A História

Não é uma questão de dúvida, claro que admito a vida humana como um valor mas não como um valor acima de todos os outros, isso sim é um mito, parecendo evidente que convicções religiosas, convicções politico-ideológicas, e interesses de diversa ordem se revelam acima da vida do outro e por vezes até do próprio…

Claro que estando na constituição de vários países será aconselhável que o potencial homicida se dê ao trabalho de ler o respetivo artigo antes de decidir executar o ato criminoso…, não sei é se ficará dissuadido… É que “o valor da vida acima de todos os demais” não se aplica à vida das vítimas…

Os mesmos que inscreveram nas suas constituições são os mesmos que vendem armas ou mobilizam tropas para diversos teatros de operações.

Com as boas intenções desses posso eu bem.

Há uns que até as suas forças policiais instigam a tirar vidas por motivos de posse de erva ou embriaguez.

Podemos dizer que o valor absoluto da vida humana, na sociedade ocidental, é um dado adquirido no geral.

Mas o valor do dinheiro sobrepõe-se sobremaneira.

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Incluis também na tua crítica os regimes ditos “socialistas”, desde 1917 até à atualidade?

Um caso interessante de aplicação dessa máxima…, e lembrei-me disto porque a minha mulher quer ir hoje à tarde à Gulbenkian…, talvez também devido ao facto de eu estar a começar a ler a biografia de Gulbenkian da autoria de Jonathan Conlin.

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Rever que muito do que se sabe hoje sobre os Celtas, veio através dos Romanos os seus maiores inimigos que os odiavam, portanto há que pensar o tanto que é verdade e tanto que merece ser investigado melhor com base nos achados arqueológicos.

Sem dúvida.

Nesses o valor mais alto é pátria.

O que é que pretendes dizer com isso do “sem dúvida”?

Afinal, estás a incluir ou a excluir os regimes de ideologia marxista da tua crítica às sociedades em que, de acordo com as tuas palavras, “o valor do dinheiro sobrepõe-se sobremaneira” às “boas intenções”?

Estou a incluir, como é óbvio.

Porque o que estamos a discutir está para além da ideologia.

Tem a ver com o ser ou não uma super potência.

Todas as potências mundiais atentam contra a vida humana.

Olha eu estou neste momento numa que quer compensar a Polinésia “mas não lhe pede desculpa”

Atenção que a região hellenica na altura tinham uma população de perto de 10M de pessoas, o que era brutal para a época. Para além disso eram muito mais homogeneos que os Aquemenidas, que no fundo era um império composto por várias nações. Depois os gregos sempre tiveram hegemonia no mediterranico o que é vital para criar linhas de suporte às tropas.

O Alexandre herdou uma região macedonica bastante organizada, a nível militar, a nível social e economica pelo pai. O mérito das conquistas macedónicas deve-se muito também aos seus generais, aos seus soldados e às tácticas macedónicas bastante mais evoluidas do que as da época em questão.

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Não acho que faça sentido associares a questão de “ser ou não uma super potência” e de “potência mundial” aos atentados contra a vida humana. A maioria dos abusos de autoridade e das políticas lesivas dos direitos humanos acontecem em países que não são nem potências mundiais nem superpotências.

Tu fazes distinção entre vidas humanas. Eu não. É a diferença.

Lá está. Os fins justificam os meios…

Essa é boa…

No que é que te baseias para afirmares que eu faço “distinção entre vidas humanas”?

Referes-te às intervenções militares no Iraque, na Síria, no Líbano and so on?

Ou esses não contam?

Deve estar a confundir-me com outro.

Eu nunca declarei que as grandes potências não praticam abusos contra os direitos humanos. O que eu disse é que para além dessas grandes potências, muitos outros países que também o fazem. E foi exatamente por isso que te chamei a atenção quando associaste - mal - os atentados aos direitos humanos com o estatuto de grande potência ou de superpotência. Como se fosse um pré-requisito, o que não faz sentido nenhum.

Não são exclusivos dos países subdesenvolvidos nem dependem da religião por exemplo.

E ninguém disse o contrário… :roll_eyes:

Meu caro, desculpa o desabafo, mas esta já não é a primeira vez em que tu contestas uma afirmação ou uma tomada de posição inexistentes.

Tudo começou quando tu sugeriste que eu não admitiria que a URSS ou outras potencias comunistas cometeram crimes contra a vida humana.

Tens preconceitos sobre as minhas opiniões.
Não hei-de ter sobre as tuas?

Cometes mais um equívoco, porque não sugeri coisíssima nenhuma. Limitei-me a fazer-te uma pergunta.

Se consideras que colocar uma questão legítima é sinónimo de insinuação preconceituosa, então tens um problema que merece uma introspecção da tua parte.

Meu caro,

Se tens dúvidas das minhas opiniões eu também me reservo ao direito de ter dúvidas sobre as tuas intenções.

Não te queiras colocar por cima moralmente.

Neste caso enganamo-nos os 2.

Tu não perguntaste com preconceito e eu admiti que os regimes socialistas atentaram contra a vida humana.

Agora, não vamos esquecer o contexto dos nossos diálogos.

Meu caro,

Se achas que deverás exercer o direito à suspeição sobre intenções alheias, usando como argumento o facto de te colocarem questões pertinentes e objetivas, força nisso.

E quanto à moral, também não me parece que quem faz esse tipo de juízos de intenção esteja em boas condições de dar recados. Se reparares, a desconfiança em relação aos outros também revela uma atitude de pretensa superioridade moral…