ao ouro do Brasil. Nada disso se produzia em Portugal. E a aquisição de bens fora dos transacionáveis, tais como propriedades.

O autor fala disto e eu tendo mais a concordar, ou seja, a capacidade da Corte em controlar a chegada do ouro do Brasil e a sua distribuição. Permitiram concentrar essa riqueza num reduzido grupo, onde se inclua a própria Corte. Aqui sim, o grave problema que nos atrasou imenso e “rebentou” com o sector produtivo de bens transacionáveis.

Depois chegou o Marquês, para usar um jargão, um bom mamão à boa maneira tuga. Bem mais consequente que o ouro do Brasil.

Isto para afirmar, parece-me que o ouro do Brasil foi mais consequência que a causa.

Se fizeres uma leitura sobre o Tratado de Methuen, deve complementar informação sobre o livro que estás a ler.

Em 1761, Portugal aboliu a entrada de novos escravos na metrópole portuguesa.

A partir de 1840, Portugal contribuiu, à sua escala, para acabar com o tráfico transatlântico e no Índico, a nossa armada agiu em conformidade sobre os navios negreiros.

Lisboa teve um papel menor no tráfico marítimo de escravos. Segundo o Atlas of the Transatlantic Slave Trade, os portos portugueses europeus receberam 3,8% das viagens de navios negreiros. No nosso caso, o grande grosso das viagens ocorreu entre África e portos do Brasil, diretamente, não passava por cá.

Desconhece-se o número de escravos negros entrados em Portugal europeu ao longo da História (já li desde 11.000 a 800.000). Contudo a isto acresce escravos de origem moura… Infelizmente, não consegui adquirir o livro “Portugal e os Escravos” de João Pedro Marques por já estar esgotado.

Cavalos por Escravos não eram “bugigangas” para os reinos esclavagistas negros. Era fundamental para a sua atividade bélica.

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Aqui estou em acordo contigo excepto nos números da escravatura , mas não é isto que o artigo diz, estávamos a discutir a 1 parte do artigo, e o que trouxeste agora é a parte final da escravatura, que poderia trazer outra discussão baseada no que escreveste, tipo sobre o Brasil querer cobrar a Portugal pelo passado colonial.

Não era só cavalos, meteste mão de obra no Brasil nas plantancoes só a trocar cavalos? Muito cavalo tínhamos nos.
E isto só a falar no Brasil

Sabes porque o Maques de pombal aboliu a entrada deles? A razão?

Estive a ler o que o Veríssimo Serrão escreveu sobre isso, e ele considera que mesmo que a política de Pombal não fosse movida apenas por razões de humanidade tinha a justificá-la causas graves de ordem social em Portugal europeu (não apenas em Lisboa) nomeadamente no desemprego dos “moços de servir” no “excesso e devassidão” que eram contrárias ao espíritos das leis em vigor. Em 1771 todos os negros que nascessem depois eram considerados livres. a 2 de abril de 1761, os índios são declarados livres. Houve a consciência de que o recurso aos escravos tornava o resto da sociedade ociosa com grande prejuízo para o desenvolvimento económico e prejuízo para o Estado e aumento dos indigentes de toda a ordem…, isto está no texto do alvará com força de lei de 2 de abril de 1772…

Basicamente o descontentamento popular devido à falta de empregos menores, pelo excesso de escravos para o fazerem. Apesar de muito historiador, senão todos falarem das ideias iluministas e do humanismo blah blah. Como ao princípio ninguém ligou muito, foi decretada a lei do ventre livre depois como também falas mais à frente.