A História

Vá. Política já tem dois tópicos…

Recebi no meu email o Jornal Sporting 3832 com mais um artigo do historiador Luís Costa Dias insistindo na compra do título de Visconde de Alvalade pelo advogado da Coroa Alfredo Holtreman… Continua sem perceber o que eram “Direitos de Mercê” e, no fundo, a apresentar D. Carlos como um mero negociante de títulos (curiosamente considera um valor de “compra do título” igual ao valor do respetivo direito de mercê, mas nem deve ter percebido isso)… Espero idêntica posição para com os Presidentes da República sempre que haja lugar a pagamento de imposto de registo em ordens honoríficas…

O que não deixa de ser verdade… talvez por isso, uma sua filha natural, Maria Pia, se não me engano, vendeu os “direitos de sucessão” a um aristocrata italiano.
Está-lhes no sangue!

Não me admirava muito. Também comprámos a canonização da D. Isabel de Aragão, por exemplo, por questões políticas. O que não invalida que a mesma não fosse uma mulher extraordinária, com um sentido político apuradíssimo, sempre do lado da paz, da família, dos mais necessitados… Não quero chocar nenhum crente, até porque eu sou um deles. Mas o Vaticano só concedia beatificações e canonizações a quem pagava bem. Por isso é que, números redondos, talvez metade dos santos sejam espanhóis. E foi Filipe II de Espanha que ‘acelerou’ a canonização da Rainha Santa. Porque era Aragoneza e era mais uma forma de demonstrar aos Portugueses que ‘vinha em paz’. Em suma, não davam a ‘auréola’ a um qualquer, sem relatos de feitos heróicos. Mas também não davam de borla e/ou sem motivações políticas. Com os títulos honoríficos era igual. Não davam um título ao filho de um ‘alfaiate e de uma mulher de segunda’, como não quiseram dar ao Machado de Castro. Mas aos nobres, também só davam a troco de algo valioso…

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A Maria Pia vendeu o que não tinha, nem nunca nenhum filho natural real teve, que grande barrete… Deixa estar que com o Marcelo vai acabar por ser contado às centenas de títulos honoríficos até ao fim do mandato…, só o negócio com o Vasco Lourenço parece que ultrapassará as duas centenas, segundo números provisórios da respetiva lista…

Já agora, aqui vai outra vez a lista de impostos nestas coisas em final de monarquia…
https://geneall.net/en/forum/19712/direitos-de-merce-dos-titulos-e-outras-merces/

É sempre preciso colocar o respetivo adjetivo… pátria socialista… Não é pátria pela pátria independentemente de ideologia ou religião.

D. Rosario I, per grazia di Dio, Re del Portogallo e dell’Algarve, da qui e d`oltremare in Africa, Signore della Guinea e della Conquista, della Navigazione e del Commercio dell’Etiopia, dell’Arabia, della Persia e dell’India.

:sunglasses:

Wtf , sem comentários isto da Nike.

“…serviços secretos portugueses afetos à causa do senhor D. Duarte Pio…” :sob:
Mas interessante crítica ao funcionamento da partidocracia vigente, mormente quanto ao processo de escolha de candidatos a deputados …

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14 de Agosto…

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Uma das mais épicas e importantes vitórias militares portuguesas.

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Já lá fui ao centro interpretativo.
Muito fraquinho. Merecia bem mais.

Acho que nunca se deu o devido valor à ajuda Inglesa em Aljubarrota. Há três factores que nos fizeram ganhar em Aljubarrota. O mais importante, sem dúvidas, o Génio Militar e a Coragem do Condestável. Em segundo, a bazófia hispano-francesa, que os fez cometer todas as burrices possíveis. E muito importante, a ajuda britânica, sobretudo ao nível das tácticas.

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E das centenas de arqueiros.

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Sobretudo aos arqueiros ingleses e ao arco deles.
Os ingleses usavam um arco mais longo do que era habitual que permitia atingir maiores distâncias.

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Já tinham sido absorvidas por Nuno antes, no seguimento das guerras fernandinas e do tratado de Tagilde de 10 de julho de 1372. Em Aljubarrota não há razão para julgar que Nuno seguiu a orientação de conselheiros ingleses. Atoleiros revela que já tinha aprendido o que havia a aprender…

A vitória de forças com unidades de arqueiros equipados com o arco longo galês não era garantida…

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Em Dezembro deste ano irá cumprir-se o 50.º aniversário da penúltima guerra perdida por Portugal (sendo o último desaire referente à nossa intervenção militar no Afeganistão) , em consequência da conquista de Goa, Damão e Diu por forças militares da Índia.

Seguindo ordens absurdas de Salazar, as reduzidas e mal equipadas forças militares portuguesas enfrentaram um ataque demolidor das Forças Armadas da Índia, que envolveu ataques aéreos, marítimos e terrestres por mais de 36 horas. O conflito durou três dias, e vinte e dois indianos e trinta portugueses foram mortos nos combates. Mais de 4.000 militares portugueses foram capturados e sujeitos à humilhação da derrota e do desprezo pelas autoridades de Lisboa.

Terminava assim, sem glória e de forma sangrenta, a presença portuguesa no subcontinente indiano, ao fim de quase 500 anos.

Falta, entre a duas, a guerra do Ultramar com o país a passar de mais de 2 milhões de km2 para pouco mais de 90 mil km2…, a sua dimensão no sec. XV.